Coluna do Gerson Nogueira – 31.07.17

Entre a cruz e a espada

 

A entrevista do presidente do Remo ao caderno Bola de ontem abriu novas frentes de preocupação quanto ao futuro de sua gestão – e às consequências para a vida do clube. Um dos pontos mais espantosos foi a admissão de que não foi ouvido nem cheirado sobre a contratação da “legião de reforços” na gestão de Josué Teixeira. Em plena vigência do regime presidencialista, é inadmissível que um mandatário se omita a esse ponto, deixando de tomar as providências que o poder lhe confere.

É grave também a informação de que Josué tinha autonomia até para definir os salários dos contratados, mais ou menos como funcionam os gerentes de futebol na Europa. O problema é que o técnico adquiriu uma gama de influência que, em situação normal, não pode ser considerada benéfica à condução de um elenco. Corre o clube riscos imensos de vir a ser prejudicado em situações desse tipo.

No caso do Remo, a escolha dos titulares pode ter sido diretamente influenciada pelos interesses e acordos fechados nas contratações. Por coincidência, todos os ditos reforços ganharam prioridade na escalação assim que o Campeonato Brasileiro começou, acarretando prejuízos técnicos irrecuperáveis.

A inobservância desses problemas configura um pecado grave em qualquer administração. Aliás, há um princípio penal chamado “condescendência criminosa” para definir o comportamento de administradores que protegem ou silenciam sobre atos ilícitos.

Outro aspecto que suscita reflexão diz respeito ao contrato firmado com o técnico Josué Teixeira. Segundo o presidente remista, não havia vinculação com a pessoa física, mas com uma empresa, o que não elimina as responsabilidades trabalhistas, visto que o profissional era publicamente reconhecido como um funcionário do clube.

O presidente menciona também irregularidades que teriam sido praticadas por gestões passadas. Aí surge uma questão óbvia: se as ilicitudes estão provadas, por que não são denunciadas formalmente? A omissão de gestores é pecado punido com rigor e merecedor de posicionamento enérgico por parte do Conselho Deliberativo.

Em tempo: o benemérito Ronaldo Passarinho, sócio proprietário do clube desde 1952 e um dos mais devotados dirigentes da história azulina, cobra até hoje informações sobre a gestão Zeca Pirão. Apresentou questionamento em agosto de 2015, sem merecer qualquer resposta por parte de Codir, Confins e Condel.

Ronaldo solicitou a prestação de contas do primeiro semestre de 2015, período no qual foram vendidos camarotes, camisas da promoção 33 e cadeiras para o projeto do “novo Baenão”, que resultaria depois no desmanche do estádio. Espera até hoje por uma resposta dos Conselhos. Por que a verdade e a transparência são sempre tão difíceis de encontrar dentro dos arraiais leoninos?

 

Leão precisa pontuar para não deixar o G4

 

Com 16 pontos, o Remo está na 4ª colocação do grupo A da Série C, imprensado entre o Salgueiro (três pontos à frente) e a dois pontos de Salgueiro, Botafogo-PB e Cuiabá, seu adversário desta noite. Para permanecer na parte de cima, precisa vencer ou empatar.

O retrospecto recente é favorável às pretensões remistas. Os últimos jogos fora de casa terminaram em empates – contra o Sampaio Corrêa, em São Luís, e diante do Fortaleza, na capital cearense.

Léo Goiano, invicto no comando da equipe, ainda tenta dar ordenamento tático e padrão de jogo ao time. As maiores dificuldades têm a ver com fundamentos básicos. É notório, por exemplo, que os jogadores não conseguem executar jogadas simples porque erram passes curtos.

O rendimento de alas e volantes também precisa ser corrigido. O primeiro combate à frente da defesa tem se mostrado deficiente, tanto com Ilaílson quanto com João Paulo, que volta a atuar hoje. Nos lados, nem Léo Rosa, nem Jaquinha rendem o que já apresentaram ao longo da temporada. As atuações de ambos têm representado sérios riscos à equipe.

Por conhecer os jogadores, Léo Goiano tem insistido com ambos, mas o bom senso já recomenda a busca de alternativas. O elenco não tem variedade tão grande de opções, mas a improvisação de Jayme e Jefferson poderia ser observada.

 

 

Cálculos e projeções na pauta alviceleste

 

O Papão já assimilou o golpe da derrota em casa para o Ceará e parte para tentar a recuperação frente ao Santa Cruz, amanhã, na Arena Pernambuco, penúltimo compromisso pelo chamado primeiro turno da Série B.

