Coluna do Gerson Nogueira – 23.02.14

23 de fevereiro de 2014 at 9:45 am Deixe um comentário

Teste de fogo para cardíacos

Tem tudo para ser o mais empolgante e tenso clássico dos últimos anos. As condições são particularmente favoráveis. O Remo é o líder na classificação geral do Campeonato Paraense e o Paissandu é o segundo colocado, ambos bem à frente dos demais times. Já fazia um bom tempo que a dupla de gigantes não se distanciava com tanta facilidade do chamado bloco intermediário.
Acima das demais razões, o principal motivo para crer num jogaço é a qualidade dos times. O Paissandu tem um conjunto bem afinado, compensando com entrosamento o que carece de talento em algumas posições. A lateral-esquerda, por exemplo, que hoje não terá o titular Aírton. Ou o meio-de-campo, onde falta um especialista na armação.
Ao mesmo tempo, o técnico Mazola Junior conta com trunfos que potencializam a força do jogo coletivo. Charles é um dos melhores zagueiros da competição. Especialista na lateral direita, Pikachu ganhou função ofensiva. Djalma será seu escudeiro e parceiro de manobras. Ricardo Capanema é o chamado carrapato, um infatigável marcador. E Lima é o artilheiro e mais destacado atacante do Parazão.
No front remista, ainda falta organização tática que garanta consistência à equipe. O jogo de quinta-feira contra o Paragominas escancarou essa fragilidade. Ao mesmo tempo, a excepcional reação final do time naquela noite evidenciou uma grande qualidade. O Remo, mais que qualquer outro time deste campeonato, tem peças de reposição no banco de reservas.
A prova disso é que, quando precisou empatar e virar em cima do PFC, Charles Guerreiro lançou mão das peças de reposição. Pôs em campo Zé Soares, Athos e Leandro Cearense, conseguindo mudar o ritmo da prosa e atingir seu intento. São jogadores que por uma razão ou outra não costumam entrar jogando, mas que têm o mesmo nível dos titulares.
Além dos jogadores citados, ainda há Ratinho, que no último Re-Pa executou funções ofensivas com grande aplicação. A qualidade individual faz do elenco remista o mais respeitado da competição, não por acaso o primeiro colocado na tabela.
O drama está na parte tática, onde ainda são flagrantes as dificuldades em determinados jogos. Como não tem aproximação entre os setores e o meio-campo se embaraça quando é bem marcado, o time ainda oscila muito. Diante disso, melhor oportunidade não poderia haver para Charles calar seus críticos com uma atuação convincente do ponto de vista tático.
Apesar da expressiva vantagem do empate, o Remo tem contra si a pressão de não vencer um turno do campeonato há dois anos. Na luta para conseguir vaga na Série D, a conquista da Taça Açaí (primeiro turno) é fundamental para tranquilizar as coisas no Evandro Almeida.
Comparativamente, o Paissandu entra muito mais relaxado na decisão. E a tranquilidade pode ser grande aliada numa batalha que exige, acima de tudo, sangue frio e nervos no lugar. A conferir.

Mais do que uma taça em jogo

Garantir vaga na Quarta Divisão não é a única coisa que move o Remo neste momento. Os investimentos caros feitos pelo clube, contratando pelo menos seis reforços de alto nível (Ramos, Athos, Max, Leandrão, Potiguar e Zé Soares), inflacionaram a contabilidade, elevando a folha salarial para patamar de Série B – cerca de R$ 550 mil.
Um eventual revés terá impacto negativo nas arrecadações, que constituem a maior receita do clube no momento. Maltratado por tantas frustrações nos últimos anos, o torcedor, que até agora proporcionou ampla vitória azulina nas arquibancadas, tende a abandonar a causa ou a reduzir o apoio.
Por essa razão, levantar a Taça Açaí adquire importância extrema para os remistas. Como é natural, a urgência e as cobranças redobram a carga sobre as cabeças de técnico e jogadores.
Ao contrário do rival, cujo ambiente só foi conturbado por mais um choque de pressão do staff de Pikachu (aparentemente solucionado), o Remo convive com entrechoques internos até agora represados graças à expectativa de vitória no primeiro turno.
Charles se mantém pela boa campanha no Parazão, mas sabe que um tropeço mais sério lhe custará o cargo. Jogadores importantes, como Eduardo Ramos e Leandrão, precisam mostrar que valem o quanto custam. A diretoria cobra resultados, a torcida exige comprometimento. Por tudo isso, os azulinos pisarão hoje no Mangueirão dispostos a vencer ou vencer. Determinação é característica obrigatória nos vitoriosos.

Bola na Torre

O programa será festivo, com link ao vivo para acompanhar a comemoração dos campeões do turno. Guilherme Guerreiro comanda, como sempre, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Começa à 00h15, logo depois do Pânico na Band.

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Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 21.02.14 A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 23.02.14

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