Archive for abril, 2014

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 28.04.14

O Paysandu estreou bem no Brasileiro da série C, vencendo em Castanhal o Águia de Marabá. Por irresponsabilidade de marginais travestidos de torcedores, o time bicolor teve que jogar de portões fechados, sinônimo de prejuízo certo. Como a punição será de três partidas, o Paysandu está esperando uma definição dos amapaenses para fazer as duas próximas partidas no Zerão, por uma cota de 300 mil reais os dois jogos, o que já diminuiria o prejó. Essa vitória de sábado, apagou um pouco o revés sofrido contra o Brasília, quando o Papão perdeu o título da Copa Verde, por meros detalhes. Lima, que perdeu o penal do título, acabou marcando o primeiro gol diante do Águia, de pênalti e Zé Antônio, que foi egoísta num dos lances claros de gol lá em Brasília, fechou o placar. Era tudo que o técnico Mazola queria: estrear com vitória fazendo o dever de casa e deixar para o Jurídico do clube a situação de possível irregularidade do atleta Gilmar e quem sabe deixar pra trás os problemas de Brasília se o Gilmar não estiver irregular.

ALTA TEMPERATURA

A esperança do título era grande, tanto que a torcida bicolor encheu o estádio Mané Garrincha, indo de ônibus, avião ou qualquer transporte que aparecesse. Na verdade, o Mané Garrincha ficou totalmente azul e branco, graças a esse amor que a Avalanche demonstrou ter pelo seu time de coração. Só faltou o Lima colocar aquela bola pra dentro, levantando o título e colocando o Paysandu em outra competição internacional. Valeu Papão!

BAIXA TEMPERATURA

E enquanto o Paysandu estreava com vitória na série C, alguns torcedores (?) do Remo foram parar no xadrez depois de uma manifestação violenta no lugar de trabalho dos atletas e comissão técnica na manhã de sábado. Essa torcida, já extinta dos campos de futebol pelo Ministério Público, só trocou de nome, para burlar a lei. Chegaram ao extremo e partiram pra violência contra o próprio time, que havia perdido para o Independente no começo da semana passada. O assunto deixou de ser futebol e foi parar nas páginas de polícia.

NO TERMÔMETRO

O Paysandu, através do Dr. Alberto Maia, estava esperando um documento da CBF para saber o que fazer, ou seja, se recorre ou não de uma possível irregularidade do atleta Gilmar do Brasilia. No entendimento do jurídico, o caso é igualzinho àquele do Naviraiense. A decisão será por todo o dia de hoje. Sigilo absoluto sobre o documento. Dizem até que outra atleta do Brasília, Marlon, estaria também irregular. Vamos aguardar! /// Bati um longo papo e almocei no sábado depois daquela confusão, com Luis Muller, ex-atleta azulino e atual auxiliar de Roberto Fernandes. Muller continua sendo pra mim um exemplo de atleta profissional e muitos deveriam se mirar nele. Junto com Muller, estavam o treinador remista e seu preparador físico. Rolou muito papo. /// Depois da estreia com vitória em Castanhal, o Paysandu agora sairá para pegar o CRB-AL lá no Rei Pelé no domingo que vem. Paysandu liderava o Grupo A até o fechamento da coluna. /// Esse disse me disse do jogador Eduardo Ramos só vai acabar quando o próprio atleta der uma coletiva; o pai e procurador do atleta já afirmou que ele irá embora para a Coréia e o Remo ainda ganhará dinheiro com a transferência. No seu site, que dizer ser clonado, Eduardo Ramos garante que fica. Na verdade, alguns atletas azulinos ficaram preocupados com os acontecimentos de sábado, num gesto de extrema violência de alguns torcedores (?), se é que podemos chamar assim. Athos é um deles, Max é outro, todos preocupados também com seus familiares. /// Quinta feira agora o Remo vai enfrentar o Independente na partida de volta no Baenão e precisa ganhar por três gols de diferença para continuar aspirando o 2º turno do Parazão. Sugiro um policiamento mais reforçado no Baenão na quinta e desde já digo que lugar de marginal é no xadrez. /// Um atacante está na mira do Paysandu, mas o problema é o salário; dois zagueiros também estão quase fechados e os nomes poderão ser anunciados ainda hoje pelo Sérgio Papelim. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

28 de abril de 2014 at 4:12 pm 1 comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.04.14

