Archive for janeiro, 2014

Coluna do Gerson Nogueira – 23.01.14

Ensaio ruim para o clássico

Caso resolva levar em conta as atuações da rodada de ontem, o torcedor vai passar longe do Mangueirão no próximo domingo. A derrota do Paissandu e o empate do Remo funcionaram como sérios fatores de desestímulo, pois os times renderam abaixo do esperado. Sem mostrar qualquer inspiração, permitiram que os emergentes equilibrassem as coisas. Situação que se agrava diante das limitações dos adversários.
Na Curuzu, o Paissandu cumpriu um script que vinha mais ou menos esboçado desde a vitória complicada sobre o Santa Cruz na segunda rodada. Na ocasião, o time chegou a ser dominado em diversos momentos da partida, mas acabou vencendo depois de um pênalti a favor e da consequente expulsão do goleiro do visitante.
Contra o Paragominas, domingo, apesar do bom começo, o Paissandu voltou a falhar muito no setor defensivo e cedeu o empate depois de estar vencendo por 2 a 0. Ontem, os problemas se repetiram e nem a escalação cautelosa armada por Mazola Junior evitou a derrota.
Não foi por falta de aviso. Contra o Remo, o Cametá mostrou-se organizado, com boa proteção defensiva e força nos contra-ataques. O gol logo aos 5 minutos facilitou a tarefa do visitante, complementada por uma atuação destacada do goleiro Alencar Baú.
É verdade que, a despeito da excessiva quantidade de volantes, o Paissandu foi muito presente no ataque. Criou diversas situações de perigo, desfrutou de seis grandes chances no primeiro tempo e outras tantas na etapa final, mas exagerou nos erros de finalização. Acontece que a presença de área não significa competência e clareza de jogadas. Isolados na frente, Dênis e Lima não funcionaram como dupla.
Diante da imprecisão dos chutadores, o domínio terminou deixando uma imagem ilusória. É verdade que as jogadas nasceram, principalmente a partir dos alas, mas em arranques no sentido diagonal. A rigor, o Paissandu praticamente não foi à linha de fundo. O Cametá povoou a entrada da área, mas os corredores laterais poderiam ter sido explorados.
O setor de criação, hoje entregue ao velocista e brigador Djalma, segue como principal entrave para a evolução do Paissandu. Outra constatação: Dênis definitivamente não é o melhor parceiro de ataque do artilheiro Lima. Héliton, que jogou por poucos minutos, ofereceu alternativas e imprimiu mais velocidade.

Leão tropeça em Santarém

No estádio Barbalhão, o Remo enfrentou aquele tradicional sufoco que os times santarenos impõem aos grandes de Belém. O primeiro tempo foi tecnicamente sofrível e arrastado, com muitos erros de passes de ambos os lados.
Da parte do Remo, a desarrumação no meio-de-campo, principalmente na marcação, travava a equipe e facilitava a correria do São Francisco. O gol de Caçula não evidenciou superioridade do Leão santareno, mas a fragilidade do esquema montado por Charles Guerreiro.
Como Jonathan e André não conseguem ainda dar conta da cobertura da defesa, o Remo tem feito da movimentação ofensiva um meio de diminuir a pressão sobre seus zagueiros. Quando isso não ocorre, como ontem, o miolo de zaga sofre bastante.
Lento na transição no começo da partida, o Remo só acelerou o ritmo depois de sofrer o gol. Nos instantes finais do primeiro tempo, Eduardo Ramos, Athos e Potiguar começaram a produzir mais, investindo pelos lados da área e acionando Leandrão, até então peça decorativa no centro do ataque.
Na volta para o segundo tempo, o São Francisco teve seu trio de zagueiros (Perema, Aldair e Bruno) mais exigido, pois o Remo partiu de maneira mais decidida em busca do gol. Athos saiu para a entrada de Zé Soares e o time passou a ter opções de velocidade tanto pela direita quanto pela esquerda, por onde Potiguar caía e trocava passes com Ramos.
E foi de uma jogada rápida, com toques de primeira, que nasceu o empate remista, com finalização de Potiguar na pequena área. A zaga continuava exposta e sujeita a alguns sustos, principalmente quando Elielton entrou e deu sangue novo à ofensiva santarena. No final, em duas oportunidades, o Remo poderia ter conquistado a vitória – que seria imerecida, pelos muitos erros e hesitações mostrados ao longo do jogo.

Fiel cada vez mais ausente

A torcida do Papão segue devendo na competição – como já havia acontecido na Série B. É verdade que o time não empolga e o preço também atrapalha. Mas é fato também que fazia muito tempo que a Fiel não ostentava números tão pífios. Ontem, foram apenas 1.102 pagantes. No total, o clube registra menos de 5 mil pagantes em três rodadas. O próprio sentido de fidelidade já começa a ser questionado.

