Coluna do Gerson Nogueira – 23.07.14

23 de julho de 2014 at 4:39 pm Deixe um comentário

A confirmação do pesadelo

A apresentação do novo técnico confirmou nossos piores temores. Marin & cia. confirmaram não ter compreendido de fato a dimensão do buraco em que o Brasil se meteu depois daquele vareio de bola em Belo Horizonte. Aparentemente tranquilos e sem culpa, os dirigentes da CBF comportaram-se como se nada de grave estivesse acontecendo. Sorridentes, trocaram afagos entre si e apresentaram o personagem já conhecido, razão maior dos pesadelos de quem ainda crê no futuro da Seleção Brasileira.

À vontade, Dunga repetiu as caretas de sempre, repetiu o estilo capitão do mato e ensaiou apenas um mea culpa pelo ríspido modo de lidar com imprensa e estranhos em geral. Mas, depois de alguns minutos de entrevista, repetiu o mesmo jeitão de refutar opiniões contrárias às suas.

Pareceu preocupado em relatar conversas e “troca de experiências” com Arrigo (que chamou de Enrico) Sacchi, Gullit, Arsene Venger e outros técnicos europeus ao longo da Copa do Mundo, como forma de demonstrar reciclagem e busca de novos conhecimentos.

Ao analisar os adversários brasileiros no Mundial acabou derrapando. Voltou a dizer que prevaleceu um esquema de marcação rígido, mostrando não ter sido um bom analista do torneio. Ignorar que a Alemanha jogava compactada, mas sempre ofensivamente, é passar atestado de miopia. Bem como deixar de lado as surpreendentes performances de Colômbia e Chile, ambas entregues a técnicos argentinos.

Fiquei com a impressão de que Dunga, esforçando-se para abraçar uma persona “paz e amor”, não terá a desenvoltura de antes. Mais ainda: sem a companhia de Jorginho, seu Sancho Pança de 2010, perde muito da escolta que seu estilo briguento exige.

Sob o manto protetor do amigo Gilmar Rinaldi, Dunga terá pelo menos um ano para trabalhar sem maiores sustos, até que comecem as espinhosas eliminatórias sul-americanas. Escapou, porém, da casca de banana do torneio de futebol olímpico, desde já sob a responsabilidade exclusiva de Alexandre Gallo.

Quanto a Marin e Del Nero, ficaram devendo um pedido público de desculpas pela fracassada campanha brasileira na Copa das Copas. Podia ser um exercício de humildade, acompanhado de uma apresentação formal do novo plano de trabalho para o futebol brasileiro – e não apenas para a Seleção.

Ficaram na muda, não foram suficientemente provocados a respeito (com honrosas exceções) e demonstram a sem-cerimônia de quem está com a convicção do dever cumprido. Durma-se com um barulho desses.

Desafio do Papão

na Copa do Brasil

Além da dificuldade natural de enfrentar o Sport (PE) em seus domínios, o Papão se debate com outros problemas para a partida de amanhã, válida pela Copa do Brasil. O técnico Vica não pode contar com os atacantes Jeferson Maranhense, Gabriel Barcos e o meia Raul, que não puderam ser inscritos na competição. Não terá também Djalma e Pablo, que já haviam desfalcado o time contra o Cuiabá. Uma das alternativas é a utilização de Marcos Paraná no meio-de-campo ou mesmo como atacante.

De maneira geral, porém, o que preocupa Vica é a anunciada intenção do Sport de entrar com força máxima. Até então, o que se especulava é que o time pernambucano não tinha interesse em prosseguir na competição, fato mais ou menos delineado pela escalação de uma equipe reserva no primeiro jogo, em Belém, vencido pelo Papão por 2 a 1.

Apesar da vantagem do empate, o Papão terá que atuar com cautela, pois o Sport cumpre boa campanha na Série A, vindo de bons resultados em casa e brigando para chegar ao G4.

Real abre o cofre por James

O que um golaço não pode fazer pela carreira de um jogador. James Rodriguez, 22 anos, foi alçado ao topo do futebol mundial depois de marcar o gol antológico contra o Uruguai nas oitavas de final da Copa do Mundo. Desde então, a cotação internacional do jovem craque disparou, cabendo ao Real Madrid a primazia de ficar com o talentoso camisa 10.

Chama atenção no negócio a disparidade entre os valores pagos por Rodriguez e por Neymar. Enquanto o brasileiro foi vendido ao Barcelona por algo em torno de 57 milhões de euros (cerca de R$ 170 milhões), o Real pagou R$ 240 milhões pelo colombiano.

Ou a conta dos rivais não está devidamente explicada ou o melhor jogador brasileiro de fato não é bem avaliado pelos europeus.

Direto do Facebook

“O problema de Dunga não é ser marrento. Eu acho legal o cara ser marrento, mas precisa ser bom no que faz. Cristiano Ronaldo e Romário são marrentíssimos, mas são bons pra carvalho. O problema é quando o cara é marrento e burro, despreparado pra função, fechado para novos conhecimentos. Pra piorar, depois do fracasso na Seleção e no Inter, ainda ganha um prêmio: a Seleção Brasileira, de novo. Valha-me quem?”.

De Stefani Henrique, à beira de um ataque de nervos com a confirmação da volta do Capitão do Mato.

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