Coluna do Gerson Nogueira – 29.10.13

29 de outubro de 2013 at 4:23 pm 2 comentários

A força do poder jovem

A Fórmula-1 já foi o segundo esporte nacional, quando brasileiros voavam nas pistas do mundo inteiro, sempre nos primeiros lugares. Coincidência ou não, as vitoriosas manhãs de domingo começaram a minguar com a entrada em cena de um alemão. Michael Schumacher chegou quando Ayrton Senna ainda estava no topo e estraçalhando recordes.

Naqueles tempos, o Brasil era a sensação das pistas, com oito títulos conquistados em menos de duas décadas. De lá para cá o interesse pelas corridas arrefeceu na mesma proporção em que os carros passaram a ficar mais perfeitos e inquebráveis, sendo que os pilotos passaram a ser coadjuvantes de luxo.

Foi justamente o súbito crescimento do alemão, na extinta Benetton, que botou pressão no tricampeão e grande ídolo nacional – de alguns, pois estou no grupo que prefere Nelson Piquet. Depois de triunfos seguidos de Schumacher no campeonato de 1994, Senna passou a correr contra algo inédito em sua carreira: a ameaça real e imediata de um novato.

Em qualquer área de atividade é terrível a sensação de disputar espaço com um concorrente mais jovem, sem nada a perder e com reflexos mais afiados. Naquela época, Schumacher ainda não tinha um carro à altura do de Senna, mas já era muito veloz.

Logo depois da tragédia em Ímola, jornalistas ingleses levantaram a tese de que o acidente de Senna na fatídica curva Tamburello começou, na verdade, pela necessidade cada vez maior que o brasileiro tinha de se impor ao impetuoso alemão, que acabaria por conquistar o título mundial daquele ano. Difícil saber o quanto isso de fato afetava Senna, mas a pressão era indiscutível.

Pois agora, depois que Schumacher colecionou sete títulos mundiais e parecia inalcançável nas estatísticas, eis que aparece outro alemão rápido demais para os padrões normais. Sebastian Vettel vem pulverizando recordes com a mesma urgência que caracterizou o reinado do heptacampeão.

No domingo, o ás da Red Bull botou o pé no seleto rol de pilotos com quatro ou mais títulos na F-1. Juntou-se a Schumacher, ao francês Alain Prost e ao argentino Juan Manuel Fangio. Impressiona que chegou ao tetra com apenas 26 anos e 116 dias de idade.

Com a disposição para quebrar marcas a cada corrida, Vettel já iguala os feitos de Prost e Schumacher, encontrando resistência apenas nas médias estabelecidas por Fangio, que leva a vantagem de ter sido o que menos disputou corridas – foram apenas 51 em oito anos (de 1950 a 1958) com índice de vitórias na casa de 41,4%. Com 36 triunfos obtidos na curtíssima carreira, Vettel tem média de 30,7% vitórias. Perde para Fangio, mas bate Schumacher (29,7%) e Prost (25%).

Os recordes estabelecidos por Schumacher constituem hoje o maior desafio e também o principal estímulo para Vettel. Quase sem adversários (a exceção é o veterano espanhol Fernando Alonso), o alemão tem pista livre para acumular novos feitos nos próximos anos.

De quebra, impõe um novo patamar de idade para a glória nas pistas. Como no tênis e no futebol, a F-1 passa a ser um esporte dominado pelos jovens. Como carros cada vez mais inteligentes, o talento, a capacidade de ser rápido e o apetite para vitórias tendem a ser o maior diferencial. Vettel já provou ter as três coisas. Ainda vamos ouvir falar muito dele.

Mapa da mina é pelas laterais

Com Diego Barbosa na lateral esquerda, Jailson no meio-campo e Marcelo Nicácio e Careca no ataque, Vagner Benazzi arma um Paissandu relativamente ofensivo para encarar o América-MG na Arena Independência. Contra um mandante que vai sair em busca da vitória, é previsível que o Papão disponha de espaço para contra-atacar.

Em pouquíssimas ocasiões nesta Série B, na condição de visitante, o Paissandu soube explorar essa situação de jogo. Talvez somente contra o Palmeiras no Pacaembu a estratégia tenha sido bem executada. Coincidência ou não, os laterais Pablo e Pikachu fizeram os gols bicolores naquele jogo.

O técnico é outro, mas os caminhos laterais continuam sendo os mais interessantes para chegar ao gol, tanto que Pikachu é o artilheiro (7 gols) do time no campeonato. A questão é saber se a equipe saberá criar as condições para que Pikachu e Barbosa avancem e surjam como elementos-surpresa. Vale lembrar sempre que o América é um dos mandantes mais fracos desta Série B, com mais derrotas que vitórias em casa.

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2 Comentários Add your own

  • 1. EDRO MARCELO  |  29 de outubro de 2013 às 7:56 pm

    NOSSA ARENA VERDE TA IGUAL UM CORRAL ERA UNS DOS MELHORES CAMPO DO PARA AGORA TA UNS DOS PIORES DO ESTADO

    Responder
  • 2. wanderson de jesus teixeira franco  |  29 de outubro de 2013 às 8:42 pm

    Ninguem lembra que o paysandú perdeu para o américa/mg dentro da curuzú por 2×0. se fosse o remo/pa só viviam lembrando colocando medo no remo.é por isso que o papão esta nesta situação desreipeitam os adversários fora das quatros linhas.

    Responder

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