Coluna do Gerson Nogueira – 31.01.14

31 de janeiro de 2014 at 11:40 am Deixe um comentário

A vitória interrompida

Por obra e graça das forças da natureza, o jogo ficou para ser complementado na manhã de hoje. O Independente vencia por 2 a 1 ao cabo de 51 minutos de bola rolando com alguma dificuldade. Não se pode dizer que era um placar justo, pois o Paissandu acordou depois de sofrer dois gols e partia resoluto em busca do empate, embora sem maior organização ou criatividade.
De certa maneira, a chuva acabou prejudicando o Independente, que se posicionava com até seis homens na defesa e resistia à pressão dos bicolores. É verdade que, depois do intervalo, o time da casa não havia conseguido armar nenhuma tentativa de ataque.
O confronto teve um primeiro tempo surpreendente. O Independente, um dos piores do campeonato até agora, entrou determinado e bem distribuído em campo. Tomou as rédeas da partida porque explorava bem o contra-ataque e usava as laterais com Léo e Fábio Gaúcho. Em ritmo lento, o Paissandu parecia ainda de ressaca do Re-Pa, confiando que as coisas iriam se resolver naturalmente.
Para atrapalhar ainda mais, o gramado encharcado derrubava a todo instante os jogadores do Papão. No meio-de-campo, Mazola Junior usava o seu tradicional esquema de três volantes, repetindo o que dera certo no clássico. Dentro dessa concepção, Djalma voltou a ser escalado na lateral e pouco contribuía para as ações ofensivas.
Pikachu, para espanto geral, foi mantido no banco de reservas. Fisicamente bem, deve ter sido submetido a um castigo do técnico, pois já havia sido perdoado pela diretoria. Pior para o Paissandu, que passou quase todo o primeiro tempo sem seu melhor jogador. Vivia nas tentativas de Héliton e dos avanços de Héverton, mas Lima teve poucas chances.
Apesar da firme barreira de volantes, o meia Daniel Piauí aos poucos foi furando o bloqueio e destacando-se como peça ofensiva do Independente. Apoiado por Kariri, Daniel partia com a bola desde a intermediária e criava sérios problemas para a zaga. Mais à frente, Joãozinho e Wegno também incomodavam bastante nos contragolpes.
O jogo era mais ou menos trucando, mas o Paissandu reclamou um pênalti sobre Aírton, ignorado pelo árbitro Joquetan Guimarães. Instantes depois veio o primeiro gol. Daniel cobrou falta com perfeição, aos 20 minutos. A vantagem empolgou o Independente, mas não provocou mudanças no ritmo do Paissandu.
Aos poucos, o time foi acelerando mais as jogadas, utilizando Aírton pela esquerda e alguns avanços de Djalma. Mas, apenas seis minutos depois, em rápido contra-ataque puxado por Joãozinho, Wegno mandou para as redes, ampliando para o Independente. O ponto alto da jogada foram as fintas de Joãozinho entortando o zagueiro Charles.
De repente, a perspectiva de sofrer mais gols fez com que o Paissandu deixasse a burocracia de lado e fosse ao ataque. Por coincidência, Ricardo Capanema se contundiu e Mazola teve a chance de corrigir a escalação, botando Pikachu em campo. Djalma passou para o setor de ligação, ao lado de Héverton, e o Paissandu começou a jogar de verdade.
Aírton, um dos mais regulares do time, descontou aos 36 minutos e iniciou a reação. Os minutos finais do primeiro tempo foram de intensa presença ofensiva do Papão, que perdeu duas grandes oportunidades. No reinício do jogo, a busca pelo empate foi interrompida pela chuva.
Os 39 minutos que restam devem ter um panorama parecido com o da reta final de ontem, com o Paissandu em cima e o Independente se defendendo. Mazola só não pode mais é insistir com esse conceito de fé cega nos volantes. O meio-campo exige vida inteligente.

Ameaça põe pressão sobre árbitro

Em meio à dúvida quanto aos termos do regulamento, só esclarecida pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, o presidente do Paissandu, Vandick Lima, anunciou uma decisão tomada no calor dos acontecimentos: segundo ele, a partir de agora todos os jogos do clube terão arbitragem de fora.
A não ser que tenha sido um artifício para pressionar o árbitro Joquetan Guimarães no complemento da partida, a resolução leva jeito de um novo capricho de dirigentes. Que os árbitros têm errado bastante neste primeiro turno, ninguém pode negar. Mas as falhas não podem ser avaliadas como mal-intencionadas ou dirigidas a um ou outro clube, nem podem ser utilizadas como nuvem de fumaça para justificar a instabilidade dos times.

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