Archive for agosto, 2014

Coluna do Gerson Nogueira – 31.08.14

Um monstro a ser abatido

 

Pode acabar não dando em nada, como tantos outros abusos cometidos neste país tão desigual. Pode mesmo cair no esquecimento geral a partir da próxima semana quando a poeira baixar. Independentemente de tudo isso, porém, há um personagem que se ergue acima de todos: o goleiro Aranha, do Santos, pela demonstração de plena consciência cidadã ao se sentir insultado por um grupo de torcedores gremistas, na última quinta-feira à noite, em Porto Alegre.

Sua capacidade de indignação, tão em desuso entre cidadãos brasileiros de hoje e sempre, é um marco. O episódio vergonhoso pode até ficar para trás, ajudado pela habitual ausência de vergonha e certeza de impunidade, mas Aranha simboliza a coragem de defender o direito à igualdade em todos os níveis, inclusive raciais. Não é pouca coisa.

Enfático nas denúncias ao árbitro sobre os xingamentos, sem ser atendido, o goleiro abriu os braços em desespero. Impotente para silenciar seus agressores, correu em direção aos cinegrafistas pedindo que registrassem a deprimente cena de baixeza humana. Poucos o atenderam. Ainda assim, não recuou.

Ao final da partida, foi firme na descrição do episódio ocorrido minutos antes, lamentando que o futebol – uma manifestação popular por excelência – ainda permita que homens sejam feridos tão covardemente por seus semelhantes.

Na madrugada fria de Porto Alegre, o jogador foi registrar o boletim de ocorrência e reafirmou as denúncias. Disse, inclusive, que as hostilidades extrapolam o campo futebolístico. Referia-se ao fato de que as pessoas repetiam os xingamentos odiosos mesmo depois da partida, quando ele passou perto dos torcedores.  

Tem toda razão. Agressões racistas não estão vinculadas apenas ao futebol. Mesmo quando acontecem em estádios, durante um jogo, não significa que ocorram em função dos acontecimentos de campo. Têm a ver com questões bem mais profundas, como a crônica dificuldade de conviver com as diferenças.

O Brasil se reencontrou com as liberdades democráticas há quase três décadas, mas os efeitos nocivos da era de exceção seguem a nos atormentar. Um dos sintomas óbvios é a intolerância, que se revela nos insultos a Aranha; nos ataques sistemáticos aos moradores de rua; na discriminação às minorias e aos pobres; nos palavrões dirigidos à presidente da República durante a Copa do Mundo.

Diante dessas evidências, a sociedade brasileira precisa se posicionar e buscar forças para enfrentar o monstro, que é tão mais letal num país rico em desigualdades como o nosso.  

 

 

A parceria que joga contra o futebol

 

Li no Facebook um desabafo esclarecedor do zagueiro Paulo André, ex-Corinthians e um dos líderes do movimento que congrega jogadores de futebol. Relata uma reunião com diretores da Rede Globo, que “fazendo o papel da CBF recebeu o Bom Senso para ‘discutir’ os problemas do futebol brasileiro”. Segundo ele, a empresa serve de escudo à entidade “para distrair os interessados no tema, a defender única e exclusivamente seus próprios interesses”.

Paulo André analisa que a parceria Globo/CBF, “numa tática de intimidação, controla (financeiramente) seus 47 membros que ditam os rumos do futebol no Brasil – 20 clubes da série A e 27 Federações Estaduais – e joga no melhor estilo chinês, ‘bárbaros contra bárbaros’, ou seja, clubes versus jogadores versus torcedores, fazendo uma cortina de fumaça para desviar o foco da incompetência de uma e da real intenção da outra – a manutenção do poder”.

Arguto, o atleta nota que, ao se tornar “amigável mediadora”, os parceiros dispersam a confusão em “suas fronteiras” (mudança de calendário, horário dos jogos, democratização do estatuto da CBF, fortalecimento da marca dos clubes, divisão mais justa dos direitos de transmissão, medidas que visem o aumento da torcida nos estádios, fair-play financeiro etc.) para que os “invasores” – clubes, atletas, torcedores, novas ideias – se “matem” em um impossível acordo entre as partes.

