PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 06.06.16

ABRE OS OLHOS PAPÃO. VIVA O LEÃO!

Um começo sofrível, bem diferente do ano passado quando o Papão já estava colado no G4, depois de uma estréia problemática. Os cinco pontos somados até a sexta rodada, deixaram o timer bicolor colado na zona de rebaixamento, necessitando urgentemente de uma grande reabilitação diante do Náutico-PE em casa. A desculpa do cansaço não está colando mais e o que chama mesmo a atenção é a formação de um time a cada jogo, em função de suspenções e excesso de jogadores no departamento médico. Na verdade, a única vitória do Paysandu na competição contra o Luverdense-MT – 2×1 – não convenceu a Avalanche bicolor, já que o time mato-grossense saiu na frente e por pouco não ampliava o placar e de tanto martelar a virada aconteceu, caso contrário o time estaria agora na zona de rebaixamento. Urge uma providência imediata, uma sacudida no plantel, uma cobrança imperiosa ao departamento médico no sentido de que sejam explicadas essas contusões “pós-jogo”. Dos três próximos adversários, Náutico-PE, Bragantino-SP e Avaí-SC, o único abaixo do Papão é o time do interior paulista porque os outros já estão cinco pontos acima. Acorda Papão!

ALTA TEMPERATURA

E finalmente o Remo conseguiu sua 1ª vitória na Série C, derrotando o RÍVER-PI por 2×1 lá dentro de Teresina, dando um salto na tabela de classificação, saindo da zona do “refugo”. Todos os gols saíram no 1º tempo e o estreante Edno marcou na sua estréia, tendo o zagueiro Brinner aberto o placar. O Remo voltará nesta segunda à Belém e vai se preparar para enfrentar o Botafogo-PB, quando, dependendo dos resultados da rodada, poderá entrar no G4. Depois de dois meses, finalmente o Remo conseguiu uma vitória.

BAIXA TEMPERATURA

E essa seleção heim, está dando dor de dente até em serrote. Antigamente o Equador era um saco de pancadas, mas na estréia o Brasil só não perdeu porque o juiz e seu assistente desmarcaram um gol lícito dos equatorianos, num verdadeiro “perú” do Alisson. Goleiro de seleção que toma um gol daqueles não pode nem pensar em vestir a amarelinha, ou azulzinha, que era a cor da camisa contra o Equador. A bola não saiu.

NO TERMÔMETRO

O percentual de aproveitamento do Paysandu na Série B é quase quatro vezes menor que o do líder Vasco da Gama, que já soma 16 pontos dos 18 possíveis (88,9% contra 27,8%). Um mau começo, mas a torcida espera que a reação já comece contra o timbu coroado. /// Reparem uma coisa: o excesso de pênaltis cometidos pela zaga do Paysandu nos últimos jogos, uns marcados e outros não. Contra o Bahia, os dois aconteceram e o Emerson acabou expulso pelo segundo amarelo. Dado terá que consertar isso. E o Alexandro ainda diz que o “juiz é brincalhão”. /// Muita confusão ontem em Teresina para começar o jogo do Remo por problemas na energia elétrica do Estádio Albertão. Por pouco a partida não iria ser jogada hoje, mas o bom senso do árbitro prevaleceu e acabou dando certo para o Leão, que venceu a partida. /// Amanhã o Papão voltará à Curuzú para pegar o Náutico na esperança de uma grande vitória, até porque a torcida vai cobrar no estádio uma vitória que convença. Dado deverá escalar sua equipe ainda hoje e tomara que mude o mínimo possível. /// O Leão Azul, se não convenceu com o futebol jogado pelo menos conquistou os três primeiros pontos fora de casa e agora é pensar no Botafogo no sábado em pleno Mangueirão, com certeza com casa cheia. /// Ontem em Paragominas eu participei do 6º circuito de Corridas e Caminhadas, patrocinada pela OAB/Pa, numa festa que reuniu mais de 500 participantes. /// Por falar em corridas e caminhadas, dia dos namorados, 12 de junho, será a vez da 7ª Corrida e Caminhada do Engenheiro, com o casal ganhando desconto para se inscrever junto. Inscrições no Boulevard Shopping ou no site http://www.clubedeengenhariadopara.com.br /// Desde sexta muitas dispensas na Curuzú, . A conferir hoje. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

