Coluna do Gerson Nogueira – 30.12.13

30 de dezembro de 2013 at 9:16 pm Deixe um comentário

Charles diante do tabuleiro

O Remo contratou tanto jogador credenciado que Charles Guerreiro se vê diante do que normalmente se chama de belo problema. Na verdade, só há beleza para quem está de fora, pois a responsabilidade aumenta na mesma proporção em que o elenco é reforçado.
A rigor, ninguém sabe ainda como será armado o novo Remo. Talvez nem o próprio Charles saiba, apesar de todo mundo saber que o time terá na temporada jogador sobrando em todas as posições. A fartura começa pelo gol, onde Fabiano terá Jader e Maicke Douglas como reservas imediatos.
Nas demais posições, o quebra-cabeça deve começar a ser montado a partir da curtíssima pré-temporada marcada para a primeira semana de janeiro, em Salinópolis. Ainda assim, com previsíveis dificuldades geradas pelo atraso na chegada de algumas peças importantes.
Com as jubas de molho desde a experiência fracassada com o técnico Flávio Araújo neste ano, a diretoria foi mais contida na quantidade de contratações, preferindo investir em nomes carimbados. Está trazendo Eduardo Ramos, Athos, Zé Soares, Max, Rogélio, Rodrigo Fernandes, Leandrão, Potiguar e – talvez – Mael.
São nomes que, em situação normal de temperatura e pressão, chegam para entrar no time. O problema de Charles será desenhar o meio-de-campo, tendo dois meias de qualidade, Ramos e Athos, que não marcam. André (ou Mael) e Jonathan devem ser alternativas naturais para o trabalho de proteção à defesa.
No Parazão, com adversários medianos, o Remo poderá utilizar um quadrado mais ofensivo, sem grandes preocupações com a marcação, mas na Copa Verde a história será outra. Rodadas eliminatórias exigem bons sistemas defensivos.
Pelas características dos jogadores contratados, o Remo deve estrear no Parazão contra o Cametá, dia 13 de janeiro, com Fabiano; Diogo Silva, Max, Rogélio e Alex Ruan; André, Jonathan, Athos e Eduardo Ramos; Leandrão e Zé Soares.
Potiguar e Rodrigo Fernandes também brigam por posição no time, com boas chances. Serão certamente utilizados e, em certos casos, podem entrar de cara. Com competições disputadas simultaneamente, todos terão chance, incluindo figuras que já estavam por aqui, como Val Barreto, Leandro Cearense, Ted, Ratinho, Rodrigo, Levy, Nadson e Guilherme.
Aí entra em cena a necessidade de uma eficiente gerência de vestiário para que os egos não se agitem, vindo a prejudicar o clube, como tantas vezes ocorre em futebol. Para evitar sobressaltos, além de contar com Charles, o Remo precisará de diretores capazes de administrar uma companhia cheia de estrelas, tarefa que exige vivência e manha.

Mazola e as lembranças de 2002

No Bola na Torre de ontem, o técnico Mazola Junior fez algumas revelações surpreendentes. Contou sobre sua presença nas arquibancadas do Mangueirão na vitória do Paissandu sobre o Palmeiras, válida pela Copa dos Campeões. Apesar de olheiro do Cruzeiro, admite que o calor da torcida o contagiou. O efeito foi tão impactante que admitiu a amigos a vontade de um dia trabalhar na Curuzu.
Em 2002, Mazola era auxiliar técnico de Marco Aurélio no Cruzeiro. Ajudava a tomar conta de um elenco literalmente estrelado, que tinha Cris, Maicon, Jussiê, Ricardinho, Joãozinho, Fábio Junior. A conversa com ele revelou algumas particularidades da decisão do torneio.
A derrota na final, em Fortaleza, foi esboçada desde a sexta-feira que antecedeu o jogo. Enquanto o Papão, mesmo depois de escapar por milagre de uma derrota mais larga em Belém, se mostrava confiante na reversão, o Cruzeiro se entregava aos prazeres traiçoeiros do favoritismo.
Uma delegação de conselheiros, cartolas e torcedores desembarcou no mesmo hotel do clube, gerando um clima de desassossego e euforia que acabou por contagiar o elenco também, apesar dos cuidados que a comissão técnica tomava.
Em campo, o time não rendeu o esperado e foi superado pela disposição e o arrojo do Paissandu. Falhas individuais graves (como a do jovem goleiro Jefferson, que vacilou em pelo menos dois gols) ajudaram a entornar o caldo cruzeirense. Nos penais, os batedores mais habilitados declinaram antes da cobrança. Mas, acima de tudo, Mazola reconhece que o Papão foi o time que fez por merecer a conquista, entregando-se à disputa com indômita coragem.

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