“Assim como o futebol praticado atualmente em nosso país, esses dirigentes apostam alto na retranca e seguram o jogo para conquistar a manutenção do modelo atual, apesar de comprovadamente fracassado”, observa Paulo André.

Sugere um amplo debate para discutir a reforma da legislação e da regulamentação do esporte nacional. “Para tanto, é necessário dar voz à coletividade, aos principais atores – atletas, torcedores, técnicos, cientistas, estudiosos, clubes, CBF e a própria TV, mas esta última não como mediadora e sim na importante posição de detentora dos direitos de transmissão”, recomenda.

E fecha com um recado definitivo: “Defender o esporte, fortalecer o campeonato e a marca dos clubes e oferecer o um produto melhor e mais acessível a todos os consumidores/torcedores deveria ser o objetivo final da CBF”.

 

 

Decisão do STJD tumultua e confunde

 

As escaramuças de sexta-feira se transformam em tradição no STJD. O tribunal mais confuso do país parece tomado de um furor punitivo nas tardes de sexta, sempre disposto a decisões de impacto, que dias depois se transformam em nuvem de fumaça.

Desta vez, os alvos foram o Icasa na Série B e o Botafogo da Paraíba na Série C. Ambos foram excluídos das competições porque teriam entrado com recursos na Justiça comum antes de esgotadas as possibilidades na Justiça Desportiva.

Há controvérsias, porém. Os recursos foram encaminhados por torcedores, como já aconteceu com Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Portuguesa, sem que nenhum desses clubes chegasse ao menos a ser julgado. O pior é que os processos de Icasa e Botafogo já teriam sido prescritos, o que torna a decisão do STJD ainda mais estapafúrdia.

Resta agora aguardar a decisão do Pleno do tribunal, que normalmente revoga decisões mais polêmicas. Até lá, contudo, as duas competições estarão prejudicadas pelas dúvidas quanto à situação dos clubes, o que de imediato afeta o comparecimento dos torcedores aos jogos. 

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31 de agosto de 2014 at 12:52 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 31.08.14

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV – Canal 13.  As presenças no Brasileiro da Série C com o Paysandu e Águia e o amistoso entre Remo e Tuna Luso e
ainda a Copa Norte Sub 20. Estarei no Comando com Valmir Rodrigues, Gerson Nogueira e Rui Guimarães. Tem Prêmios para a Galera. Partícipe pelo Twitter @bolanatorre

JOGOS “SESI”

Vem ai a 10ª Edição dos Jogos Nacionais do Sesi e será disputado em Belém entre os dias 10 e 14 de Setembro.
Aqui no Pará, a competição será realizada em Belém e em Ananindeua, município da região metropolitana. O SESI Almirante Barroso, localizado na principal avenida da capital, vai receber três modalidades: voleibol, natação e xadrez.  O SESI Ananindeua abrigará o futebol de campo, futsal, futebol máster, tênis de mesa, vôlei de praia e o tênis. Já os competidores do atletismo disputarão suas provas no Estádio Olímpico do Pará, local onde são realizadas as competições do Grande Prêmio de Atletismo, reunindo dezenas de campeões olímpicos em solo paraense. A cerimônia de abertura da competição acontecerá no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, no dia 10 de setembro, às 20h e reunirá autoridades e parceiros do Sistema Indústria.

CONGRESSO…

Sob a orientação dos médicos Flávio Freire, Helton Nóvoa e Amintas Melo, e os alunos da Liga de Medicina do Esporte e Exercício do Pará (LAMEESP) defenderam quatro Trabalhos Científicos envolvendo Departamento Medico do Paysandu Sport Club e a linha de pesquisa Plasma Rico em Plaquetas (PRP) durante o XXVI Congresso Brasileiro de Medicina do Esporte e Exercício realizado em Belo Horizonte na semana que passou. Trabalho dos mais interessantes…

MIÚDOS NO “GREMIO”

Na próxima sexta-feira, 5 de setembro, a partir das 19 horas, a Diretoria do Grêmio Literário e Recreativo Português dará início à 11ª Copa de Miúdos e Miudinhos de Futebol do clube. A programação seguirá até 19 de outubro, com jogos na Arena de Grama Sintética da Sede Campestre. Estarão em campo dez equipes: quatro do miudinhos(meninos e meninas de 5 a 8 anos de idade) e seis dos miúdos(atletas de 9 a 12 anos). As inscrições à Copa podem ser feitas pelos papais e mamães dos atletas do futuro na sede campestre do Grêmio Português ou no site http://www.gremioportugues.com.br. Coordenação da ZF Marketing Esportivo.

