Archive for junho, 2014

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 27.06.14

CURIOSIDADES
Da Copa:
– Médias de gols vem caindo em Copas desde 1998 na França quando foram marcados 171 gols, em 2002 Coréia e Japão caiu para 161 gols, Alemanha 2006 marcados 147 gols e na África do Sul apenas 145 gols. No Brasil somente na Primeira Fase foram marcados 136 gols. Tá com pinta de recorde.
– Mais duas feras fora da Copa no Brasil. O atacante Kum Aguero da Argentina com lesão muscular e Luizito Soares (Pit Bull) suspenso pela Fifa pela mordida em Chiellini da Itália com 9 jogos, 4 meses sem atividade profissional e 100 mil Francos Suíços.

SAVASSI É QUENTURA

O quartel general de brasileiros e turistas estrangeiros em Belo Horizonte é Praça Savassi que fica no centrão da capital mineira. Lá os desportistas se confraternizam e a zoeira vai pela madrugada a dentro. O problema é o excesso de bebida que acaba terminando em pancadaria. Outra reclamação é dos moradores da redondeza, pois alguns sem educação fazem suas necessidades em plena via pública apesar de haver banheiros públicos. A euforia dos torcedores brasileiros é muito grande, alguns já projetando o próximo jogo do Brasil, com torcida para ser com o Uruguai, pois na Copa das Confederações o Brasil ganhou da celeste aqui mesmo em BH.

QUEM SERÁ O PRÓXIMO?

A copa do mundo no Brasil já pode ser considerada como o cemitério dos campeões do mundo. Só na primeira fase da disputa foram mandados de volta para casa 3 detentores do galardão maior do futebol mundial: Espanha, Itália e Inglaterra, que antes da disputa ser iniciada apareciam como fortes candidatos ao título. Agora a pergunta que fica no ar quem será o próximo. Dos mais ameaçados o Uruguai ocupa a Pole Position, pois vai pegar a Colômbia, um outro sul americano que vem cumprindo uma perfomance sensacional. Depois o Brasil que também encara um perigoso Chile. Por isso é bom colocar a barba de molho.

E FOI…
Cristiano Ronaldo está indo embora da Copa do Mundo, mas sua despedida foi honrosa. Fez o gol da vitória contra Gana e foi escolhido o Homem do Jogo. Esta é a sina do melhor do Mundo em ano de Copa, voltar pra casa mais cedo. O CR7, mesmo meia-boca, é uma ilha de excelência em meio a mediocridade do time de Portugal. A goleada contra a Alemanha eliminou o quadro lusitano. Pepe foi infantil. Coentrão foi infeliz. Portugal foi incompetente.

QUEM VAI SER O CRAQUE?

A disputa do titulo de craque desta Copa está acirrada. Por enquanto o maior candidato é argentino Messi, que ganhou a coroa nos três jogos da fase preliminar. De fato o craque do Barcelona mostrou todo o seu talento nas três oportunidades que atuou pela seleção portenha, mas Neymar, Benzema da França e Thomaz Muller da Alemanha são sérios candidatos. Os analistas contabilizam algumas vantagens para o Lionel Messi, mas também Neymar tem algumas qualidades apontadas pelos experts. Acho que vai dar na cabeça quem ficar mais tempo na disputa. Esperamos que seja o nosso craque.

Anúncios

27 de junho de 2014 at 4:57 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 27.06.14

A severidade da punição repercutiu muito no mundo do futebol, com alguns jogadores admitindo a dificuldade em aceitar uma condenação tão rigorosa e outros reconhecendo a necessidade de punição. Fred chegou a dizer que no calor dos acontecimentos esse tipo de atitude pode acontecer, lamentando que Suárez esteja fora da Copa.

Fica, porém, a tristeza pela ausência de um pronunciamento do próprio jogador. Reconhecer publicamente o erro seria o primeiro passo para que seu gesto fosse abrandado e sua pena pudesse ser revista. A recepção festiva a Suárez ontem em Montevidéu, dando a ele o tratamento de vítima, indica que esse gesto nobre de admitir o erro jamais vai acontecer.

