Coluna do Gerson Nogueira – 05.09.14

5 de setembro de 2014 at 5:25 pm Deixe um comentário

STJD erra até quando acerta

Em entrevista concedida à reportagem do DIÁRIO, ontem à tarde, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, criticou a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil, em decisão do STJD como punição pelos insultos racistas da torcida ao goleiro Azenha, do Santos, em jogo realizado na semana passada.

Para Rebelo, a punição ao clube generaliza a responsabilidade pelo delito e representa uma falência da Justiça Desportiva. Punir no atacado, segundo ele, é uma maneira de não resolver o problema, pois obviamente o Grêmio não é responsável direto pelos incidentes. O bom senso diz também que o clube não tem como evitar que um aloprado qualquer saia ofendendo ou gritando insultos.

Está certo o ministro e a ironia da coisa é que o STJD consegue errar até quando, em tese, acerta. Para surpresa geral, o tribunal foi rápido em adotar uma posição enérgica em relação ao caso de racismo, o que é louvável, mas como sempre errou na dose do remédio.

Ao contrário do que faz supor a sentença, o Grêmio não chegou exatamente a ser punido. Foi mais um “me engana que eu gosto”, visto que o time gaúcho já estava praticamente eliminado da Copa do Brasil, após perder em casa por 2 a 0. A multa de R$ 50 mil também é risível para um incidente tão grave.

Quanto à culpa, o STJD perdeu a oportunidade de criminalizar os torcedores identificados pelos gestos ofensivos a Aranha. O estádio gremista dispõe de câmeras que capturam as imagens de qualquer setor de cadeiras e arquibancadas. Todos os que xingaram o goleiro deveriam ter sido enquadrados. O problema é que, se interpretasse dessa forma, o STJD perderia o protagonismo, pois a decisão teria que passar para o âmbito da Justiça comum. E os auditores, como se sabe, adoram notoriedade.

Em tempo: a entrevista com o ministro Aldo Rabelo será publicada na edição de domingo do DIÁRIO.

Equilíbrio defensivo em risco

Logo agora, que o Papão finalmente reencontrou o equilíbrio no eixo defensivo, eis que surge a possibilidade de saída de Charles, o zagueiro que brilhou no Parazão e surpreendeu pela queda de rendimento na Série C. O provável destino de Charles seria o futebol cearense, de onde veio para o Papão, depois de ser descartado no Fortaleza.

Mesmo não apresentando a mesma segurança exibida no primeiro semestre, Charles continua a ser peça fundamental no sistema de defesa do time. No começo, ao lado do inseguro Reiniê, andou vacilando muito, levantando dúvidas quanto ao seu verdadeiro potencial.

Com a contratação de Fernando Lombardi, as coisas se ajustaram e o Papão voltou a ter uma zaga segura. Para o caso de Charles deixar a Curuzu, Lombardi ficará órfão e a tendência é que o técnico Mazola Jr. peça imediatamente um substituto ou resolva apostar as fichas em Pablo, pois Reiniê já demonstrou deficiências que deixam a linha final extremamente vulnerável.

De todo modo, um problema que chega na hora errada e que pode acrescentar incertezas em setor vital da equipe na fase aguda pela classificação à próxima fase na Série C.

Leão deveria treinar no Diogão

Diante das constantes menções ao estado do gramado do estádio de Bragança, a pergunta que não quer calar: por que o Remo não se antecipou e fez os treinamentos finais – pelo menos dois com bola – para o jogo com o Interporto lá no contestado gramado do estádio Diogão, em Bragança?

Como é consenso entre jogadores e comissão técnica que o campo não é o ideal e causou sérios problemas nos jogos contra Moto Clube e Guarani de Sobral, a medida mais lógica seria realizar os treinos da semana lá mesmo. É mais ou menos o mesmo raciocínio que vale para treinar com a bola oficial de uma competição.

O fundamental é que os jogadores se ambientem ao local do jogo e aprendam a neutralizar as deficiências que o campo apresenta. Seria a melhor maneira de estabelecer alguma vantagem sobre o adversário, que chegará às vésperas do jogo, a tempo apenas de fazer treino de reconhecimento.

E as torneiras não param de jorrar

As comissões que agentes e empresários de jogadores estabeleceram como regra em qualquer negociação, com a óbvia complacência dos dirigentes, começa a se voltar contra os clubes. Até mesmo a renovação de contratos passou a incluir a “prenda” e, em certas situações, geram custos de até R$ 1 milhão. Isso vem acontecendo nos clubes de primeira divisão e já se estende às séries B e C.

A primeira reação à novidade partiu das diretorias de Corinthians e Palmeiras, pressionadas pelos conselheiros e associados. Ninguém entende a razão de premiar um negociador de contrato já firmado e que carece apenas de renovação.

Como tudo que é ruim costuma ser contagiante, logo a moda pode chegar (se já não chegou) pelo nosso futebol, tradicionalmente generoso com o desperdício de dinheiro. É bom ficar atento.

O Brasil de Dunga entra em campo

E Dunga finalmente reestreia hoje no comando da Seleção Brasileira. Chance de experimentar as mudanças tão esperadas. É bom não esquecer que o adversário deu muito trabalho durante a Copa do Mundo.

Sabe jogar em velocidade e tem habilidade. Quando necessário também baixa o sarrafo, que o diga Neymar, afastado do torneio em consequência de um joelhaço aplicado por Zuniga.

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