Neste momento, as contas ainda permitem visualizar boas perspectivas. A quatro pontos do 10º colocado (Paraná Clube), o time depende de suas próprias forças para voltar à primeira página da classificação.

Precisa, porém, mostrar consistência para entrar de novo na briga por posições melhores. A maneira desleixada com que encarou o Ceará compromete qualquer prognóstico otimista.

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31 de julho de 2017 at 7:53 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 30.07.17

Mandante sem poder

 

O Papão foi um mandante que não soube exercer o poder do mando. Não resistiu aos conhecimentos de seu ex-técnico Marcelo Chamusca e perdeu para o Ceará, na sexta à noite, no Mangueirão. Em partida previsivelmente difícil, o time paraense errou muito tanto no aspecto individual quanto no coletivo e, em resumo, não conseguiu jogar.

Ao final, o técnico Marquinhos Santos considerou que vários atletas importantes não renderam o suficiente. Meia verdade apenas. O time todo foi mal e isso teve a ver com os méritos do adversário, que assumiu um posicionamento correto desde os primeiros movimentos.

Enquanto o Papão saía de seu campo com tentativas precipitadas e baixíssimo aproveitamento de seus laterais, principalmente Ayrton, o adversário se encolhia e segurava os alas, dando plena liberdade aos homens de meio, principalmente Richarlison e Ricardinho.

O primeiro gol aconteceu quando o equilíbrio ainda era marcante. Aos 13 minutos, Ricardinho recebeu pela direita e cruzou com perfeição. Elton disputou pelo alto com Ayrton e escorou no canto direito de Emerson. O erro de colocação dos zagueiros prenunciava problemas maiores.

Sem pressa depois de abrir vantagem, o Ceará tratou de valorizar a posse de bola e praticamente não investiu mais em busca do segundo gol. Talvez esperasse uma reação alviceleste, que não veio ao longo dos primeiros 45 minutos. E por um motivo simples: o time não sabia como reagir. O meio-campo não criava e o ataque inexistia.

Depois do intervalo, Magno entrou em substituição a Rodrigo Andrade. Foi uma mexida interessante, pois o ataque passou finalmente a ter um jogador capaz de surpreender a última linha defensiva do Ceará. Logo de cara, Rodrigo chutou forte e provocou rebote do goleiro. Na sequência, Magno cruzou e a bola passou à frente de Marcão.

Mas, aos 16’, Magno recebeu passe rasteiro de Peri e tocou na saída do goleiro Ederson, empatando o jogo. Dois outros lances ainda se ofereceram ao ataque paraense nos minutos seguintes, mas sem o necessário aproveitamento. O mais claro deles com Rodrigo, que bateu à esquerda com extremo perigo.

Na estratégia de esperar o Papão para sair com rapidez, o Ceará teve paciência para explorar a vulnerabilidade do lado direito da zaga bicolor e chegou à vitória aos 33’. Romário recebeu junto à área e enfiou na medida para Artur bater rasteiro e cruzado, vencendo Emerson.

Apesar da pálida evolução no 2º tempo, o Papão foi um arremedo de time. Permitiu que o Ceará ditasse o ritmo e não criou situações capazes de inquietar o adversário. Comportou-se como se não fosse o mandante.

A nova derrota não põe o time no Z4, mas estraga os planos de fechar o turno entre os 10 primeiros colocados e reacende o sinal de alerta quanto aos riscos concretos de rebaixamento.

 

 

Trapalhadas que conspiram contra o futebol

 

Toda a celeuma gerada pela anulação do pênalti marcado contra o Flamengo, quarta-feira, na Vila Belmiro, deveria servir para que CBF e clubes rediscutissem a sério o papel da arbitragem no Brasil. Infelizmente, o comportamento inadequado tanto do árbitro (ao consultar o 4º árbitro) quanto do Santos (ao acusar sem provas) vai gerar apenas mais uma polêmica vazia, sem relevância para o futuro das competições no país.

Esdrúxula pela maneira como foi construída, a situação revela critérios desiguais por parte dos árbitros. As críticas derivam do fato de que nenhum pênalti duvidoso ou inexistente havia sido desmarcado antes. A decisão foi tomada em situação que envolvia diretamente o Flamengo, reabrindo velhas cismas quanto ao suposto protecionismo ao clube.

