Coluna do Gerson Nogueira – 27.07.13

27 de julho de 2013 at 5:24 pm Deixe um comentário

Chance para a reabilitação

Contra o pior time do campeonato espera-se que o Paissandu finalmente vista o figurino de time competitivo e obtenha sua primeira vitória fora de casa. Além do rendimento aquém do esperado, com 9 pontos ganhos em 9 disputados, o campeão paraense precisa se preocupar com o posicionamento na tabela. Na 17ª posição, incluso na zona de rebaixamento, o Paissandu começa a cair naquela faixa de times que não inspiram medo nos adversários e nem têm o respeito de seus torcedores.

Essa área de sombra, que o time já viveu no começo da competição, é ainda mais inquietante porque já existe uma distância considerável em relação aos primeiros colocados. Se persistir lá embaixo na tabela, o Paissandu corre o risco de chegar à metade da competição lutando apenas para não cair.

O investimento feito pela diretoria foi vultoso e posiciona o Paissandu entre os elencos mais caros da Série B, abaixo apenas de Palmeiras, Sport, Figueirense e Atlético-GO. Essa condição permite ao torcedor cobrar do time performance mais convincente. Com a contratação de jogadores de custo semelhante a de atletas da Série A, o Papão também deveria estar em situação menos desconfortável no torneio.

Na partida diante do Atlético-PR, pela Copa do Brasil, Givanildo Oliveira surpreendeu lançando uma formação no 3-5-2. Apesar de problemas no primeiro tempo, a equipe cresceu na etapa final e chegou a ser superior ao mandante em vários momentos.

Caso mantenha o mesmo desenho tático, o técnico terá que queimar pestanas para encontrar alas que se adaptem às exigências do esquema. De longe, este é o maior problema do elenco bicolor. Pikachu, que pode desfalcar o time por contusão, seria substituído pelo garoto Gleicinho. Na esquerda, porém, Givanildo não tem muito com o que sonhar, pois dispõe apenas de Rodrigo Alvim.

Para o ataque, a situação é bem mais confortável, pois Marcelo Nicácio volta ao time e deve formar dupla com Iarley, que é a melhor composição ofensiva do time. No setor de marcação, Ricardo Capanema e Zé Antonio permanecem, depois da boa atuação em Curitiba.

Do outro lado, o ABC entrou na espiral do desespero, depois de conquistar apenas três pontos na competição. Carrega também o fardo de ser o único time sem vitória. Derrotar o Paissandu em casa é a oportunidade que o técnico Waldemar Lemos tem de escapar da lanterna e do bombardeio de críticas.

Planos de Charles priorizam nativos

Pelos nomes que o técnico Charles Guerreiro encaminhou para análise da diretoria do Remo, projetando futuras contratações, já se esboça um ponto positivo: é possível observar que há uma sintonia com os anseios do novo diretor de Futebol, Tiago Passos. Em entrevistas recentes, o dirigente afirmou que sonha para 2014 com um time doméstico, reforçado pontualmente por alguns jogadores. A política de contratações será inteiramente diferente da que foi executada neste ano.

Charles deixa claro ao apontar alguns nomes que vai dar prioridade para valores regionais, com ênfase em atletas que estão no Paragominas, clube que dirigiu no campeonato. Há, ainda, a possibilidade de aproveitamento de garotos formados nas divisões de base e a permanência de alguns atletas que tiveram bom papel no Parazão 2013, como Henrique, Fabiano e Val Barreto. Apesar de o clube não poder contratar ninguém por enquanto, a simples divulgação do perfil dos atletas já evidencia que o Remo de fato terá um novo rosto na próxima temporada.

Direto do Facebook

“Respeito muito seu comentário relativo a decisão da libertadores inclusive reconhecendo que esta competição foi a redenção de muitos jogadores que não faziam parte do planejamento de muitos clubes no Brasil, fez justiça ao excelente treinador e ótimo caráter chamado Cuca e, diga-se de passagem, coisa rara nos tempos atuais nos treinadores. Reverencio a grande performance do goleiro Victor, pois sem ele realmente o Galo não teria chegado ao topo das Américas e, claro, o artilheiro da competição – o atacante Jô. Vejo porém um paradigma quando se fala em redenção para alguns jogadores pois, ao fim do jogo, o Ronaldinho desabafou ao repórter que foi entrevistá-lo falando o seguinte: ‘Disseram que eu estava acabado, fala agora que eu quero ver?’. O fato de alguém receber críticas não significa que outros torçam para ele se acabar e sim que perceba que a maioria apenas cobrava de quem poderia render muito mais. Foi necessário que ele enfrentasse um presidente que realmente pagou o que ele merecia no momento de sua chegada e o fez trabalhar como um profissional, coisa que ele não fazia quando estava no Flamengo, independente de estar com seu salário atrasado. Se ele saiu escorraçado, méritos também pra ele que também fez a imagem do clube ir para a sarjeta, e que o mesmo refletisse sobre sua carreira e visse o que fez nestes dois jogos decisivos em que o clube precisava mais do que nunca de seu futebol e o mesmo sumiu. Amigo, você mais do que ninguém sabe que o futebol atual não contempla mais jogadores que vivem uma vida desregrada e que não têm comprometimento com sua profissão. Portanto, creio que pra jogar em um clube e disputar competições deste nível ainda dá, porém, em se tratando de Seleção, creio que o seu ciclo se encerrou”.

De Sérgio Cordovil, refletindo sobre o papel dos renegados do Galo.

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