MELOU…

De nada adiantou o esforço da FPF e também dos órgãos competentes para atualização dos Laudos do Parque do Bacurau. CBF sempre “amiga e madrasta” confirmou jogo do Remo contra o Interporto para domingo no Estádio Diogão em Bragança. O próximo contra o River também…Brincadeira!!!

CURIOSIDADES BY
DIEGO BECKMAN…
– Águia vai tentar vencer fora de casa e quebrar escrita de nunca vencer o Treze-PB, adversário de hoje, no território do inimigo. Foram duas vitórias do Galo da Borborema (4×0 e 2×1).  Neste ano, as equipes empataram em 2×2, em Marabá.
– Adversário do Águia neste domingo, o Treze conta com o atacante Rafael Oliveira, ex-Paysandu, o meia Athos, ex-Remo e o técnico Givanildo Oliveira, que já foi campeão paraense pelas duas equipes.
– Duelo Pará x Paraíba continua na próxima semana. Em João Pessoa, o Botafogo-PB irá enfrentar o Paysandu, no estádio Almeidão, que recentemente foi entregue após reformas.
– Durante a Copa do Mundo, Remo e Tuna se enfrentaram e não saíram de um 0 a 0. Última vitória remista foi em 2013, com 1 a 0, pelo returno do Paraense, com gol de Thiago Galhardo.
– Última vitória cruzmaltina no Baenão, em cima do Remo ainda é mais longe. No dia 1º de fevereiro de 2012, a Lusa venceu por 2 a 1, com gols de Beá e Edilson Belém, enquanto que Joãozinho descontou para o Remo.

31 de agosto de 2014 at 12:50 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 29.08.14

A nova vitória dos intolerantes

 

Atos racistas se tornaram uma praga no futebol mundial, com seguidas ocorrências na Espanha, Itália, em países do Leste europeu e até na América do Sul, como visto no episódio de agressão ao brasileiro Tinga no Peru. Nos últimos anos, a situação se alastrou tanto que a Fifa decidiu entrar de sola contra essas manifestações, punindo clubes e seleções cujas torcidas discriminam adversários. No Brasil, aqui e ali, de vez em quando o problema brota também.

Ontem à noite, parte da torcida gremista manchou uma noitada que devia ser exclusivamente esportiva. Durante boa parte do segundo tempo, a Arena do Grêmio foi o triste palco de coros racistas, imitando macacos, dirigidos ao goleiro Aranha, do Santos.

Indignados, jogadores do clube paulista chegaram a parar o jogo alertando o árbitro para o fato degradante, mas os xingamentos prosseguiram em volume crescente e foram captados pelas câmeras de TV. Não é de hoje que a torcida gaúcha, representada pela dupla Gre-Nal e de times interioranos, se manifesta dessa maneira.

A revolta normal do torcedor com seu time não pode ser usada como justificativa para tais atos primitivos. Muito menos a irritação com a derrota deve ser canalizada para o time vencedor. Antes disso, deve se voltar contra as limitações do próprio Grêmio, dispersivo e confuso nas jogadas ofensivas e inseguro na defesa.

O Santos de Aranha e Robinho, que também foi alvo de ofensas ao deixar o campo, nem jogou muita coisa, mas soube aproveitou as falhas gritantes da atrapalhada equipe sulista. Nada, porém, foi tão feio quanto o comportamento dos torcedores gremistas.

Que a CBF e as associações de jogadores profissionais tomem providências para que essa prática deplorável não seja estimulada pela impunidade. Sem esquecer que o mau exemplo da torcida gaúcha se mistura às ações violentas que tumultuam campeonatos pelo país afora, inclusive no Pará.

A atitude vista na Arena do Grêmio, é bom lembrar, tem correspondência direta com os palavrões dirigidos à presidente da República na abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, e na final do mundial, na Arena Maracanã, no Rio.

O risco que se observa é tanto maior quando há uma forte tendência brasileira de acomodação das coisas. Sempre se busca um jeito de tangenciar os fatos, ignorar a gravidade de episódios e tratar o racismo como algo isolado ou restrito a minorias.