Para evitar injustiças, a interferência externa na arbitragem deve ser definitivamente proibida ou, então, estendida a todos os jogos. O papel da emissora de TV que paga o evento também precisa ser bem explicado. É improvável que a Globo tenha avisado o árbitro, mas também é difícil crer que o 4º árbitro tenha visto um lance rápido a 50 metros de distância, tendo ainda vários jogadores à sua frente, atrapalhando a visão.

O fato é que, nesse festival de lambanças, só quem sai manchada é a credibilidade da instituição futebol, cuja simplicidade de regras é agredida pela ação irresponsável de alguns. Nem 300 entrevistas de árbitros sobre o ocorrido, tentando explicar e até justificar o ato de Leandro Pedro Vuaden, serão capazes de consertar as coisas.

 

 

Bola na Torre

 

Guilherme Guerreiro comanda a atração, que começa às 21h, na RBATV. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Esperamos vocês.

30 de julho de 2017 at 7:52 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso- 29.07.17

BOLA NA TORRE

 

Neste Domingão na RBATV – Canal 13 o Bola na Torre vai ao Ar no Horário de 21:00 horas, antes do Pânico na Band. Destaque para a Cobertura das participações de Paysandu (Série B) e Remo (Série C). Guerreirão no comando e na Bancada com Gerson Nogueira e Valmir Rodrigues. Mande a sua pergunta Antecipadamente. Participe pelo @bolanatorre ( Twitter e Instaram ) e Pelo ZAP 984752441

SEGUNDINHA Na primeira reunião pouco se definiu quanto ao número de participantes, prazo se encerra no próximo dia 31 de julho. No próximo dia 6 de agosto a reunião do Conselho Técnico e todas as definições para a competição. Disputas de 15 de setembro a 30 de Novembro…Quanto as Eleições Chapa única com a aclamação no próximo sábado na Boite da Tuna Luso Brasileira do Presidente Adelson Torres e seus Vice Maurício bororó e Paulo Romano      AMIGO DA ONÇA… É a melhor definição para a amizade do ex-tecnico azulino e o presidente Manoel Ribeiro. Recebeu todo apoio e carta branca, encheu o elenco com uma carrada de jogadores ruins, jogou o trabalho do regional no lixo e não conseguiu nada na Serie C. Tinha que receber ficou um mês em Belém por conta do clube e já está na Justiça do Trabalho solicitando a bagatela de 300 mil reais. Tinha é que indenizar o clube pela contratações horrorosas que fez…

HOMENAGEM… Dos 25 Anos do Penta do Flamengo conquistado em 1992 teve o paraense Charles Guerreiro entre os homenageados, ao lado de feras como o Maestro Junior, Rogério, Wilson Gotardo, Baresi, Paulo Nunes, Djalminha, Zinho, Julio Cesar, Marquinhos entre outros. Festa no Museu do Flamengo na Gavea com jantar e jogo festivo e ainda apresentação dos craques na Ilha do Urubu antes do jogo contra o Coritiba. Feliz como Rubro-Negro e Amigo do Charles Guerreiro pelo reconhecimento. Parabéns!!!     CORRIDA… Vem ai a segunda edição da Corrida do Papão Campeão dos Campeões, será dia 13 de agosto com largada e chegada na curuzu e o percurso de 10 km pela Avenida João Paulo II. Inscrições já estão abertas na sede da Av, Nazaré.

29 de julho de 2017 at 7:50 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.07.17

Um desafio complicado

 

O Papão tem hoje à noite uma nova parada decisiva no campeonato. Encara o Ceará Sporting precisando vencer para se afastar das cercanias da zona do rebaixamento, para onde foi novamente empurrado após a derrota para o Brasil-RS na rodada passada. O adversário tem bom histórico e um técnico (Marcelo Chamusca) que tem muita informação sobre as entranhas alvicelestes, visto que montou o time para a Série B.

A circunstância de jogar dentro de casa nem deve ser levada tão a ferro e fogo porque o Ceará é o quarto “melhor visitante” da competição, com algumas vitórias surpreendentes fora de Fortaleza. Não ajuda muito também o fato de a partida acontecer num horário proibitivo para o público de Belém, ainda mais em pleno fim de semana de veraneio.

No aspecto técnico, a novidade no Papão é o retorno de Perema à defesa. Não é pouca coisa. Basta ver que o melhor momento do time na temporada coincide com a entrada em cena do zagueiro santareno, substituindo a Fernando Lombardi, o antigo titular.