23 de janeiro de 2014 at 12:57 pm Deixe um comentário

Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 22.01.14

– O CIRCO – Foi vergonhoso o espetáculo que assistimos ontem em Belém, quando um presidente sem expressão nenhuma da CBF veio não se sabe até agora fazer o que em nossa capital, o mais ridículo foi o picadeiro armado para receber MÚMIA maior do futebol brasileiro tínhamos de tudo ontem no aeroporto desde BABA OVOS A CARREGADORES DE PASTAS, outro momento BIZARRO da visita foi quando a MÚMIA DA CBF COMEÇOU A ELOGIAR A NOSSA MÚMIA aí foi demais dizer que o que faz o torcedor do Pará ir ao estádio de futebol é o trabalho do MUN-HÁ foi de mais, POBRE FUTEBOL PARAENSE,…………………………….

– SEM VAGA VAI SE DISPUTAR O QUE – Ontem em sua visita da marca picareta aqui em Belém, o presidente da CBF não garantiu que o vencedor da copa verde terá vaga garantida na copa sul-americana, será a maior vergonha para nossa região se está competição não garantir esta vaga, pois está no regulamento da competição esta garantia, um outro detalhe onde fica a cara do MUN- HÁ que fez campanha em todo interior batendo no peito que ele tinha moral na CBF, MORRO E NÃO VEJO TUDO,………………………………

– CONTA OUTRA – A piada do dia foi a possível vinda da seleção a Belém no mês de junho antes da copa, é querer brincar com a cara do povo do Pará, todo mundo sabe o comprometimento que este cidadão tem no eixo sul e Sudeste e também quantas cidades que inclusive vão inaugurar seus estádios para copa estão brigando por estes amistosos, então vamos acordar e parar de sonhar, É MUITA CARA DE PAU,…………………….

– RODADA COM SINAL AMARELO PARA DUPLA RÉ X PA – A dupla Re x Pa deve encontrar dificuldades na rodada de hoje pelo Parazão, o Papão vai enfrentar a boa equipe do Cametá no estádio da curuzu, o técnico Mazola jr vai promover mudanças na equipe que empatou o último jogo diante do Paragominas Lima e Denis vão comandar o ataque Bicolor, pelo lado azulino o Leão da capital vai encarar o Leão Santareno dentro do estádio Barbalhão, Charles Guerreiro pode fazer algumas modificações na equipe durante o decorrer da partida, é esperar e conferir,……………………….

– ESCREVO ESTE PROGRAMA PARA QUEM GOSTA DA VERDADE, DOA A QUEM DOER,……………………………………..

22 de janeiro de 2014 at 1:43 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.01.14

Mazola e a marcação

Em meio ao treino do Paissandu, o técnico Mazola Junior resolveu ontem mostrar como os jogadores deveriam fazer desarmes e se posicionar em campo. Gosto quando um treinador se mostra didático o suficiente para dedicar atenção a pormenores do jogo. Num tempo em que a maioria segue a filosofia de Vanderlei Luxemburgo, que delega a auxiliares as tarefas de campo, é saudável observar que ainda há profissional preocupado com os detalhes que quase sempre decidem as coisas.
Quando o elenco de atletas é heterogêneo, recheado de jovens oriundos da base e boleiros experientes, essa necessidade se torna ainda mais gritante. Não apenas em relação aos novatos, mas também quanto a vícios acumulados ao longo da carreira pelos jogadores mais rodados. São célebres as histórias sobre atletas consagrados que não aprenderam a cabecear corretamente ou ignoram a maneira certa de dominar a bola.
Mestre Telê gastou um tempo precioso no São Paulo ensinando Cafu a fazer cruzamentos. Este defeito de origem o lateral-direito trouxe da base e evidenciou nas primeiras convocações para a Seleção Brasileira, ainda sob o comando de Paulo Roberto Falcão. Ourives da bola, Telê transmitiu dicas com tanta sabedoria e esmero que Cafu se transformou num lateral moderno e vibrante, embora tecnicamente fosse apenas um jogador mediano.
No elenco em formação que o Paissandu apresenta, Mazola terá que exercitar sempre essa prática se quiser colher bons resultados a curto prazo. Para o confronto desta noite com o Cametá, viu-se obrigado a usar três volantes – Capena, Vânderson e Zé Antonio. A razão é óbvia. Nas duas últimas partidas, contra Santa Cruz e Paragominas, o time se mostrou perigosamente frágil no setor de marcação.
Em Paragominas, domingo, a defesa claudicou em momentos decisivos da partida. Desatenta, levou um gol aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o Paissandu vencia com tranquilidade. Antes de disparar o chute, o meia Lourinho teve tempo para se aproximar da área e ajeitar a bola sem receber combate direto.
Nem bem o jogo reiniciou, o time cedeu o empate, em jogada que lembrou bastante a desarrumação da defesa no primeiro gol. Aleílson recebeu a bola pelo lado direito do ataque, girou sobre dois marcadores, entrou na área e arrematou, novamente sem sofrer qualquer tentativa de bloqueio.
Como o Cametá mostrou-se até aqui o time interiorano mais ajustado, as preocupações de Mazola são inteiramente procedentes. Resta saber apenas se seus cuidados defensivos não irão afetar a mobilidade do ataque.