O Remo e a baderna impune

Da arruaça orquestrada na manhã de sábado por uma gangue uniformizada ligada ao Remo a maior vítima, como de praxe, é o próprio clube. Baderneiros – o próprio nome já diz tudo – não têm a menor preocupação com o bem-estar de ninguém, muito menos do clube que dizem amar e defender. São movidos exclusivamente pelo prazer de se fazer notar e poder depois propagandear valentia e coragem.
De valentes e corajosos o mundo anda cheio. A questão é saber até que ponto alguns descerebrados podem agir livre e impunemente, conforme seus instintos, sob a passividade constrangedora (quase cúmplice) dos dirigentes.
Não foi a primeira vez, nem certamente será a última, que uma turba invade treino e hostiliza profissionais em seu horário de trabalho. O abuso é consentido há anos em Belém. Os dois grandes clubes, que concentram atenções e interesses de milhares de pessoas, abrigam em suas hostes gente de toda natureza e motivação. Isso, é claro, inclui os chamados radicais, barras bravas papachibés, que têm extensa folha corrida de maus serviços prestados às duas agremiações.
O Paissandu, por exemplo, foi obrigado a estrear na Série C neste sábado em jogo de portões fechados em Castanhal. Tudo porque um grupelho de “torcedores uniformizados” atirou rojões no gramado na partida contra o Avaí na Série B do ano passado. A travessura rendeu ao Papão um punhado de jogos longe de sua verdadeira torcida, impedido de obter faturamento nas bilheterias.
O Remo, alvo mais recente da fúria sem freios de seus hooligans, coleciona também um histórico alentado de punições sérias advindas de atos irresponsáveis e criminosos em estádios de futebol.
Por tudo isso, a baderna levada a cabo no sábado não surpreende ninguém mais. A surpresa está na plena aceitação dos turbulentos como representantes da massa torcedora. Não representam ninguém, a não ser seus próprios impulsos bélicos.
Quando o clube se prostra como instituição, aceitando que uma minoria ponha abaixo regras mínimas de convivência, ignorando princípios básicos de civilidade e enlameando ainda mais a imagem pública da instituição, algo de muito sério deve ser feito.
Não é admissível que agremiações centenárias do nosso futebol se tornem reféns de grupelhos que se fantasiam de adeptos fanáticos. No ritmo que o problema se apresenta, sem solução aparente há anos, logo haverá muito mais do que agressões e constrangimentos a lamentar.
A impressão é de que, enquanto um dirigente não se sentir fisicamente vulnerável perante os brucutus “organizados”, os clubes continuarão a adiar providências, como que esperando que o problema se resolva pela força da mente.
A desgraça é que quando isso ocorrer pode ser muito tarde para agir. A história mostra que facções violentas no futebol devem ser tratadas como realmente são: quadrilhas criminosas. A Inglaterra, que inventou o futebol moderno e se reinventou como nação esportiva, está aí como exemplo maior de ação enérgica e implacável em relação aos delinquentes.
Repito o que já escrevi aqui dezenas de vezes, há mais de uma década e meia, o futebol precisa aprender a se defender de seus inimigos. E o baderneiro organizado é um deles – e dos mais perigosos.

Série C: apenas a primeira impressão

O Paissandu foi a Castanhal e, cumprindo uma sina de outros campeonatos, apresentou-se para arquibancadas vazias diante do Águia. O lado positivo é que, em campo, o time voltou a apresentar a objetividade que o caracteriza nesta temporada. Mesmo ainda emocionalmente ferido pela perda da Copa Verde, Lima e seus companheiros foram capazes de superar a desconhecida nova equipe marabaense.
No primeiro tempo, pelos relatos do amigo Carlos Gaia (da Rádio Clube), nenhum time prevaleceu. Reinou o equilíbrio ditado pela cautela. Na etapa final, o entrosamento bicolor falou mais alto. O pênalti, sofrido e convertido por Lima, deu ao Papão tranquilidade para se impor, enquanto o Águia saía de seu campo para buscar o empate.
Esta busca pela igualdade tornou o time previsivelmente mais vulnerável, com buracos na defesa e hesitações no meio. O segundo gol (Zé Antonio) retratou um pouco essa desorganização defensiva.
Nada está perdido. Foi apenas a primeira rodada da Série C, um campeonato que se prenuncia dificílimo para os representantes paraenses. Para o Papão ficou a sensação do dever cumprido, garantindo os três pontos como mandante. Ao Águia resta o consolo de ter sido apenas a primeira exibição deste novo grupo de jogadores. O que se viu em Castanhal dá a entender que pode estar surgindo um time bem interessante.
A conferir.

