Coluna do Gerson Nogueira – 07.11.14

7 de novembro de 2014 at 12:32 pm Deixe um comentário

Vitória leonina sobre o “fogo amigo”

Decisão em caráter liminar do juiz Roberto Cezar Oliveira Monteiro, da 7ª Vara Cível da capital, acatou a ação civil pública com pedido de tutela antecipada ajuizada pelo Ministério Público do Estado contra a facção denominada Torcida Remista (ex-Remoçada). A medida contempla representação do departamento jurídico do Remo, levando em conta que, mesmo depois de oficialmente extinta a mencionada “torcida”, persistiram os atos de violência e vandalismo nos jogos do clube promovidos pelos mesmos elementos que constituíam a Remoçada.

Assim, ficam suspensas de imediato todas as atividades da torcida ligada ao Remo e também da facção Terror Bicolor, esta vinculada ao Papão. O juiz determina também a “busca e apreensão de todo o material das torcidas organizadas; proibição de entrada nos estádios de futebol e ginásios poliesportivos de torcedores pertencentes às torcidas organizadas; imposição de abstenção das torcidas organizadas de praticar atos de continuação das atividades, sob pena de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais), sem prejuízo de sanções criminais, cíveis e processuais”. Com a decisão, as duas organizações ficam automaticamente extintas.

Para acolher o pedido do Ministério Público, o juiz considerou que o órgão possui legitimidade constitucional para defender interesses “relacionados à segurança pública, aos consumidores ou Estatuto do Torcedor e à preservação do princípio da dignidade da pessoa humana. Os pedidos são todos juridicamente lícitos e possíveis e estão deduzidos de forma correta, pelo que recebo a inicial, havendo, ainda, sobradas razões ao seu interesse de agir e de estar em juízo”.

No texto da sentença, o magistrado observa que “é fato notório o grave problema que envolve os vandalismos provocados pela requerida, desordens, depredações, agressões físicas, furtos, danos ao patrimônio público e privado, pondo-se em risco a segurança da população, não apenas dos torcedores/consumidores que comparecem aos estádios”.

Acrescenta que “a suspensão das atividades de torcida organizada traz reais benefícios à coletividade, principalmente na redução dos crimes ligados às torcidas organizadas, empenhando-se maior destaque na limitação das atividades capaz de reduzir a violência urbana. Deve-se preservar o interesse público, a paz e a segurança pública, protegendo-se a vida e o patrimônio público e privado, dentro e fora dos estádios de futebol, pois há a íntima ligação de conflitos com os integrantes de torcida organizada”.

“O Estado-Juiz deve intervir em atividades privadas quando estas se mostram nocivas às regras e princípios da boa convivência. Os líderes das torcidas não são capazes de conter a incivilidade de seus integrantes, sendo a finalidade pacífica das associações requisito constitucional de sua manutenção válida e legítima, consoante previsão constitucional delineada no art. 5º, XVII, da CF/88”, observa.

O pedido inicial do Remo contra as atividades da Torcida Remista foi plenamente atendido pelo juiz Roberto Cezar inclusive quanto à proibição de acesso aos jogos de torcedores identificados como componentes de “torcida organizada”, medida que visa combater a criminalidade nos estádios, devendo o policiamento ostensivo impedir e dispersar o agrupamento e a aglomeração desses simpatizantes a fim de evitar brigas e arruaças dentro e em torno das praças esportivas.

Para dar plena garantia de cumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 5.000,00 para o caso de desobediência. O juiz determinou ainda a “expedição de ofício à Polícia Militar, Civil, Rodoviária Estadual, bem como À Guarda Municipal de Belém, à Federação Paraense de Futebol, Clubes de Futebol Profissional, às Secretarias de Esporte e Lazer Estadual e Municipal, para que, dentro de suas atribuições administrativas, façam cumprir a presente ordem judicial e dêem as divulgações necessárias.”

A decisão, lavrada na última terça-feira (4), foi bastante festejada pelo diretor jurídico, advogado André Cavalcante, e diretoria do Remo. E deve ser aplaudida também por todas as pessoas de boa vontade, que amam de verdade o futebol e que buscam pacificar a relação entre torcidas e clubes nos estádios paraenses.

Quem vai parar o Galo?

O duelo se desenhava renhido, embora desfavorável para os mineiros, pois a vantagem era toda do Flamengo. E o Flamengo costuma ser muito forte em duelos decisivos. Sua história mostra isso. Mesmo fora de casa, os rubro-negros costumam se impor. Não contavam, porém, com um obstáculo quase intransponível: a fé atleticana na vitória.

Quando Éverton abriu o placar para o Flamengo, em contra-ataque fulminante, somente os torcedores do Galo continuaram a acreditar no milagre. O time tinha a partir dali um desafio ainda mais difícil de ser transposto. Teria que vencer por 4 a 1, no mínimo. Fazer quatro gols contra um oponente do mesmo top é sempre tarefa penosa.

O empate ainda no primeiro tempo serviu de alento e estimulou o otimismo da massa, que urrava “Eu acredito!”, em manifestação tão comovente quanto desesperada. Em sã consciência, porém, alcançar o placar necessário para classificar era algo próximo de uma miragem.

Ocorre que times de massa se alimentam da conexão com as arquibancadas. Sensível aos gritos da galera, o time do Atlético partiu determinado em busca do resultado que lhe interessava. Podia até não conseguir, mas não desistiria de tentar.

Curiosamente, a entrega dos jogadores alvinegros parecia surpreender e paralisar o Flamengo, useiro e vezeiro em agir da mesma maneira contra seus adversários. Os três gols que faltavam acabaram surgindo muito mais pelo esforço e transpiração dos atleticanos.

Uma vitória maiúscula, digna desse amor tão bonito que une torcida e time do Galo.

Imperador salta mais uma fogueira

Ainda bem que a Justiça do Rio não acatou a denúncia de envolvimento de Adriano com o tráfico de drogas. Ninguém está livre de amizades ruins e o Imperador tem se especializado em procurar encrenca nos últimos tempos, mas a acusação era descabida e insustentável.

O fato de sua moto ter sido encontrada com um traficante não era prova de envolvimento com o crime. Como muita gente próxima ao jogador costuma dizer, ele precisa de tratamento, não de cadeia.

Talvez se Adriano tivesse um helicóptero as acusações fossem mais brandas.

Entry filed under: Uncategorized.

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 06.11.14 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 07.11.14

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Clube no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.


%d blogueiros gostam disto: