Archive for janeiro, 2014

Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 31.01.14

– FALTOU CRIATIVIDADE – Quem assistiu o jogo entre Paysandu e Independente mais uma vez reparou a falta de criatividade do meio campo bicolor, o Paysandu precisa de um jogador que assuma para si a responsabilidade de comandar o meio campo Bicolor, além da falta de criatividade os bicolores perderam o seu Pit-Bull Ricardo Capanema, com isso o Paysandu não conseguiu reeditar a pegada vista diante do seu maior rival, TEM QUE ABRIR OLHO,…………………………..

– O GALO CANTOU MAIS ALTO – Mesmo com toda a dificuldade o time do técnico Lecheva conseguiu sua primeira vitória no Parazão, Lecheva conseguiu surpreender os bicolores congestionando o meio de campo e saindo rápido nos contra ataques além de contar com uma ajudinha vinda dos céus,………………………….

– AZULINOS QUEREM A PRIMEIRA POSIÇÃO – Um empate garante a primeira classificação da fase de classificação do primeiro turno aos azulinos, o time de Charles Guerreiro ficou bem na foto com derrota alvi-celeste para o Independente, o Remo terá alguns desfalques mais mesmo assim o Leão ficou bem no game, FACA E O QUEIJO NA MÃO,……………………

– MAZOLLA JR. COBROU – Após o jogo contra o independente o técnico bicolor cobrou da sua diretoria reforços, o treinador também afirmou que um clube da grandeza do Papão não pode contar só com três zagueiros em seu plantel o técnico também bicolor reclamou dos jogos um atrás do outro e até mandou um recado para quem dirige o nosso futebol pedindo mais profissionalismo e menos amadorismo,…………………..

– ESCREVO ESTA COLUNA PARA QUEM GOSTA DA VERDADE, AQUI O COURO COME DOA A QUEM DOER, ATÉ AMANHÃ, FUI IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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31 de janeiro de 2014 at 2:02 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 31.01.14

A vitória interrompida

Por obra e graça das forças da natureza, o jogo ficou para ser complementado na manhã de hoje. O Independente vencia por 2 a 1 ao cabo de 51 minutos de bola rolando com alguma dificuldade. Não se pode dizer que era um placar justo, pois o Paissandu acordou depois de sofrer dois gols e partia resoluto em busca do empate, embora sem maior organização ou criatividade.
De certa maneira, a chuva acabou prejudicando o Independente, que se posicionava com até seis homens na defesa e resistia à pressão dos bicolores. É verdade que, depois do intervalo, o time da casa não havia conseguido armar nenhuma tentativa de ataque.
O confronto teve um primeiro tempo surpreendente. O Independente, um dos piores do campeonato até agora, entrou determinado e bem distribuído em campo. Tomou as rédeas da partida porque explorava bem o contra-ataque e usava as laterais com Léo e Fábio Gaúcho. Em ritmo lento, o Paissandu parecia ainda de ressaca do Re-Pa, confiando que as coisas iriam se resolver naturalmente.
Para atrapalhar ainda mais, o gramado encharcado derrubava a todo instante os jogadores do Papão. No meio-de-campo, Mazola Junior usava o seu tradicional esquema de três volantes, repetindo o que dera certo no clássico. Dentro dessa concepção, Djalma voltou a ser escalado na lateral e pouco contribuía para as ações ofensivas.
Pikachu, para espanto geral, foi mantido no banco de reservas. Fisicamente bem, deve ter sido submetido a um castigo do técnico, pois já havia sido perdoado pela diretoria. Pior para o Paissandu, que passou quase todo o primeiro tempo sem seu melhor jogador. Vivia nas tentativas de Héliton e dos avanços de Héverton, mas Lima teve poucas chances.
Apesar da firme barreira de volantes, o meia Daniel Piauí aos poucos foi furando o bloqueio e destacando-se como peça ofensiva do Independente. Apoiado por Kariri, Daniel partia com a bola desde a intermediária e criava sérios problemas para a zaga. Mais à frente, Joãozinho e Wegno também incomodavam bastante nos contragolpes.
O jogo era mais ou menos trucando, mas o Paissandu reclamou um pênalti sobre Aírton, ignorado pelo árbitro Joquetan Guimarães. Instantes depois veio o primeiro gol. Daniel cobrou falta com perfeição, aos 20 minutos. A vantagem empolgou o Independente, mas não provocou mudanças no ritmo do Paissandu.
Aos poucos, o time foi acelerando mais as jogadas, utilizando Aírton pela esquerda e alguns avanços de Djalma. Mas, apenas seis minutos depois, em rápido contra-ataque puxado por Joãozinho, Wegno mandou para as redes, ampliando para o Independente. O ponto alto da jogada foram as fintas de Joãozinho entortando o zagueiro Charles.
De repente, a perspectiva de sofrer mais gols fez com que o Paissandu deixasse a burocracia de lado e fosse ao ataque. Por coincidência, Ricardo Capanema se contundiu e Mazola teve a chance de corrigir a escalação, botando Pikachu em campo. Djalma passou para o setor de ligação, ao lado de Héverton, e o Paissandu começou a jogar de verdade.
Aírton, um dos mais regulares do time, descontou aos 36 minutos e iniciou a reação. Os minutos finais do primeiro tempo foram de intensa presença ofensiva do Papão, que perdeu duas grandes oportunidades. No reinício do jogo, a busca pelo empate foi interrompida pela chuva.
Os 39 minutos que restam devem ter um panorama parecido com o da reta final de ontem, com o Paissandu em cima e o Independente se defendendo. Mazola só não pode mais é insistir com esse conceito de fé cega nos volantes. O meio-campo exige vida inteligente.