Sobre as incoerências de Charles

O amigo Sérgio Cordovil faz algumas considerações sobre o Remo atual. Lamenta que, apesar das boas contratações feitas pela diretoria, o técnico Charles Guerreiro prefira improvisar o lateral-esquerdo Rodrigo Fernandes no meio-de-campo sempre que um titular precisa ser substituído? “Chega a ser uma falta de bom senso, já que ele tem tantas opções em mãos. E se ele não confia em quem é da posição que peça o desligamento para não encarecer a folha. Sem falar que ele treinou muito tempo um time e está jogando com outro totalmente diferente”, questiona Sérgio.
Um exemplo dessa incoerência, acrescenta, é o meia-armador Athos, “que apesar de ser bom jogador está visivelmente fora de forma e não acompanha o ritmo dos demais”. Sérgio também tem restrições ao posicionamento da defesa. A marcação é deficiente porque os zagueiros jogam em linha, tanto os cabeças-de-área quanto os zagueiros. “E depois, se o treinador for demitido, ainda vai sair falando que foi injustiçado, mesmo com o bom time que deram pra ele treinar”, conclui.

Gareth Bale é o mais caro

O leitor Tomaz Brandão aponta uma incorreção contida na coluna de ontem: “Você disse que o Neymar seria o jogador mais caro da história do futebol, quando na verdade o jogador mais caro é o Gareth Bale, transferido do Tottenham para o Real Madrid no valor de 100 milhões de euros. Caso a denúncia do jornal El Mundo se confirme, o Neymar será o segundo jogador mais caro da história do futebol, no valor de 95 milhões de euros”. Perfeita observação. A transação envolvendo Bale é, de fato, a mais cara de todos os tempos.

22 de janeiro de 2014 at 1:42 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.01.14

No reino da avacalhação

O festival de trapalhadas envolvendo CBF, STJD, Portuguesa e Fluminense parece não ter fim. A cada novo capítulo, o futebol brasileiro perde mais conceito e credibilidade. A última descoberta é um contrato oferecido pela entidade máxima à Lusa, a fim de estabelecer permuta no mínimo esquisita: a concessão de “empréstimo” de R$ 4 milhões em troca da aceitação pelo clube de jogar a Série B 2014, desistindo das ações judiciais.
Não há nada de ilegal ou indecente, diz o diretor jurídico da CBF, com a singeleza dos grandes rábulas. Segundo ele, tudo foi feito por iniciativa da própria Portuguesa, que se queixou de dívidas e pediu que a cota da Série B fosse adiantada. Seria até cômico se não fosse trágico para o futuro do futebol profissional no Brasil.
É duro verificar que práticas que há muito tempo deveriam ter sido banidas da relação entre CBF e clubes reaparecem sempre que há um imbróglio de natureza jurídica, em torno de algum item dos confusos regulamentos de campeonatos oficiais no país.
O lado mais exasperante, a partir da exposição da minuta do contrato, é a sem-cerimônia dos atores desse espetáculo ridículo. A crer nas palavras do diretor jurídico da CBF, o acordo (tramoia) foi toda acertada entre dirigentes do clube e da confederação.
O arranjo financeiro tem como consequência reabrir um questionamento sobre a posição oficial da Lusa no caso Héverton: por que o clube, mesmo sabendo da condição irregular, teimou em escalar o atleta nos minutos finais da última rodada da Série A? Há quem acredite que a escalação do jogador (hoje no Paissandu) não foi um simples descuido.
Como tudo é possível na balbúrdia criada pela cartolagem, a CBF conseguiu tornar sem efeito a liminar favorável ao Flamengo, que buscava reaver os quatro pontos que lhe foram subtraídos pelo STJD, referentes à escalação irregular do lateral André Santos contra o Cruzeiro na rodada derradeira do Brasileiro.
Diante disso, como a outra liminar (que devolve os quatro pontos à Portuguesa) ainda não foi cassada, surge uma situação absolutamente inusitada em se tratando do tradicionalmente imbatível Rubro-Negro carioca nos tribunais: por força do acaso, o Flamengo ocupa desde ontem a 17ª posição do campeonato, com 45 pontos, e assim estaria rebaixado à Segunda Divisão.
É óbvio que a medida será desfeita antes que o torcedor termine de pronunciar a palavra Pirassununga, mas o fato é que as perlengas de tribunal criam indefinições e semeiam dúvidas onde deveria reinar transparência e respeito ao torcedor.
A essa altura do pagode, só prevalece uma certeza: ninguém sabe dizer como será realizado o Brasileiro da Série A em 2014. A rigor, todas as hipóteses (inclusive as mais destrambelhadas) devem ser consideradas, inclusive a de uma virada de mesa que cancelaria o rebaixamentos em todas as divisões nacionais.

