Archive for dezembro, 2013

Coluna do Gerson Nogueira – 19.12.13

O esporte mais democrático

Sempre que um desastre futebolístico acontece, busca-se todo tipo de explicação. Até razões sobrenaturais são levantadas. Ocorre que a bola tem caprichos que nem sempre encontram justificativa lógica. Times superiores tecnicamente podem ser derrotados por equipes mais modestas, operárias e determinadas. Isso normalmente se dá quando há a coincidência fatal: o time mais modesto faz seu melhor jogo e o favorito tem um dia ruim.
Acima de tudo, o que o Raja Casablanca usou ontem contra o Atlético-MG foi o que os manuais do futebol chamam de superação. Defesa fechada a cadeado, rápido nas idas e vindas ao ataque e com aplicação absoluta nos contra-ataques. Os dois gols surgiram em lances de aproveitamento de espaços na defesa atleticana.
O fato de haver optado pelos contragolpes dá bem a medida do respeito que o Raja tinha pelo Atlético. E venceu justamente por ter sido mais humilde e consciente de suas limitações. Se fosse enfrentar o Galo de igual para igual, em ritmo cadenciado, provavelmente o representante marroquino seria facilmente envolvido.
Desde os primeiros movimentos, ao contrário, o Raja mostrou que não iria se expor. Preferia esperar. E fez isso com disciplina e método. Tudo se desenrolou como o planejado. O Atlético, como aspirante ao título, não fez cerimônia e partiu com tudo para o ataque, mas de maneira desorganizada.
Aos poucos, o esquema do Raja foi se mostrando mais eficiente, explorando os corredores abertos nos dois lados e a indecisão dos volantes Pierre e Josué. No final do primeiro tempo, Karrouchy entrou pela esquerda e passou para Moutaouali que, de primeira, disparou e Victor defendeu brilhantemente. O mesmo Moutaouali quase marcou logo em seguida, errando o disparo final.
Foi o ensaio para o que iria acontecer no segundo tempo. Sem aproximação entre os setores, lentidão excessiva de Ronaldinho Gaúcho no meio e laterais inexistentes, o Atlético vivia exclusivamente das arrancadas de Fernandinho, logo bloqueado pela marcação. Tardelli e Jô não davam as caras no ataque.
O gol de Moutaouali aos 5 minutos fez lembrar a histórica tragédia colorada diante do Mazembe. A boa atuação do Raja era premiada e ainda surgiram duas chances preciosas para ampliar, mas a afobação empolgada dos marroquinos salvou o Galo.
O sumiço de Ronaldinho em campo só acabou quando surgiu uma falta à entrada da área. Como se pusesse a bola com a mão, o meia bateu e empatou. Era a senha para que o sonho atleticano renascesse. Com 30 minutos por jogar, bastaria ao Atlético pôr a bola no chão e botar o Raja na roda. Fácil, diriam os pachecos de plantão.
Ledo engano. Quem se mostrou mais concentrado foi o Raja, que não sentiu o gol e continuou a jogar da mesmíssima maneira. Esperando e roubando bolas para sair em contra-ataque, contando com a desarrumação defensiva dos mineiros. O segundo gol começou a nascer assim, em velocidade, e culminou com um penal à brasileira, facilitado pela imprudência do zagueirão Rever. Mabide ainda faria o terceiro. De contra-ataque, a jogada mais óbvia do futebol, que o Galo esqueceu de marcar.
É preciso reconhecer: foi um primor de planejamento, executado com precisão e eficiência. E, ao contrário do Mazembe contra o Inter, o Raja foi bem mais que uma zebra. Teve organização e confiança. Isso, às vezes, basta para vencer.

Sonho ou ideia fixa?

Diretoria do Papão informa que o meia Júnior Xuxa, velho sonho de consumo dos bicolores, está quase certo para a temporada 2014. Confessor que até hoje não entendi tamanha insistência.
Xuxa mostrou qualidades na Série C há uns cinco anos. Desde então, não soube de nada relevante em sua carreira. Enfim, sonhos devem ser realizados e o Papão deve saber o que faz.

Brincando com coisa séria

O Botafogo mostra suas armas para disputar a Libertadores, depois de 18 anos. Primeira providência da genial diretoria: promover a técnico dos profissionais o treinador das divisões de base. É por isso que eu costumo dizer, parafraseando o grande Tom Jobim, que o Botafogo não é para amadores e sim para profissionais.
Chega de gente que brinca com futebol, que pode (e deve) ser divertido, mas tem que ser levado a sério.

