BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 29.07.15

POSITIVO – Paysandu venceu com autoridade o América-MG (2×0-brilhou Welington Jr) e volta a pensar em G-4 na Série B. É para lotar Mangueirão, sexta, 21:30h, contra Mogi, de Rivaldo, Rivaldinho e Bruno Veiga.

NEGATIVO – Paysandu liberou Souza e trouxe Everaldo (há 32 partidas nenhum tento). Último gol do atacante foi em 10.9.14, pelo Figueirense contra o Fluminense (1×1). Acabará o jejum?

Lá e Cá

Base do Mogi, adversário do Papão sexta: Daniel, Edson Ratinho, Fábio Sanches (ex-bicolor), Paulão e Luan, Magal, Hygor, Memo e Ricardinho, Geovanne e Rivaldinho. Técnico Sérgio Guedes. Rivaldo e Bruno Veiga banco. Em Belém jogará Renato Camilo já que Paulão foi expulso ontem.

Formação do Náutico-RR que enfrentará o Remo domingo: Stanley, Alan, Anderson, Luiz Felipe e Wandão, Élton, Wellington Boi, Alex e Heitor, Robemar (o Robgol de Roraima) e Washington. Técnico Zé Henrique.

Remo jogará domingo pela liderença e invencibilidade no Grupo 1 da Série D. Leão fez contrato com meio campo Fabinho por 3 meses e mil de salário. Teste? Não aprendem mesmo!

Promoção de ingresso com preço que aumenta dia do jogo não emplaca e ontem mais uma vez ficou provado no jogo do Papão, sendo mantido o valor antigo. Meia Valdívia (ASA), contratado, joga mais que Djalma?

Aliás, mesmo tendo conseguido Everaldo e Valdívia (mais um no futebol brasileiro), 22 anos e pertencente ao Cruzeiro, diretoria do Paysandu ainda procura atacante, meia armador e volante.

Paraense FIFA Dewson Freitas de novo na Serie A, 16ª rodada: apitará domingo, 11h, Coritiba x Goiás, no Alto da Glória; FEFUSPA reconhecida como Utilidade Pública pelo poder público estadual.

América-RN e Águia jogarão domingo pela segunda vez na história, começando segunda fase da Série C. Em Marabá foi 1×1. Mais uma oportunidade de 1ª vitória paraense em Arena da Copa.

Polivalente Tsunami, que fez novo contrato com o Remo e se chama Wenderson de Freitas Soares, 19 anos, prefere disputar posição como volante ou zagueiro. Lateral só em último caso.

Depois de ganhar o mundial de jiu-jítsu faixa marron, categoria pluma (até 53kg), em SP, a paraense Rayanne Amanda agora visa o Europeu Liming na Alemanha e Open Argentina.

HOMENAGEM – Rui Melo da Costa, o Rubilota, o outro, ex-zagueiro central do Remo, Ananindeua, Tuna e Seleção de São Caetano de Odivelas nos anos 80-90. É autônomo.

29 de julho de 2015 at 5:28 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 29.07.15