Neymar, o mais caro de todos os tempos?

Como a provar que lambanças não são exclusividade nacional, eis que irrompe notícia sobre a transferência de Neymar para o Barcelona, apontando um valor não declarado de 38 milhões de euros. Segundo o jornal El Mundo, o Barça teria pago 95 milhões de euros (R$ 304 milhões) pelo brasileiro, e não os 57 milhões de euros (R$ 182 milhões) oficializados pelo polêmico Sandro Rosell, presidente do clube espanhol.
A omissão dos 38 milhões de euros (R$ 121 milhões) envolvidos no negócio põe em dúvida a legalidade da transação. Essa pequena fábula teria servido para pagar comissões à família de Neymar. Do montante, R$ 6 milhões seriam para o pai do craque bancar o olheiro de novas promessas do Santos. Vale dizer que Sandro Rosell já se envolveu em outros rolos monumentais, inclusive com o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Caso a denúncia do jornal se confirme, Neymar passa a ser o jogador mais caro da história do futebol, já que o português Cristiano Ronaldo foi adquirido por 94 milhões de euros pelo Real Madrid junto ao Manchester United, um milhão a menos do que o Barcelona gastou pelo brasileiro.

21 de janeiro de 2014 at 1:14 pm Deixe um comentário

Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 20.01.14

– O QUE HÁ COM O APITO – A comissão de arbitragem tem que chamar na razão urgentemente o seu quadro de arbitragem, pois o torcedor esta assistindo um show de frouxura por parte de quem esta segurando o apito, VAMOS APITAR SEM OLHAR COR DE CAMISA,…………………..

– GANHANDO SIM, CONVENCENDO NEM TANTO – O Remo vem ganhando e já é líder do primeiro turno com três vitorias, até ai tudo bem, pergunto aqui ao torcedor azulino que vem assistindo os jogos, você esta satisfeito com o que o Leão vem produzindo, com a palavra você torcedor,……………………..

– TA FALTANDO QUALIDADE – Ontem o Paysandu teve tudo para ganhar o jogo em Paragominas inclusive fez 2 x 0 passando uma falsa imagem ao seu torcedor, mais a falta de qualidade do seu elenco que é publica e e notória se fez gritante ontem, o gol que o Denis perdeu ontem no final é brincadeira, a facilidade que o Aleison entrou na zaga e fez o gol não existe, a falta de criatividade do meio campo bicolor vem tirando o sono da fiel, DIRETORIA O SONO ESTA GRANDE, ACORDA VANDICK,………………….

– BRONCA DOS PEQUENOS – Ontem mais uma vez os pequenos reclamaram, teve treinador que chegou a insinuar que teria um esquema armado para prejudicar o seu time, com a palavra a sempre atuante FPF,……………………….

– E AINDA TEM COPA DO BRASIL E COPA VERDE – Para quem esta reclamando de jogar domingo e quarta é bom lembrar que ainda tem Copa Verde e Copa do Brasil, aqui vai um recado, MENINOS SE VIREM,……………..

– ESCREVO ESTA COLUNA PARA QUEM GOSTA DA VERDADE, DOA A QUEM DOER,……………………………

20 de janeiro de 2014 at 1:33 pm Deixe um comentário

Papo do 40º – Ronaldo Porto – 20.01.14

LEÃO SUOU E PAPÃO VACILOU

As vidas de Remo e Paysandu não estão sendo nada fácil no Parazão 2014, à exceção da segunda rodada onde os dois grandes venceram com diferença de dois gols; ontem tivemos o primeiro tropeço, justamente de quem ganhava com maior tranquilidade, apesar do jogo ser fora de casa. Na primeira rodada, ambos venceram somente nos acréscimos, na segunda respiraram um pouco e ontem o Remo passou maus momentos contra o Santa Cruz, vencendo com um gol de zagueiro e de bola parada,enquanto o Papão vencia tranquilamente por 2 x 0 e cedeu o empate,deixando de marcar os três pontos; por conta disso o Remo assumiu a liderança com nove pontos e 100% de aproveitamento. Não gosto da expressão “nivelado por baixo”, senão acabo fazendo injustiça com os times pequenos que se prepararam para a competição, mas o nível não está nada bom e teremos que esperar a reação dos dois grandes, para tirarmos as devidas conclusões.