Mudanças devem

dinamizar o jogo

Felipão finalmente deu o passo que se esperava. Entendeu que a meia cancha do escrete ia mal das pernas e que Paulinho era o responsável direto por isso, embora não o único. Como entrou bem na partida contra Camarões, Fernandinho tem a primazia de ocupar aquele espaço na intermediária onde a Seleção mais precisa de dinamismo e rapidez.

Na Copa das Confederações, o jogo intenso que começava no meio-campo acabava se irradiando pelos demais setores do time. Com isso, o Brasil saía forte para o ataque, levando a melhor nas investidas pelas laterais e também nas ações concentradas pelo meio do ataque.

Foi uma campanha irretocável, embora sem deixar saudades a respeito da velha troca de passes, tão cara a quem aprecia o jeito clássico de jogar bola. O Brasil que Felipão formatou para a Copa do Mundo tem muito a ver com aquele do torneio preparatório, mas convive com mudanças de comportamento por parte dos adversários.

Nenhum dos times enfrentados na primeira fase permitiu que os corredores laterais fossem ocupados pelos jogadores brasileiros. Até o México, que não prioriza o jogo pelos lados do campo, dedicou atenção especial a essa área tão explorada pela Seleção.

São evidências de que o Brasil da Copa das Confederações foi cuidadosamente estudado e mapeado pelos oponentes. Ninguém entra desprevenido contra Marcelo e Daniel Alves, alvos principais de marcação e combate. Com os alas vigiados, resta a Felipão preparar melhor seus meio-campistas, que dispõem de mais espaço para manobrar.

Luiz Gustavo faz uma boa Copa, mas Paulinho não reeditou as atuações de um ano atrás. Sua saída vai forçar uma recomposição de papéis do meio para frente. Oscar tende a se aproximar mais de Fernandinho, enquanto Hulk deve ficar próximo a Luiz Gustavo, como complemento e escolta.

A modificação era esperada desde o segundo jogo e Felipão chegou a pensar em escalar Hernanes, mas a boa presença de Fernandinho fez com que alterasse seus planos. Resta agora a questão da lateral direita, onde Maicon também pode ganhar uma chance, substituindo a um cansado e pouco inspirado Daniel Alves.

Apagão germânico diante de Tio Sam

Sob chuva, a Alemanha derrotou os Estados Unidos com um futebol que em nada lembrou aquela dinâmica massacrante empregada contra Portugal na estreia. A força ofensiva do time só se manifestou duas vezes, através de Thomas Muller. No meio-de-campo, o time se embaraçou muito com a marcação apenas razoável dos americanos.

No final da partida, visivelmente desinteressada, a Alemanha permitiu que os Estados Unidos ameaçassem de verdade o gol de Neuer. Em dois momentos, Tio Sam cercou a pequena área e esteve a pique de empatar. Não foi evidência de grande futebol dos americanos, mas deixou claro que a poderosa seleção germânica tem seus momentos de apagão.

CR7 deixa marca, mas decepciona

Cristiano Ronaldo sai devendo muito da Copa que tinha tudo para ser a sua Copa. Fez gol contra Gana e inscreve seu nome na história como único português a marcar seguidamente em três mundiais – 2006, 2010 e agora. Badalado e rico, eleito melhor do mundo pela Fifa, o craque do Real Madri chegou cercado de expectativas e desconfianças. No fim das contas, a pífia campanha lusitana e sua discretíssima performance deram plena razão aos desconfiados.

27 de junho de 2014 at 4:46 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 27.06.14

POSITIVO – Hoje o sorteio da posição dos nomes dos colabores bicolores que aparecerão no novo alambrado de blindex da Curuzu. Uma novidade do marketing do clube.

NEGATIVO – Técnico Roberto Fernandes teve todo direito em optar pelo volante Michel em detrimento a Natan Índio, único que vinha do RS. E o que foram fazer nos Pampas o vice-presidente e auxiliar técnico do Remo?

Lá e Cá

Ex- lateral esquerdo do Paysandu e Remo, Edilson Delegado, o meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo.

2 mil ingressos para o RE x PA de domingo iniciando decisão do Sub 20, em Castanhal, mil para cada clube. Bicolores terão acesso pela Travessa Cônego Leitão e remistas pela Quintino Bocaiúva, junto à Praça da Estrela.