Ameaça põe pressão sobre árbitro

Em meio à dúvida quanto aos termos do regulamento, só esclarecida pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, o presidente do Paissandu, Vandick Lima, anunciou uma decisão tomada no calor dos acontecimentos: segundo ele, a partir de agora todos os jogos do clube terão arbitragem de fora.
A não ser que tenha sido um artifício para pressionar o árbitro Joquetan Guimarães no complemento da partida, a resolução leva jeito de um novo capricho de dirigentes. Que os árbitros têm errado bastante neste primeiro turno, ninguém pode negar. Mas as falhas não podem ser avaliadas como mal-intencionadas ou dirigidas a um ou outro clube, nem podem ser utilizadas como nuvem de fumaça para justificar a instabilidade dos times.

31 de janeiro de 2014 at 11:40 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 30.01.14

Enfim, a primeira goleada

Foi preciso esperar seis rodadas para ver a primeira goleada do campeonato. O Remo mudou o desenho do meio-de-campo, aumentou a presença de volantes e atuou de forma mais simplificada, crescendo mais no segundo tempo. Como reflexo direto disso, encurtou o caminho para o gol. Fez quatro, mas podia ter chegado a números mais expressivos, tal a quantidade de oportunidades criadas no primeiro tempo.
O Gavião confirmou a impressão de time brigador, aguerrido e pouco articulado. Edinaldo, Luiz Fernando e Balão Marabá são os mais habilidosos, mas terminam se perdendo em meio às limitações dos demais.
Disposto a lutar por uma bola feliz no ataque ou pelo menos assegurar o empate, o Gavião entrou muito recuado, defendendo-se com até oito jogadores. Apenas Gaguinho ficava na frente. Como sempre ocorre nessas situações, o time sofreu forte bombardeio desde os primeiros minutos. Resistiu até os 22 minutos, quando André acertou o pé em cobrança de falta e abriu o placar.
Ao invés de sair em busca da igualdade, o Gavião se manteve lá atrás, esperando o Remo pressionar. Podia ter encaixado algumas boas saídas em contra-ataque, mas se perdia em passes errados e precipitação na hora de avançar. Dono da bola, dominando todos os setores, com Eduardo Ramos, Tiago Potiguar e Dadá bem desenvoltos, o Remo falhava sempre no arremate final.
Para o segundo tempo, Charles Guerreiro optou por Val Barreto no ataque e botou Zé Soares. As mudanças deixaram o time mais veloz e envolvente. Logo aos 3 minutos, o zagueiro Carlinho Rech fez o segundo e abriu a porteira do Gavião, cuja marcação se confundia até nos lances mais bobos.
Cinco minutos depois, Barreto ampliou. Aos 17, o mesmo Barreto fecharia a contagem. A 15 minutos do fim, Athos entrou no lugar de Eduardo Ramos. Não acrescentou grande coisa e o time pareceu tirar o pé. O Gavião se assanhou um pouco e andou rondando a área, mas o goleiro Fabiano apareceu bem.
Os cinco minutos finais foram horrorosos, principalmente pelo estilo confuso do árbitro Marco Antonio Mendonça, que parava todos os lances, e pelo desinteresse do Remo, que praticamente abriu mão de atacar.
A goleada reabilita o Remo depois da derrota no Re-Pa, mas o time continua precisando de ajuste fino. Tem bons momentos, mas ainda é muito propenso a apagões. No ataque, uma dúvida se estabelece: Val Barreto substituiu a Leandrão e marcou dois gols, além de mostrar mais desembaraço na área. E aí, Charles?