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19 de dezembro de 2013 at 2:16 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 19.12.13

POSITIVO – Nova diretoria da Tuna contará com a experiência e capacidade do Dr. Roberto Macedo (Maymone) como diretor do Departamento Médico. Ótimo!

NEGATIVO – Turma do Senadinho do Remo reclamando do abandono da sede: sanitários sem uso, cadeiras eles levam de casa, compram as bebidas fora, galeria dos troféus está coberta de pano e cheia de poeira.

Lá e Cá

CNJ determinou criação, em 30 dias, de Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos nas cidades de intensa movimentação esportiva.

Grupo campeão de futsal pelo Sub 13 do Remo (4×2 no PSC): Hugo, Jordy, Caíque, Pojucan (capitão), Vinícius Zanello (artilheiro), Lukas, Jorge, Thisgo, Renan, Fernando, Neto e Pedro Mathias.

Paysandu campeão de basquetebol masculino Sub 14 com “centenário” na AP (105×56). Hoje, Sub 17 de futsal masculino do Papão tentará vaga na final contra o Remo ao enfrentar a ESMAC, no NEL.

Paysandu fechou com meia Jr Xuxa e Wellington Bruno foi para o Botafogo-SP. Vêm aí mais dois zagueiros, lateral esquerdo, meia e atacante. Depois outro goleiro.

Diretoria bicolor esclarecendo que vem quitando salários atrasados de jogadores e funcionários e que até o Natal tudo estará pago. Ótimo!

Remo x Cametá, dia 13.1, estreia do Leão no Parazão será no Mangueirão. Reabertura do Baenão programado na partida diante do Santa Cruz, dia 19.1. Leandrão só chegará dia 2.1.

Pará foi o primeiro Estado a ter um time de futebol de anões (Gigantes do Norte) e se torna também precursor de time profissional de futebol de índios (Gavião). E na 1ª divisão do nosso campeonato.

Paraná contratou outro artilheiro do Águia: Danilo Galvão; Copa Brasil no Feminino terá o campeão paraense (certame em andamento) diante do Santana-AP e o vice pegará o Jaó-GO.

Morreu Ribamar Chaminé, ex- ponta esquerda do Paroquial de Bragança e que trabalhou comigo na Rádio Educadora. Descanse em paz!

Acadêmica campeã de másteres do Grêmio Português (3×2 no Sporting). Sábado no futebol pelada: Racing CN x Comercial x CN, Vida Loka CN x Atlético-CN.

HOMENAGEM – Paula Francieny da Conceição Braga, a Franci, ex- meio de rede do voleibol do Paysandu, Remo, AP e Seleção Paraense (1994-2003). Foi pré-convocada para Seleção Brasileira Infantil. É secretária da Comissão Disciplinar de Futebol da Assembleia Paraense.

19 de dezembro de 2013 at 2:03 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.12.13

A Justiça dos mais fortes

Nenhuma surpresa. Estava escrito, há mais de mil anos, que o Fluminense não iria cair mesmo. Questão de determinismo jurídico. Os debates que dominaram as redes sociais, esquinas e botecos nos últimos dias, indicam que o regulamento devia prever a garantia de que o centenário Tricolor carioca não pode ser rebaixado. Até para poupar o tempo e prevenir transtornos. Das quatro quedas que sofreu em pouco mais de uma década, o Flu subiu normalmente somente uma vez. Nas demais, de alguma maneira, foi amparado por instrumentos legais ou simples virada de mesa.

A possibilidade de um resultado favorável à Lusa no STJD era algo tão inimaginável que somente os mais ingênuos acreditavam em salvação. Na discussão sobre o caso, muitos preferem não questionar o estabelecido “na letra fria da lei”, que prevê perda de pontos para quem escalar jogador irregular. Pois entendo que é justamente a letra fria que deve ser revista.

Que tal lançar mão dos critérios já vigentes nos campeonatos europeus, que aplicam a punição apenas no ano seguinte? É mais simples e evita o favorecimento de clubes politicamente mais fortes, cujos interesses são óbvios no julgamento, como ocorreu ontem no STJD.

Todo mundo – os auditores também – sabia que a queda da Lusa ajudaria o Fluminense. Caso já se utilizasse aqui o sistema europeu, a Lusa entraria no campeonato de 2014 com quatro pontos a menos, mas não se saberia a quem esse castigo poderia beneficiar.