Atacante Rony deverá ser a novidade azulina no Sub 20; profissional do Leão Azul acertando ficar em Castanhal de 30.6 a 4.7, quando inaugurará iluminação do campo do ABC, de Apeú. Em Bragança a partir de 10.7.

Volante André, do Remo vai operar joelho direito na terça-feira com o Dr. Ricardo Ribeiro e estaleiro de 40 dias; azulinos querem mais um lateral direito, pois no elenco agora na posição só Levy.

Moto, 1º adversário do Remo na Série D tem em seu elenco zagueiro Bebeto (caiu da Série B com os azulinos em 2007) e veterano atacante Kleber Pereira, 38 anos, 319 gols, ex-Santos, Atlético-PR e Inter-RS.

Luciano Dias, técnico do Cuiabá, recebeu reforços do meia Washington e atacante Zambi que estarão em ação contra o Paysandu dia 21.7, na reabertura da Série C para o Papão e o Dourado, na Arena Pantanal.

Conselho Fiscal do Paysandu pediu mais 15 dias para analisar e dar parecer sobre as contas da diretoria no exercício de 2012.

Como João Paulo pediu para sair e foram liberados Lacerda e Leandro Silva, diretoria do Paysandu e CT tratando da contratação de pelo menos mais dois zagueiros.

Técnico Mazolla Jr levou para o Bragantino-SP o atacante Érick que o Paysandu cogitava.

HOMENAGEM – Nélson Luiz Teixeira Chaves, o Nélson Chaves, ex- central campeão no futsal do Paysandu e Landi nos anos 60-70. Também vários títulos como armador do basquetebol bicolor. É conselheiro do TCE.

27 de junho de 2014 at 3:17 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 26.06.14

Felizardas e muito mal acostumadas

Ressaltar a importância de Lionel Messi para a Argentina é chover no molhado, mas a Copa tem mostrado que o time é prisioneiro dessa dependência, como ocorre também com Brasil e Portugal. Seleções que têm a bem-aventurança de dispor de um grande craque acabam mal acostumadas e viciadas. Passam a viver do talento desse jogador, não conseguindo atuar normalmente sem ele ou quando se encontra em fase infeliz.
No confronto com a Nigéria, ontem, em Porto Alegre, isso ficou mais uma vez evidenciado na Argentina. Messi fez dois gols preciosos no primeiro tempo e foi substituído na metade do segundo tempo quando seu time vencia por 3 a 2. A diferença de comportamento ficou tão clara que parecia até um outro time em campo. Por seu turno, a Nigéria ganhou força extra, passando a se lançar com todas as forças em busca do empate. Quase conseguiu.
O fato é que, quando Messi está em ação, todos os caminhos parecem levar a Roma. A Argentina flutua com graça e estilo a partir do meio-campo. Sua defesa também é poupada, pois o adversário se vê obrigado a utilizar mais jogadores na vigilância ao craque. Os nigerianos, por exemplo, mantinham todos os seus volantes empenhados em cercar Messi, mantendo um olho aberto também sobre Di Maria e Aguero.
Apesar de ainda longe da forma exuberante que o consagrou e poupando esforços físicos, La Pulga tem jogado o mínimo necessário para deixar sua marca – marcou quatro gols, como Neymar – e vai comandando a Argentina, que ainda não consegue mostrar um entrosamento natural nos demais compartimentos do time.
Do meio para a frente, com Messi, a seleção é sempre agressiva, ataca a cada três minutos e varia muito a modalidade de jogadas. As triangulações e tabelinhas são as jogadas preferenciais, causando sempre desassossego nas defesas inimigas.
Sem Messi, a equipe se retrai e escancara as dificuldades de Mascherano e Gago para cuidar do setor de marcação. A defesa passa a dar chutões e acaba o cardápio de habilidades no ataque. Sem troca de passes, a Argentina passa a abusar dos cruzamentos, como fazem quase todos os times do mundo. Obviamente, depender de um fora-de-série é sempre melhor do que ficar refém de pernas-de-pau, mas a transfiguração que acontece na sua ausência é algo que deve tirar o sono de Alejandro Sabella.