Três garantidos nas semifinais

O jogo do Mangueirão classificou antecipadamente remistas, bicolores e cametaenses. Nas demais partidas, vitória do Cametá sobre o Santa Cruz e um empate cheio de gols (3 a 3) em Paragominas, entre o invicto São Francisco e os donos da casa. Domingo, PFC e Leão santareno decidem a última vaga à semifinal, coincidentemente enfrentando a dupla Re-Pa.

Novo capítulo da novela Pikachu

Boatos que povoaram as redes sociais e os bastidores do futebol dão conta da presença em Belém do misterioso investidor que alega ter adquirido os direitos econômicos de Pikachu. Caso não consiga convencer a diretoria do Paissandu a liberar o jogador, o empresário estaria disposto a ir à Justiça defender o cumprimento do acordo firmado com o então presidente Luís Omar Pinheiro, há dois anos. A conferir.

30 de janeiro de 2014 at 12:16 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 29.01.14

Mais força, menos ousadia

O Remo volta a campo hoje à noite, depois da perda da invencibilidade diante do Paissandu no domingo. O adversário é o Gavião, estreante no Parazão e um dos emergentes que ainda não disse a que veio neste primeiro turno. As atenções do jogo se concentram em Charles Guerreiro, sobre os ombros de quem desabaram as maiores broncas da torcida depois do Re-Pa.
Parte dos problemas deve se resolver com uma alteração na maneira de atuar do meio-campo. Athos, cansado de jogar na faixa errada do campo, pediu e Charles o atendeu. Fica de fora até poder ser escalado em sua posição original, organizador da equipe, papel hoje entregue a Eduardo Ramos.
Para o confronto com o Gavião, no Mangueirão, o técnico repete praticamente o mesmo time, com exceção da zaga, onde Carlinho Rech substitui ao contestado Rogélio (suspenso). No meio, a novidade: Dadá entra jogando, ao lado de André, Jonathan e Ramos. Athos, atirado à fúria do torcedor ao ser substituído no minuto final do clássico, fica no banco de suplentes.
O ataque se mantém com Leandrão e Tiago Potiguar. Zé Soares e Val Barreto, que apareceram bem contra o Paissandu, devem entrar no decorrer da partida. Ted, meia-armador que se destacou no longo período de treinamento do time no segundo semestre de 2013, está de volta e também é opção no banco.
A partida permitirá ao técnico fazer uma avaliação da nova configuração no meio. Com Athos e Ramos, o Remo conseguia ser criativo e até ousado, mas quase sempre exagerava nos passes. Isso quando o setor não ficava embolado pela presença de dois meias, fato registrado no clássico.
Dadá deve acrescentar dinamismo ao setor, desde que seja liberado para se posicionar mais à frente, acompanhando Ramos, que sempre precisa de um parceiro-escolta por perto. Nesse caso, André e Jonathan ficariam mais presos à cobertura da zaga. Charles precisará, porém, organizar o revezamento, pois Jonathan e André costumam avançar muito, às vezes ao mesmo tempo, o que fragiliza a marcação.
De toda maneira, a primeira impressão é de que o Remo muda definitivamente sua maneira de jogar com a entrada de Dadá. Se o resultado corresponder à expectativa, o time passará a funcionar como o rival, fechadíssimo no meio e rápido na transição. Mais transpiração, menos riscos. É, por enquanto, o efeito mais visível e prático dos abalos causados pelo revés no Re-Pa.