A ausência do defensor inflige um enfraquecimento natural à retaguarda da equipe, pois torna inseguros os demais jogadores do setor e afeta também a produção dos volantes, que falharam bastante no jogo em Pelotas e deixaram exposta a última linha.

Nas últimas rodadas, Perema esteve fora. Num futebol cada vez mais disputado pelo alto, principalmente na Segunda Divisão do Brasileiro, é precioso contar com jogadores que têm bom índice de acerto em cabeceios e posicionamento correto.

Mas, para se credenciar à vitória, o Papão vai precisar ter mais rapidez e dinamismo nas ações do meio-campo, onde a incômoda ausência de um organizador costuma cobrar um preço caro demais nos jogos como mandante. Sem alguém capaz de formular o jogo, a equipe acaba limitada às jogadas de abafa, que são facilmente marcadas pela zaga adversária.

Foi assim contra Luverdense, Londrina e Náutico, que trouxeram a Belém planejamentos parecidos. Dois deles tiraram pontos preciosos, anulando o Papão e o Náutico quase arrancou o empate. Que isso sirva de alerta.

 

 

Esquema revolucionário, inovador e imbatível

 

De um fino observador da cena futebolística nacional, depois da rodada de anteontem da Copa do Brasil:

“Esse time do Flamengo é forte candidato aos títulos da Copa do Brasil, do Brasileiro e da Sul-Americana. Não pela qualidade do elenco, mas pela formação que vem utilizando. O esquema tático do técnico Zé Ricardo é imbatível: dois bandeirinhas abertos pelos lados, um árbitro no meio e outro fora das quatro linhas – consultando a Globo em caso de lance que prejudique o time rubro-negro. É impressionante, só eles jogam assim”.

Pano rápido.

 

 

Corrida do Engenheiro abre inscrições

 

As inscrições presenciais para a VIII Corrida e Caminhada do Engenheiro, marcada para 6 de agosto, no Parque do Utinga, já podem ser feitas no 1º piso do Boulevard Shopping, na Doca. O Clube de Engenharia, organizador do evento, tem um espaço ali para atender os interessados, além de fazer inscrições pelo site clubedeengenhariadopara.com.br.

A largada da Corrida e Caminhada do Engenheiro será às 6h em meio a uma grande festa, mobilizando corredores e desportistas da cidade. Serão 10 quilômetros para a corrida e cinco para a caminhada.

 

 

No YouTube, um papo com sabor de tucupi

 

Enfim, surge um sopro de vida inteligente para o público paraense no YouTube. É o canal “Papo no Tucupi”, dentro do blog Conexão Belém do Pará, pilotado pelo amigo Tito Barata, com entrevistas sobre assuntos da cidade e do Estado com figuras que realmente têm algo a dizer.

Já rolaram bons papos com o escritor Edyr Augusto Proença e o arquiteto Paulo Cal, talvez hoje o maior expert em cultura e história urbana de Belém. Para a próxima semana, a conversa será com a jornalista Úrsula Vidal. A conferir.

28 de julho de 2017 at 7:49 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 28.7.17

PITACO – Marcão Milanezzi (foto), capixaba, 29 anos, de 3º goleiro do Paysandu em 2015, briga pela titularidade. Este ano disputou 6 jogos (4 do Brasileiro) e tomou 5 gols. Em ação hoje.

Lá e Cá

Paysandu e Ceará têm histórico no total de 48 jogos, 19 vitporias do Lobo (65 gols), 15 do Vozão (57 tentos) e 14 empates.

Ceará tem em seu elenco o goleiro reservar Fernando Henrique e o lateral direito titular Tiago Cametá, ambos ex-Remo.

Estádio da Curuzu, de tantas glorias e conquista do Paysandu, completou ontem 99 anos. Foi Ferreira Comandita, Tito Franco, Curuzu e agora Leônidas Castro, mas a maioria prefere Curuzu.

Não dá ainda para o zagueiro Diego Ivo, hoje, voltando Perema para fazer dupla de zaga com Gualberto. Quando estreará o DI?

Remo já tem time definido para segunda contra o Cuiabá: Vinícius, Léo Rosa, Peandro Silva, Bruno Cista e Jaquinha, João Paulo, Dudiu, França e E. Ramos, Pimentinha e Luiz Eduardo.