Felipão sinaliza com
manutenção do time

A caminho de Belo Horizonte para cobrir a participação brasileira nas oitavas de final, acompanho a parcimônia de Felipão na condução do processo de mudanças no escrete. Desde a entrevista pós-jogo no Mané Garrincha, segunda-feira, o técnico tem se esquivado de qualquer compromisso com mudanças no time que considera titular. É evidente que resiste à ideia de tirar Paulinho, dínamo do meia-cancha na Copa das Confederações, e promover a entrada de Fernandinho. Conservador, Felipão reluta em lançar o volante do Manchester City desde o começo. Entende, com alguma razão, que certos jogadores não rendem o mesmo quando começam jogando. Por esse ponto de vista, desconfio que vai deixar tudo como está, podendo eventualmente mudar no decorrer do jogo.
No comando do ataque, onde Fred finalmente desencantou, a substituição é ainda menos provável. Se no meio Paulinho pode ser trocado por Fernandinho ou Hernanes, no ataque Fred não tem em Jô um substituto acima de qualquer dúvida. Mais ágil e bom no cabeceio, o centroavante do Atlético-MG será sempre o suplente. Felipão entende que Jô não tem experiência em Copas, que considera item importantíssimo para um comandante de ataque.

A sorte está lançada

Depois da rodada de ontem, estão definidos seis cruzamentos das oitavas. Três pedreiras (Brasil x Chile, Holanda x México, Colômbia x Uruguai, Croácia x Grécia) e duas garapas (Argentina x Suíça, França x Nigéria). Hoje, os quatro últimos jogos da fase inicial nos grupos G e H definirão os outros quatro classificados, com prováveis cruzamentos entre Bélgica x EUA e Alemanha x Rússia.

Direto da fase pré-Olimpíada

Há três anos, antes da Olimpíada de Londres, fiz um comentário criticando a opção de Mano Menezes por Fernandinho. O jogador havia se destacado em seleções brasileiras amadoras e vinha aparecendo no Shaktar, da Ucrânia, mas era nome semi-desconhecido no país. Mais que isso: não havia sido lembrado até então em convocações. Manifestei desconfiança dos velhos esquemas de valorização de jogadores convocados para a Seleção, como já se viu tantas vezes, E lamentei que ocupasse um lugar que parecia destinado ao nosso Paulo Henrique Ganso, então dando esperanças de recuperação. Veio a Olimpíada, Ganso sucumbiu e Fernandinho continuou Fernandinho.
Na última temporada, vendido ao Manchester City, o meio-campista passou a exibir qualidades que justificaram a lembrança inicial de Mano, acabando por merecer também a convocação de Felipão para a Copa, superando nomes como Lucas e o próprio Ganso. Contra Camarões, entrou nos minutos finais e mostrou desembaraço, marcando até gol. Foi o bastante para que meu velho comentário fosse de imediato resgatado, com as compreensíveis pauladas e gozações, que revelam também o sucesso da coluna.
Engenheiros de obra pronta agem assim, criticando ferozmente no dia seguinte à queda do prédio. Baionense de fibra, mantenho os termos da opinião de três anos antes, inclusive quanto à expectativa que havia em relação a Ganso. Não estava sozinho nesse modo de ver as coisas. Já o (provável) erro de avaliação quanto a Fernandinho (e à sua convocação por Mano) é digno de crítica, mas cabe notar que a fase realmente decisiva da Copa ainda vai começar. Queiram os deuses da bola que eu esteja errado e o nosso glorioso médio venha a conduzir o escrete ao Olimpo máximo do futebol.

A força da consciência

Sob o fogo cruzado de partidos direitistas de natureza marcadamente xenófoba, Karim Mostafá Benzema e outros jogadores de origem argelina resistem, recusando-se a cantar a Marselhesa. Ontem, antes do jogo (0 a 0) contra o Equador, a cena voltou a se repetir. O belo hino francês contém versos que os imigrantes consideram ofensivos a seus povos.
O futebol une desiguais, aproxima diferentes, mas a consciência política deve falar mais alto, sempre. O posicionamento do artilheiro do Real tem todo o meu respeito.