Um exército de volantes

Amanhã, o líder Paissandu encara o Independente, em Tucuruí. Mazola Junior, fiel à máxima de que não se mexe em fórmula vencedora, conserva o mesmo esquema utilizado desde o começo da competição, com três volantes e um armador. A escalação muda com a entrada de Pikachu na lateral-direita e de Augusto Recife no lugar de Vânderson, lesionado.
Depois da boa atuação no Re-Pa, Héverton conquistou a titularidade e fará dupla com Lima no ataque. A velocidade que o time exibiu no Mangueirão é a principal arma para superar o Independente, que ainda não venceu na competição, tem problemas sérios na defesa e se mantém na penúltima posição do primeiro turno.
Caso encontre espaço, o time do Paissandu tende a se impor pela forte presença ofensiva de Lima, impulsionada pelo retorno de Pikachu. No meio-de-campo, porém, persiste o desafio de aliar força e criatividade. Com três volantes, mais um armador improvisado e um meia-atacante que recua para ajudar a bloquear, a equipe se torna excessivamente fechada e burocrática.
Contra o Remo, o esquema cauteloso funcionou porque teve sempre brecha para armar contra-ataques. Pelas próprias limitações, é improvável que o Independente parta para o ataque e tome a iniciativa no jogo. Daí o risco concreto de uma partida dominada pelo duelo entre volantes na meia cancha.
Nesse cenário, cresce a importância de Pikachu, cujos avanços pela direita têm sido um trunfo ofensivo considerável. Contando com um centroavante de boa mobilidade como Lima, a tendência é que o lateral se torne a principal peça de transição da equipe para o ataque.
E Héliton, de atuação caprichada no clássico, foi deixado de lado por Mazola. Algo mais ou menos recorrente na vida do atacante dentro do Paissandu.

29 de janeiro de 2014 at 12:34 pm Deixe um comentário

Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 28.01.14

– QUEM MUITO SE ABAIXA ALGO APARECE – Já passou da hora do técnico Charles Guerreiro se impor na sua carreira como treinador, um profissional que como jogador vestiu as camisas da seleção brasileira e de grandes clubes do Brasil, não pode passar por algumas situações que o mesmo se deixa envolver, falta atitude e postura ao Guerreiro para chegar bater na mesa e dizer quem manda aqui sou eu, QUEM AVISA AMIGO É ABRE O TEU OLHO QUE TUA BATATA ESTÁ ASSANDO GUERREIRO,………………

– E AGORA PIKACHU – Depois de ter pego corda de quem o representa fora dos gramados o lateral Yago Pikachu BAIXOU A SUA BOLINHA e pediu para voltar a treinar no Paysandu, ele que se despediu de todo na curuzu na ultima semana afirmando que não jogaria mais pelo Papão, fica aí lição para jogador que acreditou no canto da sereia, O PAYSANDU É MUITO GRANDE, PIKACHU JOGASTE AONDE É BOM BAIXAR A BOLINHA E JOGAR TUA BOLA,…………………

– FICOU PROVADO QUE QUANDO SE QUER FAZER SE FAZ – Domingo ficou provado que nossas autoridades quando querem colocam ordem na casa, o exemplo foi o clássico Re x Pa, um forte esquema de segurança foi montado e o torcedor chegou com tranquilidade ao colosso do bengola, provando com isso que esta história de não pode isso, não pode aquilo, É PAPO DE INCOMPETENTE FICA DICA QUEM NÃO SE GARANTE QUE BEBA REFRIGERANTE OU ENTÃO VÁ TOMAR CONTA DE UMA CRECHE,……………..

– ALERTA LIGADO – Depois do revés no Re x Pa a diretoria azulina reuniu como o grupo e cobrou comprometimento e atitude dos jogadores azulinos, o clima esquentou no Baenão pois a roupa suja foi lavada, o presidente do clube cobrou responsabilidade dos líderes do grupo os famosos MEDALHÕES e tranquilizou a comissão técnica garantindo que Charles Guerreiro esta prestigiado no comando técnico azulino, Pirão disse com todas as letras que quem quiser sair é só falar pois no Remo não há lugar para vaidade ou estrelas, GRANDE É O REMO O RESTO É PAPO FURADO,………………..

– LEÃO CONTINUA INVICTO – O único clube invicto no campeonato é o Leão de Santarém, o time mocorongo vem fazendo uma boa campanha neste início de torneio o Leão tem 4 empates e uma vitória somando 7 pontos e garantindo até o momento o quarto lugar na classificação, CALADINHO E PELAS BEIRADAS,……………….