28 de abril de 2014 at 4:09 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 24.04.14

Longe demais do centro do mundo

A visão que os técnicos brasileiros têm do jogo é algo para ser revista com urgência; Quase sempre arrogantes, donos absolutos da verdade e sensíveis demais a críticas, todos – sem distinção – armam seus times com a mesma filosofia dos tempos de Oswaldo Brandão e Yustrich. O mundo evoluiu, as modernas plataformas tecnológicas facilitam a comunicação instantânea e o acesso fácil às diversas formas de conhecimento. Há, porém, um setor aparentemente inexpugnável e ele é guarnecido pela velha mentalidade dos que dirigem times no Brasil.
Os jogos semifinais da Liga dos Campeões da Europa, maior torneio de clubes do planeta, têm como duelistas dois técnicos europeus e dois sul-americanos. Os representantes do nosso continente são argentinos, Diogo Simeone e Tatá Martino. Ouve-se a respeito disso o argumento de que ambos foram ajudados no futebol espanhol pela facilidade do idioma. Pode ser, mas não explica tudo. Vanderlei Luxemburgo foi muito atrapalhado pela gramática de pé quebrado na terra de Cervantes, mas certamente caiu em desgraça pela incapacidade de dar liga a um grupo de galácticos.
Para quem acompanha este começo de Campeonato Brasileiro em suas duas primeiras divisões não surpreende que os treinadores brasileiros se mantenham afastados dos principais centros. Equipes retrancadas, agarradas à cautela, proporcionaram exibições horrorosas, salvo discretas exceções. Na Copa Libertadores, os nacionais sucumbem diante de treinadores de agremiações modestas, sem história ou maior lustro.
León, Bolívar, Atlético Nacional, San Lorenzo, Lanús. Todos são times com estrutura bem definida, que desempenham uma estratégia clara em campo. Os brasileiros se notabilizam pelos cruzamentos para a área e a eterna esperança de um contra-ataque feliz. Ainda ontem à noite, na Colômbia, o apenas esforçado Atlético Nacional deu um sufoco no campeão continental Atlético Mineiro. Paulo Autuori, técnico do time mineiro, passou o jogo mordendo os lábios e sacudindo a cabeça, incapaz de ordenar uma mudança de atitude de seus jogadores diante da iminência de um gol inimigo – que, obviamente, acabou acontecendo.
Nossos astros, que gostam de ser chamados de professores, precisam urgentemente de reciclagem. Sempre é possível aprender mais um pouco.

As contas que atormentam o Leão

Em meio a preocupações quanto à evidente queda de rendimento do time no campeonato, exposta na derrota perante o Independente em Tucuruí, um outro drama começa a inquietar a diretoria do Remo. Sem nenhum patrocinador privado, além do Banpará e do repasse da Seel (pois os valores da Big Ben foram adiantados até dezembro de 2014), o clube desdobra-se para manter em dia uma folha salarial que beira R$ 600 mil, puxada por quatro salários na faixa de R$ 50 mil e ao pacote emergencial firmado com Roberto Fernandes e sua comissão técnica.
Dos dos donos de maiores salários no elenco, apenas um se mantém como titular, o que provavelmente afeta o clima geral na tropa. Todos os contratos, diga-se, sem qualquer parecer do departamento jurídico do clube, o que significa certamente uma enxurrada de processos mais à frente.
Um grande benemérito, defensor da ousadia administrativa do presidente Zeca Pirão, avalia que a ele só falta uma voz moderadora, um conselheiro que recomende prudência nos momentos mais impulsivos. Com ironia, ele avalia que seria aconselhável que a lei da Fifa que impede o Barcelona de fazer novas contratações fosse imposta também ao Remo, livrando o clube de futuros dissabores.

Uma repetição do caso Naviraiense?