Leão e Dourado já se enfrentaram 5 vezes, 2 vitórias azulinas (9 tentos), 1 do matogrossenses (8 gols) e 2 empates.

Meninas do Pinheirense desfilaram por Icoaraci quarta à noite no Carro dos Bombeiros. Com a subida do General e da Portuguesa para Série A feminina, cairam os poderosos Grêmio e Vitória.

Irley dividiu artilharia da A2 com Valéria, do Tiradentes-PI (10 gols); grupo tem  Irley, de Santa Isabel, Lauze e Cássia, de Bragança. As demais de Belém. Time totalmente papa xibé!

Àrbitro paraense Dewson Freitas, sairá de BH (apitará domingo Cruzeiro x Vitória), para Iquique-Chile, aonde será 4º árbitro, dia 2.4, de Deportivo x Independnitente-ARG, Copa Sul-Americana.

 

 

 

28 de julho de 2017 at 7:48 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 27.7.17

PITACO – Saudoso Alfredo Coimbra se fez representar na conquista do Pinheirense Feminino. Na foto, Heitor, Lorena, Augusto, Toní e Rossy Coimbra com a campeã Leila.

Lá e Cá

Mesmo com a derrota, Pinheirense mereceu título da A2 do Brasileiro Feminino, pela campanha no geral. Destaques ontem para lateral Leila, zagueira Lauzi e a lutadora artilheira Irley.

Técnica Aline Costa faturou seu 5º título no futebol feminino (antes 4 estaduais), sendo que este Brasileiro era sonhado.

No minimo 10 mil pessoas na Curuzu, com o torcedor de todas as matizes abraçando o General da Vila. Nosso 8º título nacional.

Aproveitamento do Paysandu em casa, na Série B, 50% e, fora 33%; do Remo, na Série C, aqui 61% e, visitante, também 33%.

Rodrigo Andrade e Magno, da terra, fundamentais no atual Paysandu e vão estar presentes amanhã. Diego Ivo ainda não.

Paysandu, em 2017, enfrentando ex-técnicos: 1×0 no Samuel Cândido (Castanhal), 3×0 no Valtinho (S. Francisco), 0x0 e 3×1 no Lecheva (S. Raimundo), 2×0 no Roberto Cavalo (Oeste).

E mais: 0x0 com Dal Pozzo (Juventude), derrota de 2×1 para o Dado Cavalcanti (CRB). Totaliza 4 vitórias, 2 empates, 1 derrota e aproveitamento contra eles de 67%.  (Fonte: Saulo Zaire).

Em pleno sol das 15h da última terça, vice de operações Alexandre Pires e diretor de patrimônio Leonardo Maia davam expediente na Curuzu, inspecionando e trabalhando. Dedicação!

Bicolores aumentando parceria mercadológica utilizarão marca conhecida de moto nos uniformes nos próximos jogos.

Ingressos do jogo Campeão dos Campeões x Brasil Máster, dia 4.8, Mangueirão, já à venda (20 reais e 1kg de alimento), inclusive nas lojas Lobo. Haverá sorteio presencial de um carro.

Ceará chegou ontem na hora do almoço e à tarde já treinou no Baenão. Técnico Chamusca deixou Magno Alves (Magnata), sem gols neste brasileiro, e terá retorno de Richardson e Luis Otávio.

Jovem atacante Lima, 21 anos, vindo do Grêmio, foi relacionado e poderá fazer sua estreia contra o Lobo.

Eduardo Ramos chamado pela diretoria remista para acalamar a tropa, em razão de salários atrasados. Mas, vai sair dindim!

Com as ausências de Tsunami e Ilailson contra o Cuiabá, se técnico Léo Goiano não quiser improvisar vai ter de se socorrer em João Paulo e Jeferson (da base).

Mesmo treinamentos só sendo reiniciados hoje, França, Gerson, Levi e Martony se exercitaram ontem na academia azulina.

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27 de julho de 2017 at 7:46 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 26.07.17

Caminhos erráticos

 

O Remo faz uma caminhada errática na Série C, com aproveitamento inferior a 50% e desempenho sofrível (para quem briga pelo acesso) dentro de casa. Ainda assim se posiciona no G4, na 2ª rodada do ‘returno’ da fase classificatória, reunindo chances reais de se classificar para o mata-mata. O torcedor mais cabeça-de-vento comemora a colocação e prefere não prestar atenção nas atuações do time no campeonato.

