Archive for junho, 2014

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 26.06.14

Felizardas e muito mal acostumadas

Ressaltar a importância de Lionel Messi para a Argentina é chover no molhado, mas a Copa tem mostrado que o time é prisioneiro dessa dependência, como ocorre também com Brasil e Portugal. Seleções que têm a bem-aventurança de dispor de um grande craque acabam mal acostumadas e viciadas. Passam a viver do talento desse jogador, não conseguindo atuar normalmente sem ele ou quando se encontra em fase infeliz.
No confronto com a Nigéria, ontem, em Porto Alegre, isso ficou mais uma vez evidenciado na Argentina. Messi fez dois gols preciosos no primeiro tempo e foi substituído na metade do segundo tempo quando seu time vencia por 3 a 2. A diferença de comportamento ficou tão clara que parecia até um outro time em campo. Por seu turno, a Nigéria ganhou força extra, passando a se lançar com todas as forças em busca do empate. Quase conseguiu.
O fato é que, quando Messi está em ação, todos os caminhos parecem levar a Roma. A Argentina flutua com graça e estilo a partir do meio-campo. Sua defesa também é poupada, pois o adversário se vê obrigado a utilizar mais jogadores na vigilância ao craque. Os nigerianos, por exemplo, mantinham todos os seus volantes empenhados em cercar Messi, mantendo um olho aberto também sobre Di Maria e Aguero.
Apesar de ainda longe da forma exuberante que o consagrou e poupando esforços físicos, La Pulga tem jogado o mínimo necessário para deixar sua marca – marcou quatro gols, como Neymar – e vai comandando a Argentina, que ainda não consegue mostrar um entrosamento natural nos demais compartimentos do time.
Do meio para a frente, com Messi, a seleção é sempre agressiva, ataca a cada três minutos e varia muito a modalidade de jogadas. As triangulações e tabelinhas são as jogadas preferenciais, causando sempre desassossego nas defesas inimigas.
Sem Messi, a equipe se retrai e escancara as dificuldades de Mascherano e Gago para cuidar do setor de marcação. A defesa passa a dar chutões e acaba o cardápio de habilidades no ataque. Sem troca de passes, a Argentina passa a abusar dos cruzamentos, como fazem quase todos os times do mundo. Obviamente, depender de um fora-de-série é sempre melhor do que ficar refém de pernas-de-pau, mas a transfiguração que acontece na sua ausência é algo que deve tirar o sono de Alejandro Sabella.

Felipão sinaliza com
manutenção do time

A caminho de Belo Horizonte para cobrir a participação brasileira nas oitavas de final, acompanho a parcimônia de Felipão na condução do processo de mudanças no escrete. Desde a entrevista pós-jogo no Mané Garrincha, segunda-feira, o técnico tem se esquivado de qualquer compromisso com mudanças no time que considera titular. É evidente que resiste à ideia de tirar Paulinho, dínamo do meia-cancha na Copa das Confederações, e promover a entrada de Fernandinho. Conservador, Felipão reluta em lançar o volante do Manchester City desde o começo. Entende, com alguma razão, que certos jogadores não rendem o mesmo quando começam jogando. Por esse ponto de vista, desconfio que vai deixar tudo como está, podendo eventualmente mudar no decorrer do jogo.
No comando do ataque, onde Fred finalmente desencantou, a substituição é ainda menos provável. Se no meio Paulinho pode ser trocado por Fernandinho ou Hernanes, no ataque Fred não tem em Jô um substituto acima de qualquer dúvida. Mais ágil e bom no cabeceio, o centroavante do Atlético-MG será sempre o suplente. Felipão entende que Jô não tem experiência em Copas, que considera item importantíssimo para um comandante de ataque.

A sorte está lançada

Depois da rodada de ontem, estão definidos seis cruzamentos das oitavas. Três pedreiras (Brasil x Chile, Holanda x México, Colômbia x Uruguai, Croácia x Grécia) e duas garapas (Argentina x Suíça, França x Nigéria). Hoje, os quatro últimos jogos da fase inicial nos grupos G e H definirão os outros quatro classificados, com prováveis cruzamentos entre Bélgica x EUA e Alemanha x Rússia.

Direto da fase pré-Olimpíada

Há três anos, antes da Olimpíada de Londres, fiz um comentário criticando a opção de Mano Menezes por Fernandinho. O jogador havia se destacado em seleções brasileiras amadoras e vinha aparecendo no Shaktar, da Ucrânia, mas era nome semi-desconhecido no país. Mais que isso: não havia sido lembrado até então em convocações. Manifestei desconfiança dos velhos esquemas de valorização de jogadores convocados para a Seleção, como já se viu tantas vezes, E lamentei que ocupasse um lugar que parecia destinado ao nosso Paulo Henrique Ganso, então dando esperanças de recuperação. Veio a Olimpíada, Ganso sucumbiu e Fernandinho continuou Fernandinho.
Na última temporada, vendido ao Manchester City, o meio-campista passou a exibir qualidades que justificaram a lembrança inicial de Mano, acabando por merecer também a convocação de Felipão para a Copa, superando nomes como Lucas e o próprio Ganso. Contra Camarões, entrou nos minutos finais e mostrou desembaraço, marcando até gol. Foi o bastante para que meu velho comentário fosse de imediato resgatado, com as compreensíveis pauladas e gozações, que revelam também o sucesso da coluna.
Engenheiros de obra pronta agem assim, criticando ferozmente no dia seguinte à queda do prédio. Baionense de fibra, mantenho os termos da opinião de três anos antes, inclusive quanto à expectativa que havia em relação a Ganso. Não estava sozinho nesse modo de ver as coisas. Já o (provável) erro de avaliação quanto a Fernandinho (e à sua convocação por Mano) é digno de crítica, mas cabe notar que a fase realmente decisiva da Copa ainda vai começar. Queiram os deuses da bola que eu esteja errado e o nosso glorioso médio venha a conduzir o escrete ao Olimpo máximo do futebol.

A força da consciência

Sob o fogo cruzado de partidos direitistas de natureza marcadamente xenófoba, Karim Mostafá Benzema e outros jogadores de origem argelina resistem, recusando-se a cantar a Marselhesa. Ontem, antes do jogo (0 a 0) contra o Equador, a cena voltou a se repetir. O belo hino francês contém versos que os imigrantes consideram ofensivos a seus povos.
O futebol une desiguais, aproxima diferentes, mas a consciência política deve falar mais alto, sempre. O posicionamento do artilheiro do Real tem todo o meu respeito.