6 de junho de 2016 at 6:30 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 06.06.16

Adeus à lenda Ali

Quando Muhammad Ali pontificava como grande nome do boxe mundial, o próprio boxe era uma modalidade respeitada, épica em seus combates eletrizantes. O tempo foi impiedoso com a nobre arte, fazendo com que se tornasse a partir dos anos 80 um esporte dominado por esquemas espúrios e jogadas de bastidores, perdendo credibilidade pública.
Depois da era Ali, os próprios campeões já não tinham a aura gloriosa de antes. Somente Sugar Ray Leonard conseguiu preservar a técnica e as esquivas que fizeram a fama de Ali. O último grande fenômeno, Mike Tyson, representou o canto de cisne do pugilismo. Depois da cena sangrenta da mordida na orelha de Evander Hollyfield, Tyson se envolveu em problemas pessoais e acabou preso. Foi então que o boxe se apequenou de vez.
Tornou-se tão pequeno que abriu espaço para uma modalidade brutal e praticamente sem regras, como o MMA, hoje muito mais visível e rentável, arrebanhando telespectadores no mundo inteiro, mesmo sem ter um pingo da majestade que Joe Louis, Sonny Liston, Foreman e Ali ajudaram a forjar por décadas.
É possível imaginar o desalento de Ali ao observar os escombros do boxe. Consciente, crítico e engajado como sempre foi, certamente não gostava do que havia sobrado do esporte que ajudou a tornar legendário.
Do ponto de vista político e das mudanças sociais, aspectos da vida humana que muito interessavam ao inquieto Ali, o velho lutador não deveria andar muito satisfeito também. Mesmo nos Estados Unidos de Barack Obama antigos fantasmas da exclusão social estão presentes nos dias de hoje.
Ali, como se sabe, era um inconformado com as injustiças. Jamais baixou a cabeça diante delas. Sua partida representa duro golpe para um mundo cada vez mais desprovido de heróis verdadeiros.
O célebre documentário sobre sua vida, muito citado e pouco visto, diz muito do legado deste negro que orgulhou a raça e fez com que muitos pudessem acreditar ser possível enfrentar os poderosos – de qualquer espécie e de qualquer parte do mundo.

Vitória e sufoco em Teresina

Foi penoso o terço final do jogo, submetendo a torcida remista a momentos de puro suspense, mas o resultado final foi recompensador. O time treinado por Marcelo Veiga conseguiu derrotar o River em Teresina, recuperando os pontos desperdiçados em casa na catastrófica atuação diante do Asa-AL.
Apesar do triunfo, o Remo continua a padecer de grave insegurança defensiva e sofreu bastante para conter as investidas de um time pouco mais que esforçado. Pelas limitações do River é possível avaliar o grau de dificuldades que o Remo ainda terá pela frente na Série C.
O gol de Brinner, logo aos 9 minutos, deu tranquilidade aos azulinos, que tiveram oportunidades para ampliar nos instantes seguintes. Uma desatenção levou ao empate do River dez minutos depois. No minuto final do primeiro tempo, Edno carimbou as redes piauienses com cabeceio fulminante depois de jogada de Eduardo Ramos e cruzamento perfeito de Levy.
Quando se imaginava um Remo tranquilo, administrando com inteligência a vantagem, o time entrou no segundo tempo como se estivesse em pânico. Nervoso, errava passes curtos, não conseguia estabelecer aproximação entre os setores e se preocupava exclusivamente em se defender – muito mal, diga-se.
Yuri era a honrosa exceção no amontoado de jogadores que Veiga instalou no meio-de-campo. Lúcido, buscava saídas, caprichava nos passes e foi incansável nas tentativas de ajudar Eduardo Ramos a conduzir o time à frente. O problema é que Allan Dias voltou a destoar na equipe, mas o técnico demorou muito a substituí-lo. Quando saiu, o time já estava entregue ao desespero pela pressão do River.
Em meio à confusão reinante junto à área azulina, até bola na trave o time piauiense conseguiu mandar. O Remo fez o terceiro gol, mas a arbitragem apontou uma irregularidade que ninguém viu. Em compensação, um penal de Lucas sobre Esquerdinha foi ignorado pelo árbitro.
A vitória é importante, mas Veiga precisa ser mais generoso com o torcedor. Cair na defesa por 45 minutos é tortura que a massa azulina não merece.