A notícia começou a circular desde cedo, primeiro sob a forma de rumor, logo amplificado para boataria pesada. Finalmente à tardinha, o advogado Alberto Maia confirmou ao repórter a decisão de recorrer ao STJD reivindicando o título da Copa Verde (e consequente vaga à Sul-Americana 2015). Baseia-se na suposta perda de prazo pelo Brasília para registrar a reforma de contrato do meia Gilmar, autor do primeiro gol da decisão da última segunda-feira. O fato aparentemente guarda semelhança com o caso do Naviraiense, que, no ano passado, escalou contra o Papão um jogador também não inscrito regularmente junto à CBF.
A questão, agora, vai depender da análise e julgamento do STJD, caso a denúncia do vice-campeão da Copa Verde seja acatada pelo tribunal.

24 de abril de 2014 at 12:46 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 24.04.14

POSITIVO – Agora, Zeca Miranda se juntou a Dayse Silva e Maurício Schuster na Seleção Brasileira Permanente de Boliche. Aplausos para nosso boliche, especialmente AP e Federação Paraense.

NEGATIVO – Desentendimentos entre o ex- e o atual presidente da Federação de Basquetebol tem causado tanto incômodo que a FPF vai pedir de volta o espaço que cede àquela entidade. Atitude correta!

Lá e Cá

Confirmada Copa Judô de Bragança, dias 7 e 8 de junho, reunindo cerca de 400 atletas. A Pérola do Caeté já produziu atletas campeões como Mayara Oliveira e Nathalya Santos.

Dia 26.4, Belém receberá a Seleção Brasileira de Futsal de Surdos para enfrentar a SEJEL, na UEPA da João Paulo II, 19 h. Na preliminar basquete em cadeiras de rodas entre SEJEL e SENAPA-MA.

Hoje, 19 h, na UNICRED, a palestra “Lesões Meniscais e do Ligamento Cruzado”, promovida pela SBOT-PA. Entrada franca.

Akiko Serizawa, atual campeão de Kumitê e técnico da Seleção Japonesa Infanto Juvenil dará “Curso de Kumitê”, de 2 a 4.5, na Academia Bodytech-Nazaré. Informações 91-83511560.

LOP de novo candidato a presidente do Paysandu em 2015; bicolores Leandro Carvalho e Pikachu continuam muito assediados por empresários; dia 1.5, no Baenão, tobogã da 25 ingresso laranja e da Almirante o verde.

Diretoria do Paysandu anunciando novos camarotes, na Curuzu, para o lado da Almirante Barroso. Trabalho do gramado de vento em popa.

Técnico Samuel Cândido reclama na JT indenização de 41 mil junto ao Independente. Dirigente do Galo, Rosalvo Fernandes conseguida transferir a lide de Belém para Tucuruí e tudo começará do zero.

Águia trazendo de volta atacante Danilo Galvão. Time para sábado: Bruno Gassi, Leonardi, Joécio, Emerson e Xaro, Reinaldo, Esdras, Felipe Baiano e Eduardinho, Valdanes e Robert.

Hoje, na Rádio Clube do Pará, 20 h, especial da Série C com apresentação de Carlos Gaia, produção de Adilson Brasil e Francisco Urbano. Um raio-x de todas as equipes da competição. Imperdível!

São Francisco terá 3 volantes contra o Paysandu: Marcelo Pitbul, Pedro Henrique e Rochinha. Atacante Ricardinho liberado pelo DM; no Remo treino até sábado e domingo. Agora ou vai ou racha!

HOMENAGEM – Pedro Paulo Martins do Nascimento, o Duda, ex- zagueiro da base ao profissional do Paysandu nos anos 80. Trabalha na SESMA.

24 de abril de 2014 at 12:40 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 23.04.14

POSITIVO – Garoto Leandro Caravalho já é uma realidade no Paysandu. Falta só quem mais acreditou no atacante, técnico Mazolla Jr, efetivá-lo de vez ao lado de Lima.

NEGATIVO – Não procede a reclamação da diretoria do Independente sobre mudança do jogo da volta contra o Remo para o Baenão. Se o Leão Azul viu razão para isso e obedeceu ao prazo na alteração nada demais.

Lá e Cá

Presidente Deley Santos, do Independente, se inclinando por trio FIFA dia 1.5. É um direito do Galo (depósito antecipado de 24 mil para entrar no sorteio); falar em presidente hoje aniversário de Zeca Pirão (Remo).