A resposta esperada

Não foi um show, mas o Papão conseguiu se reencontrar com seus melhores momentos na competição. Jogou o suficiente para ser amplamente superior e estabelecer 2 a 0 sobre o América-MG, que ocupava até então a vice-liderança. Grande resultado, que reabilita o time depois de quatro resultados ruins. Mais que isso: dá tranquilidade para seguir lutando e acreditando no acesso.
Wellington Jr., pelos dois gols e a grande movimentação no ataque, foi o grande nome da partida. Quase no mesmo nível, Leandro Cearense reapareceu mostrando utilidade para o equilíbrio ofensivo do time. Foi importantíssimo no cerco aos zagueiros e volantes do América na saída de bola. Roubou, por sinal, as duas bolas que resultaram nos gols de Wellington.
Leandro só não conseguiu corrigir o velho problema de vacilar nas finalizações mais fáceis. Logo a dois minutos, deixou de fazer o gol preferindo forçar uma penalidade em cima do goleiro João Ricardo. O árbitro não foi na conversa e o Papão perdeu excelente oportunidade.
Logo depois, porém, se redimiu brigando pela recuperação da bola no lado esquerdo do ataque, passando a João Lucas, que cruzou para Wellington abrir o placar, aos 12 minutos. Cearense também perderia outra preciosa chance de ampliar aos 18. Mas se empenhou bastante, junto com Misael e Wellington, em barrar as tentativas de ligação entre defesa e ataque do América, funcionando como uma primeira barreira de marcação.
A estratégia deu tão certo que, logo aos 2 minutos do segundo tempo, nova roubada de bola por Cearense possibilitou o segundo gol. No lance, Cearense exibiu categoria de lançador, deixando Wellington à frente dos zagueiros para finalizar – em dois chutes – e marcar.
E o mais impressionante é que tudo isso ia acontecendo sem que o meio-campo mostrasse um mínimo lampejo de criatividade. Em contraponto com a boa atuação de quase todos os demais jogadores, Carlos Alberto manteve a regularidade: foi nulo e ausente.
Cauteloso como sempre foi, Givanildo Oliveira posicionou o América para não perder. Faz isso há uns quatrocentos anos, algumas vezes com sucesso. Contra o Papão de Dado Cavalcanti o expediente fracassou porque havia uma estratégia para atrapalhar a movimentação dos mineiros em campo, começando pela marcação adiantada feita pelos atacantes.
Com Capanema e Fahel bem postados à frente da defesa e com vigilância de Misael e Wellington aos alas do América, o Papão impedia que o adversário explorasse as laterais, forçando as tentativas pelo meio, justamente onde havia maior concentração de jogadores. Givanildo viu o jogo todo transcorrer sem se atentar para esse truque.
Na verdade, o América só criou algum embaraço na metade do primeiro tempo, quando passou a vigiar também a saída de bola do Papão, forçando alguns erros de passes. Mas, ainda assim, a forte presença dos três atacantes permitia sempre boas situações ofensivas para os bicolores. Além disso, o time mineiro padecia do mesmo mal no setor de criação: ausência total de inspiração.
A vitória do Papão se consolidou com o gol logo no começo do segundo tempo. A ampliação da vantagem deixou o América ainda mais atrapalhado e na dúvida entre marcar os rápidos atacantes do Papão e buscar uma reação. Acabou não fazendo nem uma coisa nem outra, embora Givanildo buscasse saídas, substituindo atacantes. Sem sucesso, o América não conseguiu acertar o passo. Méritos do Papão.

Direto do blog

“Dois resultados hoje decididos nos acréscimos, Mogi Mirim 2 x 3 Bragantino e Boa Esporte 2 x 1 Luverdense. Oque dá a real impressão de que a partida nunca estará decidida até que o árbitro aponte para o centro do gramado encerrando a partida! Os jogos são pegados, alguns feios de se ver, mas a série B é isso, muito briga em campo onde em certos momentos o que vai valer é a entrega total em campo.”

Miguel Ângelo Carvalho, refletindo sobre as agruras da Segundona.

Mesmo improdutivo, Souza deixou adeptos

O torcedor reage de maneira sempre surpreendente quando a situação envolve paixão. A dispensa do atacante Souza, depois de vários meses improdutivos na Curuzu (marcou apenas um gol), dividiu opiniões no clube. Nem mesmo a boa atuação diante do América-MG impediu que parte da torcida lamentasse a saída do improdutivo Kaveirão. A nostalgia pelo exemplo histórico de Vandick talvez explique essa reação.
De toda maneira, o Papão que se apresentou ontem à noite mostrou uma diferença importante em relação à equipe que tinha Souza como titular: todos os jogadores participam da marcação, da busca pela recuperação da bola e do combate aos adversários.
Com o veterano centroavante, o time tinha um homem a menos para correr e acabava se desgastando mais. Com a escalação de três atacantes, Dado Cavalcanti conseguiu extrair do time agressividade e capacidade de bloqueio, surpreendendo o América em seu próprio campo. Com Souza em campo, a estratégia seria impraticável.

