Coluna do Gerson Nogueira – 12.11.14

12 de novembro de 2014 at 1:23 pm Deixe um comentário

Quem tem medo de Minowa?

De cara, para não gerar dúvidas, aviso logo que como desportista aprendi a valorizar sempre o resultado de campo. Abomino manobras de tapetão e assemelhados. Dito isto, entendo que o Remo dá um tiro no pé ao não oficializar a vitória de Pedro Minowa na primeira eleição direta da história do clube. Veterano de outras eleições, Minowa paga o preço de não pertencer à elite que domina o Remo há décadas.

É fato que se registraram falhas na condução do processo eleitoral. Assinaturas deixaram de ser colhidas, teve eleitor votando na urna errada. Nada flagrantemente desonesto ou premeditado. Na verdade, problemas gerados pela má preparação do ritual de votação.

No fim das contas, porém, a vitória do oposicionista Minowa – um candidato conhecida pela persistência – expressou o sentimento de protesto da maioria dos votantes, não diretamente contra o presidente Zeca Pirão, mas contra a longa crise do clube. Com o colégio eleitoral enriquecido pela inédita participação de grande contingente de sócios remidos, a insatisfação das ruas se refletiu diretamente nas urnas.

Ao contrário de outras eleições, cujos votantes eram as figuras de sempre, desta vez os rumos do pleito azulino foram definidos (em pelo menos 40% dos votos) por um contingente expressivo de eleitores que não participam diretamente da vida política do clube.

Quanto mais eleitores, mais democracia. Este é um princípio universal, consagrado em todos os regimes democráticos do mundo. Ocorre que a euforia gerada pela participação maior de votantes corre agora o sério risco de um recuo.

Os torcedores se manifestam nas redes sociais decepcionados com a anulação do pleito, conscientes de que contrariar a vontade das urnas é sempre um retrocesso. A comissão eleitoral da eleição teve seus motivos para optar pela decisão traumática, mas ficou a impressão de que faltou investir numa solução política negociada.

A conciliação de interesses, através da pacificação das correntes internas, seria o melhor caminho. Afinal, o futebol do Remo depende da definição eleitoral para ser estruturado com vistas à próxima temporada. Alguém deveria ter levantado a voz para mostrar com clareza e realismo o cenário que está se desenhando.

Quem garante, por exemplo, que o resultado da próxima eleição será respeitado pelos derrotados? Maus exemplos têm o condão de criar raízes. Como a virada de mesa do pleito de sábado foi bem sucedida, nada impede que nova manobra seja levado a cabo no dia 13 de dezembro.

Ainda existe o perigo de uma batalha judicial em torno da eleição anulada, o que pode fazer o clube mergulhar de vez na indefinição. Caso isso ocorra, ficará provado que o interesse pessoal se sobrepõe ao sentimento de respeito e dedicação à instituição. Uma pena.

A alternativa da terceira via

Anunciada há duas semanas, a candidatura do empresário Marcelo Carneiro – se aceita pela Comissão Eleitoral – pode vir a ser a terceira via no Remo. Com bom trânsito nos dois lados, Carneiro pode unificar situação e oposição, tirando o clube do impasse atual. Trabalhou diretamente no futebol azulino como integrante da equipe de Raphael Levy, em 2005.

Cartola da picareta ensaia retorno

A situação no Remo anda tão caótica que permite até que um ex-presidente responsável pelo maior dos crimes contra o clube ressurge todo lampeiro, ungido como integrante da nova Comissão Eleitoral, formada para o pleito de 13 de dezembro. Foi o autor da ordem para destruir a golpes de picareta, na calada da noite, a parte frontal do Evandro Almeida para impedir o tombamento do estádio.

Foi ele também o genial responsável pela proposta de venda (a preço vil, segundo cálculos da época) do próprio Baenão, desatino sustado a tempo pela ação heroica de alguns poucos abnegados e pela firmeza da juíza Ida Selene Duarte Sirotheau Correa Braga, do TRT.

Em um clube sério, com instâncias que funcionassem de verdade, teria sido afastado sumariamente e responsabilizado pelos sérios prejuízos causados à instituição. Sua inesperada reabilitação diz muito do atual momento de balbúrdia vivido pelo Remo.

Todos os titulares à disposição de Mazola

Sábia iniciativa do técnico Mazola e dos dirigentes do Papão antecipando a viagem para o Rio, a fim de ganhar tempo de adaptação ao gramado e ao clima de Macaé. Todo detalhe a essa altura do campeonato se reveste de grande importância para o resultado final.

A viagem na manhã de quinta-feira, apesar de representar um dia a mais de despesas para o clube, vai permitir que os jogadores treinem no estádio Cláudio Moacir, evitando surpresas desagradáveis de última hora. A má qualidade dos gramados quase sempre afeta mais a atuação de visitantes.

Depois de várias rodadas, o Papão terá todos os titulares aptos a serem aproveitados. Zé Antonio e Aírton devem voltar ao time, cuja estrutura no 3-5-2 será mantida, conforme indicam as palavras do treinador.

Com ambos em campo, Mazola volta a contar com a equipe considerada ideal, a depender apenas do rendimento individual de suas peças. Nesse quesito, Pikachu e Héverton são os que mais preocupam, visto que ambos têm destoado tecnicamente do restante do time.

Como os dois são bons jogadores, há a justificada esperança de que se recuperem justamente no momento culminante da

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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 11.11.14 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 12.11.14

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