No Remo x Independente do dia 1.5, ingressos a 30 reais no tobogã da Almirante Barroso. Na Antonio Baena, ao lado do estádio azulino não haverá venda nenhuma e apenas trânsito de quem tiver ingresso.

Técnico Roberto Fernandes cogita até cinco mudanças frente ao Galo; serão 10 mil lugares no Baenão para esse jogo; Agnaldo de Jesus disse certa vez que problema do Remo não é técnico. Verdade verdadeira!

Os 80 anos do CREA-PA serão comemorados com homenagem hoje na Assembleia Legislativa, proposição do deputado agrônomo José Megale. Presidente da entidade Antonio Carlos Albério será cercado de gentilezas.

A cidade de Bragança, com apoio da Prefeitura Municipal, sediará de hoje até domingo a 8ª edição dos Jogos Abertos do Pará e participação de 17 municípios da região.

Jogadores do Brasília participaram de carreata ontem comemorando a conquista inédita da Copa Verde; surpreendeu a presença de apaixonados torcedores recebendo a delegação do Paysandu esta madrugada.

Brasília e Sport-PE, campeões das Copa Verde e Nordeste, se enfrentarão na Copa do Brasil (jogo no DF será de entrega de faixas da Copa Verde). Daí sairá o adversário do Paysandu. Leão da Ilha usará time misto.

Como a Copa Verde é uma competição nacional do calendário da CBF, zagueiro Charles, expulso em Brasília, estará fora contra o Águia, na Série C. Reforços pontuais sendo elencados por Mazolla Jr e Sérgio Papelim.

Águia começará no sábado sua 7ª participação seguida na Série C e para os dirigentes chega. Projeto com Dario Pereyra é alcançar a Série B.

HOMENAGEM – Ivan Guilherme Cardoso do Nascimento, o Biro, ex- meio campo do Pedreira do Mosqueiro, Vênus de Abaetetuba e Paysandu. É mototaxista na “Bucólica’.

23 de abril de 2014 at 4:44 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 22.04.14

POSITIVO – Paysandu pode até ter queixas de arbitragem, mas título da Copa Verde com o Brasília ficou em boas mãos. É um time planejado, de investidores do eixo RJ-SP.

NEGATIVO – Não me venha desancar o Héliton. Pênalti decisivo do Paysandu na decisão da Copa Verde quem perdeu foi o artilheiro Lima e estamos conversados.

Lá e Cá

Hoje, 86 anos da querida Rádio Clube do Pará- PRC 5, a maior emissora da Amazônia e uma das mais respeitadas do Brasil. Orgulho-me de fazer parte dessa história há 51 anos.

Duro é o Paysandu perder Copa Verde e só retornar amanhã; Remo toma chocolate e jogadores ganham dois dias de folga. Só aqui! Jogo de volta contra o Independente, dia 1.5, no Baenão. Ingressos a 40 e 100 reais.

Leandrão identificou forças ocultas dentro do Remo. O que eu vi foi escalação errada, mexidas tardias e má vontade de muitos jogadores. Hora de amarrar a boca do saco!

Sem André e Rafael Andrade, Leão Azul terá volta dos laterais Levy e Alex Ruan frente ao Galo, aqui.

Independente perdeu jogador importante para enfrentar de novo o Remo: Chicão. Vitória de domingo largo passo para o time de Lecheva chegar à CV e Copa BR. Trabalho do preparador físico Wellington Vero é destaque.

Programa da CT, jogadores e dirigentes do São Francisco, ontem, foi diante da TV assistindo Brasília 2 x1 Paysandu (7×6 nos pênaltis), decisão da Copa Verde. Técnico Lúcio Santarém anotou tudo.

Meio campo Boquinha o grande desfalque do São Francisco para enfrentar o Paysandu dia 29.4. Bicolor chegará do DF e, sábado, estreará na Série C diante do Águia, em Castanhal (portões fechados).

Novo Águia de Marabá já virá na quinta-feira direto para Castanhal a fim de esperar o Papão. Meia Lineker e goleiro Bruno Colaço boas contratações.

Rafael Córdova, goleiro do Paysandu em 2009, será companheiro de Landu no Ipatinga-MG, na Serie C. Estreia diante do Cuiabá, dia 27.4.

HOMENAGEM – Ivanilson José Bentes Cardoso, o Garrincha, ex- ponta esquerda do Pedreira de Mosqueiro, Elo Marítimo e passagem no Remo nos anos 90. É mestre de obras em Mosqueiro.