ALTA TEMPERATURA

Se olharmos para os números, Remo e Paysandu até que estão muito bem, mesmo com o vacilo do Papão ontem. Remo com nove, Paysandu com sete, Cametá com quatro e São Francisco com três, são os primeiros quatro da tabela que estariam na decisão. Abaixo, Gavião, Paragominas e Independente só têm dois pontos e o Santa Cruz de Salinas apenas um. Há muito tempo que Remo e Paysandu não se destacavam tanto e tenhoa impressão que este ano as decisões sempre serão com os dois grandes.

BAIXA TEMPERATURA

Não sei o que está acontecendo com a “Avalanche Bicolor”, muito abaixo daquela torcida fiel que sempre acompanhou o Paysandu, até nos piores momentos. Os dois jogos iniciais foram decepcionantes e a diretoria bicolor já está estudando maneiras de melhorar esse público.Poderiam começar pelo preço dos ingressos, meio salgado para um time que caiu de série e precisa do apoio de sua galera. Enquanto isso, a torcida do maior rival não cansa de cantar em prosa e verso que, mesmo sem série nenhuma, é a maior do pedaço. E está provando isso.

NO TERMÔMETRO

Antes do clássico de domingo, Remo e Paysandu terão duas duras batalhas pela frente. O Remo vai à Santarém enfrentar o São Francisco, que vem de três empates seguidos, dois fora de casa; o Paysandu vai pegar o Cametá que deu trabalho para o Remo, venceu o Paragominas e empatou em casa com o Gavião. Um detalhe: os quatro estão na zona de classificação. /// Charles Guerreiro não gostou de ser chamado de“burro” ontem, quando mexeu, segundo a galera, errado no time; depois ele explicou no microfone da Clube o porquê de ter feito o que fez. Agora imaginem, se ele foi chamado de “burro” e venceu o jogo, o que teria acontecido se perdesse ou empatasse??? /// Mazola, por outrolado, começou a sentir o peso da galera, que chiou depois do empate; o problema é que o time vencia por 2 x 0 e num descuido, tomou aquele gol aos 45 do 1º tempo, que deu moral ao Paragominas. /// Apesar do mando de jogo ser do Remo no clássico de domingo, o líquido da arrecadação no Mangueirão será cortado ao meio, o mesmo acontecendo em todos os clássicos, com uma pequena e interessantediferença: os dois clubes receberão 17.500 ingressos cada para vender e os encargos serão descontados do montante de cada um, ou seja, cada um fará sua parte. Os preços, 40 reais uma arquibancada e 80 uma cadeira, tudo a disposição do torcedor a partir de quarta à tarde. Tomara que não chova domingo. /// Eduardo Ramos deixou a impressão de ter saído aborrecido no final da primeira etapa, não falando com ninguém, mas segundo o repórter Paulo Caxiado foi só impressão. ///Porque será que Rafael Paty perdeu tantos gols no jogo de ontem? Ele conseguiu fazer o gol do Santa Cruz, mas ficou devendo. /// Cota do Remo ontem chegou aos 115 mil reais, mas o Zeca Pirão esperava uns 200 mil. O problema é o clássico de domingo, quando o torcedor se guarda para comprar um ingresso mais caro. /// Uma abençoada semana a todos e viva Jesus!E-mails: rporto@supridados.com.br

20 de janeiro de 2014 at 1:14 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 20.01.14