Direto do blog:

“O problema do Brasil é que Neymar pode ser marcado facilmente. Atlético de Madrid e México mostraram isso. Ele precisa de espaço para se sobressair, como teve diante de Camarões, que lhe deu inteira liberdade. Basta a marcação de um defensor para anulá-lo, como temos visto na seleção e no campeonato espanhol, onde times sem nenhuma expressão conseguiram pará-lo. E teve jornal concorrente chamando o cara de ‘Garrincha’. Por falar em bobagem, o Casagrande disse que o Brasil tinha jogado futebol-arte no segundo tempo. A Fifa tem que fazer anti-doping nos comentaristas também! Muita gente disse que a entrada do Fernandinho ‘revolucionou’ a seleção e ele, sozinho, parou Camarões, que não atacou mais. Na verdade, o que se viu foi Camarões desistindo de jogar na segunda etapa. Renunciou ao ataque e não quis mais saber de jogo. Não passou do meio de campo”.

De Luís Moura, desafiando o coro dos contentes com a goleada brasileira sobre Camarões.

26 de junho de 2014 at 4:02 pm Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 26.06.14

CURIOSIDADES
Da Copa:

– Nos Fan Fest da Fifa em dias de jogos nas cidades sedes o recorde de público é da cidade de Cuiabá com uma média de 45 mil torcedores em dia de jogos.
– Goleiro colombiano Mondragón de 43 anos e 3 dias participou da goleada da Combia sobre o Japão por 4 x 1. Quebrou o recorde de Roger Milla até então com 42 anos e 39 dias atuando numa Copa do Mundo. Mondragón agora é o mais velho jogador a jogar uma Copa

TÁ CARO…
Em Belo Horizionte cambistas oferecendo ingressos para o dia 28, sábado para as oitavas de finais a R$ 4.000,00. A Polícia foi avisada e está atrás de quem está cometendo a irregularidade. A FIFA garante que não vai reemitir ingressos para nenhum dos jogos. É que as pessoas estão comparecendo às Delegacias alegando que foram roubadas e solicitam a reemissão dos bilhetes. Malandragem na parada,,,

CONTRA O VELHO FREGUÊS

Sei que tem muita gente com medo do Chile nosso adversário nas oitavas de final dessa copa do mundo. Claro que os chilenos vem fazendo uma boa campanha nesse mundial, mas muito longe de causar todo esse frisson que se vê entre uma parte da midia e da própria torcida brasileira. O time do Jorge Sampaoli evoluiu muito, encantou pela maneira ofensiva com que se apresentou até agora, mas o Brasil tem uma extrema vantagem sobre o Chile, derrotado em 1962, 1998 e em 2010. Pode-se afirmar que os irmãos andinos são fregueses de caderno. Não será nada fácil supera-los no próximo sábado em Belo Horizonte, mas com nosso maior know how poderemos também despacha-los para Santiago e outras cidades chilenas.

A BABEL EM BRASILIA
Durante o jogo do Brasil na capital federal a rede hoteleira quase que entrou em parafuso. Além dos brasileiros que tinham ingressos e os que só foram para zoar nos bares, na fan fest, somaram-se africanos, sul americanos e outras nacionalidades, em função disso as recepções dos hotéis pareciam uma babel, ninguém entendia ninguém. Para complicar alguns desses hotéis apresentavam uma estrutura amadorista. Houve brasileiro que acabou sendo agredido por seguranças. Parecia uma verdadeira casa da mãe Joana. Agora imaginem se ficam para final Brasil x Argentina no Rio. Até agora os portenhos tem chegado aos montes, principalmente nos estados fronteiriços. E eles estão tão eufóricos que já avisaram que o Rio vai virar Buenos Aires.

26 de junho de 2014 at 3:57 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 26.06.14

POSITIVO – Projeto do Águia de Marabá com a base (Criando Cidadãos Para o Futebol) não ficou apenas na visita de Aarão Alves (filho de Manuel Maria) e treinador do Sub 17 do Santos. Vai sair parceria entre os clubes.

NEGATIVO – É duro aguentar decisão do Sub 20 RE x PA com dois jogos em Castanhal, quando os clubes poderiam faturar e atletas ter plateias. Obras simultâneas nos estádios da Capital atrapalharam. E o Souza?

Lá e Cá

Diretoria do Paysandu fez a primeira contratação da era Vica: lateral esquerdo Fábio Alves, 26 anos, ex- Paraná; lateral direito Vitor Ferraz, ex- Águia de Marabá e Coritiba assinou até 2015 com o Santos-SP.

Roberto Fernandes, técnico do Remo vai no final de semana a Bragança observar instalações do Marujo’s Hotel e estádio Diogão. Aproveitará ainda para assistir em Castanhal o RE x PA iniciando decisão Sub 20.

1ª edição do Coalizão Fight será amanhã, aqui em Belém, no Ginásio Altino Pimenta, a partir de 19, reunindo 11 lutas de MMA, destacando o combate de pesos pesados Fabão x Marcelo Cruz.

Na AP acontecerá o “America Sports Day” na sede campestre, dia 2.7. Às 17 h workshop de golfe, 18h de baseball e, 20 h, American Football, inclusive uma partida desse esporte. Informações 31819919.

Vandick Lima, presidente do Paysandu, encabeça lista dos presidentes de clubes que desejam a Copa Verde de 2015 em diante no 2º semestre; na Curuzu liberados João Gabriel, Lacerda, Leandro Silva, Bruninho e Héliton.

Sobre mudanças no Parazão, questão não é fase principal com 10 ou 12 clubes. Justo é acabar com a Segundinha e reunir rebaixados e novatos num mesmo bolo e definir quantos chegarão à elite.

Guarany de Sobral – CE se reforçando para Serie D onde integra o grupo do Remo: acaba de contratar volante Totó e meias Tiago Santos, Candinho e Vitor Sony.

Jorge Cardoso também é contra Estádio se chamar Arena e como bom bicolor sugere a Curuzu chamada de Caldeirão Alvi-azul e a concentração de Covil do Lobo.

Amigos do Acari (homenagem ao falecido jogador de campo e futsal) é a nova agremiação a disputar eliminatórias do Torneio da Semana da Pátria de Futsal em Bragança. À frente Amílcar Sobrinho, Pedro Lúcio e Neto.