Direto do blog:

“O problema do Brasil é que Neymar pode ser marcado facilmente. Atlético de Madrid e México mostraram isso. Ele precisa de espaço para se sobressair, como teve diante de Camarões, que lhe deu inteira liberdade. Basta a marcação de um defensor para anulá-lo, como temos visto na seleção e no campeonato espanhol, onde times sem nenhuma expressão conseguiram pará-lo. E teve jornal concorrente chamando o cara de ‘Garrincha’. Por falar em bobagem, o Casagrande disse que o Brasil tinha jogado futebol-arte no segundo tempo. A Fifa tem que fazer anti-doping nos comentaristas também! Muita gente disse que a entrada do Fernandinho ‘revolucionou’ a seleção e ele, sozinho, parou Camarões, que não atacou mais. Na verdade, o que se viu foi Camarões desistindo de jogar na segunda etapa. Renunciou ao ataque e não quis mais saber de jogo. Não passou do meio de campo”.

De Luís Moura, desafiando o coro dos contentes com a goleada brasileira sobre Camarões.

26 de junho de 2014 at 4:02 pm Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 26.06.14

CURIOSIDADES
Da Copa:

– Nos Fan Fest da Fifa em dias de jogos nas cidades sedes o recorde de público é da cidade de Cuiabá com uma média de 45 mil torcedores em dia de jogos.
– Goleiro colombiano Mondragón de 43 anos e 3 dias participou da goleada da Combia sobre o Japão por 4 x 1. Quebrou o recorde de Roger Milla até então com 42 anos e 39 dias atuando numa Copa do Mundo. Mondragón agora é o mais velho jogador a jogar uma Copa

TÁ CARO…
Em Belo Horizionte cambistas oferecendo ingressos para o dia 28, sábado para as oitavas de finais a R$ 4.000,00. A Polícia foi avisada e está atrás de quem está cometendo a irregularidade. A FIFA garante que não vai reemitir ingressos para nenhum dos jogos. É que as pessoas estão comparecendo às Delegacias alegando que foram roubadas e solicitam a reemissão dos bilhetes. Malandragem na parada,,,

CONTRA O VELHO FREGUÊS

Sei que tem muita gente com medo do Chile nosso adversário nas oitavas de final dessa copa do mundo. Claro que os chilenos vem fazendo uma boa campanha nesse mundial, mas muito longe de causar todo esse frisson que se vê entre uma parte da midia e da própria torcida brasileira. O time do Jorge Sampaoli evoluiu muito, encantou pela maneira ofensiva com que se apresentou até agora, mas o Brasil tem uma extrema vantagem sobre o Chile, derrotado em 1962, 1998 e em 2010. Pode-se afirmar que os irmãos andinos são fregueses de caderno. Não será nada fácil supera-los no próximo sábado em Belo Horizonte, mas com nosso maior know how poderemos também despacha-los para Santiago e outras cidades chilenas.

A BABEL EM BRASILIA
Durante o jogo do Brasil na capital federal a rede hoteleira quase que entrou em parafuso. Além dos brasileiros que tinham ingressos e os que só foram para zoar nos bares, na fan fest, somaram-se africanos, sul americanos e outras nacionalidades, em função disso as recepções dos hotéis pareciam uma babel, ninguém entendia ninguém. Para complicar alguns desses hotéis apresentavam uma estrutura amadorista. Houve brasileiro que acabou sendo agredido por seguranças. Parecia uma verdadeira casa da mãe Joana. Agora imaginem se ficam para final Brasil x Argentina no Rio. Até agora os portenhos tem chegado aos montes, principalmente nos estados fronteiriços. E eles estão tão eufóricos que já avisaram que o Rio vai virar Buenos Aires.

26 de junho de 2014 at 3:57 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 26.06.14

POSITIVO – Projeto do Águia de Marabá com a base (Criando Cidadãos Para o Futebol) não ficou apenas na visita de Aarão Alves (filho de Manuel Maria) e treinador do Sub 17 do Santos. Vai sair parceria entre os clubes.

NEGATIVO – É duro aguentar decisão do Sub 20 RE x PA com dois jogos em Castanhal, quando os clubes poderiam faturar e atletas ter plateias. Obras simultâneas nos estádios da Capital atrapalharam. E o Souza?