O futebol brasileiro já acumulou experiência suficiente para encarar situações controversas com julgamentos mais técnicos e menos sujeitos ao peso da paixão. A história mostra que, na imensa maioria dos casos, prevalece a intenção deliberada de ajudar um grande clube. Caso o atleta irregular fosse do Fluminense, os quatro pontos seriam suprimidos?

A dúvida é justificada, pois a elite sempre se saiu melhor nessas pelejas. Foi assim com o Corinthians, em 2005, quando 11 jogos do Brasileiro daquele ano foram anulados depois de descoberto o esquema de manipulação pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho. Coincidência ou não, o clube paulista teve dois de seus jogos repetidos e conquistou quatro pontos, quinhão suficiente para terminar a competição à frente do Inter.

O próprio Fluminense se beneficiou de incrível operação de salvamento, em 2000, quando iria disputar a Série B e foi alçado à Primeira Divisão com a criação da Copa João Havelange. O cinismo da manobra não deixou escapar sequer o fato de que Havelange é um ex-dirigente e benemérito do clube das Laranjeiras.

Antes disso, o Brasileiro sofreu interferência do tapetão no caso Sandro Hiroshi, na época atleta do São Paulo. A punição salvou o pescoço do Botafogo. Se há clara tendência de proteção aos grandes, decisões do tribunal costumam ser implacáveis com clubes medianos, como São Caetano, Paissandu, América-MG, Rio Branco-AC e, agora, a Portuguesa.

Ao cabo de nova refrega no tapetão, fica aquele sentimento amargo de que a lei foi cumprida, mas não se fez Justiça. Sempre que os tribunais modificam resultados de campo, o futebol perde credibilidade e respeito. Por isso, a sentença é ruim para todos.

Pergunta inconveniente

Para dar tintas de coerência ao julgamento, o Flamengo também foi sentenciado com a perda de quatro pontos por ter escalado um jogador (André Santos) que havia sido suspenso. Uma dúvida: se houvesse risco de queda, a sentença teria sido a mesma? Aliás, a própria condenação da Lusa teria acontecido?

Direto do blog:

“Grande baluarte, obrigado pelas suas colocações ontem (domingo) no Mangueirão, na apresentação do Camisa 33, pois as palavras de Agnaldo, reforçadas pelas suas, motivaram aquelas palmas já na saída do jogador para os vestiários. Por alguns momentos, esquecemos que Zeca Pirão é político e acreditamos que o 33 seria um jogador diferenciado – não que Eduardo Ramos não seja. Pelo que os dirigentes falavam, através da Rádio Clube, principalmente no programa Cartaz Esportivo, onde por diversas vezes ouvi o Guilherme Guerreiro falar com Zeca Pirão e Henrique Custodio, a torcida ia ficar maravilhada pela escolha e que Ramos poderia até ser contratado, mas não seria o 33. Fosse apenas para imortalizar o tabu, por que não contratar um jogador apenas para pôr nome na camisa e descer do helicóptero (Rivaldo, Cafu, Raí, Djalminha etc.)? Vou comprar minha camisa, mas não com número 33, e rezo para que o time que estão montando seja vitorioso”.

Raimundo Nelson Pinheiro Serrão, azulino ainda desapontado com o desfecho da campanha da Camisa 33.

17 de dezembro de 2013 at 1:39 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 10.12.13

POSITIVO – Técnico Mazzola Jr é do trabalho e não manda recado. Vai lá. Esteve com o gestor Sérgio Papelim em Barcarena e aprovou o local para pré-temporada do Paysandu. Vai integrar garotos da base após Copa SP.

NEGATIVO – Tuna ladeira abaixo: perdeu vaga na Copa SP, desistiu do Campeonato Paraense Feminino (algumas jogadoras vão à Justiça) e foi rebaixada no profissional para Segundinha. Até quando?

Lá e Cá

Se a dupla Raimundo Barata (presidente)-Evaldo Silva (vice) vencer eleição na Tuna, o ex- dirigente Alberto Sozinho voltará de Fortaleza para comandar o futebol cruzmaltino.

Diretor de esportes aquáticos do Remo José Sebastião Reis vibrando com o tri paraense absoluto de natação conquistado pelo Leão Azul; Aline Takashima pede apoio da SEEL para o Gracie Barra de Castanhal (tatame).

Remo embarcando 7:33 h para Salinópolis, no Expresso 33, com 33 pessoas na delegação e está definido que palestras do técnico terão duração de 33 minutos; ótima a contratação de Danilo Galvão. E Keno?