– ESCREVO ESTA COLUNA PARA QUEM GOSTA DA VERDADE, DOA A QUEM DOER, FUI IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

28 de janeiro de 2014 at 12:53 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.01.14

Sobre chuteiras e máscaras

Em meio à insanidade que permeia esse período pré-Copa no Brasil, entre colchões incendiários e uivos oportunistas, o amigo Palmério Dória, jornalista dos bons, cravou a frase definitiva no Twitter: “A Copa de 2014 é do Mundo. Não é do Brasil. É no Brasil”. Um golpe no fígado dos falsos moralistas que insistem em não ver a importância do evento para o país do futebol.
Não há choro, nem vela. A Copa vai acontecer, torcida brasileira. E será uma das melhores – se não for a melhor – de todos os tempos. Repleta de craques, vai concentrar as atenções do planeta, como sempre. Os novos estádios, alvos preferenciais da ira dos rebeldes sem causa da avenida Paulista, já estão prontos (ou quase). Por isso, soa absurda a grita contra os gastos do torneio. Só agora, depois de tudo pronto, vem o queixume?
É difícil crer em desinformação. Há uma distorção consciente dos fatos, com fins claramente políticos. Ao erguer a voz para comparar gastos da Copa com a situação dos hospitais, das estradas ou da segurança pública, os filhos do ócio parecem esquecer (de propósito) que verbas públicas são orçadas a cada ano pelo Congresso Nacional.
Não há desvio de finalidades. As verbas para saúde, educação ou infraestrutura estão asseguradas. Despesas com a Copa, pelo menos na parte que coube ao governo, são cobertas por recursos alocados especificamente para o torneio. Em contrapartida, já foram gerados mais de 600 mil empregos nas sedes do torneio e há a expectativa de um superávit histórico na indústria do turismo.
Questionar se isso é válido ou não já é outra prosa, mas o momento de chiar já passou. Era para contestar bem antes, lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar o mundial. A ausência de substância nos protestos faz com que as mobilizações sejam ralas, circunscritas a grupelhos partidários. Sem força de convencimento, apelam para o vandalismo, como no caso do Fusca incendiado no centro da capital paulista.
Por nascer sem legitimidade, a nova onda de manifestações parece apenas mais um traço esdrúxulo desse paiol de exotismos que é o Brasil. Para os gringos que acompanham as imagens da bagunça deve ser duro entender como a pátria-mãe de Pelé, Garrincha e Ronaldo gerou filhos capazes de rejeitar o maior evento futebolístico do planeta.
Não há registro recente de país que, depois de lutar para promover o torneio, tenha se tornado hostil à sua realização. Só mesmo a falta de algo útil para fazer explica o engajamento em torno de tamanho despautério. A não ser que o movimento “Não vai ter Copa” seja, como se suspeita, mero disfarce a esconder o objetivo real: melar o processo eleitoral.
Como isto é Brasil, melhor não duvidar.

Rescaldos do choque-rei

Charles Guerreiro está na marca do pênalti. Grande parte da torcida azulina atribui a ele e ao zagueiro Rogélio a culpa pela derrota para o maior rival. Para piorar, dirigentes também fritam o técnico, defendendo sua substituição imediata. Fala-se em Vagner Benazzi, que passou há pouco tempo por aqui, caindo com o Paissandu para a Série C. PC Gusmão é outro nome bafejado, bem como Flávio Lopes, que esteve no Remo há três anos, sem deixar maiores saudades.
Nas internas, tentando não se abalar com a pressão, Charles planeja fazer a primeira mexida no quadrado de meio-de-campo, ponto nevrálgico do time. Para o jogo contra o Gavião, amanhã, Athos deve ser substituído por Dadá, volante de estilo ofensivo, que servirá de escolta para Eduardo Ramos.
O novo desenho da meia-cancha já era defendido no clube desde o começo do campeonato. Os embaraços observados nas partidas contra Santa Cruz e São Francisco sinalizavam para a necessidade de alterar a composição. Os dois meias, Ramos e Athos, têm características parecidas e terminam por ocupar a mesma faixa de campo.
Contra o Paissandu, o problema se revelou por inteiro, pois o Remo simplesmente não teve criação no meio e só ganhou velocidade e consistência ofensiva quando Charles trocou Athos por Zé Soares.
Cabe ao técnico preservar (como não fez ao substituí-lo no clássico) o jogador, que é um dos grandes reforços para a temporada. Desde que recupere sua melhor forma, Athos será muito útil ao Remo, tanto no Parazão quanto na Copa Verde e na Copa do Brasil.

A volta do renegado

Pikachu procurou os dirigentes e foi perdoado. Depois da saída à francesa, antes do Re-Pa, reapareceu para treinar com os companheiros e foi reincorporado ao elenco. A dúvida é: voltou para ficar ou apenas para arrumar as malas?