Remo vence, mas sofre sufoco

Apesar da postura cautelosa na maior parte do tempo, o Santa Cruz deu muito trabalho ao Remo ontem à tarde, no Mangueirão. Criou mais dificuldades do que se esperava. Charles Guerreiro utilizou a formação titular, com dois volantes (André e Jonathan) no meio, mas o posicionamento dos jogadores deixou a zaga novamente muito vulnerável.
Contra um adversário que tinha dois atacantes espertos, Rafael Paty e Andrey, o setor defensivo azulino passou maus pedaços. O técnico gritava inutilmente com os volantes. Funções só serão ajustadas com treinamento, para que os laterais não avancem ao mesmo tempo e para que pelo menos um deles volte para ajudar no bloqueio junto à área.
O gol de Leandrão, ainda no primeiro tempo, depois de jogada primorosa de Tiago Potiguar, deu tranquilidade aos remistas quando o Santa Cruz se fazia presente em contra-ataques perigosos. Paty já havia perdido dois bons lances na área, ambos salvos por Fabiano.
Os jogadores de criação do Remo continuavam tímidos, principalmente Eduardo Ramos, bem vigiado por Mael. Athos saía mais, embora sem inspiração. Potiguar era o mais desenvolto e ameaçou diversas vezes, em velocidade pelo lado esquerdo.
No segundo tempo, logo de cara, nova oportunidade desperdiçada pelo artilheiro. Minutos depois, Fabiano rebateu um chute forte e Paty estava lá para finalizar para as redes. A jogada refletiu a desarrumação da defesa e inquietou a torcida. Paty continuou rondando a área e só não foi mais decisivo porque a meia-cancha do Santa Cruz não ajudava, criando pouco.
O Remo tinha mais posse de bola, mas seus jogadores mais habilidosos eram bem marcados. Leandrão levava perigo sempre que a bola era cruzada, mas às vezes ficava muito isolado na área. Até mesmo o jogo vistoso das duas primeiras partidas não apareceu ontem.
Depois que Zé Soares substituiu a Potiguar, cansado, o Remo voltou a pressionar, mas não retinha a bola na frente e cedia ao Santa Cruz contragolpes sempre agudos. Aos 16 minutos, cruzamento de Eduardo Ramos achou o zagueiro Rogélio na área. 2 a 1.
O gol aliviou o sufoco, mas o Remo continuou dando espaços no meio e a levar pressão sempre que o Santa Cruz acionava Paty na frente. Nos instantes finais, quase o empate saiu, mas Fabiano apareceu bem, afastando até com os pés.
Sucessão de jogadas criadas pelo retrancado Santa Cruz indica que o Remo precisa se organizar melhor, não apenas nas funções de marcação, mas no posicionamento de laterais e meias. Sobram bons jogadores à disposição de Charles, mas o time ainda é muito instável.

Tropeço bicolor na Arena Verde

Em Paragominas, conforme relato dos companheiros da Rádio Clube, o Paissandu viveu dois momentos na partida. Teve um momento arrasador, surpreendendo o time da casa com jogadas rápidas, através de Héliton e Pikachu. Graças a essa boa produção ofensiva, o time marcou dois gols em apenas 21 minutos de jogo. O primeiro, de João Paulo em cobrança de falta, surgiu aos 5 minutos. Aos 21, Dênis marcou após cruzamento de Héliton.
Ficou a impressão de que o Papão caminhava para uma vitória cômoda, talvez até com goleada. Outras chances apareceram, mas os atacantes não aproveitaram. O PFC pouco ameaçava, encolhido em seu próprio campo. Nos 10 minutos finais, porém, a equipe interiorana acordou e passou a buscar o gol com insistência. Diminuiu, aos 45, com Lourinho e quase empatou na sequência.
O gol fez com que o PFC entrasse confiante na etapa final, fazendo ataques seguidos e botando a defesa do Papão em xeque. Logo aos 3 minutos, Aleílson bateu forte da entrada da área, empatando a partida. Um minuto depois, o próprio Aleílson quase desempatou, chutando à direita do gol alviceleste.
Com o passar do tempo, o PFC diminuiu o ritmo e o Paissandu voltou a mandar em campo. Pikachu, novamente em destaque, criava sempre situações de risco para a zaga inimiga. A melhor delas aos 45 minutos, em cruzamento para Charles, que chutou longe do gol.

Turno é dominado pelos grandes

A classificação depois da terceira rodada expõe a ampla superioridade dos grandes da capital no campeonato. O Remo lidera, com 9 pontos, e o Paissandu é o vice, com 7, acumulando 16 pontos. Os demais seis clubes somam apenas 12, sendo que o Cametá, com 4, e São Francisco, 3, são os melhores do bloco interiorano. Ainda faltam quatro rodadas na fase de classificação, mas o cenário é inteiramente confortável para a dupla Re-Pa.

20 de janeiro de 2014 at 1:07 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 19.01.14

BOLA NA TORRE
Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV – Canal 13. Remo e Paysandu na Copa São Paulo, a reta final de preparação da Dupla RexPa e a expectativa para o começo do Parazão 2014. Guerreirão no comando estarei ao lado dos Companheiros Gerson Nogueira e Rui Guimarães.Partícipe pelo Twitter @bolanatorre

BANCÁRIOS…
No sábado, 04, no campo da AABB, aconteceu a final do V Campeonato Interbancário de Futebol de Campo PA/AP, coordenado pelo Sindicato dos Bancários PA/AP, a frente o Sr. Luiz Otávio, no qual a equipe do Milan (representante do Banco da Amazônia) sagrou-se Tetracampeão, vencendo o Banpará, nos pênaltis pelo placar de 5 a 4 após 0 a 0 no tempo normal e prorrogação. Lembrando que o Milan ganhou quatro das cinco edições do Certame.