Ainda do Leão Azul: goleiro Jader, zagueiro Ian e meia Rodrigo defenderão o clube na Taça SP, vaga conseguida pelo empenho do coronel Nunes (FPF), com apoio de Marco Polo Del Nero (CBF). Bororó sorrindo!

Domingo, 17 h, no Mangueirão, será o 9º jogo Remo x Londrina. Até agora são 4 triunfos azulinos (11 gols), 2 londrinenses (6 gols) e 2 empates. Camisa 33 chegará no início da tarde e vai de helicóptero para o estádio.

Mazzola Jr trabalhará no Paysandu ao lado do seu auxiliar João Brigatti (ex – goleiro) e preparador físico Jony Silva. Pré-temporada de 2 a 11.01 em Barcarena e ele quer levar 23 jogadores, incluindo 8 contratações novas.
LOP, Joperso Coutinho e Luiz Barros vão comandar a parceria Santa Cruz Cuiarana-Time Negra no Parazão 2014. Não tem mesmo nada para o Águia!

Bragança se engalanou domingo para receber S. Benedito vindo do Camutá, mas ontem lamentou morte do seu filho, médico Douglas Braun.

Resultados: Mapuera 3×3 Barca Boa, PEC 5×5 Só Pra Isso, Cruzeiro Curió 1×1 União, Malas 2×3 Copo Seco, Racing 6×1 Pirelli, Criciúma 3×1 Vida Loka, Só Cachaça 9×3 Só Parceiros e Bola de Areia 1×0 Astro (decisão do máster do Bancrévea).

HOMENAGEM – Tadeu Alves de Souza, o Bruguelo, ex- lateral direito dos Servidores de Augusto Corrêa, América, Paroquial e Seleção de Bragança nos anos 70-80. Trabalha no cartório Oscimar Fernandes (Bragança).

10 de dezembro de 2013 at 5:14 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 10.12.13

Ataque da armada inglesa

O preconceito que se dissemina pelo mundo sob faces e formas variadas atinge em cheio agora a vizinha Manaus, por intermédio de um tabloide inglês sem papas na língua e nenhuma responsabilidade com o jornalismo sério e a verdade dos fatos. A virulência britânica veio à tona depois que a Inglaterra foi sorteada para fazer um de seus jogos na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, justamente o clássico com a Itália, na capital baré.
Para uma cidade que nos últimos anos, em nome da paranoia anti-terror, tem atropelado os mais básicos direitos humanos, soa esdrúxula a manifestação do Daily Mirror em sua edição de ontem.
A afirmação de que Manaus é uma cidade “brutal”, embora calçada em estatísticas (não muito distantes infelizmente dos números da nossa Belém), é de uma incoerência figadal, visto que a brutalidade também é prática na terra da Rainha. A começar pelas arruaças dos hooligans, selvagens nascidos nos centenários estádios de Londres.
Cabe lembrar também o assassinato do brasileiro Jean Charles no metrô londrino, alvejado na rua sem a mínima chance de defesa, e que posteriormente foi justificado sob o manto da segurança coletiva. Um exemplo trágico da maneira como a polícia inglesa costuma tratar imigrantes e pessoas que fisicamente pareçam suspeitas.
A morte de Jean Charles, cujos executores jamais foram responsabilizados judicialmente pelo crime, é uma triste página da escalada de intolerância e violência por parte do Estado britânico. Não há nenhuma ocorrência – nem de longe – parecida em solo brasileiro contra cidadãos ingleses. Manaus, pelo que se sabe, jamais foi tão hostil e homicida contra visitantes estrangeiros.
Quando a mídia londrina volta seus canhões contra Manaus confirma apenas uma velha realidade: a prática corriqueira do jornalismo meia-sola que o Mirror pratica há décadas, destilando racismo e má vontade em relação a qualquer povo que não seja do Velho Continente.
A lamentar que a saraivada de críticas à cidade – pontuadas por detalhes exagerados, como o suposto risco de ataques de aranhas e cobras nos hotéis – acentue esse ranço colonialista que tanto mal semeou pelo mundo desde a época dos descobrimentos.
Diante do malfeito, espera-se que o povo amazonense, que costuma discriminar pessoas oriundas do Pará, tenha elegância suficiente para driblar com bom humor a grosseria dos britânicos. Nada melhor que agir com grandeza diante de gestos de baixeza humana.

