Coluna do Gerson Nogueira – 24.03.14

24 de março de 2014 at 12:38 pm Deixe um comentário

Deu a lógica: Papão na final

Muitos contestaram quando observei aqui na coluna, depois do primeiro jogo da semifinal, que o Paissandu havia botado a mão na vaga. O vaticínio não era em vão. Baseava-se na lógica. E foi justamente a lógica que permeou a segunda partida, ontem, com placar final de 0 a 0. Coube aos bicolores a interpretação mais objetiva do que representava a Copa Verde no contexto regional. É, repito, a competição mais importante do ano, sob vários pontos de vista. Destaco os mais óbvios: permite participação numa competição internacional (Copa Sul-Americana) e garante o título oficioso de campeão do Norte.
O Remo não se preparou adequadamente para a Copa Verde, como também não se planejou para o Campeonato Paraense. Como cumpriu o primeiro objetivo no certame estadual – vencer o turno – achou que talvez pudesse repetir a dose no torneio regional. Não deu. O Paissandu, que havia se ajustado ao longo do Parazão, deslanchou na Copa Verde. Marcou 20 gols, sofreu 4 e se manteve invicto até agora. Não é por acaso.
Foi do Remo o tempo maior de posse de bola na partida de ontem. Domínio que se mostrou ilusório nos primeiros 45 minutos. O time tinha a bola, mas não construía as jogadas necessárias para reverter a situação favorável ao adversário. Ratinho, Tiago Potiguar e Jonathan corriam muito, mexiam-se, mas sem organização ou método. Na correria, a bola escapava de seus pés e era retomada pelos marcadores do Papão, que, por seu turno, se encarregavam de errar também, devolvendo as gentilezas.
Um jogo de erros, que perdurou ao longo de todo o primeiro tempo, com poucos momentos de fato emocionantes. Mais organizado, o Paissandu trocava passes e arriscava somente nas boas. O problema é que o time veio formatado para evitar gols e caprichou demais na disciplina tática, recuando em excesso. Nem assim o Remo se impôs e fez valer a maior presença ofensiva.
O segundo tempo teve um desenho diferente. Disposto a tudo, apesar do caos reinante no meio-de-campo, o Remo foi à frente e esteve a pique de marcar. Desfrutou de pelo menos três grandes chances. Nos contra-ataques, o Papão também teve momentos interessantes, mas falhou na aproximação entre meio e ataque, vitimando o artilheiro Lima, que ficou novamente em branco.
No final, levou a melhor a equipe mais preparada, que soube driblar suas limitações e garantir o resultado que lhe interessava, mesmo correndo alguns riscos desnecessários no confronto de ontem. Sem contar com um grande elenco, Mazola Junior transformou limão em limonada e armou um time competitivo, driblando carências crônicas no setor de criação. A conquista de um lugar na final da Copa Verde é, acima de tudo, mérito do treinador e de uma política austera de contratações.
A vaga de representante do Pará na decisão ficou em excelentes mãos, com toda justiça.

Os quatro melhores do grande duelo

Charles agiganta-se nos grandes jogos. Brilhar nas situações decisivas é uma característica dos bons jogadores. O zagueiro, uma das grandes contratações do Papão (ao lado de Lima) foi novamente fundamental ontem. Mateus também teve grande papel.
Sem Eduardo Ramos e Athos, o Remo foi mais solidário, vibrante e comprometido no segundo Re-Pa das semifinais. Com alguma sorte e um mínimo de arrumação, podia ter vencido. Curiosamente, a saída de Carlinhos Rech (expulso) tornou o time mais rápido. Dadá e Potiguar foram os mais destacados do time.

Direto do blog

“Olha, para quem assistiu a partida com emoção, pode ter sido um jogo emocionante, movimentado, eletrizante… Mas quem assistiu com frieza, sem tomar partido por um lado ou outro, A coisa tá preta! Está terrível o nosso futebol. No final, deu pena das duas equipes, estropiadas, sem condicionamento físico, a se arrastar pelo gramado. Nenhum desses atletas reune condições de atuar num centro sequer mediano do futebol brasileiro. O Remo, mesmo com dez, teve um domínio inexplicável lá pela metade do segundo tempo e esbarrou nas próprias limitações. Depois cansou e aí foi a vez de o Paissandu esbarrar nas suas igualmente imensas limitações técnicas e não saber matar o jogo. Precisamos melhorar urgentemente o nível técnico do nosso futebol – fica o alerta!”.

Do Pedro Lins, insatisfeito com a pobreza técnica do maior clássico da Amazônia.

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