Aos trancos e barrancos

Quem se deu ao desprazer de ver a estreia do Brasil na Copa América Centenário, no sábado à noite, teve boa oportunidade de se defrontar com todas as mazelas da famigerada era Dunga. Jogar para não perder, respeitar um adversário historicamente menor e ainda sair de campo achando que o 0 a 0 foi bom negócio. Assim se comportou o Brasil diante do Equador.
Além das bolas mal trabalhadas, da incômoda falta de dribles e dos erros crassos de cobertura na defesa, a Seleção ainda mostrou uma incapacidade absoluta de chutar a gol. Parecia haver uma proibição de fazer arremates em direção à trave adversária.
Por timidez ou mediocridade, o Brasil disparou menos de 10 chutes ao arco equatoriano. Como o adversário também não se dispunha a chutar foi um jogo de meiúcas, com trombadas e faltas a granel.
Philipe Coutinho cisca, roda e não cria, exatamente o contrário de suas participações pelo Liverpool. Willian anda meio desligado e Renato Augusto só faz a gente lembrar do jogador mediano que o Flamengo exportou para a Alemanha.
O lance mais curioso – embora não brilhante – foi o chute do atacante equatoriano que o goleiro Alisson aceitou bisonhamente, tocando a bola para as próprias redes. Para sorte do arqueiro, o frango histórico não foi oficializado por erro primário do bandeirinha, que apontou uma inexistente saída de bola pela linha de fundo.
A barbeiragem do assistente salvou Dunga, que ainda teve peito de analisar o desempenho brasileiro como de bom nível. Opinião de alguém que nunca viu uma Seleção de verdade vestindo amarelinha e desfilando categoria pelos campos do mundo.

6 de junho de 2016 at 6:26 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 03.06.16

POSITIVO – Bela sacada essa de 24 horas ininterruptas de handebol, no Ginasio do SESI Almirante Barroso, das 8h da manhã deste sábado a 8h de domingo; mascotes da Olimpíada, Tom e Vinícius já em Belém.

NEGATIVO – Soube que uma cantora dará largada na condução da Tocha Olímpica a partir do Mangueirão e não mais Lyoto Machida. “São essas coisas que eu não entendo”

Lá e Cá

Dois paraenses agora na Seleção Brasileira na Copa América Centenária: coronel Nunes (chefe da delegação) e Ganso. Por sinal, meia tem 7 jogos na Sub 20 (1 gol), 3 na Sub 23 e 8 jogos na principal. Volta 4 anos depois.

Eis os 14 paraenses que já jogaram na Seleção Brasileira Principal desde 1914: Abelardo, Mimi Sodré, Pamplona, Santana, Ivan Mariz, Vevé, Otávio de Moraes, Zé Maria, Quarentinha, Sócrates, Paulo Vitor, Charles Guerreiro, Giovanni e Ganso.

Fundamental bom resultado do Paysandu hoje ou jogo de terça contra o Náutico, na Curuzu, se tornará de alto e risco por ser o árbitro Leandro Pedro Vuaden-RS-FIFA rigorosíssimo com o comportamento de torcida.

Diretoria Bicolor já colocará à disposição do Náutico vestiário de visitante com central de refrigeração; Hotel Concentração ainda não para bicolores.

Bahia e Paysandu jogaram 28 vezes, 14 vitórias do Tricolor da Boa Terra (50 gols), 7 do Lobo (36 tentos) e 7 empates; River e Remo 6 partidas, 2 vitórias de cada, 2 empates, 9 gols azulinos e 8 piauienses.

No Remo, Jussando legalizado, Time do treino de ontem: Fernando Henrique, Murilo, Brinner, Max e Jussandro, Smoller, Yuri, Alan Dias e Héricles, Edno e Fernandinho. E. Ramos na vaga de Alan Dias ou Héricles

Em 2016, Remo fez 21 jogos oficiais, 6 vitorias, 8 empates, 7 derrotas, 30 gols a favor e 26 contra, aproveitamento 41%. Leão Azul só não tomou gol em dua partidas: 1×0 no Nacional-AM e 4×0 no Náutico-RR, Copa Verde.