Diretoria blinda Camisa 33

O Remo já contratou o dono da Camisa 33, mas somente o presidente Zeca Pirão e seu vice Maurício Bororó sabem o nome do misterioso jogador. Segredo tão bem guardado gerou, no fim de semana, um intenso movimento na bolsa de apostas.
Até ex-jogadores ganharam espaço. Túlio Maravilha foi defendido pelo técnico Charles Guerreiro. Rivaldo, citado por um conselheiro do clube, também entrou na boataria. Em meio a isso, os nomes de Herrera e Bruno Rangel voltaram à tona, com insistência.
Apesar da curiosidade geral, o anúncio do Camisa 33 deve ficar mesmo para a tarde de domingo por ocasião do desembarque da atração no gramado do Mangueirão, minutos antes do amistoso com o Londrina.

Fim de uma era no Botafogo

Oswaldo de Oliveira, que reinou absoluto no Alvinegro por dois anos, parte sem deixar saudades. Ganhou um título carioca, mas foi responsável direto pelos maus passos do time nos campeonatos brasileiros de 2012 e 2013. Nos dois torneios, as campanhas foram duramente prejudicadas por desmanches avalizados por Oswaldo. Habilmente, o treinador procurou deixar no ar que a responsabilidade era exclusiva da diretoria. Quem acompanha a vida do clube sabe que a história não foi bem assim.
No ano passado, quando o Botafogo ensaiava uma arrancada e brigava pela liderança, ficou sem os quatro homens de ataque: Herrera, Loco Abreu, Elkson e Maicosuel. Nenhum deles foi substituído à altura, mas Oswaldo aproveitou para efetivar seu pupilo Rafael Marques, que marcou um gol na temporada. No campeonato deste ano, quando o time era vice-líder, novamente sob as bênçãos de Oswaldo, a diretoria despachou Felipe Gabriel, Andrezinho, Vitinho, Jadson e Antonio Carlos.
Oswaldo deve assumir o comando do Santos, levando para a Vila Belmiro como reforços alguns personagens que provocaram pesadelos na torcida botafoguense – Marques, Lucas Zen e André Baía e outros menos votados.

10 de dezembro de 2013 at 5:11 pm 1 comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 05.12.13

À procura do homem certo

O campeonato estadual começa no próximo dia 12 de janeiro e, por enquanto, dos times habilitados a disputar a competição, o Paissandu é um dos poucos que ainda não tem treinador. Desde que liberou Vagner Benazzi antes da partida final contra o Sport pela Série B, o clube se movimenta em busca do novo comandante. Por ora, procura o técnico ideal, mas corre o risco de se contentar com o nome possível.
Para chegar ao nome ideal, a diretoria buscou auxílio profissional, contratando o experiente Sérgio Papellin para gerenciar o futebol, tirando-o do Luverdense, que subiu para a Série B, para assumir o Papão, que caiu para a Série C.
É justamente aí que reside o xis da questão. Ao futuro técnico do time será oferecida a possibilidade de disputar a Terceira Divisão, cujo glamour é incomparavelmente menor que o da Segundona, com seus jogos transmitidos pela TV fechada para todo o país.
A complicar ainda mais o sonho de consumo do Papão, o técnico visado dirigiu um time que terminou muito bem posicionado o campeonato da Série B. Para Sidney Morais, o jovem comandante do Icasa, vir para a Curuzu significa abrir mão de propostas tão ou mais interessantes de clubes da Segunda Divisão e até da Série A.
Caberá ao clube, com oferta financeira de vulto e outros atrativos, tentar atrair Morais. A Papellin foi reservada a missão de transmitir ao técnico da melhor maneira possível a proposta do Papão. Ele já fez isso, mas a resposta tarda.
Preocupa, porém, o fato de Morais surgir por enquanto como a única alternativa concreta para dirigir o time. Apesar das alegações de que outro treinador estaria na mira, o clube concentra esforços no homem que transformou o limitadíssimo plantel do Icasa num dos seis melhores da Segunda Divisão.
Diante das dificuldades, não será surpresa se o Papão optar por uma solução caseira para começar o Parazão, mais ou menos como ocorreu no ano passado, quando Lecheva acabou conduzindo a vitoriosa campanha no estadual. O perigo é que o técnico tampão (Rogerinho ou Nad) acabe se transformando em nome definitivo, inviabilizando depois qualquer mudança de rumos. Este, aliás, foi um dos fatores responsáveis pela caótica participação na recente Série B, pois Lecheva foi ficando e a diretoria só decidiu trocá-lo já com a competição em andamento.
Além de mirar em nomes que possam atender aos anseios do Paissandu, Papellin precisa focar nessas particularidades internas, acautelando-se desde já contra as cobranças que certamente não demorarão a surgir.