HOMENAGEM – Antonio Ferreira dos Santos, o Antonio Santos, ex- árbitro de futebol da FPD-FPF nos anos 60-70. Chamavam-lhe de Antonio Baena, mas era imparcial. Aposentado do Ministério dos Transportes.

26 de junho de 2014 at 3:53 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 25.06.14

Copa das Copas ou das Américas?

Desde que o torneio começou, a balança pende para o lado latino-americano, como uma espécie tardia de vingança dos colonizados. Chile, Colômbia, México, Uruguai, Costa Rica, Argentina e Brasil já estão garantidos nas oitavas-de-final. Estados Unidos e Equador tem boas chances. Já a Europa amarga a eliminação de três campeãs mundiais – Espanha, Inglaterra e Itália – e acompanha a agonia de uma seleção respeitada (Portugal). Já é o pior desempenho inicial do Velho Continente em toda a história das Copas.
O fator geográfico (e climático) pode ter alguma influência nesse desenho da Copa, surpreendente sob todos os pontos de vista. No entanto, penso que há outros pontos determinando essa tendência. O envelhecimento das seleções espanholas e italianas, cujos principais jogadores estão em visível declínio, ajuda a explicar os maus passos dos representantes europeus. Portugal vive mais ou menos o mesmo problema, embora a presença do melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo) pudesse atenuar as perdas. Ocorre que CR7, como já analisei aqui antes, vive um inferno astral que compromete sua performance em campo. Jogador talhado para o embate físico, embora dotado de muito talento, o atacante lusitano não conseguiu exibir em campos brasileiros a conhecida intensidade de seu jogo.
Já o caso inglês deriva de uma questão geracional. Planejada para ser o ponto de partida do processo de renovação do time, a Copa do Mundo testemunhou na verdade um meio-termo entre os jovens valores e veteranos entediados. Gerrard e Rooney, dois expoentes da geração que despontou no final dos anos 90, pareciam animicamente fora de sintonia com jovens como Sturridge, veloz e inquieto. Não podia dar certo.
Quanto ao êxito latino talvez esteja vinculado a um fenômeno oposto. Há uma renovação, forçada ou não, na maioria dos times. A Colômbia, mesmo sem Falcão García, é um time rejuvenescido, como não se via há anos. Do Chile pode-se dizer a mesma coisa, com o adendo de que ganhou finalmente um grande técnico para juntar suas peças e organizar o jogo. Jorge Sampaoli, um argentino cheio de estilo, fez os jovens jogadores chilenos acreditarem que é possível sair do patamar intermediário e brigar de igual para igual com seleções mais cascudas. Trabalho facilitado pela feliz reunião de um grupo de bons futebolistas, algo que não se via no Chile desde que Salas e Zamorano se aposentaram.
O Brasil experimenta um processo parecido, com um selecionado inteiramente modificado em relação à última Copa. Os poucos remanescentes da jornada na África do Sul são coadjuvantes num time que tem como astro incontestável um garoto de 22 anos. Felipão, apesar do estilo antigo de ver futebol, deu sequência ao processo iniciado por Mano Menezes e os primeiros resultados brotaram na Copa das Confederações. No Mundial, a equipe ainda não deslanchou, mas passou sem aperreios pela primeira fase. A Argentina vive momento parecido. Com Lionel Messi a liderar a companhia, a seleção tem jogadores que amadureceram desde a última Copa. Di Maria, Aguero e Higuaín são bons exemplos. O Uruguai completa o trio de campeões sul-americanos com um grupo mesclado, que repete praticamente a formação que chegou ao quarto lugar na Copa 2010. A força reside no potencial ofensivo da seleção, com a dupla Suarez e Cavani em grande momento.
Dentre os emergentes, o México vem ensaiando fazer uma grande campanha há vários mundiais. Desta vez, sem expoentes individuais destacados, aposta tudo no conjunto. Seus jogadores correm o tempo todo e entregam-se à marcação como nenhuma outra seleção nesta Copa.
Por fim, a Costa Rica se insere na galeria dos fenômenos. Em sã consciência, ninguém apostaria um tostão furado no time de Brian Ruiz e Campbell. Apesar da grande campanha nas eliminatórias da Concacaf, a equipe centro-americana não inspirava a menor expectativa. Suas façanhas diante de Itália e Uruguai chamam atenção para o futebol do continente e indicam que o futebol está cada vez mais nivelado. Os próximos dias da Copa irão mostrar se esse nivelamento é de alto nível ou apenas a socialização da mesmice.
Na coluna de amanhã, falarei dos europeus que sobreviveram à avalanche latino-americana.

Luiz Gustavo, a exceção que conforta

No meio-campo do Brasil reinou confusão e lerdeza nos dois primeiros jogos. Contra croatas e mexicanos, a hesitação dos meio-campistas comprometeu a dinâmica do jogo e expôs as fragilidades defensivas do escrete. Diante de Camarões, os problemas foram amenizados, mas não corrigidos. A transição só se normalizou quando Paulinho foi substituído por Fernandinho no segundo tempo. Há, porém, um destaque que merece registro em toda a campanha da Seleção até aqui.
O volante Luiz Gustavo, aposta pessoal de Felipão, tomou conta de sua faixa de campo e tem desempenhado suas funções com grande competência. Além de guarnecer o lado esquerdo da defesa, dando cobertura a Marcelo, tem se aventurado em ações ofensivas, como no lance do primeiro gol contra Camarões. Como um ala moderno, foi à linha de fundo e cruzou na medida para a finalização de Neymar.
Titular absoluto, tornou-se um dos intocáveis do time. Não por ser um dos preferidos de Felipão, mas pelo futebol bem jogado.