Já o Paysandu soma no ano 28 contendas, 15 vitórias, 9 empates, 4 derrotas, 50 gols a favor, 29 contra, aproveitamento de 64%.

Lobo esta noite com Lucas na lateral esquerda, mesmo meio campo do jogo passado, ataque Fabinho Alves e Alexandro.

Águia de Marabá para Série D: Bruno Colaço, Léo Rosas, Bernardo, Charles e Edinaldo, Mael, Esdras, Alexandre e Flamel, Danilo Galvão e Valdanes.

HOMENAGEM – Jandirene Souza Pina, a Janda, ex-bicampeã paraense de boxe peso leve pelo Paysandu e Boxe Company nos anos 90. Também vice brasileira. Casada administra o lar.

3 de junho de 2016 at 5:36 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 03.06.16

Um triste diagnóstico

Alfio Basile, ex-técnico da seleção da Argentina, espinafrou a Seleção Brasileira atual. Disse, com ar saudosista, que antigamente o futebol brazuca impunha respeito e sempre tinha jogadores de altíssimo nível. Para exemplificar, observou que a derrocada é tão séria que na recente Copa do Mundo o centroavante do Brasil era Fred. Segundo ele, o Brasil atual é o pior de todos os tempos.
Pode ser desagradável ouvir isso de um ex-jogador e técnico rival, mas não se pode dizer que Basile foi injusto. De fato, poucas vezes na história, o Brasil esteve tão pobre e desprovido de craques como agora. Neymar é a exceção em meio a um verdadeiro exército de jogadores comuns.
Basile citou o limitado Fred como símbolo, mas poderia ter mencionado Hulk, David Luiz, Willian, Fernandinho, Daniel Alves ou qualquer outro atleta daquela caricata Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2014.
E aqui cabe um adendo para justificar a citação de Fred por Basile. Muitos irão dizer que o atacante do Fluminense é um especialista em fazer gols. É verdade. Ocorre que essa faceta de goleador só foi mostrada em clubes. No escrete canarinho, onde a história é outra, Fred foi sempre muito questionado.
Por coincidência, recebi ontem uma ligação de Ambire Gluck Paul, desportista e bicolor juramentado. Falamos exatamente sobre o estágio do futebol no Brasil. Passado o impacto da vergonhosa goleada para a Alemanha, em Belo Horizonte, os equívocos na formação de atletas permanecem os mesmos de antes.
Ambire observa que, ao contrário do que já acontece em outros países, jogadores são submetidos a escolinhas sem qualquer qualificação para ensinar técnica e fundamento do esporte. Sob o comando de profissionais pouco habilitados, os meninos são obrigados a deixar a individualidade de lado e esquecer o drible como recurso.
Recebem preparação para ganhar musculatura e altura, mas não ganham o necessário estímulo para explorar o talento natural com a bola nos pés.
O Brasil glorioso e altivo, dos cinco títulos mundiais, era uma potência nascida naturalmente, com a revelação fabulosa de jovens boleiros, detentores de técnica diferenciada, capazes de diabruras com a bola – e sem ela. A liberdade criativa permitiu o surgimento de gênios como Pelé e Garrincha, supercraques como Tostão, Rivelino, Didi, Gerson, Romário e Ronaldo Nazário.
Hoje, com o sistema de fabricação voraz de atletas visando o mercado externo, alguns desses grandes talentos do passado correriam o sério risco de reprovação nos testes ministrados nas escolinhas de futebol. Paulo Henrique Ganso, um dos últimos representantes do estilo clássico de jogar, só agora foi chamado por Dunga para a disputa da Copa América Centenário.
O fato de Ganso ter sido a terceira opção (depois de Douglas Costa e Kaká) é revelador dos conceitos que povoam a cabeça do treinador. E a presença de Dunga pilotando a Seleção é a prova maior da decadência apontada por Basile.