28 de janeiro de 2014 at 12:48 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.01.14

Objetividade premiada

Foi a vitória do time melhor arrumado defensivamente e mais aplicado no ataque. Se há uma palavra que resume o que foi a atuação do Paissandu, ontem à tarde, esta é objetividade. Com funções bem definidas e concentração total, a equipe pouquíssimas vezes se afastou do roteiro previamente desenhado. Marcava com até seis jogadores no meio-de-campo, levando em conta que Aírton e Djalma se juntavam ao esforço para bloquear os avanços dos meias e laterais remistas.
No futebol, muitas jornadas são vencidas nos vestiários – perdidas também. Desta vez, Mazola Junior e seus comandados trilharam o caminho vitorioso porque sabiam que o Paissandu precisava enfrentar jogadores habilidosos no meio-de-campo e se prepararam adequadamente, montando um planejamento preciso e simples.
Seus três volantes começaram a partida sem passar da linha divisória. Cada um, Vanderson à frente, combatia um adversário. O entrega era tão intensa que nos primeiros minutos foram cometidas oito faltas seguidas, levando a um cartão amarelo para Charles logo aos 5 minutos.
Depois de enganoso domínio territorial do Remo, o gol contra de Rogélio aos 16 minutos desnudou a realidade do jogo. No lance fatal, Vânderson chegou à intermediária, lançou para Djalma, que cruzou à meia altura em direção à área. Simples e certeiro. A bola resvalou no zagueiro e entrou.
O Remo entregou-se então a uma combinação de apatia com desarrumação, receita infalível para o insucesso. Ainda esboçou uma reação, deslocando Eduardo Ramos para o lado direito do ataque, mas sem resultado prático. Potiguar, inicialmente explorando a faixa esquerda, era cercado por Djalma e Zé Antonio, sendo obrigado a investir pelo meio, onde embolava com Leandrão e Athos.
No segundo gol, um contra-ataque perfeito, com nova participação de Djalma, que acionou Héliton mais à frente. Dele partiu um lançamento alto para o centro do ataque, onde Lima recebeu à frente de Rogélio e seguiu livre para o arremate à direita de Fabiano.
Enquanto o Paissandu impunha dois gols de diferença, tocando menos na bola, mas com muito mais rapidez e eficácia, o Remo teve somente duas boas oportunidades. Na primeira, cruzamento de Ramos, que Matheus desviou com dificuldades. Logo em seguida, Rogélio cabeceou com perigo, mas o goleiro estava bem colocado. Não por acaso, Potiguar e Ramos deixaram o campo no fim do primeiro tempo clamando por aproximação e entusiasmo dos colegas.
Veio a etapa final e, logo de cara, o Remo mostrou que também podia ser ágil e objetivo. Potiguar foi lançado na área, atraiu a atenção dos zagueiros e chutou forte. Mateus rebateu e Zé Soares (que havia substituído Athos) botou para dentro.
Por cerca de 10 minutos, o Remo esteve muito perto do empate. Perdeu chances seguidas com Leandrão, Potiguar e Zé Soares. Seguro, Mateus já se estabelecia como o grande nome da tarde. A agressividade azulina empolgou a torcida e a pressão foi muito forte sobre a defesa do Paissandu, que se postou com correção e não se abalou com a situação.
Aos poucos, o jogo se reequilibrou, embora o Remo continuasse sempre presente no ataque, ameaçando com Potiguar e Zé Soares. Val Barreto substituiu Leandrão a dez minutos do fim e empreendeu a jogada mais emocionante do segundo tempo. Driblou dois marcadores junto à pequena área e bateu no canto. A bola caprichosamente resvalou em João Paulo e saiu a escanteio. Na sequência, Jonathan chutou na gaveta, mas o goleiro evitou o gol.
Resumo da ópera: Paissandu se fez merecedor da vitória por ter consciência de suas limitações. O Remo jogou como se as coisas se resolvessem naturalmente em campo. Ambos precisam melhorar muito, mas do ponto de vista anímico a vantagem hoje é alviceleste.

Lembranças fortes do passado

A maneira como o Paissandu se estruturou em campo, priorizando a defesa, como no basquete, remeteu diretamente ao primeiro clássico do Parazão 2013. Na ocasião, Flávio Araújo fechou o Remo e dedicou-se aos contra-ataques. Ganhou por 2 a 1, como fez Mazola ontem. Para reforçar as coincidências, o jogo ocorreu na mesma data, 26 de janeiro.
Cabe a Mazola e ao Papão mudarem o rumo da prosa na sequência do torneio, pois Flávio Araújo se perdeu nas retrancas e levou junto o Remo, que acabou derrotado na decisão dos dois turnos.

27 de janeiro de 2014 at 12:44 pm Deixe um comentário

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