Manipulação de mentes desinformadas

Os mesmos apologistas do caos e profetas do desastre atacam outra vez. Depois de derrotados na ridícula campanha “Não vai ter Copa”, guerrilheiros do mundo digital estão a postos – a soldo não se sabe de quem – para tentar lançar dúvidas sobre a lisura da Copa das Copas. Falam em manipulação para beneficiar o Brasil por ser o país mandante. Como se o Brasil, com seus cinco títulos mundiais, necessitasse de esquemas para levantar a taça. E como se manipular 32 seleções fosse a coisa mais simples do mundo.
Para convencer desavisados, espalham pelas redes sociais o mesmo texto patético usado logo depois da Copa de 1998, que sinalizava para um arranjo envolvendo a convulsão de Ronaldo na véspera da final e injunções do patrocinador (Nike), tudo supostamente a fim de beneficiar a França. Na verdade, o atacante adoeceu mesmo, insistiu para jogar mesmo sem condições ideais e a seleção de Zidane venceu porque foi superior ao longo dos 90 minutos. Qualquer outro tipo de reinterpretação dos fatos é surfar na maionese. Como ocorre agora, num período ainda mais propício para isso, diante da legião de batráquios que infesta canais como Facebook, Twitter, blogs e chats.
A tese esdrúxula, alimentada pelo erro do árbitro japonês no jogo contra a Croácia, não resiste a uma simples análise dos grupos da Copa. No sorteio das seleções, coube ao Brasil um dos grupos mais fortes do mundial. Em contrapartida, a vizinha Argentina caiu no grupo F. Pegou como adversários Nigéria, Irã e Bósnia Herzegovina. Quer grupo mais garapa? E tem mais: o chaveamento prevê um caminho mais tranquilo para os hermanos em direção ao título. Não deverão pegar nenhuma seleção tradicional e ranqueada até as semifinais. Seu provável adversário nas oitavas é o Equador (ou a Suíça), enquanto o Brasil vai encarar o Chile. Por esse raciocínio míope, os manipuladores devem ter se enganaram de país a ser beneficiado.
Ora, o exercício de futurologia é sempre arriscado, mas permite brincadeiras e gozações quando envolve futebol. O problema é quando a intenção de confundir as pessoas é parte de uma ofensiva organizada, que despreza a inteligência dos internautas e reforça o nefasto complexo de vira-lata. É como se o Brasil não tivesse competência para ganhar uma Copa do Mundo. Onde essa gente estava em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002?
A questão é que, muito além da questão futebolística, está em jogo uma eleição presidencial. Essa agenda estimulou a baderna pré-Copa nas ruas, mobilizou terroristas virtuais e atiça o desespero final, que é o receio não declarado de que um eventual triunfo da Seleção Brasileira venha a beneficiar o governo.

Estranha versão do beijinho no ombro

Como um renascido Mike Tyson dos gramados, o uruguaio Luizito Suarez vem se notabilizando pela mania de aplicar dentadas em adversários. Seria um impulso irresistível, uma superstição ou uma tara? Contra a Itália, ontem, o dentuço Suarez praticou sua terceira mordida oficialmente registrada. A vítima foi Chiellini.
Imagino que nos tempos de garoto lá pelo Uruguai tenha abocanhado muito mais gente. Só que no futebol filmado e vigiado de hoje, não dá mais para morder e esconder os dentes. Quem morde tem que pagar por isso.
A Fifa está desde a hora do jogo revendo as imagens e, sem chegar a uma conclusão, vai consultar os árbitros da partida para ver se aplica ou não uma prenda ao feroz uruguaio.Ora, as imagens não mentem. A mordida foi clara e a punição deve ser rigorosa, antes que o cidadão parta para uma nova mordida.
Costume mais besta. Lá em Baião isso tem outro nome…

Celeste ultrapassa outra barreira

O Uruguai continua a jogar quase como nos tempos de Obdúlio, Gighia e Máspoli. Arma-se com 200 defensores lá atrás e sai em disparada rumo ao gol inimigo quando as chances se apresentam. Esse estilo roceiro não funciona quando o adversário cultiva o jogo de toques e passes em velocidade, como a surpreendente Costa Rica. Contra italianos e ingleses, o professor Oscar Tabarez tratou de refinar a correria. Usou seus volantes para abastecerem Lodeiro, um meia que atua bem próximo a Cavani e Suarez. O expediente funcionou em vários momentos nas duas partidas.
Quando a aproximação entre meio e ataque não rendeu frutos, veio a velha tática do chutão para socorrer a Celeste. Contra a Inglaterra, um tiro de meta resultou no gol da vitória. Ontem, o triunfo surgiu em cabeceio de Godin escorando um escanteio. Nenhum mistério. Simplicidade e força. O Uruguai sempre foi assim e costuma ser temível quando une seu jogo objetivo à velha garra.

25 de junho de 2014 at 1:50 pm Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 25.06.14

CURIOSIDADES
Da Copa:
– Técnico da Cota Rica Jorge Luiz Pinto que é colombiano morou por muito tempo em São Paulo, é simpatizante do Corinthians e sócio da Torcida Gaviões da Fiel. Essa nem eu sabia…
– Neymar é um Iluminado, no dia do Centésimo Jogo do Brasil em Copas ele marcou o gol de número 100 da competição no Brasil e ainda virou artilheiro.
– Sem a Itália, mais dois craques deram adeus ao Mundial no Brasil, Pirlo e Balotelli vão assistir o resto da Copa na TV.

FILHO DE PEIXE

Conhecemos aqui em Brasilia, ontem, antes do jogo do Brasil contra Camarões o antigo goleiro do Bahia, Galicia e Leônico, Rômulo Barreto, conhecido como Dida e que jogou contra o Vandick em diversas oportunidades em campos baianos. Rômulo é hoje um empresario em Salvador e tem um filho de 16 anos que tem grande potencial e já está sendo encaminhado para o Chelsea, através do meia Oscar. Caso o garoto não emplaque talvez o presidente bicolor pudesse leva-lo para o papão.
TECNOLOGIA
Quem assiste aos jogos da Copa do Mundo pela Televisão não nota, mas as tomadas “aéreas” de algumas jogadas são feitas por uma camera dirigível por controle remoto. A engenhoca é colocada cuidadosamente nos estádios amparada por cabos de espessura mínima e quase invisíveis, só perceptível ao vivo. Ao final dos espetáculos notas-se o cuidado com que ela é retirada e embalada.
DE BIQUINHO EM BIQUINHO

O Brasil ainda não conseguiu fazer uma grande exibição nesta Copa do Mundo, até mesmo na goleada do último jogo contra Camarões a equipe teve altos e baixos. No entanto uma coisa é notória nessa seleção a capacidade de superação dos atletas dentro de campo. Basta elmbrar o que aconteceu an estreia contra a Croácia, que até os minutos finais ameaçava a vitoria brasileira. Pois foi um biquinho de Oscar que resolveu a parada. Agora no jgo da classificação contra Camarões foi outro biquinho, dessa vez do Fernandinho que aliviou a pressão do time Africana. Não rsta duvida que de biquinhk em biquinho os brasikeiros vão enchen do o papo.