Lá e Cá

Diretoria do Paysandu fez a primeira contratação da era Vica: lateral esquerdo Fábio Alves, 26 anos, ex- Paraná; lateral direito Vitor Ferraz, ex- Águia de Marabá e Coritiba assinou até 2015 com o Santos-SP.

Roberto Fernandes, técnico do Remo vai no final de semana a Bragança observar instalações do Marujo’s Hotel e estádio Diogão. Aproveitará ainda para assistir em Castanhal o RE x PA iniciando decisão Sub 20.

1ª edição do Coalizão Fight será amanhã, aqui em Belém, no Ginásio Altino Pimenta, a partir de 19, reunindo 11 lutas de MMA, destacando o combate de pesos pesados Fabão x Marcelo Cruz.

Na AP acontecerá o “America Sports Day” na sede campestre, dia 2.7. Às 17 h workshop de golfe, 18h de baseball e, 20 h, American Football, inclusive uma partida desse esporte. Informações 31819919.

Vandick Lima, presidente do Paysandu, encabeça lista dos presidentes de clubes que desejam a Copa Verde de 2015 em diante no 2º semestre; na Curuzu liberados João Gabriel, Lacerda, Leandro Silva, Bruninho e Héliton.

Sobre mudanças no Parazão, questão não é fase principal com 10 ou 12 clubes. Justo é acabar com a Segundinha e reunir rebaixados e novatos num mesmo bolo e definir quantos chegarão à elite.

Guarany de Sobral – CE se reforçando para Serie D onde integra o grupo do Remo: acaba de contratar volante Totó e meias Tiago Santos, Candinho e Vitor Sony.

Jorge Cardoso também é contra Estádio se chamar Arena e como bom bicolor sugere a Curuzu chamada de Caldeirão Alvi-azul e a concentração de Covil do Lobo.

Amigos do Acari (homenagem ao falecido jogador de campo e futsal) é a nova agremiação a disputar eliminatórias do Torneio da Semana da Pátria de Futsal em Bragança. À frente Amílcar Sobrinho, Pedro Lúcio e Neto.

HOMENAGEM – Antonio Ferreira dos Santos, o Antonio Santos, ex- árbitro de futebol da FPD-FPF nos anos 60-70. Chamavam-lhe de Antonio Baena, mas era imparcial. Aposentado do Ministério dos Transportes.

26 de junho de 2014 at 3:53 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 25.06.14

Copa das Copas ou das Américas?