Papão às voltas com o fogo amigo

Emerson; Edson Ratinho, Domingues, Pablo e Lucas; Augusto Recife, Ricardo Capanema, Jonathan e Rafael Costa; Alexandro e Fabinho Alves. Esta é a formação que Dado Cavalcanti utilizou no treino de ontem, em Salvador. Pelo visto, será o time titular do Papão para enfrentar o Bahia na Arena Fonte Nova, hoje à noite.
Com tantos desfalques por razões médicas, o Papão terá que fazer um jogo de cautela diante do tricolor baiano, mas sem exagerar no recuo. A situação na tabela, a um passo da zona de rebaixamento, obriga a equipe a ir em busca dos três pontos, mas o fato é que as baixas desfiguram o esquema vitorioso usado no Parazão e na Copa Verde.
A situação é tão séria que Dado tem passado mais tempo preocupado com a quantidade de jogadores para montar a equipe do que em planejar as estratégias de jogo. Um exemplo claro disso é a escalação de Domingues, um zagueiro ainda sem o necessário encaixe e entrosamento com os companheiros.
Outro problema está na lateral-direita, onde o titular Roniery saiu lesionado da partida contra o Brasil, em Pelotas, forçando a entrada do suplente Edson Ratinho, também ainda longe do ponto ideal. Lucas, artilheiro do time, volta à lateral esquerda, substituindo ao titular João Lucas.
Boa notícia é o retorno de Alexandro ao comando do ataque, depois de cumprir suspensão. Com Fabinho Alves em boa fase, o setor tende a evoluir com o retorno do titular.
O grande enigma se concentra no setor de criação. Rafael Costa não se mostra suficientemente à vontade para a articulação de jogadas. Só teve boa atuação na estreia, contra o Ceará. Caiu bastante nos jogos contra Oeste, Tupi, Luverdense e Brasil.
Mais do que nunca, Dado precisará que a equipe funcione e consiga cumprir a estratégia de jogar por uma bola. Para tanto, a defesa terá que ser mais sólida e o meio-campo não pode ser tão lento como foi diante do Brasil.
Jogo naturalmente difícil, tanto pelo potencial do Bahia quanto pelas dificuldades de momento do Papão, que ainda não conseguiu repetir uma escalação ao longo do campeonato.

3 de junho de 2016 at 5:31 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 02.06.16

POSITIVO – Recordando: 7.3.82, Série A, na velha Fonte Nova, Bahia 2×3 Paysandu (Marcinho, Cabinho e Isidoro); 2.8.2000, Série B, River 1×2 Remo (Robinho e Ariomar), no Albertão. Que tal repertir no fim-de-semana?

NEGATIVO – Técnicos Dado Cavalcanti (Paysandu) e Marcelo Veiga (Remo) estão com mania de ver jogos dos seus times que ninguem enxerga. Até quando?

Lá e Cá

Fenômeno Azul no limite foi protestar ontem no Baenão pedindo garra e criticando jogadores, CT e dirigentes; muda ou já, já essa manifestação tabém chegará a Curuzu. Resposta logo!

No Remo, Levy sentiu agora o Tendão de Aquiles e torna-se dúvida de novo; Eduardo Ramos poupado por já ter desgaste de cartilagem, mas vai pro jogo de domingo; Edno, Jussandro e Smoller as esperanças.

Leão Azul em 2016, fora de Belém, 2 vitórias, 3 empates, 3 derrotas, aproveitamento 38%; preocupação com atraso salarial já chegando a 2 meses.

No Payssandu garantida para sexta apenas a volta de Alexandro. Celsinho ainda depende do Hospital Bicolor; Lobo fora daqui no ano 4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas, aproveitamento 44%; em Arena de Copa do Mundo, 5 empates, 5 derrotas, aproveitamento 17%. Hora de quebrar tabu!

Odair Mindello, artista lástico de renome internacional e responsável pela belíssima pintura do Cartaz do Círio 2016 é ex-remador do Clube do Remo; Ganso de volta à Seleção no lugar de Kaká. Viva!

Wilson Fiel substituindo Jose Silvério no Departamento Médico do Paysandu para jogo em Salvador. Falta a profissionalização chegar a esse segmento e clube ter facultativos exclusivos.

Até a 5ª rodada da Série B de 2015, Papão já era 7º colocado, 9 pontos e inclusive uma vitória fora. Este ano 5 pontos e 16ª posição. Tá pegando!

No Águia de Marabá tem 4 goleiros disponíveis para Série D: Bruno Colaço, Miki Douglas, Marcelo Marabá e Lucas. Lateral esquerdo Edinaldo, melhor do Pará, continua no Azulão, já que por aqui ninguém o quis.