Homens trabalhando

O Remo parece infatigável na disposição para apresentar novidades neste final da temporada. Além da ambiciosa revitalização do estádio Evandro Almeida, a diretoria já adquiriu um ônibus para transportar seus atletas e acaba de inaugurar arena multiuso na área interna da sede social, junto ao ginásio.
A solenidade, realizada ontem à noite, expõe uma das virtudes dessa gestão: a agilidade para construir. Ao contrário de presidentes recentes, que se especializaram em destruir e desvalorizar o patrimônio do clube, os atuais atuam em sentido contrário.
Só por esse aspecto já merece os aplausos e a aprovação de conselheiros, associados e torcedores. Na verdade, a expectativa quanto ao trabalho de dirigentes se concentra exatamente na capacidade de trabalho. O resto é perfumaria.

Sobre as regras do jogo

O advogado e professor universitário Zamir Cezar da Cruz, desportista com grandes serviços prestados ao Bancrévea e profundo estudioso das regras e regulamentos que regem o futebol, está lançando o livro “Você Acha que conhece futebol? E as Regras?”. Zamir reuniu pesquisa e observações ao longo de décadas como peladeiro (artilheiro bancreveano). É obra das mais valiosas para quem gosta de acompanhar ou simplesmente discutir futebol com conhecimento de causa.

5 de dezembro de 2013 at 4:59 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 05.12.13

POSITIVO – A atitude da CA da FPF de escalar um quarteto inteiramente novato para decisão do Sub 17, hoje, Paysandu x Remo: Gustavo Ramos Melo, Rafael Vieira, Phellipp Coimbra e Rafael Rodrigues da Silva. Valeu!

NEGATIVO – Em 14 anos de profissionalismo o Águia corre o risco de pela 1ª vez ficar fora da Elite do Parazão, restando no seu calendário para 2014 apenas a Série C. Venceu o prazo de validade do atual comando?

Lá e Cá

Diretor de futebol do Remo, Tiago Passos, enfatizou que a função de Paulo Mota, Raphael Levy e Raniery Gadelha no Conselho do Futebol será consultiva.

Disse ainda que Henrique Custódio estará na logística e ele Tiago nas contratações, agora com o apoio de Emerson Dias, este na assessoria do presidente Pirão.

Sérgio Papelim (gestor do futebol do Paysandu) terá foco das contratações do Norte e Nordeste, técnico jovem e também prioridade na Copa Verde e Série C, sem descuidar do Parazão e Copa Brasil.

Campeonato Feminino da FPF será relâmpago, de 15.12 a 26.1, com ESMAC, Independente de Belém, Time Negra, Tuna, Estrela e Pinheirense. Compromisso de campanha? Mangueirão hoje custará 1,5 mil (RE x PA) .

Imprensa Sohw x Ex- jogadores do Remo do Tabu 33 na preliminar de Remo x Londrina, dia 15.12, no Mangueirão. Cerca de 2.000 camisas já comercializadas e faturamento de 300 mil reais.

Prestação de contas de novembro do Remo teve receita de R$ 154.356,68, despesas de R$ 178.985,94 e déficit de R$ 24.636,94, coberto com recursos do caixa (últimos recebimentos). Há ainda saldo de R$ 15.865,11.

Nadadores másteres do Pará se reunirão no final de semana na piscina da Tuna para o XX Campeonato Paraense de Piscina Longa, nas manhãs de sábado e domingo. Contatos 91-80875038 (André Fernando Moura).

Melhor média de público da Série B 2014, do Sport (15.686), seguido do Palmeiras (14.974). Paysandu foi 5º (7.557) e S. Caetano fona (577).

Mudou Copa Verde: Paragominas x Remo (revanche do Parazão) e Náutico-RR x Paysandu; Cachoeira do Arari finalista do Intermunicipal e pagará vencedor de S. Francisco do Pará x Garrafão do Norte.

Troca de acusações entre o presidente Fabiano Bastos e técnica do futebol feminino Aline Costa enodoando ainda mais o momento conturbado da outrora gloriosa Tuna Luso Brasileira.

HOMENAGEM – Luiz Otávio da Silva Araújo, o Otávio, ex- bicampeão de kung-fu para academia Punhos de Tigre nos anos 70. É mototaxista.

5 de dezembro de 2013 at 4:57 pm 2 comentários

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