Coluna do Gerson Nogueira – 23.01.14

23 de janeiro de 2014 at 12:57 pm Deixe um comentário

Ensaio ruim para o clássico

Caso resolva levar em conta as atuações da rodada de ontem, o torcedor vai passar longe do Mangueirão no próximo domingo. A derrota do Paissandu e o empate do Remo funcionaram como sérios fatores de desestímulo, pois os times renderam abaixo do esperado. Sem mostrar qualquer inspiração, permitiram que os emergentes equilibrassem as coisas. Situação que se agrava diante das limitações dos adversários.
Na Curuzu, o Paissandu cumpriu um script que vinha mais ou menos esboçado desde a vitória complicada sobre o Santa Cruz na segunda rodada. Na ocasião, o time chegou a ser dominado em diversos momentos da partida, mas acabou vencendo depois de um pênalti a favor e da consequente expulsão do goleiro do visitante.
Contra o Paragominas, domingo, apesar do bom começo, o Paissandu voltou a falhar muito no setor defensivo e cedeu o empate depois de estar vencendo por 2 a 0. Ontem, os problemas se repetiram e nem a escalação cautelosa armada por Mazola Junior evitou a derrota.
Não foi por falta de aviso. Contra o Remo, o Cametá mostrou-se organizado, com boa proteção defensiva e força nos contra-ataques. O gol logo aos 5 minutos facilitou a tarefa do visitante, complementada por uma atuação destacada do goleiro Alencar Baú.
É verdade que, a despeito da excessiva quantidade de volantes, o Paissandu foi muito presente no ataque. Criou diversas situações de perigo, desfrutou de seis grandes chances no primeiro tempo e outras tantas na etapa final, mas exagerou nos erros de finalização. Acontece que a presença de área não significa competência e clareza de jogadas. Isolados na frente, Dênis e Lima não funcionaram como dupla.
Diante da imprecisão dos chutadores, o domínio terminou deixando uma imagem ilusória. É verdade que as jogadas nasceram, principalmente a partir dos alas, mas em arranques no sentido diagonal. A rigor, o Paissandu praticamente não foi à linha de fundo. O Cametá povoou a entrada da área, mas os corredores laterais poderiam ter sido explorados.
O setor de criação, hoje entregue ao velocista e brigador Djalma, segue como principal entrave para a evolução do Paissandu. Outra constatação: Dênis definitivamente não é o melhor parceiro de ataque do artilheiro Lima. Héliton, que jogou por poucos minutos, ofereceu alternativas e imprimiu mais velocidade.

Leão tropeça em Santarém

No estádio Barbalhão, o Remo enfrentou aquele tradicional sufoco que os times santarenos impõem aos grandes de Belém. O primeiro tempo foi tecnicamente sofrível e arrastado, com muitos erros de passes de ambos os lados.
Da parte do Remo, a desarrumação no meio-de-campo, principalmente na marcação, travava a equipe e facilitava a correria do São Francisco. O gol de Caçula não evidenciou superioridade do Leão santareno, mas a fragilidade do esquema montado por Charles Guerreiro.
Como Jonathan e André não conseguem ainda dar conta da cobertura da defesa, o Remo tem feito da movimentação ofensiva um meio de diminuir a pressão sobre seus zagueiros. Quando isso não ocorre, como ontem, o miolo de zaga sofre bastante.
Lento na transição no começo da partida, o Remo só acelerou o ritmo depois de sofrer o gol. Nos instantes finais do primeiro tempo, Eduardo Ramos, Athos e Potiguar começaram a produzir mais, investindo pelos lados da área e acionando Leandrão, até então peça decorativa no centro do ataque.
Na volta para o segundo tempo, o São Francisco teve seu trio de zagueiros (Perema, Aldair e Bruno) mais exigido, pois o Remo partiu de maneira mais decidida em busca do gol. Athos saiu para a entrada de Zé Soares e o time passou a ter opções de velocidade tanto pela direita quanto pela esquerda, por onde Potiguar caía e trocava passes com Ramos.
E foi de uma jogada rápida, com toques de primeira, que nasceu o empate remista, com finalização de Potiguar na pequena área. A zaga continuava exposta e sujeita a alguns sustos, principalmente quando Elielton entrou e deu sangue novo à ofensiva santarena. No final, em duas oportunidades, o Remo poderia ter conquistado a vitória – que seria imerecida, pelos muitos erros e hesitações mostrados ao longo do jogo.

Fiel cada vez mais ausente

A torcida do Papão segue devendo na competição – como já havia acontecido na Série B. É verdade que o time não empolga e o preço também atrapalha. Mas é fato também que fazia muito tempo que a Fiel não ostentava números tão pífios. Ontem, foram apenas 1.102 pagantes. No total, o clube registra menos de 5 mil pagantes em três rodadas. O próprio sentido de fidelidade já começa a ser questionado.

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