NATAÇÃO…
No próximo final A natação paraense terá uma visita ilustre, entre dias 24 e 26 de janeiro, Belém receberá o ex-nadador, medalhista de ouro no Pan-Americano de 1999 e atual técnico do Pinheiros de São Paulo e da Seleção Brasileira Junior, Marcelo Tomazini, que irá ministrar uma Clínica de Natação para 50 pessoas, na sede do Clube do Remo. O organizador do evento é Marcel Chaves. A clínica contará com palestras e aulas práticas, 20h carga horária total, para aperfeiçoamento de técnicas de natação para os atletas e professores inscritos. O evento será aberto para atletas e técnicos de natação dos clubes paraenses, além de professores de educação física. Realização da Amazon Sports e Apoio: Speedo, Academia Bodytech, Federação Paraense de Desportos Aquáticos e Clube do Remo. Grande pedida…

ABSURDO
Por mais problemático que seja, o Remo nunca poderia abrir mão do atacante Jayme revelado na base azulina. Um jóia a ser lapidada e que poderia dar um belo lucro. Presidente Zeca Pirão tem seus acertos, mas também dá suas cabeçadas…Te Dizer!!!

LIVRO
Mais uma do jornalista e historiador Ferreira da Costa, que lança neste domingo na Sede da Tuna Luso, a partir de 10 da manhã Gigantes do Futebol Paraense. O livro de 335 páginas contem a Biografia de jogadores que foram destaque no Futebol Paraense, além dos artilheiros, a Seleção do Pará através dos tempos, Campeões dos Certames Intermunicipais. É a 16ª obra do escritor que resgata a memória do nosso futebol. Vale conferir…

19 de janeiro de 2014 at 11:26 am Deixe um comentário

Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 17.01.14

– DUPLA RÉ X PA FAZENDO SUA PARTE – O campeonato paraense de 2014 começou sem surpresas para dupla Remo e Paysandu, as duas maiores forças do futebol do Pará não tomaram conhecimento de seus adversários conseguindo duas vitórias cada um, aí você poderia se perguntar esta tudo tranquilo com os dois titãs do futebol paraense, bem eu creio que não o Remo está encontrando muita dificuldade com seu setor defensivo a dupla de zagueiros não está falando a mesma língua e o técnico Charles Guerreiro tem corrigir esta dificuldade urgentemente, já no setor ofensivo o time vem perdendo muitos gols, fato que vem incomodando a nação azulina, já no lado bicolor o setor que vem tirando sono do técnico Mazolla jr sem dúvida é o meio campo alvi-celeste principalmente em relação a falta de criatividade deste setor, os bicolores estão atrás de um jogador de criação para alimentar o setor ofensivo da equipe, É HORA DE OPINAR AGORA É COM VOCÊ AMIGO LEITOR,…………………………………………………

– CAINDO NAS GRAÇAS DA GALERA – Aos poucos o camisa 33 vem caindo nas graças do torcedor azulino, em dois jogos com a camisa azulina Eduardo Ramos vem chamando para si a responsabilidade de comandar o time Remista dentro de campo, com isso o jogador aos poucos vai conquistando a exigente Nação azulina, RESPEITO SE CONQUISTA COM TRABALHO, O RESTO É PAPO FURADO,…………

– AS COISAS ESTÃO DIFERENTE – A galera dos times de menor porte financeiro vem sentido na pele pelo menos neste início de campeonato a diferença técnica para os times de maior investimento, a qualidade técnica vem fazendo a diferença neste início de Parazão, é só analisar o que foi visto nas duas primeiras rodadas quando jogadas individuais decidiram os jogos,……………………….

– A NOVA PALHAÇADA – Agora a nova moda no futebol do Pará é divulgar as rendas dos jogos com uma demora muito grande, parece que quem toma conta desta parte faz questão de que o torcedor não fique sabendo o que foi apurado nas bilheterias dos estádios do Pará, SÓ TEM MICKEY NINGUÉM QUER SER PATETA,………………………………

– ESCREVO ESTA COLUNA PARA QUEM GOSTA DA VERDADE, DOA A QUEM DOER,………………………………………..