Choque de realidade ajusta preço de ingressos

Logo depois da partida de ontem, a diretoria apressou-se em informar que os ingressos continuam com os mesmos preços para o jogo contra o Mogi Mirim na sexta-feira: R$ 20,00 (arquibancada) e R$ 40,00 (cadeira). Nada como o choque de realidade da Série B para permitir a simplificação das coisas. Os preços iniciais muito altos, visando atrair sócios torcedores, afugentavam o torcedor comum, baixando drasticamente a média de público nos jogos do Papão.

29 de julho de 2015 at 5:26 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 28.07.15

POSITIVO – Paty e Aleílson que se cuidem no Remo, pois o garoto Edicleber pede passagem. Ônibus azulino já totalmente recuperado pela colaboradra Aline Porto e seu grupo. Valeu!

NEGATIVO – Zé Carlos que fez três no Paysandu sábado foi oferecido, mas a preferência recaiu no Souza, ontem liberado da Curuzu. Que o técnico Dado tenha parado suas invencionices em terras alagoanas. Tomara!

Lá e Cá

Presidente do Paysandu chamado para reunião hoje na CBF. Público pagante de Bahia 1×1 Botafogo (28.867) não superou os 30.201 de Paysandu 2×0 Atlético-GO que continua o melhor da Série B.

Não apenas Tiago Martins e Aylon fora hoje, mas também Dado Cavalcanti e Sérgio Papelim, já que agora integrantes de CT cumprem lei do cão. Amanhã, no STJD, julgamento de Gualberto (Papão), Aleílson e Pati (Leão).

Dez jogos Paysandu e América-MG, 7 vitórias do Coelho (20 gols) e 3 bicolores (12 tentos). Ex-bicolores Givanildo, Vero e goleiro João Ricardo (subiu com o Papão em 2012) adversários esta noite (19:30h).

Souza fez um gol em 20 jogos pelo Clube de Suiço e custava 60 mil mensais. Volante Fernando Aguiar deixou também a Curuzu e para o futebol russo; em Marabá se comenta a volta de Aleílson ao Águia. Será?

Paysandu no 4-3-3 hoje, com Fahel, Capanema e C. Alberto no meio, na ofensiva Wellington Jr, Mizael e Leandro Cearense. Aliás, atacantes bicolores têm reclamado do esquema do treinador. Djalma relacionado.

Sabendo da aversão do diretor Ségio Dias por jogadores regionais (especialmente da base), não será novidade se o Remo acabar Série D só com importados. Maneira como desdenhou de Alex Ruan foi a senha!

Delegação do Remo irá na sexta com destino a Paragominas e Cacaio lançará oficialmente laterais Gabriel Proença e Rodrigo Soares. Leandro Santos no banco e escalação do ataque dependerá do STJD.

Provável Leão, domingo: Fernando Henrique, Gabriel Proença, Henrique, Max e Rodrigo Soares, Chicão, Ilailson, Juninho e Eduardo Ramos, Léo Paraíba e Edicleber ou Whelton. Corinthians pagará Ameixa hoje.

ARF de Barcarena aplicou 4×0 no Finnsnes IL (destaque para artilheiro Wagner Gomes) na Copa da Noruega e hoje enfrentará o ODDA KK, de Oslo; na 1ª semana de agosto abrirão inscrições para 12ª Copa Miúdos e Miudinhos do Grêmio Português a ser jogada de 18.9 a 8.11.

HOMENAGEM – Sandro Camarão Ruffeil, o Sandro Camarão, ex-tricampeão paraense de Jiu-Jítsu e campeão de Muay-Thai pela Academia Boxe Thai nos anos 90. É segurança particular.

