Coluna do Gerson Nogueira – 01.10.14

1 de outubro de 2014 at 11:51 am Deixe um comentário

Os desafios do Leãozinho

O Remo estreia hoje à noite na Copa do Brasil Sub-20 com dois desafios. Em primeiro lugar, tem que superar o Goiás, equipe que representa um projeto bem estruturado e de longo prazo na formação de atletas. Paralelamente, terá a importante missão de preservar a imagem positiva deixada no torneio do ano passado.

Um dos trunfos do técnico Walter Lima é o aproveitamento da base construída na campanha do bicampeonato da Copa Norte. Um dos grandes destaques daquele torneio, o polivalente volante Tsunâmi, é também a principal esperança azulina na competição nacional.

Apesar do pouco intercâmbio com o futebol de outras regiões, problema que a Copa do Brasil ajuda a diminuir, o Remo já provou que é possível enfrentar em igualdade de condições equipes de outros centros.

No ano passado, com um time mais inexperiente que o atual, o Leão chegou à fase semifinal da Copa, superando adversários qualificados, como o Vitória da Bahia e o Flamengo. Caiu frente ao Criciúma (SC), cujo potencial pode ser comparado ao do Goiás.

A eliminação diante dos catarinenses em jogo dramático, também no Mangueirão, deixou algumas lições que certamente não foram esquecidas por Waltinho e seus comandados. Ficou óbvio naquele mata-mata que o Criciúma baseava seu poder de fogo na força de conjunto e na preocupação em marcar sob pressão.

Soa até esquisito falar em marcação tão radical em competições sub-20, mas o fato é que o futebol no Brasil vive desses absurdos, que estão na origem do atual nível técnico dos atletas profissionais.

A lamentar que o apoio que a torcida deu ao Leãozinho na competição passada dificilmente se repetirá neste ano, pois em 2013 o time profissional estava inativo e a torcida sofria de carência absoluta, abraçando incondicionalmente a causa dos garotos. Agora, com a Série D em andamento, o sub-20 sofre um certo esvaziamento, agravado pela má jornada dos profissionais diante do Brasiliense no último domingo.

Será que a novela vai chegar ao fim?

Pelo andar da carruagem e a crer na fumaça que subiu ontem à tarde, o STJD finalmente deve julgar hoje na sessão do Pleno o famigerado caso Brasília, que já começou a cair no ridículo depois de tantas idas e vindas. Na última sessão, suspensa a pedido do próprio presidente do tribunal, o Papão já tinha vantagem de 2 votos a um dos auditores.

A expectativa é de que, finalmente, a angustiante novela chegue ao fim e se defina de vez o campeão da Copa Verde. Cumprindo-se, obviamente, o que diz o regulamento da competição, que dá plena razão à denúncia do Papão. É inadmissível e desrespeitoso que o torcedor não saiba ainda quem é o vencedor de uma competição que ocorreu no primeiro semestre.

Recados cifrados na Curuzu

As declarações do técnico Mazola Jr., citadas na coluna de ontem, sobre a inexistência de craques no futebol do Pará provocaram melindres em alguns setores, levando a manifestações críticas sobre o trabalho dos técnicos importados.

Mas, ao contrário do que muitos pensaram, o treinador não se referia ao talento nativo. Estaria, segundo fontes ligadas ao futebol do Papão, mandando um recado para alguns medalhões do elenco.

Mazola estaria descontente com algumas peças importantes do grupo, como Héverton e Charles, cujo rendimento tem sido muito questionado na disputa da Série C.

Estrela Solitária à espera de misericórdia

Um parecer do Ministério Público do Trabalho, defendendo a inclusão do clube no Ato Trabalhista (do qual foi excluído em outubro de 2013), surge como a tábua de salvação do Botafogo. Mergulhado na pior crise de sua história, com receitas retidas judicialmente, o Alvinegro pleiteia junto ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio a liberação de suas contas.

Caso o tribunal acate o pleito, o clube poderá voltar a quitar dívidas e manter os salários dos funcionários em dia. Como há coisas que só acontecem ao Botafogo, o bloqueio de 100% de suas receitas por inadimplência levou a um quadro de insolvência e mais dívidas, afetando diretamente a campanha do time no Campeonato Brasileiro.

A volta do atacante cabeça de fósforo

Luís Fabiano é conhecido pelo temperamento explosivo, que já custou ao São Paulo alguns sérios prejuízos até em competições internacionais. Quando enfurecido, o atacante age como touro na arena e investe cegamente sobre adversários e até contra a arbitragem.

Ontem, em partida sofrível do São Paulo contra o Huachipato chileno, em São Paulo, a face irascível do artilheiro veio à tona outra vez. Logo no primeiro tempo, deixou o cotovelo no rosto de um chileno e ganhou cartão vermelho direto. Para sorte do Tricolor, Michel Bastos salvou a noite, marcando o gol da vitória no segundo tempo. Mas o que poderia ser um passeio sobre os visitantes se tornou um martírio.

Luís Fabiano prova mais uma vez que é imbatível no quesito burrice. No Brasil hoje talvez só tenha como competidores diretos nesse quesito Valdivia e Kléber Gladiador, legítimos discípulos de Edmundo Animal.

O certo é que, por atitudes como a de ontem, um jogador pode sabotar a caminhada de seu time em questão de segundos. O placar apertado deixa o São Paulo com a perspectiva de um jogo duríssimo na volta, quando o explosivo Luís Fabiano não poderá atuar.

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