25 de junho de 2014 at 1:47 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 25.06.14

POSITIVO – FIFA-FPF já credenciando jornalistas e listando convidados para inauguração do novo CEJU (legado da Copa), dia 6.7, inclusive com a presença de Joseph Blatter.

NEGATIVO – Com toda sofisticação tecnológica, inclusive sistema antifalsificação, mesmo assim brasileiro consegue fabricar ingressos para Copa e tem enganado alguns incautos. Muita gente presa também!

Lá e Cá

Falecido técnico Giba como jogador foi Campeão Brasileiro no Corinthians em 1990, ao lado do hoje comentarista Neto e treinou o Remo em 2006-07-10. Tinha 52 anos a foi cremado em Vila Alpina-SP.

Começou a troca de gramado do Estádio Olímpico Monumental Edgard Proença, o nosso Mangueirão. Quanto às catracas e pintura já foi baixado edital de concorrência.

Peneirada do Sport do Recife, em Belém, dias 8 e 9.7, no campo do Japonês, para atletas de 12 a 19 anos, de manhã e à tarde. Inscrições na Escola Professora Anésia (frente ao TJE) ou pelo fone 91-81367474.

Amanhã, 19h, na UNIMED – Estação Saúde, clínica as SEBOT-PA sobre “Lesões Traumáticas do Pé e Tornozelo no Futebol”, destinada a estudantes, esportistas e médicos. Acesso gratuito.

Quando o técnico Mano Menezes convocou pela 1ª vez Fernandinho e Luiz Gustavo para Seleção questionei aqui e no twitter. Agora estou sendo cobrado por muita gente. Coisas do futebol!

Remo campeão do 1º turno de futsal Sub 9. Domingo próximo serão conhecidos os campeões Sub 11, 13, 15, 17 e 20. Categoria Veterana começará em agosto e Adulto Masculino terminará em novembro.

Emerson Dias, gerente do Remo, conhece bem o Estádio Diogão, pois foi diretor do Bragantino e trouxe para o Tubarão o atacante Fernando Caranga, hoje brilhando no Boa Esporte.

Técnico Vica apresentado ontem e Paysandu gastará 42 mil com intertemporada. Papão voltará em jogar em estádio da Copa (Arena Pantanal), dia 21.7, diante do Cuiabá, Série C. Meia Raul contratado.

Com a liberação de Diogo Silva, Rech, Eduardo Ramos, Athos, Potiguar, Leandrão e Zé Soares o Remo economizou 240 mil, média de 34 mil e 300 reais por jogador; meia atacante paraense Lucas agora no ICASA-CE.

HOMENAGEM – André Luiz Nunes, o Kazu, ex- central do futsal do ASSUBSAR de 1983 a 1989. De 1989 a 2005 foi árbitro da FEFUSPA. É Professor de Ed. Física e Superintendente do Dep. de Futebol da AP.

25 de junho de 2014 at 1:45 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA – Gerson Nogueira – 24.06.14

A confirmação da Neymardependência

A goleada tão esperada afinal aconteceu. Não com a facilidade que muitos previam. Franco-atirador, Camarões dificultou a vida da Seleção Brasileira, posicionando-se agressivamente no ataque, embora com falhas constantes na retaguarda. O resultado final fez justiça à determinação do time, que entendeu a necessidade de uma vitória por larga margem. Além disso, havia o confronto com o México, que também buscava o primeiro lugar no Grupo A.
Em relação às partidas anteriores, o time foi mais vibrante e participativo. Sem a solidão de outras ocasiões, Neymar chamou a responsabilidade, fazendo tentativas individuais até que veio a chance preciosa, aos 16 minutos. Ele apareceu livre na área, abrindo o caminho para a vitória ao escorar cruzamento de Luiz Gustavo.
A abertura do placar poderia ter tranquilizado o time, mas Camarões resolveu endurecer. E passou a explorar as laterais. Mandou uma bola na trave em cobrança de escanteio e pressionou seguidamente. Até que, o lado direito da defesa brasileira permitiu a Nyom chegar à linha de fundo e cruzar para o gol de empate, marcado por Matip.
Estava oficialmente inaugurada a avenida Daniel Alves, só faltou descerrar placa. No lance fatal, o lateral deu combate, chegou a cortar no primeiro bote, mas foi vencido pela habilidade do camaronês. Foi apenas um dos muitos momentos de desassossego vivido pela zaga brasileira por aquele lado.
Aos poucos, porém, Neymar conseguiu recompor a força ofensiva do escrete, indo buscar bolas no meio-campo e partindo para cima dos zagueiros. Sua coragem e confiança parecem ter contagiado Luiz Gustavo e Marcelo, mais ofensivos do que em outras jornadas.
Ainda no primeiro tempo, o Brasil voltou a balançar as redes. Uma bola recuperada por Marcelo foi tocada de primeira para Neymar, que entrou pela área e tocou na saída do goleiro, mesmo cercado por quatro defensores. A maneira como executou o lance fez com que os 72 mil torcedores presentes ao Mané Garrincha o aplaudissem de pé. A Seleção ainda não oferecia o esperado show, Hulk apanhava da bola e Paulinho exagerava na lerdeza, mas Neymar dava motivos para o povo sorrir.
Não há mais dúvida. A Seleção Brasileira sofre mesmo de Neymardependência crônica. É até natural que um time dependa de seu melhor jogador, mas é temerário apostar todas as fichas nele, sem alternativas para suprir uma eventual ausência.
Para o segundo tempo, Felipão sacou Paulinho e lançou Fernandinho, substituição há muito cogitada. E o estreante deu as cartas logo aos 4 minutos, participando brilhantemente da jogada que culminou no terceiro gol, marcado por Fred.
O desembaraço de Fernandinho seria premiado com a autoria do último gol da tarde. Depois de tabelinha que envolveu Oscar e Marcelo, finalizou de bico, rasteiro, sem defesa para Itandje, aos 28 minutos. A goleada se consolidou quando Neymar já havia saído de campo, trocado por Willian aos 25 minutos. Felipão decidiu poupar seu craque, evitando os riscos de um cartão amarelo que desfalcaria seriamente o Brasil nas oitavas-de-final.
Pode-se dizer que os 25 minutos sem Neymar foram bem administrados pela Seleção e, sem dúvida, o papel de Fernandinho foi relevante nesse período. Além do gol, foi um jogador sempre dinâmico, correndo pelo lado esquerdo e mantendo ligação permanente com Fred e Oscar. Pode ser a tal carta na manga que se cobrava de Felipão, caso sua proverbial teimosia permita.
Um placar folgado, categórico e sem contestações, era necessário para resgatar a confiança da torcida e dos próprios jogadores. Sob esse aspecto, a goleada é um combustível e tanto para que o Brasil parta mais encorpado para a decisão com o Chile.