Desde que o torneio começou, a balança pende para o lado latino-americano, como uma espécie tardia de vingança dos colonizados. Chile, Colômbia, México, Uruguai, Costa Rica, Argentina e Brasil já estão garantidos nas oitavas-de-final. Estados Unidos e Equador tem boas chances. Já a Europa amarga a eliminação de três campeãs mundiais – Espanha, Inglaterra e Itália – e acompanha a agonia de uma seleção respeitada (Portugal). Já é o pior desempenho inicial do Velho Continente em toda a história das Copas.
O fator geográfico (e climático) pode ter alguma influência nesse desenho da Copa, surpreendente sob todos os pontos de vista. No entanto, penso que há outros pontos determinando essa tendência. O envelhecimento das seleções espanholas e italianas, cujos principais jogadores estão em visível declínio, ajuda a explicar os maus passos dos representantes europeus. Portugal vive mais ou menos o mesmo problema, embora a presença do melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo) pudesse atenuar as perdas. Ocorre que CR7, como já analisei aqui antes, vive um inferno astral que compromete sua performance em campo. Jogador talhado para o embate físico, embora dotado de muito talento, o atacante lusitano não conseguiu exibir em campos brasileiros a conhecida intensidade de seu jogo.
Já o caso inglês deriva de uma questão geracional. Planejada para ser o ponto de partida do processo de renovação do time, a Copa do Mundo testemunhou na verdade um meio-termo entre os jovens valores e veteranos entediados. Gerrard e Rooney, dois expoentes da geração que despontou no final dos anos 90, pareciam animicamente fora de sintonia com jovens como Sturridge, veloz e inquieto. Não podia dar certo.
Quanto ao êxito latino talvez esteja vinculado a um fenômeno oposto. Há uma renovação, forçada ou não, na maioria dos times. A Colômbia, mesmo sem Falcão García, é um time rejuvenescido, como não se via há anos. Do Chile pode-se dizer a mesma coisa, com o adendo de que ganhou finalmente um grande técnico para juntar suas peças e organizar o jogo. Jorge Sampaoli, um argentino cheio de estilo, fez os jovens jogadores chilenos acreditarem que é possível sair do patamar intermediário e brigar de igual para igual com seleções mais cascudas. Trabalho facilitado pela feliz reunião de um grupo de bons futebolistas, algo que não se via no Chile desde que Salas e Zamorano se aposentaram.
O Brasil experimenta um processo parecido, com um selecionado inteiramente modificado em relação à última Copa. Os poucos remanescentes da jornada na África do Sul são coadjuvantes num time que tem como astro incontestável um garoto de 22 anos. Felipão, apesar do estilo antigo de ver futebol, deu sequência ao processo iniciado por Mano Menezes e os primeiros resultados brotaram na Copa das Confederações. No Mundial, a equipe ainda não deslanchou, mas passou sem aperreios pela primeira fase. A Argentina vive momento parecido. Com Lionel Messi a liderar a companhia, a seleção tem jogadores que amadureceram desde a última Copa. Di Maria, Aguero e Higuaín são bons exemplos. O Uruguai completa o trio de campeões sul-americanos com um grupo mesclado, que repete praticamente a formação que chegou ao quarto lugar na Copa 2010. A força reside no potencial ofensivo da seleção, com a dupla Suarez e Cavani em grande momento.
Dentre os emergentes, o México vem ensaiando fazer uma grande campanha há vários mundiais. Desta vez, sem expoentes individuais destacados, aposta tudo no conjunto. Seus jogadores correm o tempo todo e entregam-se à marcação como nenhuma outra seleção nesta Copa.
Por fim, a Costa Rica se insere na galeria dos fenômenos. Em sã consciência, ninguém apostaria um tostão furado no time de Brian Ruiz e Campbell. Apesar da grande campanha nas eliminatórias da Concacaf, a equipe centro-americana não inspirava a menor expectativa. Suas façanhas diante de Itália e Uruguai chamam atenção para o futebol do continente e indicam que o futebol está cada vez mais nivelado. Os próximos dias da Copa irão mostrar se esse nivelamento é de alto nível ou apenas a socialização da mesmice.
Na coluna de amanhã, falarei dos europeus que sobreviveram à avalanche latino-americana.

Luiz Gustavo, a exceção que conforta

No meio-campo do Brasil reinou confusão e lerdeza nos dois primeiros jogos. Contra croatas e mexicanos, a hesitação dos meio-campistas comprometeu a dinâmica do jogo e expôs as fragilidades defensivas do escrete. Diante de Camarões, os problemas foram amenizados, mas não corrigidos. A transição só se normalizou quando Paulinho foi substituído por Fernandinho no segundo tempo. Há, porém, um destaque que merece registro em toda a campanha da Seleção até aqui.
O volante Luiz Gustavo, aposta pessoal de Felipão, tomou conta de sua faixa de campo e tem desempenhado suas funções com grande competência. Além de guarnecer o lado esquerdo da defesa, dando cobertura a Marcelo, tem se aventurado em ações ofensivas, como no lance do primeiro gol contra Camarões. Como um ala moderno, foi à linha de fundo e cruzou na medida para a finalização de Neymar.
Titular absoluto, tornou-se um dos intocáveis do time. Não por ser um dos preferidos de Felipão, mas pelo futebol bem jogado.