São Francisco, do Walter Lima, já definido para estreia na 4ª divisão: Alencar Baú, Douglas, Carlinhos e Perema, Andrey, Nadson (excelente contratação), Juninho, Samuel e Andrelino, Jeferson M. Alegre e Aleilson.

São Raimundo, primeiro campeão dessa competição em 2009, conseguiu retorno do atacante Bilau e contratou zagueiro Carlão no interior paulista.

HOMENAGEM – Paulo Sérgio Fulco, o Paulo Thai, ex-campeão paraense peso-médio de Muai-Thai (anos 90) pela Kaymuai Guerra de Artes Marciais. Professsor de boxe da Ulysses Pereira e funcionário da SEGUP.

2 de junho de 2016 at 7:20 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 31.05.16

POSITIVO – O atletismo paraense foi premiado pelo COB na escolha para condução da tocha olímpica em Belém: Agberto Guimarães, Ronaldo Lobato, Suzete Montalvão e Alberto Oliveira dispensam comentários.

NEGATIVO – Não realização do RE x PA feminino é a prova do descaso com essa modalidade não só aqui, mas em todo o Brasil; no Sub 15 jogador do Tapajós estava atuando com documento de outro. Mais bronca!

Lá e Cá

Goleiro Vitor Prada a 25ª contratação do Remo. À disposição no Leão Azul para Série B os guarda-metas Fernando Henrique, Douglas Borges, Vitor Prada e da base André e Abrahão.

Aliás, não sei porque terceiro goleiro no futebol paraense tem de ser também de fora. Praticamente não joga e não custava nada apoiar um daqui.

Edno (Remo) no BID; Fenômento Azul com mosaico no Mangueirão no jogo frente ao ASA: “Como em 2005¨. Não deu certo ontem e vitória dos comandados do veterano Ramalho (1×0). Max, Ciro, Alan Dias e Fabiano os piores; Marcelo Veiga só colocou Héricles no fim do jogo. Não entendi!

Extraordinário o trabalho de Simone Tupinambá à frente do Departamento Nautico do Remo (as conquistas dizem tudo). Repete o que fez o saudoso Hermes Tupinambá.

Na Europa, Ásia e Oceania a tocha olímpica é conduzida por atletas que são destaques em modalidades olímpicas. Parece no Brasil!

Estádio Bento Freitas, em Pelotas, aonde o Paysandu jogará hoje, 19:15h, tem 73 anos, passa por reformas (dos 18 mil lugares, disponíveis apenas 8 mil), mede 106x68m e grama é a Bermuda green. Ainda pertence à família Bento Freitas e o G. E. Brasil é usufrutuário e administrador.

Última vitória do Lobo fora de casa na Série B foi dia 8.9.15, 2×1 no Santa Cruz, gols de Jonathan e Betinho, na 24ª rodada; meia Hiltinho é reforço para quem quer chegar à elite? Pelo histórico não. Aguardemos!

Dr. Joaquim Ramos, ex-facultivo do Papão por 31 anos (13 títulos), inclusive chefe do Departamento, ex-presidente em 1999 e 2000 (campeão), de volta como Adjunto no Departamento Médico do clube.

Jogadores do Paysandu ainda se exercitaram ontem no início da noite no estádio do São José, em Porto Alegre. Seguem para Pelotas após o café desta manhã, numa distância de 256km, 3,5 horas de viagem.

HOMENAGEM – Jeferson Magno Barbosa da Silva, o Capitão, ex-meia atacante do CRB, Fluminense, Grêmio, Estrela Amadora de Portugal, Rio Branco-SP, Ceará e Remo (campeão Séri C de 2005). Tecnico do Ríver-PI.

31 de maio de 2016 at 6:49 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 31.05.16

Decepção azulina

Remo e Asa fizeram o jogo mais chinfrim da temporada no Mangueirão, e toda a responsabilidade pelo baixo nível técnico pertence aos remistas. Jogadas sem complemento, erros primários de posicionamento, overdose de passes errados, falhas grotescas de marcação, ausência de vida inteligente no meio-de-campo e indigência ofensiva.

Parece impossível um time ter tantos defeitos de uma só vez. Pois o Remo de ontem à noite conseguiu esse questionável feito. Começou o jogo capengando no acompanhamento das jogadas em velocidade do Asa, que tomou conta da intermediária azulina posicionando o veterano Ramalho como organizador e tendo lá no comando do ataque o grandalhão Jefferson Baiano.