Hulk e Paulinho na marca do pênalti

Nem os efeitos positivos da goleada devem impedir que Felipão altere seus planos quanto ao time titular do Brasil para a fase eliminatória da Copa. Paulinho, Daniel Alves e Hulk, peças consideradas imexíveis, fazem uma campanha sofrível, errando muitos passes e transmitindo insegurança nas jogadas. No segundo tempo de ontem, Hulk falhou bisonhamente em dois lances capitais. Tentou levar até a área uma bola pelo lado direito e furou na hora do arremate. Em seguida, lançado na área, demorou muito a chutar e acabou trombando com a zaga. Determinado a fazer um gol, queimou ataques que poderiam ter sido bem aproveitados com troca de passes na entrada da área.
Paulinho voltou a ser o jogador omisso dos jogos anteriores, não fazendo bem a função de marcador e ausentando-se por completo da ligação com o ataque. Na Copa das Confederações, coube a ele o papel de comandar as jogadas de transição pelo meio. Suas atuações foram decisivas para a vitoriosa campanha do Brasil no torneio. Passado um ano, ele parece outro jogador, sem a faísca dos tempos de Corinthians e aceitando exageradamente a condição de volante auxiliar, em total contraponto com Luiz Gustavo, que cresce de rendimento a cada nova partida.
Daniel Alves é um caso mais sério. Desde a Copa das Confederações já mostrava sinais de fadiga, comprometendo as subidas ao ataque e respondendo mal às pressões pelo seu lado. Nos três jogos da primeira fase do Mundial vem se notabilizando por falhas constantes de marcação. Mais que isso: deixou de ser o lateral ofensivo de antes, limitando-se ao campo de defesa, temendo a subida dos atacantes adversários. É muito pouco para uma função crucial no esquema da Seleção.

Laranja avança e deixa Chile para o Brasil

Holanda e Chile disputaram o jogo mais catimbado desta primeira fase de Copa. Turbinado pelas declarações dos holandeses, o confronto ganhou ares de decisão antecipada, com as duas equipes tentando escapar ao confronto direto com o Brasil nas oitavas.
Puxada pelos avanços de Robben, novamente em jornada inspirada, a equipe de Van Gaal se impôs no segundo tempo e confirmou a primeira posição do Grupo B. Apesar da ausência do goleador Robin Van Persie, o time controlou bem o jogo. Tarefa facilidade pela queda de rendimento do Chile em relação aos primeiros jogos. A equipe de Jorge Sampaoli insistiu muito em jogadas pelo meio da área, sem repetir as tabelinhas em alta velocidade que liquidaram com a Espanha.
De todo modo, é adversário para ser enfrentado com todas as cautelas no mata-mata. Rápido e habilidoso, o meio-campo chileno merece respeito.

Cantoria rejuvenesce no Mané Garrincha

Depois de sucumbir ante o ruidoso repertório da torcida mexicana em Fortaleza, a torcida canarinho falou mais alto ontem na Arena Mané Garrincha. Para isso, usou de todas as armas que a canção popular brasileira oferece com tanta generosidade. Sambas das escolas cariocas foram entoados desde cedo, antes mesmo de a bola rolar, como num ensaio para o grande espetáculo. Deu certo. A insossa “Sou brasileiro, com muito orgulho…”, que os estádios tomaram emprestada do vôlei, foi substituída por “O campeão voltou…” e várias marchinhas, culminando com o refrão empolgante “Explode coração” de criação salgueirense. Antes tarde do que nunca.

24 de junho de 2014 at 12:42 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA – Gerson Nogueira – 23.06.14

Uma polêmica para agitar a Copa

É um jogo estranho, com características dramáticas. A depender dos primeiros minutos, pode ficar relativamente fácil, mas se o gol não sair logo a situação pode complicar. Felipão sabe que o momento é delicado e tratou de desviar o foco na entrevista de ontem à noite, no estádio Mané Garrincha.
Mais do que se aprofundar sobre as preocupações com Camarões, decidiu responder às insinuações de que o Brasil iria escolher seu adversário nas oitavas de final, pois jogará depois do confronto entre Holanda e Chile pelo Grupo B.
Diante da imprensa internacional ávida por novidades, o técnico brasileiro não mediu adjetivos. Afirmou que é burro ou mal intencionado quem tenta ver favorecimento ao Brasil na distribuição dos horários dos jogos decisivos dos grupos. Lembrou, com razão, que a escolha é da Fifa e aproveitou para pedir à imprensa que pare de endeusar A, B ou C. Segundo ele, o Chile já era apontado como um forte adversário desde o ano passado, mas só agora a crônica esportiva reconhece o fato.
De quebra, Felipão soltou farpas em direção ao rabugento técnico Louis Van Gaal, da Holanda, que é o principal crítico do novo critério adotado pela Fifa para a última rodada da primeira fase – até a Copa de 2010, os jogos do grupo B aconteciam depois dos do grupo A, ao contrário do que ocorre neste mundial.
Sem citar nomes, deu um jeito de deixar nas entrelinhas o alvo de sua resposta. Ao dizer que o Brasil vai jogar para ganhar, sem pensar no próximo adversário, Felipão lamentou que as afirmações (dos holandeses) coloquem em dúvida a seriedade do Brasil e menosprezem Camarões.
São situações próprias de momentos decisivos em grandes competições, mas Felipão resolveu não deixou barato. Percebeu, obviamente, que Van Gaal está querendo criar um factóide, talvez até para justificar antecipadamente uma provável eliminação mais à frente. Com habilidade, reverteu a história e fulminou a polêmica.
Nas internas, não duvido que tenha aproveitado as declarações do holandês para injetar incentivo extra no cardápio da Seleção Brasileira. Saiu no lucro.