A própria atitude de jogadores negros, como o volante Zé Roberto (do Grêmio), procurando relativizar o episódio, confirma que as coisas precisam ser enfrentadas com coragem e firmeza.

 

 

Técnicos na rota da decadência

 

O processo de pauperização do futebol brasileiro tem diversas origens e múltiplas explicações, mas o papel dos técnicos indiscutivelmente é decisivo para o agravamento da situação. Quando se toca nesse assunto há sempre o risco de vilanizar a categoria, que não é a única a militar no esporte. Ocorre que é inegável a influência que os profissionais têm na formação de atletas e na maneira de jogar dos times.

A recente Copa do Mundo chamou atenção para o atraso do Brasil nesse quesito. O próprio Felipão, que antes da competição era cultuado como melhor treinador do país, foi atropelado pelos fatos, sendo massacrado pela evolução de seus colegas estrangeiros. E Felipão não é o único técnico brasileiro nessa situação – existem muitos outros. Acontece que ele é um dos mais graduados e respeitados do país, o que só agrava o problema.

O comportamento tático do Grêmio, novo time de Felipão, é revelador da ausência de atualização. O time joga com zagueiros em linha e uma segunda ala de defensores à frente. Um verdadeiro exército de Sparta, aferrado ao instinto defensivo. E estava jogando em casa, com a torcida ao lado, contra um Santos pouco inspirado também, mas menos cauteloso.

Foi mais um jogo pela Copa do Brasil, que tem sido pródiga em resultados que fazem pensar. Na quarta-feira, a maioria dos grandes times teve seu favoritismo posto abaixo por emergentes mais ousados.

Técnicos convivem desde sempre com a espada do desemprego sobre a cabeça, mas no Brasil o medo excessivo contribui para a proliferação de sistemas retranqueiros. A preocupação defensivista abrange todas as divisões, mas é mais rígida nos chamados grandes, quando deveria ser justamente o contrário, como a Copa mostrou com tanta clareza.       

 

 

Papão testa o gramado da arena

 

A nova Arena Curuzu começou a ser utilizada pelo Papão, ontem à noite, por ocasião do treino coletivo de preparação para a partida contra o Salgueiro, amanhã. No gramado impecável, Mazola Jr. observou a movimentação de seus jogadores e praticamente definiu mudança no meio-de-campo, com Djalma substituindo a Rafael Tavares e Raul, que vinham atuando por ali.

Desde que voltou ao time contra o CRB, Djalma demonstrou condição técnica superior ao dos meias que Mazola vem escalando. Mesmo entrando no decorrer dos jogos, deu nova dinâmica ao setor e impulsionou o time ao ataque. E é justamente essa a necessidade que o Papão terá no confronto com o Salgueiro: atacar o tempo todo, a fim de garantir os três pontos.

Sem Djalma, o time sofre com outro problema. O rendimento de Pikachu é diretamente comprometido pela ausência de um parceiro que esteja acostumado com seus avanços e posicionamentos do meio em diante.

Mazola só deve definir a escalação amanhã pela manhã, mas é improvável que ignore a importância de Djalma para o bom funcionamento da meia-cancha do Papão.

29 de agosto de 2014 at 11:45 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 29.08.14

POSITIVO – Se souber trabalhá-lo e dar oportunidade o Remo terá brevemente em Tsunami um dos melhores zagueiros do Norte: alto, preciso, forte, boa antecipação e líder. Mais uma jóia no Baenão!

NEGATIVO – Falta de estádio e pavor com briga de torcidas deverá transferir um possível RE x PA decisivo da 2ª Copa Norte Sub 20 para terça-feira. Pobre futebol paraense!

Lá e Cá

Parque do Bacurau (Cametá), num esforço do vice da FPF Maurício Bororó liberado para jogos do Remo; Papãozinho único 100% na Copa Norte Sub 20: amanhã, 9:30 h, PSC x Tarumã (Souza) e Remo x Comercial-PI(Baenão).

Alírio Gonçalves, presidente do Grêmio Literário e Recreativo Português (chegando aos 147 anos), meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo.