Depois de umas três manobras perigosíssimas em cima do lateral direito Murilo, o Asa chegou ao gol em cruzamento perfeito para o cabeceio fulminante de Jefferson, aos 17 minutos. Travado, o Remo não saía para o jogo. Quando tentava, a bola espirrava ou rebatia na canela dos próprios azulinos, aparentemente atordoados com os gritos de incentivo dos 14 mil torcedores nas arquibancadas.

A vantagem imposta pelo Asa logo de cara foi se consolidando ao longo do primeiro tempo, pois apenas Eduardo Ramos demonstrava lucidez em jogadas pelo meio da defesa do Asa, mas padecia da falta de acompanhamento. Allan Dias, que deveria ser o parceiro nessas investidas, ficou sem função pelo lado esquerdo do ataque, perdendo todas para a zaga adversária.

Fernandinho até evoluía com a bola, mas sem ela virava presa fácil para a marcação, isolado entre os zagueiros. Ciro não apareceu em campo. Isto é, quando apareceu foi por três impedimentos seguidos.

Por isso, não surpreende que, em meio a essa barafunda, a única tentativa válida foi num chute forte de Eduardo Ramos, que passou perto do travessão.

Quando se esperava que Marcelo Veiga providenciasse mexidas drásticas para tentar sacudir o time e dar uma injeção de ânimo, tudo permaneceu como dantes. A primeira substituição só veio aos 5 minutos, quando Sílvio entrou no lugar de Ciro.

O Asa seguia ditando o ritmo, sem se afobar, tocando a bola com rapidez e correção. Um jeito inteligente de gastar o tempo e cansar o Remo, que sofria com a marcação deficiente por parte dos volantes Lucas e Yuri e com o imenso buraco nas duas laterais – Fabiano e Murilo disputavam quem era o pior em campo.

Rápido e driblador, Sílvio trouxe uma chama de esperança, mas logo se apagou também por absoluta falta de jogadas no ataque. O Remo só ameaçava quando Ramos pegava na bola e partia em direção à área. O problema é que, vigiado sempre por dois marcadores, o meia foi cansando e no final apenas caminhava em campo.

João Victor seria a próxima atração, substituindo a Allan, que deixou o gramado sob intensas vaias. Talvez não tenha sido o maior culpado pela baixa eficácia dos ataques do Remo, mas contribuiu bastante. Héricles, que entrou a cinco minutos do fim, conseguiu ser bem mais produtivo. Nos acréscimos, quase empatou, mas o chute saiu à esquerda do gol. Sílvio, de puxeta, ainda mandou uma bola no travessão. Fernando Henrique cabeceou rente ao poste. E terminava assim, de forma melancólica, a primeira apresentação do Remo diante de sua torcida nesta Série C.

Pelo que mostrou, todas as esperanças de acesso ficaram temporariamente suspensas. Com a facilidade com que se deixou envolver pelo modesto Asa, é sensato dizer que a luta vai ser para evitar o rebaixamento.

O certo é que o time de Veiga fez lembrar o caos tático dos tempos de Leston Junior.

Com simplicidade, Asa mandou em campo

Jaelson, técnico do Asa, pode ser saudado como o verdadeiro vencedor do jogo. Armou seu time com solidez defensiva e dinamismo nas ações do meio, entregues ao veterano Ramalho. O mais incrível é que o Asa está treinando há apenas 11 dias e atravessa problemas administrativos sérios.

A determinação de Jaelson contrastou com a demora de Veiga em procurar modificar um quadro inteiramente desfavorável. A entrada de Héricles a 6 minutos do fim é prova disso.

O Asa foi sempre mais decidido, organizado e perigoso quando partia com a bola dominada. Podia ter chegado ao segundo gol em lance de pênalti não assinalado pelo árbitro no segundo tempo – é verdade que a zaga visitante também botou a mão na bola em lance ocorrido logo depois.
No Remo, além do fato de que foi apenas a segunda rodada, há a expectativa positiva quanto à entrada de Edno e Jussandro na equipe e o retorno de Levy à lateral direita. De todo modo, será preciso mexer com os brios do time, que ontem se mostrou excessivamente atrapalhado na maior parte do tempo.

31 de maio de 2016 at 6:48 pm Deixe um comentário

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