28 de julho de 2015 at 1:33 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 27.07.15

DO CÉU PARA O PURGATÓRIO

No meio de semana o Paysandu foi ao céu com a classificação para a 4ª fase da Copa do Brasil, mesmo perdendo para o Bahia por 2×0. É que na primeira partida aqui em Belém o Papão fez 3×0 e no conjugado venceu por 3×2. Nunca o time bicolor tinha chegado as oitavas e agora vai pegar times mais fortes e seja o que Deus quiser. De Salvador o Papão subiu para Maceió e foi de “chip” trocado, enfrentar o CRB-AL pela Série B e aí, se não chegou ao inferno, passou para o purgatório. O Paysandu levou um “chocolate” de 3×0 de um time que estava caindo pelas tabelas e caiu uma posição na classificação. Botafogo-RJ (28), América-MG (27), Náutico-PE (27) e Vitória-BA (26) estão formando o G4, seguidos pelo Sampaio Corrêa-MA (25) e Bahia-BA (25); o Paysandu caiu agora para a sétima colocação com 23 pontos e terá duas partidas em casa para se recuperar, contra o América-MG na terça, às 19:30 no Mangueirão e na sexta-feira diante do Mogi-Mirim às 21:30 no mesmo local. Ganhando as duas partidas em casa, possivelmente o Papão volta ao G4.

ALTA TEMPERATURA

Quando o Papão estava vencendo tudo, o Dado Cavalcanti era o melhor de todos, o cara que estava no lugar certo. Mesmo conseguindo a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, que muitos não acreditavam, melhorou ainda mais seu desempenho. Bastou tomar a goleada de 3×0 do CRB-AL para não prestar mais. Calma gente, pois existem momentos que as coisas não funcionam como queremos. Vamos aguardar o jogo de amanhã para tirarmos conclusões.

BAIXA TEMPERATURA

Quando o Brasil ganha medalha de ouro é bom demais e contra a Argentina é melhor ainda. Ontem, na decisão do vôlei masculino, a Argentina fez 1×0, o Brasil virou para 2×1 e chegou perto do ouro quando vencia o 4º set por 17×13. A Argentina virou, empatou o jogo em 2×2 e no set decisivo enfiou 15×08 na goela brasileira. Deu um branco na nossa seleção e acabamos com a prata.

NO TERMÔMETRO

Na Série C do Brasileiro, o Águia continua caminhando pra baixo e no final de semana perdia em casa por 2×0 para o líder Fortaleza-CE e ainda conseguiu empatar. Mesmo assim continua na zona da degola e agora ficou muito mais difícil. Parece que vamos perder a vaga na C. /// Já o Remo folgou na Série D e mesmo assim continuou na 2ª colocação, podendo avançar no domingo. Com a vitória do Vilhena-RO sobre o já acabado Náutico-RR, o Nacional ficou com 4 pontos na primeira colocação, com dois gols de saldo, seguido do Remo também com 4 e um gol de saldo. O Vilhena subiu agora para a 3ª colocação com os mesmos 4 pontos, porém com saldo negativo de um gol. /// Domingo que vem o Remo terá pela frente o Náutico já totalmente fora da competição e todos esperam uma vitória retumbante. Só presta se for assim. /// Queria saber detalhes dessa venda do meio campo Ameixa para o Coríntians. Uns dizem 400 mil, outros 450 mil e há ainda quem diga que chegou aos 500 mil. E se o Ameixa for vendido para o exterior, quando o Remo (formador) ganha? A torcida e eu precisamos de transparência. /// Se no futebol masculino a coisa não anda funcionando, as meninas do Brasil levaram ouro no Pan após bela vitória contra a Colômbia, que só havia tomado um golzinho na competição. Parabéns as meninas e à Comissão Técnica, comandada pelo Vadão. /// O Brasil acabou em 3º lugar no Pan, com 141 medalhas, sendo 41 de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, o que já serve de alento para às próximas olimpíadas. Como sempre na frente os Estados Unidos, com 103 de ouro, 81 de prata e 81 de ouro, total de 265 medalhas, quase o dobro do Brasil. /// Amanhã, sete e meia da noite, o América-MG visita o Mangueirão para jogar contra o Paysandu pela Série B e a novidade será o velho competente e rabugento Givanildo Oliveira no banco mineiro. Será um tira-cisma? /// Uma boa semana a todos e viva Jesus.

