Coluna do Gerson Nogueira – 06.10.14

6 de outubro de 2014 at 3:05 pm Deixe um comentário

Sorte ajuda a quem merece

As projeções matemáticas eram desanimadoras. O Papão precisava vencer e contar com pelo menos dois outros resultados favoráveis. Pois aconteceu exatamente assim. O time paraense se impôs sobre o Crac em Catalão, vencendo por 3 a 0, e os demais resultados do grupo lhe favoreceram ao final da rodada. A luta pela classificação à próxima fase da Série C teve contornos dramáticos, dependeu de boa dose de sorte, mas terminou festivamente.

O que mais se questionava antes da última rodada era o potencial do Papão para vencer fora de casa. Há anos que o time tem dificuldade para superar adversários quando joga longe de sua torcida. Desta vez, porém, não houve hesitação. A equipe entrou de maneira determinada, sufocando e buscando o gol desde os primeiros movimentos. Foi premiada logo aos 8 minutos, com o gol de Pikachu, finalizando livre na pequena área, após boa jogada de Djalma e Zé Antonio.

Logo depois, o Crac partiu para o ataque, chegando a criar algumas situações de perigo, quase alcançando o empate. Ao mesmo tempo, abria espaços e permitia a chegada do ataque paraense. Em belíssima jogada, aos 45 minutos, Bruno Veiga driblou dois marcadores e mandou um chute sem defesa no ângulo esquerdo da trave do Crac. O gol consolidava a vantagem do Papão em campo e frustrava as poucas esperanças do time goiano.

Depois do intervalo, mais tranquilo pela vantagem parcial, o Papão se fechou no meio-de-campo para evitar surpresas. Dedicou-se a explorar o contra-ataque e quase ampliou logo no começo, de novo com Bruno Veiga. Instantes depois, em contragolpe fulminante, a bola foi cruzada na área e o zagueiro Luciano se precipitou, tocando para as redes do Crac. A partida ainda reservaria uma grande oportunidade para Ruan, que errou no arremate final.

Uma vitória sem contestações do time mais qualificado e emocionalmente mais motivado. Talvez tenha sido a melhor atuação do Papão desde o retorno de Mazola Junior à Curuzu. O placar de 3 a 0 de certa forma esconde as dificuldades criadas pelo adversário, que mesmo já rebaixado parecia disposto a fechar sua participação com um bom resultado em casa.

Apesar do rendimento satisfatório em todos os setores do time, Pikachu, Djalma e Bruno Veiga se destacaram na partida. Além deles, é claro, o Papão deve render homenagens a Mazola, que teve papel fundamental na recuperação do time, superando as muitas limitações técnicas do elenco para chegar ao G4 com méritos.

Leão de volta à estaca zero

Caso precisasse ser avaliado pela atuação no sábado à tarde em Taguatinga (DF), o Remo certamente receberia uma excelente nota. O time atuou bem, com desembaraço e determinação. Não venceu porque perdeu pelo menos quatro grandes oportunidades. Uma delas logo aos 5 minutos, quando Roni entrou sozinho e chutou a bola contra o travessão.

O fundamento do chute parece não ter sido bem treinado no Baenão ao longo da Série D. O time deixou escapar vitórias importantes por não saber aproveitar as chances que criava.

Contra o Brasiliense, ainda no primeiro jogo em Belém, o placar não retratou a produção ofensiva azulina. O confronto de volta mostrou situação bem parecida, com o Remo agredindo e o anfitrião se defendendo como podia.

Com Potiguar no meio-de-campo, o time entrou mais arrumado na criação e isso se refletiu na facilidade com que chegava à intermediária do Brasiliense. A proposta do técnico Roberto Fernandes de atacar com o maior número possível de jogadores foi cumprida com afinco.

Nem o gol de Claudecir aos 13 minutos, em cochilo da linha de zagueiros, fez o Remo mudar sua forma de atuar. A bem da verdade, só no primeiro tempo, caso tivesse sido mais eficaz no aproveitamento, o Remo poderia ter saído em vantagem.

Ao contrário da partida realizada no Mangueirão, Fernandes reforçou a marcação sobre os meio-campistas e atacantes do Brasiliense. Ao lado de Reis, Potiguar auxiliava no bloqueio na meia cancha e saía rápido quando tinha a posse da bola. No segundo tempo, esse desenho mostrou-se ainda mais positivo, pois o time do Brasiliense demonstrava cansaço e permitia espaços para Levy e Roni jogarem quase à vontade pelo lado direito.

Como resultado dessa boa movimentação, o Remo chegou ao gol depois de um cruzamento de Levy que Val Barreto desviou para Leandro Cearense finalizar para as redes. Logo em seguida, em cobrança de escanteio, o Remo chegou ao desempate, mas o árbitro anulou a jogada. As imagens mostradas pela TV revelam que o lance transcorreu normalmente.

Ao final, apesar de todo o esforço do time, o resultado desclassificou o Leão, que volta ao ponto de partida. Como nos anos anteriores, precisará garantir no Campeonato Paraense a vaga para disputar a Série D. Ironicamente, a equipe acabou alijada da disputa depois de se mostrar superior ao adversário nos dois jogos do mata-mata.

Acontece que jogos eliminatórios exigem eficiência e objetividade. O Remo se conduziu bem, teve maior posse de bola, mas não fez os gols necessários para seguir em frente.

Depois da partida, o técnico lamentou o desperdício de chances, enquanto os dirigentes começavam a fazer os planos de preparação para o Parazão. Muitas coisas devem mudar no clube, a começar pela redução do elenco atual, a fim de deixar a folha mais enxuta. Uma espinha dorsal será mantida e um novo técnico deverá ser contratado. O mais importante é que o Remo tem a chance de mesclar remanescentes da campanha na Série D e com jogadores da base montada por Walter Lima no sub-20.

João Galvão e a ressurreição do Águia

O Águia chegou à última rodada com a corda no pescoço, pois brigava diretamente com o Treze-PB pela vaga restante na Série C. Para piorar, o time paraibano disparou 3 a 0 sobre o Salgueiro e deixou os marabaenses – cujo jogo havia sofrido um atraso de 30 minutos – com um tremendo abacaxi para resolver dentro do Zinho Oliveira contra outro representante paraibano.

Aleilson havia feito 1 a 0 ainda no primeiro tempo, mas Lúcio Curió empatou aos 27 minutos da segunda etapa, reabrindo os temores quanto ao rebaixamento. Valente, o time de João Galvão se lançou ao ataque e foi premiado com o gol de Luís Fernando aos 30 minutos.

O Águia se garantiu com a vitória sobre o Botafogo e ajudou diretamente o Paissandu, eliminando um dos times que brigava pela classificação no G4. Se há um nome a ser destacado na bela recuperação do Águia este é João Galvão, que voltou ao comando quando o barco ameava ir a pique.

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