RITMO DO JOGO

27 de outubro de 2011 at 1:15 pm Deixe um comentário

COISAS DA VIDA
É fato que todos nós temos na vida direitos e deveres, porém o que vemos, a cada dia, são cobranças de toda ordem para cumprirmos os deveres em detrimento dos nossos direitos. Chegando ao cumulo de muita gente desconhecer seus direitos adquiridos, porque estão muito ocupadas em cumprir o exagero dessas cobranças ou como resultado do abuso de uns poucos que exploram “seus direitos” sobre a inércia e ignorância da maioria.
A política e o futebol brasileiros são dois dos maiores exemplos disso. Sabemos todos os dias, através da mídia, dos escândalos e atrocidades provocados por políticos inescrupulosos e corruptos que não medem esforços nem conseqüências para se locupletarem do dinheiro público. Utilizam para isso todos os tipos de ações, as mais reprováveis possíveis. Desrespeitam a tudo e a todos em sua vilania. A queda dos cinco ministros do governo Dilma não nos deixa mentir. De vez em quando alguém é pego como “bode expiatório” para justificar essa ou aquela retidão de atitude, quase sempre soando falsa ou oportunista.
No futebol não é diferente. A Copa de 2014 está ai mesmo, com seus jogos de interesse, a começar pela escolha das sub-sedes; o superfaturamento das despesas e, mais recentemente, a distribuição dos jogos. No “varejo” o que se vê são dirigentes cada vez mais despreparados ou até mal intencionados para o cargo e funções. Ano após ano repetindo erros e, com isso, causando transtornos, sofrimento e prejuízos os mais diversos possíveis. Por que, no caso especifico de Remo e Paysandu, padecemos marcando passo no cenário nacional e adicionamos dividas morais e financeiras diante do torcedor? Primeiro pelo egoísmo e vaidade da maioria que se perpetua no poder e não cansa de fazer bobagem, a ponto de, invariavelmente, prometer o que não tem a quem não merece.
Os exemplos não param de se repetir. O caso mais recente e mais rumoroso é o do jogador Josiel, contratado pelo Paysandu a peso de ouro, em nome de um passado “mais ou menos” no Flamengo do Rio. Escalado em onze jogos como titular, marcou pífios três gols e, fora de campo, criou inúmeras peripécias. Uma entrevista nacional e, pelo menos, duas postagens em “redes sociais”, falando mal da nossa cidade e do povo paraense foram as que mais repercutiram e revoltou a todos nós. A ponto do companheiro Edson Matoso “perder as estribeiras” no ar, reagindo com veemência a mais esse abuso. Seria cômico se não fosse trágico o afastamento que sofreu o colega, pois, neste país o que mais se vê, lê e ouve, são arroubos semelhantes Brasil afora. Talvez o que mudou foram o local e o tema, ou seja, estamos no Pará (Norte do Brasil) e o assunto nos diz respeito. São coisas da vida! Difícil é se acostumar com isso!
Pelo menos uma Lei foi mantida. A da ação e reação. Josiel pediu pra sair! A Ele foi dado esse direito! E ao Matoso? Por que não? Até quando será punido? “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. Está mais que na hora de termos um equilíbrio maior entre uma coisa e outra! É certo que os deveres têm que ser cumpridos, mas, e os nossos direitos? Volta logo Matosão! Vai com Deus Josiel, você que nunca deveria ter vindo e… Já vai tarde!
(João Cunha)

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