E-mails: rporto@supridados.com.br

27 de julho de 2015 at 5:26 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.07.15

Mudanças que atrapalham

Para entender melhor o que aconteceu sábado à tarde em Maceió é preciso voltar um pouco no calendário. Quando efetivou Souza como titular, a partir do jogo contra o Bahia (0 a 2, em Salvador), o técnico Dado Cavalcanti viu-se obrigado a alterar a forma de o time jogar. Como precisava reforçar as ações ofensivas, passou a usar um segundo armador, Edinho. A mudança não deu certo. Nem Souza se tornou o homem de referência do ataque, nem Edinho fez o time ficar mais criativo.
Na verdade, a única vitória do Papão nos últimos seis jogos foi contra um desfalcado Bahia no Mangueirão (3 a 0). Triunfo importante, mas enganoso quanto a rendimento técnico. Os visitantes foram superiores no primeiro tempo. As coisas só melhoraram com Misael em campo no segundo tempo. Com os gols e a empolgação, houve até quem avaliasse como positiva a nula participação de Souza.
Todas as demais partidas, incluindo a de sábado, revelaram um Papão desorganizado e instável, sujeito a apagões, até mesmo no antes aclamado sistema defensivo. Foi assim contra o Macaé (1 a 2), Sampaio (1 a 1), Bahia (0 a 2) e CRB (3 a 0). Nem sombra da confiança e objetividade que marcaram a bela sequência de oito partidas invictas na Série B.
Em Maceió, diante de um CRB pressionado pelos maus resultados, o Papão acabou vitimado por suas próprias inseguranças, agravadas pelas alterações em dois setores estratégicos da equipe. Sem contar com Fahel e Ricardo Capanema, Dado escalou Augusto Recife e Jonathan. Pôs Pikachu como segundo armador, deixando Luís Felipe na ala direita, obcecado com a questão da altura na defesa.
Foi o quadrado de meio-campo mais habilidoso que o Papão já usou na competição. Recife é quase um meia-armador, pela facilidade do passe e precisão nos chutes. Jonathan movimenta-se como um apoiador. Pikachu dispensa comentários e Carlinhos é o organizador.
Na prática, porém, nada funcionou. Recife e Jonathan não deram conta de marcar meias e atacantes do CRB, Pikachu não combatia nem apoiava e Carlinhos mal pegou na bola. Todos erraram muitos passes, comprometendo o equilíbrio coletivo do time.
Além do desajuste que as modificações trouxeram ao setor defensivo, o Papão teve pela frente um CRB preocupado em ocupar espaços e imprimir correria. Nas palavras do próprio Dado, o CRB mostrava disposição de finalista e o Papão parecia disputar uma pelada de fim de semana.
O cansaço decorrente da batalha do meio de semana em Salvador também influiu no ânimo geral, mas é justo dizer que o CRB fez por merecer a vitória. Armado pelo ex-bicolor Mazola Jr. com praticamente três atacantes – Canhete, Kanu e Zé Carlos –, os alagoanos tomaram conta do jogo, sufocando e buscando o gol desde o primeiro minuto.
Marcaram logo aos 13 minutos, em cobrança de escanteio. Bola no primeiro pau, com desvio para o lado oposto, onde Zé Carlos recebeu com liberdade para bater no canto de Emerson. O que já era ruim na armação do Papão piorou com a tentativa desastrada de ir à frente, pois ampliou ainda mais o espaço para os contra-ataques do CRB.
Foi assim que veio o segundo gol, aos 21 minutos. Kanu conduziu a bola até junto à grande área, tocou para Canhete e este lançou Zé Carlos, que fechava pela direita. Marcado em linha pelos beques do Papão, o artilheiro teve tempo e tranquilidade para bater cruzado, sem chances para o goleiro.
No fim do primeiro tempo, em sua única jogada digna de menção, João Lucas desviou cruzamento e a bola resvalou em Souza antes de entrar. O árbitro assinalou o gol do Papão, mas desmarcou em seguida. Teria sido avisado pelo quarto árbitro sobre um toque de mão que não aconteceu. O lance foi normal. Criou-se um tumulto, Dado foi expulso e o Papão voltou para o segundo tempo com duas mudanças.
Carlos Alberto substituiu a Carlinhos. Wellington Jr. a Luís Felipe. Por alguns minutos, com o adversário administrando a vantagem, o Papão pareceu determinado a reagir. Mera ilusão.
Com Maxwell e Peri alimentando os contra-ataques, o CRB logo chegaria ao terceiro gol. Em avanço rápido pela direita, a bola chegou até Zé Carlos, que mandou para as redes. Foi acompanhado à distância por Tiago Martins (depois do jogo, soube-se que o zagueiro teria sido ameaçado de prisão no intervalo). A partida terminou ali, pois o Papão não tinha força nem disposição para tentar mais nada. O CRB estava satisfeito. Resultado justo.
Dado precisa repensar a estratégia empregada nos últimos jogos e reavaliar o papel de Souza no time, para não botar em risco tudo o que foi conquistado com a boa campanha inicial.

