LINHA DE PASSE – Rui Guimarães – 18.12.10

18 de dezembro de 2010 at 1:17 pm Deixe um comentário

O ano está se findando e o nosso futebol não tem nenhum motivo para comemorar nada. Não evoluímos, muito pelo contrário, andamos para trás. Pode parecer exagero, mas se alguém tiver um só ponto positivo para o ano esportivo no Pará, particularmente no futebol, que nos alerte. Não escrevo isso com prazer, mas com a grande frustração de quem passou o ano inteiro procurando ajudar na melhora do nosso esporte. A imprensa em determinados momentos é incompreendida, principalmente pelos dirigentes, que acham ser a bajulação o caminho do entrosamento de todos. Não é.

 

Não quero afirmar aqui que a imprensa não errou ou não erra, longe disso, mas que a grande maioria dos cronistas é bem intencionada e procura ajudar, isso não pode ser negado. As críticas feitas ao longo do ano demonstram que nós da imprensa tínhamos razão. Passamos o ano inteiro discutindo a negociação do Remo com duas empreiteiras para a venda do Baenão, e o time de futebol abandonado sem dar uma resposta sequer a sua torcida. A justiça do trabalho perdeu grande parte de seu tempo buscando uma solução e no final do ano, nenhum bônus a comemorar. Aliás, a condução do assunto pela DRT deve ter frustrado a juíza encarregada do caso, pelo resultado prático que ofereceu. Nenhum. A eficácia das negociações não foi atingida, pois os reclamantes continuam sem receber seus direitos.

 

No Paysandu alertamos para a maneira confusa com que o clube estava sendo administrado com a ausência sistemática do presidente e a falta de um substituto. Deu no que deu. Pior foi o associado ter concedido o direito de Luiz Omar continuar dirigindo o bicolor por mais dois anos. Não é o simples fato do presidente do clube continuar é à maneira de sua gestão não mudar. Nesse aspecto entra a figura do benemérito Ricardo Rezende que avalizou a candidatura de LOP com a promessa de que tudo iria mudar e até agora nada se notou. Rezende é o principal responsável pelos destinos do papão ano que vem pela veemência com que defendeu a reeleição do presidente e será cobrado por isso.

 

O novo Governo do Pará precisa ser alertado para o abandono a que está submetida à SEEL, a Secretaria responsável pelas políticas do esporte no estado. Nem precisa ser dito aqui o que deixou de ser feito ao longo dos quatro anos que felizmente se encerram dia 31. Voltar a falar de nada irá corrigir as trapalhadas que vimos na secretaria, mas pelo menos um pedido podemos fazer: Restabeleçam o calendário antigo e tentem o retorno do Grand Prix de Atletismo que era o maior evento do esporte amador em nosso estado.

 

Abaeté e Tuna ressurgiram das cinzas no campeonato paraense e voltaram a ser candidatos as vagas para a fase final do parazão 2011. O futebol é interessante e suas imprevisibilidades o fazem apaixonante. Independente de merecer ou não as duas agremiações provocaram um reboliço em Castanhal, Ananindeua e Parauapebas que estavam se achando e agora estão ameaçadas. Essa situação voltou com um assunto a ser discutido com desportistas para alavancar o nosso futebol. Por que ao invés de oito não dez participantes na fase final do campeonato? É assunto polêmico e que deve ser discutido a exaustão, e logo.

 

Rui Guimarães

seniorui@yahoo.com.br

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