17 de janeiro de 2014 at 1:00 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.01.14

Superioridade e desperdício

O domínio foi líquido e claro, total e inquestionável, mas o Remo voltou a pecar por desperdício. Como já havia ocorrido contra o Cametá, o time criou várias oportunidades, mas pecou nas finalizações. Ora por preciosismo, ora por afobação. De qualquer maneira, a vitória veio naturalmente, até por resultar de um jogo que teve um time só martelando ao longo dos 90 minutos.
Com o gol logo aos 6 minutos, em penalidade cobrada por Eduardo Ramos, a situação se descortinou inteiramente favorável ao Remo. A falta máxima, sofrida pelo estreante Leandrão, se originou de bela jogada envolvendo Tiago Potiguar, Diogo Silva e Athos. Manobras parecidas se repetiram seguidamente no primeiro tempo.
Ramos comandava a criação, aproximando-se de Leandrão pelo meio e confundindo a marcação do Independente, que não tinha como vigiar os outros jogadores remistas. Potiguar pela esquerda, Diogo Silva pela direita e Jonathan, que aparecia para fazer tabelinhas na intermediária.
Confiante, Ramos limpou jogada aos 23 minutos e bateu forte, pelo alto, no ângulo esquerdo do goleiro Alan. A bola foi na trave, assustando a já confusa linha defensiva do Galo. Instantes depois, o que já era cômodo ficou ainda mais tranquilo para o Remo. O zagueiro Alisson interrompeu com um carrinho a arrancada de Tiago Potiguar e foi expulso.
Antes de terminar a primeira metade da partida, o Remo ainda teve chances de ampliar com Leandrão e Rogélio. Nem bem o jogo reiniciou no segundo tempo e Zé Soares (que substituiu Athos) perdeu um gol de cara com Alan. Em seguida, Diogo Silva tabelou com Ramos, driblou dois marcadores e chutou sem ângulo para fazer 2 a 0. Foi o gol mais bonito da noite.
Com tudo a favor, Charles aumentou a ofensividade do time, deixando três atacantes fixos – Soares, Leandrão e Potiguar. O Independente tinha imensas dificuldades para jogar. Defendia-se mal e saía atropeladamente. Numa tentativa de transição, Potiguar roubou a bola no meio e tabelou com Ramos, que invadiu a área e bateu à meia altura. Alan, novamente, evitou o gol.
Dois minutos depois, Leandrão tentou aplicar chapéu no goleiro e desperdiçou outra oportunidade. Cansado, o centroavante saiu e Val Barreto entrou, para também perder gol. Não foi o único. Potiguar e Zé Soares também estiveram a pique de marcar.
A rigor, era ataque contra defesa, com o Independente completamente atabalhoado, principalmente depois que o meia-atacante Daniel Piauí foi substituído por Wegno. O Remo recuperava a bola no meio-campo e partia, sem resistências, até a área adversária. Só não goleou porque esbarrou no fundamento básico: chutar certeiramente.
Pela facilidade na troca de passes de primeira e o bom posicionamento de jogadores habilidosos, como Ramos, Athos e Potiguar, a tendência evolutiva é que o time ganhe musculatura e confiabilidade. Joga bonito, sabe envolver o adversário, mas precisa ser mais ágil e objetiva.

Camisa 33 lidera e se destaca

Eduardo Ramos foi, de novo, o grande nome da noite. Passou, driblou, fez lançamentos e disparou um tiro de fora da área que explodiu na trave de Alan. Outros destaques remistas: Diogo Silva, Max e Jonathan. Dos estreantes, Potiguar foi o mais participativo, movimentando-se do princípio ao fim.
Leandrão saiu na metade do tempo final, mas teve boa presença de área, sofrendo o pênalti que resultou no primeiro gol. Desperdiçou algumas oportunidades, mas deu muito trabalho. Faz o tipo tanque, prende e incomoda a zaga o tempo todo.
Zé Soares entrou nos 20 minutos finais e teve altos e baixos. Criou situações pela ponta-direita, mas falhou em duas finalizações.

Arbitragem sem contestações

Atuação quase impecável de Dewson Freitas. Fez um primeiro tempo perfeito, incluindo a marcação da penalidade sobre Leandrão e a expulsão de Alisson por entrada duríssima em Tiago Potiguar. No segundo tempo, porém, o árbitro deixou de punir com mais rigor duas faltas violentas, sobre Eduardo Ramos e Potiguar, e deixou de aplicar cartão (que seria o vermelho) em Rogélio. Pecados que não tiveram influência no resultado.
Mesmo assim, Dewson teve a atuação mais destacada da arbitragem neste Parazão. Depois de problemas registrados nos jogos entre Remo x Cametá e Paissandu x Santa Cruz, o jogo terminou de forma serena, sem queixas quanto ao trabalho do apitador.

17 de janeiro de 2014 at 12:58 pm Deixe um comentário

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