22 de abril de 2014 at 3:15 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.04.14

Nos detalhes, a diferença

Nos três atos do jogo de ontem, pode-se dizer que o Paissandu decepcionou no primeiro, mas foi vibrante e guerreiro nos instantes finais do segundo. Preservou as esperanças de conquista até a série de penalidades, quando as incertezas e tensões acabaram prevalecendo. O Brasília levantou a taça com méritos e um futebol às vezes surpreendente.
Mazola Junior entrou com um time cauteloso demais, preso à marcação e esfriando até o ânimo da torcida alviceleste, em maioria no Mané Garrincha. Confiando na vantagem do empate, o Papão não saía do joguinho de enceradeira no meio-campo e travava nas subidas ao ataque.
Mais ainda: deixava de explorar as fragilidades de marcação do adversário. Com o passar do tempo, o Brasília se posicionou melhor em campo, avançou Mateuzinho e Fernando, pressionando as laterais do Papão. Providência de duplo efeito: ganhou campo e oportunidades seguidas de cruzamento, além de inibir as subidas de Djalma e Aírton.
No caso de Djalma, o prejuízo do Papão era maior, pois a ele caberia botar em ação a velha dupla com Pikachu, responsável por inúmeras vitórias conquistadas pelo corredor direito. Ambos, por sinal, jogaram muito abaixo do que costumam mostrar.
Teve ainda a jogada isolada em que Zé Antonio recebeu livre pela esquerda e desperdiçou a chamada bola do jogo – talvez do título. Bateu sem direção, diante do goleiro, tendo Pikachu e Lima a esperar o passe na pequena área.
O segundo ato do espetáculo começou com a expulsão de Charles e o gol (de Gilmar, de pênalti, aos 39 minutos). O lance nasceu de desatenção total da defesa e da saída estabanada do goleiro Mateus, driblado pelo atacante Clécio.
Quando veio o segundo tempo, ainda com a zaga desarvorada pela ausência de seu melhor beque, o time começou fraquejando. Uma arrancada sensacional de Fernando pela direita entortou dois marcadores – Aírton levou uma finta de treino – e a bola chegou limpa para a conclusão tranquila de Alekiton, desmarcado à altura da marca do pênalti.
Só com a entrada do moleque Leandro Carvalho foi possível ver em campo a velha flama bicolor. Mesmo isolado pela esquerda, criou situações perigosas, quase sempre levando a melhor sobre a dura marcação do Brasília.
Os donos da casa buscavam controlar o jogo e desperdiçaram dois bons lances de área, mas, em raro contra-ataque, Lima poderia ter mudado a história da final com o gol anulado pelo bandeirinha, aos 33.
No final, quando tudo parecia perdido, Leandro acertou um disparo rasteiro e sem defesa, recolocando o Papão na disputa. Por oito minutos seguintes, o Brasília se arrastou em campo, mas os bicolores preferiram administrar e aguardar as penalidades.
Na série de cobranças, os erros dos bicolores podem ser avaliados como acidentes de trabalho. Lima parece ter errado a passada ao avançar para a bola, indicando ao goleiro onde iria botar a bola, e Héliton bateu no canto errado. Acontece.
Grande jogo, com momentos heróicos, como deve ser uma decisão.

Direto do blog

“Dentro das limitações foi um jogaço, desses em que as duas torcidas têm que aplaudir ao final. Eu achava que o Brasília iria fazer 3×0, mas o Paysandu superou minhas expectativas. Quando Lima pegou a bola e se preparou, sério, eu falei pra minha esposa – tá muito nervoso, e ela – quem não está? Quando ele partiu sem velocidade e deu aquela paradinha estranha, certamente não treinada, eu disse – ih, perdeu! Não deu outra. Os caras do Brasília correram sempre atrás nos pênaltis e controlaram os nervos. Parabéns pra eles. Amigos bicolores, encarnação faz parte. como diz o Claudio, isso é apenas futebol. E vamos todos nos unir e torcer pelo mesmo time daqui a quarenta dias, onde a decepção e o choro podem ser infinitas vezes maiores!”.

De Maurício Carneiro, bicolor naturalmente triste mas sem perder a ternura jamais.

22 de abril de 2014 at 3:12 pm Deixe um comentário

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