Coluna do Gerson Nogueira – 28.02.14

28 de fevereiro de 2014 at 12:12 pm Deixe um comentário

Desorganização e apatia

Dispersivo, o Remo parecia estar cumprindo tabela. Burocrático, trocou passes de lado, errou a maioria das saídas e pouco agrediu o Nacional nos primeiros 45 minutos. Comportamento incompatível com um time que briga pela classificação na Copa Verde, competição mais importante da temporada para os clubes paraenses.
A disposição demonstrada para decidir o turno contra o Paissandu sumiu de cena e o Remo foi apático na maior parte do primeiro tempo. O Nacional se defendia com duas linhas de defensores e esperava.
Respeitou o dono da casa até os 20 minutos. A partir daí, liberou seus laterais e passou a explorar o contra-ataque com mais afinco. Ameaçou duas vezes, com Jefferson Recife e Romarinho, em chutes de fora da área. Enquanto isso, o Remo teimava em usar Eduardo Ramos como ponta-direita e Potiguar como meia de ligação.
Na prática, Jonathan e Ilaílson eram os únicos a conduzir a bola com lucidez do campo de defesa. Como Ramos, o homem da criação, estava esquecido na direita, os dois volantes tomavam as iniciativas, com os problemas desse tipo de improvisação. Ilaílson até fez dois excelentes passes para Potiguar e Alex Ruan, mas o time sentia falta de organização. A bem da verdade, sentia falta de um esquema de jogo.
Aos 32 minutos, uma jogada manjada resultou no primeiro gol da partida. Chapinha cruzou bola na área e o grandalhão Fabiano desviou de cabeça, abrindo o placar para o Nacional. Um gol fácil, sem maior esforço ou criatividade, mas com a colaboração da zaga azulina, que não marcou o centroavante.
Com a desvantagem, o Remo deixou a letargia de lado e resolveu avançar em busca do empate. Cruzou mais bolas e arriscou mais de fora da área, mas sem causar sobressaltos ao Jairo, com exceção de um disparo de Alex Ruan de fora da área e um chute de Eduardo Ramos na gaveta, lance que obrigou o goleiro baré a fazer uma grande defesa.
Depois de ser saudado com vaias no final da primeira etapa, o Remo voltou com Ratinho no lugar de Levy e uma postura diferente. Mais adiantado, pressionou insistentemente e criou logo duas boas chances antes dos 5 minutos. Val Barreto perdeu o gol batendo da pequena área e Ratinho foi desarmado quando ia finalizar.
Para azar do Remo, Ratinho se contundiu na jogada e teve que ser substituído por Zé Soares. Como a situação permanecia intrincada, Charles trocou Eduardo Ramos por Athos e o time ganhou em movimentação e dinâmica. Mas insistia no erro de abandonar o jogo pelas pontas, concentrando as manobras pelo meio da área, justamente onde o Nacional mantinha todo o seu bloqueio defensivo.
Com o incentivo da torcida, o time atacava a todo instante e o gol veio em jogada de linha de fundo, que envolveu Potiguar e chegou até Alex. Este tocou para o meio encontrando Zé Soares, que desviou para as redes, aos 20 minutos. Entusiasmado, o Remo se manteve ofensivo e dois minutos depois quase virou o marcador. Athos deu passe preciso para Alex, mas este finalizou por cima do gol.
O jogo permaneceu aberto até o final, com o Nacional tentando explorar contra-ataques, com Daílson aberto pela direita e Chapinha pela esquerda, mas o Remo era mais presente no ataque. Zé Soares, Potiguar e Val Barreto ainda desperdiçaram oportunidades, mas o escore permaneceu inalterado até o final.
Depois da partida, o técnico Francisco Diá comentou que o Naça jogou conforme o planejado. Permaneceu fechado e explorando os erros do adversário. Charles Guerreiro lamentou a apatia do primeiro tempo e falhas individuais, criticando ainda o individualismo de alguns jogadores. Não falou em planejamento de jogo, coisa que o Remo não tem.

Naça conseguiu o que buscava

O técnico do Nacional havia dito na véspera que buscava em Belém um empate ou pelo menos fazer um gol. Com isso, julgava conquistar o resultado mais interessante para decidir a vaga em Manaus, no dia 9, por ocasião da inauguração da Arena Amazônia. Saiu de Belém com as duas coisas. Empatou, marcando gol. Avalia, com razão, que a missão de classificar o Naça ficou mais fácil.
O Remo, ao contrário, desperdiçou boa chance de estabelecer vantagem segura para no cruzamento. Agora terá que correr e jogar mais para superar o esforçado e brigador azulino amazonense.

Associado elogia Sócio Bicolor

Ao contrário do leitor-torcedor Fábio Braga, cuja reclamação publiquei ontem aqui, o Pablo Giordano escreve à coluna para elogiar a presteza do programa Sócio Bicolor, que avisou em tempo hábil sobre o local de retirada dos ingressos para o último Re-Pa. “Sempre leio a sua coluna e vou discordar do torcedor Fábio Braga. O Sócio Bicolor informou aos seus associados sobre a retirada dos ingressos conforme e-mail (que foi anexado à mensagem). No primeiro clássico, o mando era do Paysandu e nós, sócios, entramos com a carteirinha. Já no segundo jogo, cujo mando era do Remo, tínhamos que retirar na Curuzu ou na sede social. Sugiro que o torcedor verifique se o seu e-mail está correto, pois o meu está e todos os dias recebo informações sobre o Paysandu”, esclarece o Pablo.

Agradecimentos

Aproveito para registrar as dezenas de manifestações pelo meu aniversário, ontem. Amigos antigos e novos, além de colegas de trabalho, foram generosos ao expressar seu carinho por este escriba baionense. Obrigado a todos, de coração.

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