Recebo um pedido de correção de que o jogador Sub 20 Hapraha (Haprá), do Remo, embora tendo vindo do futebol do Kyikatejê é da etnia Parkatejê.    

Domingo o jogo 463º entre Remo e Tuna, 209 vitórias azulinas (721 gols), 129 tunantes (564 tentos) e 124 empates. Também um dos clássicos mais jogados do Brasil.

Recordista de participações na Copa Brasil é o Atlético-MG (24 vezes), seguido de Remo, Vitória-BA e Vasco (22 cada).

Salgueiro fechadinho para amanhã: Luciano, Tamandaré, Ricardo Braz, Ranieri e Perí, Vitor Caicó, Morelândia, Anderson Paraíba, Daniel e Elvis, Fabrício Ceará. Da última vez na Curuzu, Papão 4×0 (2012).

Águia teve cinco vetados pelo DM para jogo contra o Treze: Esdras, Charles, Diogo, Reinaldo e Leílson. Mas, milagres acontecem!

Em 1.9 se comemora o Dia do Profissional de Educação Física e haverá a 1ª Conferência Estadual de Educação Física, da FPAT.

Estádio Maximino Porpino, o Modelão (Castanhal) foi inaugurado em 1975 (prefeito José Espinheiro) e reformado em 1998 (prefeito Paulo Titan). Agora é aguardado recurso do Ministério do Esporte para melhorias.

Meia Flamel, 30 anos, de volta ao Castanhal, seu 11º clube na carreira e 8ª contratação do Japim neste semestre; Tuna venceu 4º amistoso (2x1na Seleção de Moju) e que venha o Remo titular ou Mistão!

HOMENAGEM – Hermínio Castro dos Santos, o Hermínio ex-atacante do Remo do amador (campeão em 1979) ao profissional, Tiradentes (fez o gol cala Curuzu-1×0 no Papão), Sport e Tuna. É motorista da SESPA.

29 de agosto de 2014 at 11:42 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 28.08.14

POSITIVO – Ciclismo do Pará é campeão do Norte-Nordeste, deixando a Bahia em 2º lugar. Palmas para o presidente-atleta da Federação de Ciclismo Edilson Krammer e sua equipe!

NEGATIVO – Se der RE x PA na decisão da Copa Norte Sub 20 não tem local (Modelão vetado); ainda existem 3 laudos pendentes do Parque do Bacurau. E, agora Leão? Olha o Diogão de novo aí, gente!

Lá e Cá

Hoje todos os cumprimentos ao querido Danilo Augusto, bragantino de boa cepa, jornalista de primeira (inclusive esportivo) e professor dos mais gabaritados em Bragança. É o seu aniversário. Parabéns!

Reforma da Curuzu custou 1,3 milhões, recursos da diretoria e a maior parte de grandes abnegados bicolores. Valeu!

No jogo do Paysandu contra o Botatogo-PB, fora, dia 7.9, Pikachu completará jogo 150º com a camisa bicolor; felizmente não deu certo a vinda do atacante Isaac para o Papão. Não valeria a pena!

Jogos Nacionais do SESI, em Belém, de 9 a 14.9, utilizando as instalações do Coqueiro, da Almirante Barroso e o Estádio Olímpico Monumental Edgard Proença, o nosso Mangueirão.

Cruzeiro x Chapecoense, no sábado, 9º jogo da Série A deste a ser apitado pelo paraense quase FIFA Dewson Freitas.

Paysandu x Trumã-AM, uma semifinal da Copa Norte Sub 20. Hoje o Remo conhecerá seu adversário.

Charles Peniche, paraquedista e atleta de jiu-jitsu, único paraense  presente em Buenos Aires no “Argentina Open de Jiu-Jitsu”, de 7 a 9.11. Sucesso!

Parauapebas de olho na Segundinha do Parazão contratou do futebol de Rondônia o técnico Julio Cesar e goleiro Rocha (ex- Ariquemes).  

Bernardo no lugar de Charles deverá ser a única alteração no Águia para o jogo do “desencabula”, domingo, em Campina Grande, contra o Treze do Givanildo Oliveira e Rafael Oliveira.

Zé Soares foi com muita sede ao pote e deu no que deu. Recomeçar tudo de novo contra o Remo no TRT; Princesa-AM, do técnico Charles Guerreiro, liberou Flamel, Lourinho, Bruno Oliveira e Renato Medeiros.