Em dia de estreias, brilho da prata-da-casa

Cacaio observou e gostou do rendimento dos laterais Gabriel e Rodrigo Soares, aprovou também a movimentação de Leandro no meio e de Léo Paraíba no ataque, ontem, no amistoso contra a seleção de Castanhal. Mas deve ter ficado impressionado mesmo com a produção do meio-atacante Edkléber, garoto oriundo da base azulina.
Quando Eduardo Ramos foi substituído no intervalo, assim como vários titulares, brilhou a estrela de Edkléber. Além dos gols marcados, foi o jogador mais participativo na ligação com o ataque. Na avaliação de quem viu o jogo, como o companheiro Magno Fernandes, Edkléber passa a brigar por posição no time titular.

Ouro para o Brasil, méritos de um argentino

Foi um fim de semana rico em comemorações para o Brasil no Pan de Toronto. Vitórias maiúsculas no futebol feminino e no handebol. Como fã de basquete, destaco a ressurreição da modalidade com o ouro conquistado em cima dos donos da casa, em partida realizada no sábado. Antes, a seleção treinada por Rubén Magnano havia superado, com sobras, o time olímpico norte-americano, favoritíssimo ao primeiro lugar.

27 de julho de 2015 at 5:20 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.07.15

A batalha de Salvador

Há uma semana, no estádio Jornalista Edgar Proença, o Papão derrotou o Bahia por 3 a 0 e mostrou musculatura para avançar na Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo parelho, a equipe paraense cresceu na etapa final e construiu a vitória folgada que lhe permite entrar em campo hoje podendo administrar a condução do jogo.
A vantagem estabelecida em Belém é de grande importância, mas não garante tranquilidade plena. Sempre é difícil enfrentar um adversário de tradição, que mobiliza uma torcida apaixonada, jogando em seus domínios.
Para apimentar a situação, o lance do pênalti que originou o terceiro gol do Papão no Mangueirão deu aos baianos o argumento que precisavam para transformar o confronto desta noite em uma revanche.
O árbitro realmente errou na marcação da penalidade, mas em nenhum momento isso pode ser configurado como má fé ou parte de um esquema para prejudicar o tricolor baiano. A crer nessa hipótese, seria justo levantar também a quantidade de vezes que o próprio Bahia tem sido beneficiado por arbitragens polêmicas.
Na própria Copa do Brasil, há o episódio do jogo com o Nacional (AM), eliminado na primeira fase por força de um gol assinalado em completo impedimento na Arena Nova.
Como a questão extracampo não pode ser administrada, resta ao Papão se concentrar no que importa. Terá que jogar com a cabeça no regulamento, mas atento à pressão que o Bahia prepara para os primeiros momentos da partida.
Exemplos não faltam de reversão de resultados em mata-mata. No ano passado, o Atlético-MG se especializou em viradas aparentemente impossíveis, contra Flamengo e Corinthians. O próprio Bahia se agarra à espetacular virada sobre o Vitória da Conquista na decisão do certame baiano. Perdeu na ida por 3 a 0 e devolveu na volta por 6 a 0.
