Coluna do Gerson Nogueira – 30.10.14

30 de outubro de 2014 at 10:57 am Deixe um comentário

Hora de contabilizar lucros

O Papão tem desfalques importantes para o jogo de sábado contra o Mogi Mirim (SP), no estádio Jornalista Edgar Proença, abrindo a semifinal da Série C. Pikachu e Ruan, titulares absolutos, serão as ausências mais sentidas. Em contrapartida, o time terá um trunfo inestimável: a tranquilidade de poder jogar sem a pressão por resultado.

Ao longo de toda a campanha na Terceirona, o Papão correu atrás de pontos para tentar chegar ao G4, como acabou acontecendo, ou simplesmente para manter-se fora da zona de rebaixamento. Desta vez, apesar de pretender naturalmente chegar ao título da competição, pela primeira vez o time não joga com a corda no pescoço, temendo um mau passo.

Não há dinheiro que pague a sensação de dever cumprido que o time passou a desfrutar depois de conquistar o tão sonhado acesso à Série B no sábado que passou, em Juiz de Fora. Entrar em campo sem pressa ou preocupação pode dar ao Papão a força emocional necessária para seguir avançando na Série C.

Sim, do outro lado a situação é mais ou menos a mesma. O Mogi vem para a fase final do campeonato também sem o peso da ansiedade e pode igualmente se beneficiar dessa condição. Há uma diferença, porém. O Papão, ao contrário do Mogi, tem uma imensa legião de torcedores a acompanhá-lo, sonhando sempre com títulos e conquistas.

Contentar uma grande torcida é sempre desafiador para qualquer time. O Mogi, pela própria origem e localização, é um time mediano. Seus jogadores têm mais compromissos com a diretoria do que com os torcedores. São responsabilidades diferentes, como se sabe.

Dirigentes cobram, exigem e punem. Torcedores vibram, se emocionam, gritam e até choram. O vínculo de um atleta com a diretoria do clube é formal, depende de um contrato. Com a torcida, o comprometimento é afetivo, não depende de papel assinado e, por isso, vale mais.

Vai daí que a notícia sobre seis jogadores do Papão entregues ao departamento médico não assusta ninguém na Curuzu. Douglas, Pablo, Augusto Recife, Jefferson Maranhense e Everton Silva apresentam lesões de média gravidade. Ricardo Capanema feriu a mão em acidente com um copo. Em outra situação, tudo isso causaria um turbilhão. Afinal, são atletas que podem fazer falta, deixando o time mais vulnerável.

Mas o clima é totalmente alto astral e não há desespero em função dessas ausências. Todos, principalmente o técnico Mazola Junior, sabem que a partir de agora tudo será lucro.

Leão se prepara para mudanças

Quando convocou os préstimos de um consultor especializado em gestão esportiva, a diretoria do Remo buscava enriquecer o debate pré-eleitoral no clube. Providência das mais elogiáveis e que propiciou um encontro rico em troca de experiências e também na reafirmação de velhos problemas que insistem em atormentar o centenário Leão de Antonio Baena.

Ao falar a dirigentes e conselheiros na sede do clube, anteontem, o consultor Fernando Ferreira não mediu palavras, nem dourou pílulas. Foi direto ao ponto. O Remo precisará se preparar para mudanças. Se não for devidamente preparado para isso, será atropelado pela dura realidade.

Ferreira, segundo um benemérito do clube, deu alguns alertas à diretoria. O principal talvez tenha sido a necessidade de reestruturação interna, com mais profissionalismo e menos espaço para disputas pessoais. Para um clube tradicionalmente envolvido com política, a tarefa será árdua. Sua efetivação consiste, acima de tudo, de um rigoroso processo de reeducação.

A avaliação do presidente Zeca Pirão foi sintomática. Ao final da palestra, ele admitiu que o Remo precisa se reinventar. E apontou para o vizinho ao fazer uma análise franca do momento vivido pelo clube. Admitiu que os esforços de modernização e a união de abnegados vistos na Curuzu devem ser imitados no Evandro Almeida. Já é um bom começo.

Ciências do Esporte em discussão

De hoje até sábado acontece em Belém o 5º Congresso Norte Brasileiro de Ciências do Esporte (Conceno), evento regional que integra as ações do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, a maior entidade cientifica da Educação Física brasileira e que reúne os principais pesquisadores do país na área. O congresso destina-se a profissionais e estudantes da área. A promoção é da Secretaria Estadual do Colégio Brasileiro de Ciência (CBCE) e do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará, no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ).

Um pedacinho do céu no chão

Baião festeja oficialmente hoje 235 anos de fundação. As contas mais rigorosas indicam que o município tem mais idade e vai completar 320 anos ainda em 2014. De todo modo, a data serve para lembrar o quanto ainda precisa ser feito para que um dos mais belos lugares do Pará seja devidamente valorizado e tratado com mais respeito pelos governantes.

Dono de um dos maiores territórios do Estado até um século atrás, Baião mantém quase intocada a beleza natural, mas padece de sérios problemas estruturais. É inadmissível que a construção de duas pequenas pontes para facilitar o acesso à cidade venha sendo adiada sistematicamente pelo partido que manda o Pará há tanto tempo.

Apesar dessas e outras mazelas, o dia é festivo e será comemorado por todos que amam aquele que é considerado “um pedacinho do céu no chão”.

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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 28.10.14 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 30.10.14

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