E a Seleção põe esperanças na força de Hulk

Depois de ser barrado contra o México, Hulk volta ao time hoje. Felipão, como seu antecessor Mano Menezes, adora o parrudo atacante – que, em minha modesta opinião, é um zagueiro injustiçado. Ao confirmar a escalação, o técnico não escondia a satisfação e fez questão de tecer loas a Hulk. É um jogador que abre espaços e atrai marcação, liberando espaço para outros os atacantes da Seleção, avaliou Felipão.
Continuo a não ver todas essas virtudes no atacante. Joga duro, marca muito e dá pernadas sem nenhum pudor, mas é inconstante e erra muitos passes. Contra a Croácia, foi peça absolutamente nula. Pegou poucas vezes na bola e dividiu com Paulinho a condição de peso morto do time.
Pode arrebentar diante da zaga de Camarões, fazer os gols necessários e ajudar a classificar o Brasil, mas não tem as qualidades que seus técnicos tanto apregoam, como a justificar a preferência por ele no ataque do escrete.
Quando uma Seleção Brasileira festeja o retorno de Hulk como grande trunfo é porque alguma coisa está fora de ordem.

Apesar do empate, lusos estão quase fora

Portugal parece disposto a repetir a trajetória funesta de outros grandes selecionados europeus nesta Copa do Mundo. Inglaterra e Espanha já estão eliminadas e a esquadra lusitana ficou a um passo disso ontem, ao empatar com os Estados Unidos na Arena da Amazônia por 2 a 2.
Com o time limitado que tem, o time de Paulo Bento depende desesperadamente de Cristiano Ronaldo. Melhor do mundo, CR7 pouco produziu nos dois jogos que disputou na Copa. Sucumbiu diante da firme vigilância dos alemães na estreia e se perdeu em meio à correria dos norte-americanos.
Sem a explosão física aliada à grande habilidade, dotes que lhe garantiram fama e reconhecimento, Cristiano nem sequer assusta os adversários. No máximo, é cercado com respeito, mas não imprime a sequência de dribles e passes que desmantela sistemas defensivos.
Os problemas físicos se manifestam desde a decisão da Liga dos Campeões, quando teve participação discretíssima no confronto com o Atlético de Madri. Na Copa, sob as altas temperaturas brasileiras, seu rendimento foi ainda mais pífio.
Num espasmo, arranjou espaço pelo lado direito e cruzou com perfeição no minuto final para o gol de empate. Manteve a chama acesa, mas na realidade Portugal depende de um verdadeiro milagre para ir à próxima fase. Terá que vencer Gana por goleada (cinco gols de diferença) e ainda torcer para que Estados Unidos e Alemanha não empatem no outro jogo.

Tio Sam, quem diria, está chegando

Dono da maior torcida estrangeira presente à Copa, os Estados Unidos têm honrado as expectativas de seus adeptos. Com mais da metade da Arena da Amazônia ocupada pelos ianques, o time se empolgou e quase derrotou Portugal. Sofreu o primeiro gol logo aos 5 minutos, mas perseverou e conseguiu a virada num lance de Dempsey que lembrou aquele célebre gol de Renato Gaúcho, então no Fluminense, contra o Flamengo numa decisão de campeonato carioca. A barriga às vezes pode ajudar e o americano tratou de empurrar a bola para as redes.
Apesar do vacilo de marcação no finalzinho e da frustração gerada pelo gol português, o time de Klinsmann conseguiu um belíssimo resultado. Com quatro pontos acumulados, só perde a classificação numa improvável combinação de resultados. Mesmo se perder para a Alemanha ainda pode avançar na competição.

Quando o craque pode mudar a história

Quando Messi acertou aquele chutaço de fora da área, metendo uma bola de curva, quase ninguém mais esperava que a Argentina escapasse de um tropeço histórico diante do Irã. Mas quem tem um craque do nível de La Pulga sempre pode ter esperanças.
Tudo aconteceu numa fração de segundos. Um volante iraniano perdeu uma bola boba na intermediária e, na sequência, o passe chegou a Messi pelo lado direito do ataque, junto à linha lateral. Ele controlou a bola, puxou de lado, venceu um marcador e quando se aproximou da meia-lua disparou em direção ao gol. Com precisão, nem pra mais nem pra menos. No jeito. Como deve ser.
A Argentina levava um incrível sufoco e quase levou gol. O time não tem nenhum encanto extra, movimenta-se com muita lentidão e seu ataque não se define entre cruzamentos e tabelinhas, mas que ninguém duvide: com Messi em campo, tudo é possível. Até mesmo o título mundial.

Uma batalha que Ronaldo negligenciou

Em 2006, na Alemanha, vi Ronaldo Fenômeno arrastar-se nos jogos do Brasil. Acima do peso, pouco treinava. Em campo, evidenciava um certo enfado com a Copa e não fez todos os gols que poderia ter feito. Miroslav Klose, o atacante polonês naturalizado alemão, corria por fora, aproximando-se na batalha pela artilharia dos mundiais. Sem ser espetacular ou brilhante, fez todos os gols que podia e agora já está igualado ao brasileiro com 15 gols. Curiosamente, Ronaldo fez seu 15º gol contra Gana, mesmo time que sofreu o 15º de Klose, sábado, na Arena Fortaleza.
Pela determinação que demonstra, Klose tem tudo para ultrapassar Ronaldo ainda neste Mundial. Terá chances para isso, embora não seja o titular do time de Joachim Low. Carrega, porém, a persistência cega dos germânicos. Sabe que logo terá em seus calcanhares um garoto igualmente ambicioso. Thomas Muller, aos 24 anos, já acumula oito gols e terá esta e pelo menos mais duas Copas para superar aos dois líderes atuais.

23 de junho de 2014 at 12:27 pm Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 23.06.2014

CURIOSIDADES
Da Copa:

– Copa no Brasil com 32 Seleções – são 736 jogadores convocados de 299 clubes e 52 Países. Times que mais cederam jogadores a seleções: Manchester United e Bayer de Munique 14 e Barcelona 13.
– Ronaldo Fenomeno fez o seu gol de numero 15 em Copas contra Ghana em 2006 na Alemanha, agora foi a vez de Miroslav Klose também se igualar a Ronaldo com 15 gols em Copas contra a própria Ghana. Com certeza pela toada o Alemão vai mais longe e vai bater esse recorde.
– Duas Seleções ainda não tomaram gol nesta Copa no Brasil, são elas: México e Nigéria. Hoje os Mexiacanos enfrentam os Croatas,

