Coluna do Gerson Nogueira – 30.11.13

30 de novembro de 2013 at 6:17 pm Deixe um comentário

Para fechar a temporada

Por mais otimista que o torcedor seja, a complexa combinação de resultados afasta qualquer ilusão. Nem jogadores, muito menos dirigentes, alimentam qualquer sonho. Rebaixado em casa pelo Bragantino, no sábado passado, o Paissandu enfrenta o Sport hoje à tarde com um só objetivo: encerrar dignamente sua participação na Série B.

Fantasmas do passado, como a goleada por 9 a 0 para o Paulista de Jundiaí, em novembro de 2006, foram relembrados durante a semana como alerta ao time que entrará em campo na Ilha do Retiro. Naquela ocasião, o Papão sofreu na pele os efeitos da decisão de escalar jogadores insatisfeitos com promessas não cumpridas pelos dirigentes.

Desta feita, apesar de todos os acordos terem sido respeitados, a diretoria e o técnico interino Rogerinho Gameleira preferiram não correr riscos. Jogadores considerados descartáveis foram liberados, abrindo caminho para o aproveitamento de um punhado de jovens atletas do clube.

Sem oportunidades ao longo do campeonato, jogadores como Murilo, Araújo e Caio (e outros que comporão o banco de suplentes) terão diante do Sport oportunidade privilegiada de mostrar suas qualidades e cavar espaço no elenco da próxima temporada.

A equipe será completada com jogadores mais experientes e Rogerinho decidiu usar o 3-5-2, lançando Fábio Sanches, Leonardo e Pablo na zaga. Pikachu e Caio são os alas. Jailton será o camisa 10.

Na frente, Héliton e Dênis, cujas atuações pífias não fizeram o clube desistir dele. É dado como nome certo para 2014 na Curuzu. Tem excelente chance de provar que merece esse prestígio junto à cartolagem.

Embora ninguém possa censurar a opção por um time mais caseiro, não deixa de ser temerário encarar um Sport completo e motivado pela euforia da torcida. A adoção do sistema de três zagueiros e dois volantes revela as preocupações defensivas de Rogerinho. Afinal, na Ilha do Retiro, todo cuidado é pouco.

Grupo de Nunes triunfa de novo

Com 85 votos, contra 98 dos candidatos de oposição, o coronel Antonio Carlos Nunes confirmou o favoritismo e se reelegeu pela enésima vez para a presidência da Federação Paraense de Futebol. Com ênfase no trabalho junto às ligas interioranas, o coronel levou a melhor, mas teve pela frente desta vez opositores aguerridos. Apesar das dificuldades para conquistar votos das ligas, Luís Omar Pinheiro ficou em segundo lugar, com 55 votos, e Ulisses Sereni, 43.

O resultado mostra que, caso tivessem unido esforços, LOP e Sereni teriam derrotado o esquema de Nunes, que terá como vice o remista Maurício Bororó. Sereni marcou sua participação com denúncias fortes contra o coronel, apontando irregularidades, pressão sobre os votantes e jogo de cartas marcadas a partir do confuso estatuto da FPF.

As comemorações dos vencedores, mais uma vez, evidenciam um descompasso com o descrédito dos desportistas quanto ao novo mandato conquistado pelo coronel. O que foi feito até hoje não estimula qualquer expectativa festiva. Prevalece a convicção de que a vitória do velho esquema é uma derrota do futebol paraense como um todo.

Seleção reflete campeonato fraco

A escolha dos melhores do Brasileiro, divulgada ontem, contemplou atletas dos times que mais se destacaram na competição – a exceção foi o Botafogo, que não teve nenhum escolhido. Everton Ribeiro, meia do Cruzeiro, levou com justiça o prêmio de craque do torneio. Marcelo, meio-campista do Atlético-PR, foi apontado acertadamente como revelação.

Só discordei da escolha de Manoel na zaga e de Paulo Baier na meiúca. Apesar da impressionante longevidade, o armador teve um campeonato de altos e baixos. Ricardo Goulart, do Cruzeiro, foi superior e bem mais decisivo. Até Renato Cajá (Vitória) merecia mais. Entre os zagueiros, Dória foi melhor que Manoel.

No ataque, a dupla Walter e Ederson era previsível pela enxurrada de gols. De maneira geral, a seleção reflete um campeonato pobre em técnica e decidido precocemente, o que tornou a disputa menos empolgante e desafiadora.

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