Coluna do Gerson Nogueira – 22.11.14

22 de novembro de 2014 at 11:50 am Deixe um comentário

Dia de levantar taça

O Papão bateu na trave nas duas decisões que disputou na temporada. Perdeu para Remo e Brasília, no Parazão e na Copa Verde, respectivamente. É verdade que a competição regional ainda está sub judice, mas em campo o resultado foi desfavorável. Quis o destino, porém, que o melhor ficasse para o final. O título da Série C, em jogo esta tarde, pode ser a cereja do bolo no ano do centenário, depois da conquista do acesso à Série B.

Jogos decisivos nem sempre são bacanas de ver. Prevalece a força de marcação e a aplicação tática das equipes. Para hoje, no estádio Jornalista Edgar Proença, espera-se um confronto acirrado entre times que se respeitam e baseiam sua força nas ações de meio-de-campo.

O Papão leva certa desvantagem por não dispor de um meia-armador de ofício. Passou o campeonato improvisando peças por ali. O lado bom é que os resultados indicam que, apesar de alguns percalços, o time rendeu bem mesmo sem ter um organizador.

Da parte do Macaé, a meia-cancha é o grande trunfo do esquema de três atacantes usados pelo técnico Josué Teixeira nesta reta final de Série C. A considerar apenas um detalhe: esse apetite ofensivo deu certo contra o CRB no primeiro jogo da semifinal, mas não brilhou nos demais confrontos.

Os atacantes Juba, João Carlos e Bruno Alves são lançados constantemente, pois o Macaé concentra suas jogadas em manobras rápidas no meio. Às vezes, busca a aproximação dos laterais, principalmente Breno pelo lado esquerdo. Foi uma jogada iniciada por ele que resultou no gol contra o Papão na partida de ida.

Destaco esses aspectos porque o Papão terá problemas na composição da defesa. Sem Charles e Pablo, o técnico Mazola Junior será obrigado a lançar o reserva Reiniê, que não convenceu quando foi titular. Para reforçar o setor, Ricardo Capanema terá o papel de volante recuado, podendo aparecer também como terceiro zagueiro.

Augusto Recife foi utilizado nessa tarefa em jogos da Copa Verde, mas Mazola optou pela permanência dele como homem de meio, pois é um jogador fundamental para o encaixe da saída de bola. É quem melhor passa no time e essa qualidade pode decidir as coisas.

Em entrevista ontem à Rádio Clube, Mazola considerou que o Macaé dificilmente irá sair para o jogo desde o começo, mesmo precisando fazer gol. A expectativa dele é que o time fluminense só se arrisque de fato no segundo tempo. De todo modo, o técnico do Papão disse que está preparado para a hipótese de um visitante radicalmente ofensivo logo de cara.

Na prática, Mazola quis dizer que, caso abandone seus cuidados e se lance ao ataque, o Macaé fará exatamente o que mais convém ao Papão: jogar no contra-ataque explorando a velocidade de Pikachu, Bruno Veiga e Ruan.

Sempre que encontrou campo propício para contra-atacar, o Papão se deu muito bem. Foi assim nos jogos contra o Tupi (em Belém e em Juiz de Fora) e contra o Mogi Mirim no Mangueirão.

Parceria garante o mosaico bicolor

O gigantesco mosaico que a torcida do Papão vai montar hoje nas arquibancadas do Mangueirão tem o DNA do DIÁRIO, cuja gráfica imprimiu as placas que serão distribuídas antes do jogo para que o desenho seja composto.

Na condição de parceiro tradicional dos clubes paraenses, o jornal prontamente encampou a ideia apresentada por integrantes da diretoria bicolor. O resultado poderá ser apreciado pela no estádio e fora dele, através das imagens das emissoras que transmitirão a partida.

Papão reforça o caixa e bate recorde

O primeiro troféu do jogo de hoje vem na forma de lucro financeiro. A renda de R$ 1.675.000,00 já é a maior de todos os tempos envolvendo um clube do Pará. Além do recorde, o Papão comemora o providencial reforço de caixa em momento de aperreio financeiro motivado pelo pagamento do 13º salário e premiações decorrentes do acesso.

Com o dinheiro obtido nos jogos de mata-mata da Série C foi possível compensar parcialmente os prejuízos da fase inicial da competição, quando o Papão foi forçado a fazer seis jogos fora de Belém. Além disso, deixou de faturar também com a partida contra o Coritiba pela Copa do Brasil, realizada em Marabá. Por baixo, os sete jogos citados poderiam ter rendido pelo menos R$ 2,5 milhões aos cofres do clube.

Com as barbas de molho em relação à violência das gangues uniformizadas em torno da partida de hoje, o clube se cercou de todos os cuidados para impedir que o ano termine com novos dissabores e ameaças de perda de mando para 2015.

Sem discussão, mineiros são os melhores

O bom mocismo é praga que invade até o campo do futebol no Brasil. A história se repete no Brasileiro deste ano. Kaká teve alguns lampejos de bom futebol defendendo o São Paulo. Ainda assim, devido à simpatia midiática que o cerca, por incrível que pareça chegou a ser cotado para craque do campeonato em levantamento da revista Placar! Lá mesmo no Morumbi teve gente que jogou muito mais que ele. Ganso, por exemplo.

Na verdade, a avaliação puramente técnica indica que os melhores da competição, sem sombra de dúvida, vêm de Minas. Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, do Cruzeiro, e Diego Tardelli, do Atlético-MG, se sobressaíram com desempenho acima da média no campeonato mais mediano e sem graça dos últimos anos.

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