Manipulação de mentes desinformadas

Os mesmos apologistas do caos e profetas do desastre atacam outra vez. Depois de derrotados na ridícula campanha “Não vai ter Copa”, guerrilheiros do mundo digital estão a postos – a soldo não se sabe de quem – para tentar lançar dúvidas sobre a lisura da Copa das Copas. Falam em manipulação para beneficiar o Brasil por ser o país mandante. Como se o Brasil, com seus cinco títulos mundiais, necessitasse de esquemas para levantar a taça. E como se manipular 32 seleções fosse a coisa mais simples do mundo.
Para convencer desavisados, espalham pelas redes sociais o mesmo texto patético usado logo depois da Copa de 1998, que sinalizava para um arranjo envolvendo a convulsão de Ronaldo na véspera da final e injunções do patrocinador (Nike), tudo supostamente a fim de beneficiar a França. Na verdade, o atacante adoeceu mesmo, insistiu para jogar mesmo sem condições ideais e a seleção de Zidane venceu porque foi superior ao longo dos 90 minutos. Qualquer outro tipo de reinterpretação dos fatos é surfar na maionese. Como ocorre agora, num período ainda mais propício para isso, diante da legião de batráquios que infesta canais como Facebook, Twitter, blogs e chats.
A tese esdrúxula, alimentada pelo erro do árbitro japonês no jogo contra a Croácia, não resiste a uma simples análise dos grupos da Copa. No sorteio das seleções, coube ao Brasil um dos grupos mais fortes do mundial. Em contrapartida, a vizinha Argentina caiu no grupo F. Pegou como adversários Nigéria, Irã e Bósnia Herzegovina. Quer grupo mais garapa? E tem mais: o chaveamento prevê um caminho mais tranquilo para os hermanos em direção ao título. Não deverão pegar nenhuma seleção tradicional e ranqueada até as semifinais. Seu provável adversário nas oitavas é o Equador (ou a Suíça), enquanto o Brasil vai encarar o Chile. Por esse raciocínio míope, os manipuladores devem ter se enganaram de país a ser beneficiado.
Ora, o exercício de futurologia é sempre arriscado, mas permite brincadeiras e gozações quando envolve futebol. O problema é quando a intenção de confundir as pessoas é parte de uma ofensiva organizada, que despreza a inteligência dos internautas e reforça o nefasto complexo de vira-lata. É como se o Brasil não tivesse competência para ganhar uma Copa do Mundo. Onde essa gente estava em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002?
A questão é que, muito além da questão futebolística, está em jogo uma eleição presidencial. Essa agenda estimulou a baderna pré-Copa nas ruas, mobilizou terroristas virtuais e atiça o desespero final, que é o receio não declarado de que um eventual triunfo da Seleção Brasileira venha a beneficiar o governo.

Estranha versão do beijinho no ombro

Como um renascido Mike Tyson dos gramados, o uruguaio Luizito Suarez vem se notabilizando pela mania de aplicar dentadas em adversários. Seria um impulso irresistível, uma superstição ou uma tara? Contra a Itália, ontem, o dentuço Suarez praticou sua terceira mordida oficialmente registrada. A vítima foi Chiellini.
Imagino que nos tempos de garoto lá pelo Uruguai tenha abocanhado muito mais gente. Só que no futebol filmado e vigiado de hoje, não dá mais para morder e esconder os dentes. Quem morde tem que pagar por isso.
A Fifa está desde a hora do jogo revendo as imagens e, sem chegar a uma conclusão, vai consultar os árbitros da partida para ver se aplica ou não uma prenda ao feroz uruguaio.Ora, as imagens não mentem. A mordida foi clara e a punição deve ser rigorosa, antes que o cidadão parta para uma nova mordida.
Costume mais besta. Lá em Baião isso tem outro nome…

Celeste ultrapassa outra barreira

O Uruguai continua a jogar quase como nos tempos de Obdúlio, Gighia e Máspoli. Arma-se com 200 defensores lá atrás e sai em disparada rumo ao gol inimigo quando as chances se apresentam. Esse estilo roceiro não funciona quando o adversário cultiva o jogo de toques e passes em velocidade, como a surpreendente Costa Rica. Contra italianos e ingleses, o professor Oscar Tabarez tratou de refinar a correria. Usou seus volantes para abastecerem Lodeiro, um meia que atua bem próximo a Cavani e Suarez. O expediente funcionou em vários momentos nas duas partidas.
Quando a aproximação entre meio e ataque não rendeu frutos, veio a velha tática do chutão para socorrer a Celeste. Contra a Inglaterra, um tiro de meta resultou no gol da vitória. Ontem, o triunfo surgiu em cabeceio de Godin escorando um escanteio. Nenhum mistério. Simplicidade e força. O Uruguai sempre foi assim e costuma ser temível quando une seu jogo objetivo à velha garra.

25 de junho de 2014 at 1:50 pm Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Clube no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.