Dado e seus comandados também devem se espelhar no que ocorreu com o Remo na Copa Verde, quando chegou à Arena Pantanal com 4 a 1 de vantagem e terminou levando de 5 a 1. No futebol, ao contrário do que ocorre no processo histórico, nem sempre as coisas se repetem como farsa.
Cabe ao Papão jogar o seu jogo, manter serenidade e buscar fazer pelo menos um gol, explorando a previsível pressa do adversário em reverter a diferença.

Sport de Durval desafia previsões

Há uma interessante novidade neste incipiente Brasileiro da Série A. O Sport se mantém, valentemente, entre os quatro primeiros na tabela, depois de uma sequência duríssima, enfrentando Atlético-MG, Palmeiras e São Paulo. O rubro-negro pernambucano tem 27 pontos e é o time que menos perdeu na competição, uma vez apenas. Tem o segundo ataque mais positivo, 25 gols. Perde apenas para o do líder Galo, que marcou 28 vezes.
E é do Sport o zagueiro menos faltoso da competição. O veterano Durval, após 14 rodadas, cometeu apenas uma falta. Façanha digna de menção se levado em conta o próprio histórico do jogador. Ao mesmo tempo, significa que o time está bem ajustado em todos os setores. Joga bonito e tem tudo para ir longe na competição.
Curiosamente, a mídia do Sudeste só tece loas ao Corinthians, que ocupa o segundo lugar com uma campanha que valoriza a defesa, bem ao gosto do técnico Tite. Tem a defesa menos vazada, com oito gols. Em compensação, só ganha por 1 a 0 e 2 a 1, aparecendo com o pior ataque dos sete primeiros colocados, com apenas 16 gols.
Saudar times que sofrem poucos gols não é coisa da essência do futebol brasileiro. Pelo menos, do futebol brasileiro que vale a pena ver.

Heranças de Minowa travam gestão remista

Nem bem era encaminhada a negociação de Ameixa com o Corinthians, por um valor em torno de R$ 500 mil, eis que outra notícia ruim caiu como bomba no Evandro Almeida, ontem. Banpará, Funtelpa e Federação Paraense de Futebol receberam um ofício da 13ª Vara da Justiça do Trabalho, informando que os repasses destinados ao Remo estão bloqueados até que toda a dívida do clube junto à JT seja quitada.
O surpreendente é que a Justiça do Trabalho está apenas fazendo cumprir um acordo assinado pelo presidente Pedro Minowa em janeiro deste ano, concordando com o bloqueio integral dos repasses. Minowa se encontra licenciado do cargo até dezembro.
São petardos de efeito retardado deixados pela caótica gestão de Minowa, em tudo parecida com a do antecessor. Fontes da diretoria revelam que os problemas se avolumam à medida que documentos deixados pelo dirigente licenciado são descobertos.
A decisão judicial tirou parte do entusiasmo com o negócio envolvendo Ameixa, joia do clube, 19 anos, revelação do último Parazão e que era trabalhado para vir a ser um dos grandes nomes da equipe na temporada.
Acontece que a situação financeira desesperadora não permitiu que esses planos fossem levados a cabo. A essa altura, a entrada de dinheiro é fundamental para cobrir as pendências e garantir uma boa campanha na Série D.
Ao contrário do ocorrido com Roni, cujo dinheiro da venda até hoje não foi contabilizado na tesouraria do clube, a ida de Ameixa para o Corinthians já rendeu até um adiantamento para o Remo, permitindo sanar débitos mais urgentes.

