Coluna do Gerson Nogueira – 31.12.13

31 de dezembro de 2013 at 1:24 pm Deixe um comentário

Destaque pela superação

Leitores da coluna, baluartes do blog, porteiros do prédio e ouvintes da Rádio Clube perguntam quais os destaques do esporte paraense em 2013. Em primeiríssimo lugar, fácil, acima de tudo e todos, Alan Fonteles. História de superação, talento e disciplina, resultando em conquistas que assombraram o mundo, quebrando recordes e fulminando dúvidas.
Melhor ainda, para nós, que Alan é um rapaz humilde, orgulhoso de suas raízes paraenses. Ele ultrapassou todas as barreiras no atletismo paraolímpico, ganhando admiração de todos e superando ex-campeões. Nas outras áreas do esporte, pouco a festejar.
No futebol, carro-chefe de todas as torcidas e paixões, o ponto alto veio de onde normalmente menos se espera. A garotada, tão negligenciada pelos grandes clubes da capital, mostrou seu valor. O Remo sub-20, sem que ninguém apostasse um real sequer, conquistou a Copa Norte e partiu para a Copa do Brasil.
A trajetória foi quase perfeita, suplantando times respeitadas na categoria, como Vitória e Flamengo. Garotos como Rodrigo, Guilherme, Nadson, Sílvio passaram a ter seus nomes discutidos e elogiados pelo torcedor azulino, como há muito tempo não ocorria em relação a jogadores do clube.
Com futebol de gente grande, sob a direção de Walter Lima, o Remo avançou até além do esperado, terminando por cair diante do Criciúma, diante de um público que lotou o Mangueirão e incentivou a equipe como se fosse decisão de campeonato de profissionais.
Além de revelar bons valores, o Leãozinho deixou um legado exemplar: a certeza de que o investimento nas divisões de base pode ser extremamente proveitoso e relativamente barato. Que a lição tenha fincado raízes.
No âmbito profissional, dois destaques relativos. Primeiro, o bicampeonato estadual do Paissandu, conquistado sem maior esforço em final disputada contra o emergente Paragominas. O trabalho de Lecheva, porém, teve méritos pela capacidade de montagem às pressas de um grupo esfacelado após a conquista do acesso à Série B.
E, na competição nacional, o brilho solitário viria de Pikachu, única estrela da companhia a não frustrar a torcida na triste campanha que levou ao rebaixamento. Além de seus préstimos como ocupante da lateral-direita, o jogador se revelou um emérito finalizador, tornando-se o artilheiro do time no campeonato.
Que esses modestos exemplos sejam multiplicados em 2014. O esporte paraense, que sempre empolgou multidões, precisa voltar a ser merecedor das ardentes paixões que desperta. Então, que venha o novo ano!

Schumacher e a corrida pela vida

O drama de Michael Schumacher, em coma desde domingo num hospital francês, depois de acidente sofrido enquanto esquiava na neve, reabre as discussões sobre os riscos a que se submetem grandes campeões. Não satisfeitos em pôr em perigo suas vidas a 300 km por hora nas pistas, dedicam-se nas horas de folga a aventuras radicais.
Vários outros ases dos esportes de velocidade já sucumbiram a acidentes com barcos de passeio, mergulhos malsucedidos e pistas não sinalizadas de esqui, como ocorreu agora com Schumacher.
A autoconfiança excessiva talvez esteja por trás dessas constantes demonstrações de coragem e imprudência por parte de verdadeiros super-homens do esporte. Schumacher desafiou os limites da velocidade ao longo de incomparável caminhada na Fórmula-1.
No ano passado, depois de ter se aposentado das pistas, voltou à F-1 com a disposição de um jovem iniciante. Como se precisasse provar a si mesmo que ainda era capaz de correr em alto nível. Não foi tão brilhante quanto antes e acompanhou a consagração de um jovem fã, Sebastian Vettel.
Independentemente das motivações, o mundo esportivo espera, de coração na mão, que o trágico acidente nas montanhas seja mais uma curva superada pela perícia e arrojo do grande campeão.

Direto do blog

“Na teoria, temos o melhor elenco do Parazão. Na prática, devemos ver se Charles conseguirá passar por cima da falta de respeito da diretoria em relação aos técnicos regionais. Precisamos vencer tudo, principalmente conquistar a série D e C na mesma temporada. Não temos espaço pra erros”.
De Rosivan Silva, torcedor azulino, cabreiro com a mania que a cartolagem tem de meter o bedelho nas escalações.

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