TRES DESTINOS…
A cigana leu o meu destino, eu sonhei, bola de cristal, jogo de búzios, cartomante e eu sempre perguntei, o que será o amanhã como vai ser o meu destino. É assim que a seleção brasileira está cantando antes do jogo de hoje em Brasília, É que dependendo do resultado pode até ser dissolvida a seleção, o que ninguém deseja, ir para Belo Horizonte pegar possivelmente o Chile ou então ir para Fortaleza enfrentar o primeiro colocado do grupo B, provavelmente a Holanda. Nossa torcida é ir para BELÔ,

SUECO…
Jonas Eriksson, o sueco que vai dirigir hoje em Brasilia o jogo da classificação do Brasil contra Camarões integra o quadro da FIFA desde 2002 e pode-se dizer que dirige jogos por diletantismo, afinal ele era um dos sócios de uma empresa de distribuição de direitos de Televisão em todo o mundo, para emissoras de TV e empresas de mídia na Suécia (a exemplo da Globo entre nós) e tornou-se milionário ao vender seus 15% de participação nesta empresa. Ericksson além de dirigir esse jogo, mediou duas partidas da Eurocopa 2012, sendo considerado um dos mais bem preparados pela FIFA.

VOLTA ANTECIPADA
A 20ª copa do mundo não tem sido apenas a copa das grandes surpresas. Ela vai ser lembrada como a competição que acabou com o sonho de muitos craques de grande prestigio internacional. Casillas, goleiro espanhol que foi um dos heróis de 2010 saiu da disputa antes da hora e sendo considerado um dos responsáveis pela eliminação prematura da Fúria. Roonie, o inglês que anunciava sua grande copa também se retira antecipadamente, mas pelo menos tirou o selo e conseguiu marcar um golzinho, depois de três edições do mundial. Balotelli, outro que chegou cercado de muita expectativa corre risco de também voltar pra casa antes da hora. O que consola é que Luizito Suarez, Neymar, Messi e Alex Sanchez continuam vivos e querendo o cetro de melhor do mundial.

23 de junho de 2014 at 12:25 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 23.06.14

VAI UM CAMARÃO CROCANTE AÍ?

Hoje é dia de festejar a classificação para as oitavas, pelo menos é o que todos nós esperamos. Precisamos apenas de uma grande vitória sobre Camarões, seleção que já está fora da Copa, mas que poderá querer endurecer contra nós. E quem não gosta de ganhar do Brasil? Seria necessário mesmo essa grande vitória para que a torcida brasileira comece a acreditar que o título pode ficar com a gente. Começamos bem contra a Croácia, demos uma travada diante do México, mas hoje é o dia da classificação. Alguém duvida? O Brasil, que treinou ontem no Mané Garrincha, pode começar a partida de hoje com a mesma equipe que abriu a Copa, mas só o Felipão pode decidir isso. O importante vai ser a força de vontade daqueles que entrarem, que nossa defesa não dê vacilos, que o meio crie e o ataque funcione, sem ajuda de arbitragem. Hoje é dia de comer camarão crocante, é dia de vitória maiúscula, de vitória que faça o povo acreditar que poderemos chegar ao hexa. Vamos lá Brasil, mostra tua raça!

ALTA TEMPERATURA

E a Costa Rica, quem diria, foi a seleção responsável direta e indiretamente de mandar para casa dois campeões do mundo. Um já se foi, a Inglaterra, contra quem nem ainda jogou. O outro irá amanhã, no confronto direto entre Itália e Uruguai, duas seleções vencidas pela Costa Rica. Pelo estrago que já fez a seleção costa-riquenha já pode dizer que a Copa do Mundo do Brasil será eternamente lembrada. E olhem que ainda essa seleção poderá mais surpresas.
BAIXA TEMPERATURA
Se a Inglaterra já foi e Itália ou Uruguai, uma dessas também vai ficar fora da próxima fase, o que dizer da Espanha, campeã do mundo e um desastre na fase de classificação? Tomou um cacete de 5×1 da Holanda na estréia e carimbou o passaporte de volta na derrota de 2×0 para o Chile. Resta agora vencer a Austrália no “amistoso” de hoje e voltar para casa e por lá explicar os motivos do insucesso. Quem diria que a Espanha ficaria de fora das oitavas? Nem o mais pessimista acreditaria nisso.

NO TERMÔMETRO

Equipe CLUBE 690 a postos para uma internacional hoje. Direto do Mané Garrincha, Brasil x Camarões, comigo, Cláudio Guimarães, Carlos Castilho e Giuseppe Tomaso. Faça como 80% dos paraenses estão fazendo, baixe o voluma da Tv e veja o jogo ouvindo a CLUBE. /// Remo e Paysandu parecem que resolveram mandar em tudo mesmo quando o assunto é futebol. Os dois maiores rivais vão fazer as finais também do sub-20, pois o Remo passou pelo Pinheirense e o Paysandu venceu o Castanhal. Destaque para o “Reizinho Artur”, filho do consagrado acreano Artur, que apareceu para o mundo vestindo o manto azulino. Foi do Arturzinho o gol da classificação ontem, ele que já tinha feito mais dois no jogo passado. /// Cada vez mais os clubes de menor porte do Brasil estão se profissionalizando e que isso nos sirva de exemplo. O Joinville-SC está desde o ano passado com César Sampaio como seu diretor de futebol, ele que foi um dos melhores volantes que o Brasil já teve. /// Muita gente ficou de orelha em pé com o empate do Brasil diante do México, onde o goleiro deles foi o craque da partida. O que falar então da vitória da Argentina aos 46 minutos do 2º tempo contra o Irã? Se não fosse o Messi acertar aquele belo chute (craque é craque), os portenhos teriam a obrigação de vencer a Nigéria dia 25. /// Os corações dos últimos treinadores que passaram por Belém, não param de ser picados pela mosca do amor. Talvez por isso alguns tenham falado tanta bobagem e outros tenham medo de Polícia. Ô terra boa! /// Zagueiro Dão, ex-Chapecoense e atualmente no Vitória da Bahia, poderá vestir o manto bicolor no restante do Brasileiro da série C. Está em negociações com quadro bicolor. /// Tiago Gonçalves e Euvanir Oliveira no geral e Darly Pompeu e Ozaíde Serra entre os engenheiros, os vencedores da 5ª corrida do Engenheiro de ontem. /// Cristiano Ronaldo não fez nada contra os Estados Unidos, mas cruzou aquela bola para o Varela dar esperanças a Portugal. Faltou pouco para a vaca ir para o brejo, ou voltar para a Europa. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

23 de junho de 2014 at 12:23 pm Deixe um comentário

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