Archive for janeiro, 2010

DEIXEM OS HOMENS TRABALHAREM!

Uma grande polêmica foi levantada desde o último final de semana com respeito ao bloqueio das rendas de Paysandu e Remo. A grande maioria acha que é um exagero confiscar 50 ou 80% da arrecadação desses clubes, principalmente pela notória dificuldade que eles vem enfrentando para administrar a crise financeira que eles herdaram de outros gestores dos clubes. Uma minoria entende que o Tribunal do Trabalho nada mais faz que cumprir o seu dever de proteger os trabalhadores que recorreram ao judiciário para ter os seus direitos respeitados. Fico no meio do caminho (não gosto de dizer que fico no muro) e entendo que nem tanto ao mar, nem tanto ao rochedo. A justiça trabalhista tem sido camarada com os clubes, principalmente a Desembargadora Formigosa, que desde o ano passado encontrou no projeto “Conciliar” o mecanismo que tanto ajudava os trabalhadores , como proporcionava um pouco de ar para que os dirigente pudessem honrar com os outros compromissos. Acontece, que uma interpretação equivocada de alguns Desembargadores do TRT, entendeu que não houve por parte da diretoria de azulinos e bicolores empenho para que os torcedores colaborassem com depósitos voluntários para abater a pesada dívida trabalhista. Acho que foi equivocada pois faltou sensibilidade esportiva para entender que com os clubes indo mal em campo, o torcedor só responderia com seu desprezo a qualquer iniciativa que visasse dar dinheiro para qualquer coisa. Por isso, a promoção de seu time, sua energia, não foi em frente e até mesmo o sócio-torcedor ainda não deslanchou como se esperava. Por outro lado, o exemplo que pode ser seguido é o aplicado no Rio, São Paulo e outros estados brasileiros, onde o confisco da renda não passa dos 25%. Por fim, entendo que está faltando uma boa conversa, explicando que agora os clubes estão sendo bem dirigidos e com um pouquinho de paciência todos podem sair ganhando: clubes e jogadores que recorreram à justiça. Só é preciso deixar os homens trabalharem.

Carlos Castilho

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22 de janeiro de 2010 at 1:59 pm 1 comentário

SANTOS DO PARÁ

Quase todos nós já fomos torcedores do Santos Futebol Clube. Até poderíamos ter tido outro clube no coração, mas em razão da presença de Pelé, e não só ele, mais um punhado de grandes craques como Zito, Mengálvio, Pepe, Gilmar e tantos outros vibrávamos com as brilhantes exibições do time peixeiro. Já faz um bom tempo que o Santos não conta com uma grande equipe, talvez a última formação que chegou a empolgar tenha sido a que contava com Robinho, Diego e   Elano, mas agora o clube parece ter encontrado o seu caminho para voltar a ser um timaço. Depois que o fenômeno  sérvio “Petcovic” deu ao Flamengo o hexa campeonato brasileiro muitos clubes apostaram nos jogadores com mais de 30. Giovani, que andou parado um bom tempo, só mostrando sua grande categoria nas peladas entre os másteres paraenses, agora é a nova sensação em Vila Belmiro. Sua entrada em campo no domingo, na partida contra o Rio Branco, pelo campeonato paulista, foi recebida debaixo de uma estrondosa ovação da galera. E ele não desmereceu o carinho dos santista. Jogou pouco tempo, mas mostrou que ainda é um cracão de bola. Melhor que ao lado dele o nosso excelente Pauo Henrique, o Ganso e também o ala Pará, formaram a verdadeira colonia paraense na Vila. Tomara continue assim. Em tempo: é provável que se Giovani decidisse voltar a jogar aqui em Belem por qualquer clube, ainda houvesse torcedor ou dirigente afirmando que ele já estava acabado.

 Carlos Castilho

19 de janeiro de 2010 at 7:41 pm Deixe um comentário

PREVALECEU O BOM SENSO

Pobre futebol paraense, tão rico em sua fanática torcida e tão pobre na cartolagem que se serve muito mais do que serve ao clube que diz amar. Os últimos episódios, que deixaram torcedores, dirigentes e nós da imprensa atordoados, com decisões judiciais equivocadas e que quase redundaram na suspensão da segunda fase do Parazão, são bem  o retrato falado de como continuamos sem aprender a lição: profissionalismo é que está em falta no nosso meio esportivo

     Já dei minhá opinião sobre o tentativa de virada de mesa no Tapetão. Claro que estou me referindo as ações do Castanhal e da Tuna querendo alijar o Cametá da segunda fase do campeonato. Entendo que todos, eu disse todos, aceitaram passivamente a inclusão do time cametaense na disputa, crentes que teriam a sua vaga garantida por uma pretensa qualidade dentro da campo. Como isso não aconteceu, de maneira tardia estão pleiteando a vaga  que perderam jogando. Acho lamentável que a Tuna, clube de tantas tradições e glórias conquistadas em campo, esteja pela segunda vez fora da etapa mais importante de nosso campeonato. Mas foi exatamente por adotar uma política suicida de “cooperativa” com jogadores nem sempre comprometidos com a história do clube, que o desastre aconteceu pela segunda vez.

     O Castanhal, que também já participou de maneira brilhante da competição, que tem a seu favor uma industria forte e um comercio atuante, contando ainda com governantes que gostam do futebol, perdeu o bonde da história e ficou parado a beira do caminho. Dormiu no ponto, iniciando a disputa da primeira fase palidamente e quando quis reagir já era tarde demais.

     Para um futebol que passou praticamente 5 meses sem uma partida oficial ter o campeonato suspenso seria terrível. Os clubes investiram alto, principalmente o Paysandu e não era justo que uma minoria sobrepujasse uma minoria. Felizmente o bom senso foi restabelecido e a bola rolou, como devia mesmo rolar.

     Não creio em mudança de rumo, até orque seria na verdade o enterro daquele que já foi o futebol  mais promissor do norte e nordeste.

Carlos Castilho

19 de janeiro de 2010 at 7:32 pm 1 comentário

8 OU 80

A torcida remista está apreensiva com a demora na contratação do grande reforço prometido pelo clube aos seus torcedores. O famoso homem gol continua sendo um sonho de consumo para a galera. Todos sabem que encontrar um goleador pra valer na base do bom, bonito e barato é quase impossível, mas diante da audácia do grande rival, o Paysandu, ficar apenas na promessa não resolve nada. Entendo que a composição do elenco leonino para o campeonato regional até que é bem razoável, princialmente se os meias Vélber e Jean decidirem jogar a bola que sabem. São dois jogadores diferenciados e que poderão, entrando e forma, dar a estabilidade necessária ao time remista. O que está pegando mesmo, como diz o torcedor é a falta do camisa 9. Desde os tempos de Fábio Oliveira, que teve seus problemas, inclusive comportamentais, o Remo não tem um atacante que incomode as defesas adversárias. Helinton, Alessando e até mesmo o imprpvisado Samir estão longe de representar a soução para a falta de gols que a equipe apresentou durante a o período experimental, com exceção do clássico onde a quase goleada sobre o Papão acabou mascarando muita coisa no Baenão. Como se dizia no passado “ o tempo passa e a barba cresce” e como campeonato começa daqui a poucos dias é hora de parar de cogitar e tempo de decidir. Não pode ser na base do 8 e 80.

Carlos Castilho

3 de janeiro de 2010 at 6:38 pm 5 comentários


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