HOMENAGEM – Oswaldo Miranda Dias Jr, o Oswaldo Jr, ex- campeão de ginástica artístitca dos Jogos Estudantis Brasileiros de 1985 pelo Pará . Foi ainda campeão Norte-Nordeste e vice-brasileiro de Ginástica Aeróbica. É Sub Oficial da Aeronáutica e Professor de Educação Física.  

28 de agosto de 2014 at 12:10 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.08.14

Uma instituição centenária

 

Desde meus tempos de moleque lá em Baião atinei para o fato de que existia uma hierarquia do futebol muito bem desenhada no Brasil, quiçá no mundo. Esse quadro incluía algumas poucas instituições reconhecidamente importantes naqueles tempos, o glorioso final dos anos 60, de bom futebol e rock melhor ainda.

Além dos óbvios Santos e Botafogo, havia o Cruzeiro e o Palmeiras. Dos alvinegros que encabeçavam a lista não é preciso dizer muito, pois a própria história se encarrega de falar por eles. Lembro perfeitamente de uma velha capa da revista Cruzeiro, ainda digna da fama, com o Cruzeiro de Raul, Dirceu Lopes, Natal e Tostão. Camisa belíssima, com estrelas flamejantes a vesti-la.

Nesse mesmo período, meu pai José falava o tempo todo da Academia. Cheguei inicialmente a pensar que era alusão à universidade ou algo do gênero. Não, era um time de futebol. Um baita time que ganhava quase tudo, embora prejudicado em São Paulo pela glória do Santos de Pelé.

Com dois homens iluminados atuando no meio-campo, segundo as palavras do meu velho, com o devido reforço das narrações entusiasmadas do nobre Fiori Gigliotti. E havia ainda o suporte dos acordes luxuosos do hino palestrino, cujo início fala do “alviverde imponente”.  

Alguns anos depois, já estudando em Belém, revendo jogos daquele Palmeiras sensacional, entendi que ele se referia à dupla Ademir da Guia e Dudu. Ou o contrário, como manda a etiqueta futebolística. Dudu & Ademir estão para a história palmeirense como Lennon & McCartney para a música ou o Gordo e o Magro para a comédia.

É, portanto, baseada em dois artífices da bola, a minha memória do Palmeiras vitorioso dos anos 60/70. Que teve ainda Valdir, Eurico, Rosemiro, Valdemar Carabina, Leão, Leivinha, Luís Pereira, Edu, César Maluco. E depois contou com Veloso, Marcos, Evair, César Sampaio, Djalminha, Zinho, Edmundo.

Sempre me impressionou a força que o Palmeiras tinha em São Paulo, quase sem repercussão maior no resto do Brasil. Ao contrário do que se pensava aqui de fora, o clube não se restringia aos amores da colônia italiana. Era (e continua a ser) uma instituição paulista por excelência. A ausência de grandes títulos depois de seus timaços montados na era Parmalat coincidiu com a explosão do futebol televisionado para todo o país e com a ascensão do rival São Paulo, logo secundada pelos êxitos do arquirrival Corinthians.

A penúria pós-Parmalat levou a duas quedas seguidas para a Segunda Divisão, fatos que tornaram o torcedor palmeirense ainda mais apaixonado, como é próprio da tradição do futebol. E não nos iludamos: é esse amor incondicional que está sendo comemorado nesta semana, pois só o amor de uma legião de adeptos é que faz um clube ser realmente grande.

Parabéns, Palmeiras!

 

 

Mais um estranho negócio da bola

 

O lateral Douglas do São Paulo foi anunciado oficialmente ontem como negociado com o Barcelona. A transação despertou espanto geral quando foi revelada, pois estamos falando de um jogador desconhecido e sem maior brilho, além de ostentar um histórico sem grandes atuações. Há dois anos no Tricolor paulista, oriundo do futebol goiano e nada mais, nunca foi craque da rodada, não há lembrança de crônicas saudando seu futebol.

Estranho que o Barcelona venha lá de longe pagar quase R$ 11 milhões por esse lateral quase anônimo. Mais estranho é que ninguém questione neste Brasil que já foi bom de bola.