O fato é que, ao longo da competição, o Remo não conseguiu fazer um jogo capaz de deixar esperanças quanto ao futuro imediato. Começou mal, trocou de técnico, piorou um pouco mais, trocou de técnico outra vez. Léo Goiano começou duas semanas atrás e conquistou quatro pontos em seis disputados. Em termos de pontuação, ótimo. No aspecto técnico, porém, a equipe segue muito mal.

Contra o ASA, anteontem, o time reproduziu a mesma postura (e os mesmos erros) do confronto contra o Salgueiro, responsável pela queda de Oliveira Canindé. Naquela ocasião, o time foi dispersivo, defendeu-se precariamente, perdeu chances e acabou derrotado pelo visitante.

A história pegou caminho inverso desta vez porque, mesmo abusando de falhas primárias de posicionamento e passe, o Remo conseguiu fazer o gol e segurar o resultado. Marcou já no segundo tempo, após disparada sensacional de Pimentinha pela direita e finalização perfeita de Flamel fechando pelo lado esquerdo.

Só mesmo um lance de inspiração individual seria capaz de resultar em gol, pois coletivamente o Remo voltou a se comportar como bando, distribuindo passes errados a cada tentativa de saída e falhando muito na marcação. Dudu foi o volante mais efetivo porque errou menos que Ilaílson e França.

Na parte ofensiva, Pimentinha vive de bolas que acidentalmente chegam a seus pés. Não conta com Léo Rosa, pois este não consegue sair do inferno astral. Na esquerda, Jaquinha desaprendeu e piora quando fica nervoso.

Eduardo Ramos teve uma de suas melhores atuações na competição, mas não tinha com quem jogar. Na etapa final, quando Flamel entrou, as coisas clarearam para Ramos – e para o time. Flamel, mesmo sem o condicionamento necessário para correr de ponta a ponta, é muito mais efetivo e útil do que volantes que não marcam.

E o triunfo esteve ameaçadíssimo nos 20 minutos finais, quando Léo Goiano teve acesso de Canindé e trocou o centroavante Luiz Eduardo por Tsunami, quando a opção óbvia era Edgar ou Gabriel Lima. Com mais um volante, o Remo atraiu o ASA para seu campo e viu-se fustigado por jogadas agudas de Doda, Kível e Julian. (Aliás, como joga bem esse Doda.)

Tsunami não se achou no jogo, Vinícius fez milagres atrás, a trave ajudou. Enfim, o sobrenatural de Almeida deu o ar da graça, impedindo mais um revés leonino. Ficou, porém, a sensação de que o sufoco imposto pelo modesto ASA poderia ter sido evitado.

Goiano errou na mexida mais importante, mas tem como atenuante o fato de ter chegado há pouco tempo. A partir da próxima rodada, não terá mais esse argumento. Está claro que alguns jogadores não estão funcionando. Jayme, Gabriel, Jefferson e até o contestado Gerson podem ser alternativas para resolver os problemas individuais da equipe.

 

 

Coincidências com a rota traçada pelo Papão em 2014

 

A jornada do Remo em busca do acesso à Série B tem sido tão atribulada que faz lembrar o caminho traçado pelo Papão em 2014 para subir de divisão. Sob o comando de Mazola Jr., o time não passa confiança e sofreu com a instabilidade técnica, sendo que, a duas rodadas do fim da etapa de classificação, estava seriamente ameaçado de não avançar.

Conseguiu reunir forças e contou com a sorte necessária – resultados favoráveis na reta final – para alcançar o mata-mata, onde se deu bem no cruzamento com o Tupi de Juiz de Fora. Aliás, o mesmo Tupi pode atravessar o caminho do Leão, caso este chegue à próxima fase.

 

 

O adeus de Max, um goleiro botafoguense

 

O Botafogo entra hoje à noite no Niltão lotado para tentar superar o Galo e seguir em frente na Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, a massa alvinegra terá oportunidade de prestar um tributo a um goleiro que honrou as cores do Glorioso, apesar de curta passagem. Max, que defendeu o time nos idos de 2006-2007, morreu ontem após quase dois meses hospitalizado no Rio, tratando de um edema cerebral.

Triste é observar que a causa do infortúnio do goleiro foi uma pancada na cabeça durante tentativa de assalto. Triste país, onde a violência cega de todos os dias vai ceifando vidas e sepultando sonhos.

26 de julho de 2017 at 7:45 pm Deixe um comentário

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