COLUNA DO GERSON NOGUEIRA – 25.02.13

25 de fevereiro de 2013 at 7:29 pm Deixe um comentário

Clássico merecia mais gols

O Remo foi melhor no primeiro tempo e tomou o gol depois de ter perdido duas grandes chances. O Paissandu também desperdiçou duas oportunidades momentos antes de sofrer o gol de empate. Coincidências irônicas de um Re-Pa disputado em altíssima velocidade, muitos erros de passe no meio-de-campo e poucos destaques individuais. Apesar da ausência de técnica mais apurada, foi um clássico à altura da tradição.

Cabe aqui um destaque para a ousadia dos técnicos. Atacar era prioridade tanto para Lecheva quanto para Flávio Araújo. Cuidados defensivos ficaram em segundo plano e isto ficou particularmente claro na etapa final, quando as equipes se lançaram ao ataque num confronto aberto e emocionante. Por tudo isso, o 1 a 1 foi um placar econômico para o jogo, que poderia muito bem ter terminado em 2 a 2 ou 3 a 3.

No começo, uma surpresa tática. O Remo abandonou a habitual cautela e tomou as iniciativas ofensivas, acionando os alas Válber e Berg, principalmente. Leandro Cearense posicionou-se entre os zagueiros Tiago Costa e Diego Bispo, fazendo o trabalho de pivô para a aproximação de Jonathan e Gerônimo.

Apesar de bem vigiado, Fábio Paulista era o atacante que mais se movimentava junto à área do Paissandu. Esse esforço ofensivo quase permitiu ao Remo abrir o placar antes dos 30 minutos. Mauro, Fábio Paulista e Cearense desperdiçaram bons momentos na área alviceleste.

O Paissandu era mais cadenciado, menos resoluto. Eduardo Ramos assinava todas as bolas, cadenciava bem o jogo, mas não encontrava espaço para infiltrações e passes para Rafael Oliveira e João Neto, muito marcados. Alvim e Pikachu quase não passavam da linha de meio-campo, enfraquecendo o ataque. Assim, sem grande articulação, o Paissandu foi levando a vida, escapando de alguns riscos pela boa atuação do goleiro Zé Carlos, mas economizando muito nos arremates. O primeiro chute a gol, torto, foi de Ramos aos 10 minutos.

Ainda haveria um outro disparo sem perigo antes que João Neto arrematasse, aos 34 minutos, depois de grande assistência de Eduardo Ramos, que comprovou no lance a utilidade que um bom passador tem. Ao receber a bola, pela esquerda do ataque, Neto iludiu a marcação dando a entender que iria cruzar. Na verdade, dominou e bateu cruzado, sem defesa para o goleiro Fabiano.

A vantagem obtida àquela altura da partida, quando o adversário pressionava mais, empolgou e fortaleceu emocionalmente o Paissandu, que partiu em busca do segundo gol e quase conseguiu, aproveitando-se do visível abatimento que tomou conta dos remistas. Antes do final do primeiro tempo, Leandro Cearense ainda acertou um chute forte que o goleiro Zé Carlos espalmou e a zaga afastou, mas era visível que o gol abalou a confiança dos remistas.

Para a etapa final, os times retornaram sem modificações e o Remo quase alcançou o empate logo na primeira tentativa, com Berg aproveitando rebote e disparando no canto direito para excelente intervenção de Zé Carlos. No Remo, o que na primeira fase havia sido um esforço coordenado virou pressão quase desatinada pelo empate. O Paissandu custou a se reencontrar, mas em dois contra-ataques seguidos Rafael Oliveira e João Neto ampliavam o escore.

Araújo botou Val Barreto e Ramon. Acertou em cheio quanto ao primeiro, que deu vivacidade ao ataque e incendiou a torcida, mas errou a mão quanto ao segundo. Ramon, logo nos primeiros movimentos, revelou a má forma, exagerando na lentidão e na desatenção nos passes. Galhardo não esteve bem, mas podia desencantar num lance. Ramon desencanta pela inércia e aumenta o tamanho do mistério pelo não aproveitamento de Josy ou Edilsinho.

Do lado do Papão, Lecheva cansou da apatia de Rafael e botou Iarley em campo, aproveitando também para substituir Vânderson por Esdras. Numa comparação direta com as mexidas de Araújo, Esdras encorpou a marcação, mas Iarley não fez mais do que Rafael vinha fazendo. Pior: propiciou ao Remo liberar Zé Antonio para ajudar no esforço de guerra pelo gol, visto que não havia mais um atacante de área a marcar.

A justiça do marcador se concretizaria nos instantes finais, conforme manda a tradição do Re-Pa. Val Barreto esteve perto de marcar em arrancada pela direita do ataque e Válber desperdiçou uma bola rebatida pela zaga do Paissandu. Iarley não alcançou bola preciosa cruzada para a área e depois errou um passe que encontraria João Neto livre diante do goleiro. Como castigo pelo desperdício, aos 46 minutos, o Remo foi para o tudo-ou-nada e teve sorte. A bola foi desviada por Branco, a defesa hesitou e Zé Antonio entrou livre para estufar as redes. 1 a 1. Festa azulina nas arquibancadas pelo gol e pela reconquista da vantagem na decisão.

Domingo tem mais.

Destaques e decepções

Poucos jogadores se sobressaíram num jogo de nível técnico apenas razoável. Pelo Paissandu, Ramos foi o melhor, mas Zé Carlos, Djalma, Capanema e João Neto também se destacaram. No Remo, Zé Antonio foi o mais efetivo, mas Gerônimo, Mauro, Jonathan e Val Barreto foram importantes.

Pikachu, Rafael, Galhardo e Berg decepcionaram, falhando até em lances bobos de domínio de bola.

Direto do Twitter:

“Qual a empresa no Pará que tem uma receita, em um dia, no valor de 91 mil reais?”.

De Jaciel Papaléo Paes, inconformado com o quinhão que coube à FPF da renda do Re-Pa.

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