Uma data muito especial para a nação bicolor

Há exatamente 70 anos, o Papão derrotava o Remo por 7 a 0 em jogo no estádio Evandro Almeida, cravando uma página histórica na rivalidade entre os dois grandes clubes. Obra do Esquadrão de Aço bicolor, até hoje festejado pelo excepcional feito.

22 de julho de 2015 at 1:12 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 22.07.15

POSITIVO – Parte da venda de Ameixa para o Corinthians já de posse do Remo e hoje 50% dos salários de maio serão pagos. Jogador com Sérgio Dias e Fred Gomes em SP. Intermediação de Fred Carvalho.

NEGATIVO – Águia preocupa e se não reagir logo corre o risco de cair pela 1ª vez para Série D. Isso ocorrendo e se não voltar à elite do Parazão existe ameaça de sumir.

Lá e Cá

Paysandu entra em campo logo mais pensando em 1982 quando ganhou o Bahia de 3×2, em Salvador, pela Série A. Baianos motivam plantel lembrando decisão do Estadual e 6×0 no Conquista. Vai sair fumaça!

Dos 28 confrontos com o Papão, 14 vitórias do Bahia (57 gols), 7 bicolores (38 tentos) e 7 empates. Eles lembram até do amistoso na Boa terra, em 1947, quando ganharam de 7×0. Outros tempos e Papão não é Conquista!

Paysandu joga esta partida importante no dia dos 70 anos do 7×0 no Remo; Ameixa estava sendo negociado há 20 dias; Dewson Freitas e Márcio Gleidson no Atlético-MG x S. Paulo, dia 29.7.

DM apressou liberação de Kieza e Léo Gamalho para hoje. Jogadores bicolores mais badalados pela imprensa baiana são Pikachu e Souza. Classificando jogadores alviazuis terão a melhor premiação do ano.

Tudo bem que Cacaio queira dar oportunidade em Castanhal para Gabriel, Rodrigo Soares, Leandro Santos, Whelton e Léo Paraíba, mas não poderá deixar de levar as estrelas azulinas sob pena do patrocinador se ferrar.

Hoje, julgamento do Náutico-RR, no STJD, por ter usado todos os seus jogadores sem constar no BID contra o Nacional-AM (1×1). Presidente da FRF Zeca Xaud e do clube Adroir Bassorici acreditam só em multa. Será?

Aliás, base do Náutico-RR, próximo aversário remista: Stanley, Alan, Anderson Negrão, Luiz e Vandão, Élton, Dudé, Peixe e Washington, Robemar e Rafael Barros ou Alex. Técnico Zé Henrique.

Se o Remo for 1º no Grupo 1 na Série D pegará na segunda fase o 2º do Grupo 8, hoje o São Caetano-SP. Se ficar em 2º o adversário será o 1º do Grupo 8, momentaneamente o Volta Redonda-RJ. George Lucas fará contrato de risco com o Leão Azul a pedido dos companheiros. Só aqui!

Secretária da SEEL Renilce Nicodemos comandando de hoje até sexta a 3ª Etapa dos Jogos Abertos do Pará, em Marabá (Sudeste), nas modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.

HOMENAGEM – Jackson Braga, o Pingola, ex-volante do Mogi Mirim-SP, Vênus de Abaetetuba, Paysandu, Democrata-GV-MG e Sport Belém, de 1994 a 2004. É auxiliar administrativo de empresa construtora em Belém.

22 de julho de 2015 at 1:03 pm Deixe um comentário

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