Só não é surpreendente se levarmos em conta que Daniel Alves teve um caminho mais ou menos parecido com o de Douglas e até hoje é reconhecido, pelo menos até a última Copa, como grande jogador.

 

 

Paraenses que brilharam no Botafogo

 

Recebo do amigo alvinegro Ronaldo Passarinho um oportuno e esclarecedor recadinho: “Caro Gerson, paraenses que atuaram no Fogão além dos citados na coluna de hoje: Mimi Sodré (Almirante Benjamin Sodré), Nilo Braga (pai da atriz Rosamaria Murtinho), Otávio de Moraes (filho de Eneida), Quarentinha (o maior artilheiro do Glorioso). O detalhe interessante é que todos foram atacantes. Como é bom torcer pelo Botafogo”.

Como é bom ter leitores bem informados.

 

 

Só o pênalti faz o bom goleiro

 

Em entrevista na TV, ontem, o ex-goleiro Marcos fez uma observação curiosa, mas pertinente. Segundo ele, a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro, sem mata-mata ou decisões extras, dificulta a formação de grandes goleiros no país. Faz sentido.

Lembrou seu próprio exemplo. Marcão foi um goleiro que se notabilizou pela facilidade para defender penalidades, pois era muito testado no Palmeiras em competições que incluíam decisões nos penais. Por essa qualidade acabou chegando à Seleção, onde se consagrou em 2002.

27 de agosto de 2014 at 11:38 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 27.08.14

POSITIVO – Árbitro paraense Dewson Freitas foi 1º colocado ontem no teste físico do Curso Futuro 3 da FIFA, no RJ, que vai até 3.9. Entre os instrutores Jorge Larrionda e Wilson Seneme. Scudetto a caminho!

NEGATIVO – Imprensa esportiva cearense chamou para o Estádio Zinho Oliveira (Marabá) de palco para Show Ball. Chega de humilhação. Está na hora do novo Estádio Municipal, gente!

Lá e Cá

Reeintegração de Igor João, no Remo, para trabalhar de novo com o técnico que o dispensou é uma saia justa. Empréstimo seria mais plausível!

Equipe do Clube do Remo cuidando do estádio Parque do Bacurau, em Cametá, como já fizera com o Diogão, em Bragança, para atender CT. Pedida antecipação do jogo contra o Interporto para 6.9

Azuinos têm em sua equipe Sub 20 atleta índio originário da etnia kyikatejê: atacante Haprara (Haprá) Jokare Komaytere.

Patinando na Série C, Paysandu ainda tem o melhor ataque do Brasil em 2014 com 92 gols, seguido do Ceará 90, Fortaleza 88, América-RN 86 e Cruzeiro 78.

O artilheiro brasileiro na temporada é Robert (Fortaleza) 28 tentos, vindo depois Magno Alves (Ceará) 27, Barcos (Grêmio) 22, Ricardo Lopes (Globo-RN) 21, Léo Gamalho (Santa Cruz) e Lima (agora no Ceará) 20.

Curiosamente, Lima ainda não fez gol no Vovô Alencarino e continua com os vinte que levou do Paysandu.

Águia que não pedia há 4 anos em Marabá sofreu duas derrotas em casa nesta Série C (2×0 do CRB e Fortaleza). Depois de 7 anos na Terceirona lutará para não cair à Quartona.

Projeções indicam que escapará do rebaixameto na Série C quem atingir 18 pontos e 27 para tentar alcançar a Série B. Significa dizer que o Papão precisaria ganhar em casa do Salgueiro, Cuiabá, Treze e do CRAC fora.

Também teria empatar fora com Botafogo-PB e Fortaleza. So ísso! É quando a maquininha entra em ação, o que não é novidade por aqui. Mas, a arrancada está programada para começar sábado.

Torcida do Treze-PB, o Galo da Borborema, chora com Rafael Oliveira a perda prematura de seu filinho. Atacante paraense é ídolo lá com 5 gols em 5 partidas da Série C.

HOMENAGEM – Flávia Pereira de Andrade, a Flávia, ex-ponteira campeã no voleibol paraense pela AABB, Tuna, Paysandu e Remo nos anos 90. Defendeu ainda a Seleção Paraense. É tecnóloga em estética.

27 de agosto de 2014 at 11:37 am Deixe um comentário

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