Coluna do Gerson Nogueira – 25.11.14

25 de novembro de 2014 at 12:44 pm Deixe um comentário

Técnicos e suas manias

Está claro que existem técnicos e técnicos. Uns são mais voltados para o trabalho e as atividades internas dos times. Outros se expõem perante o mundo, abrem o verbo, abraçam bandeiras e incomodam bastante, para o bem ou para o mal.

Marcelo Oliveira, bicampeão nacional com o Cruzeiro, está obviamente no primeiro grupo. Surgiu para o futebol como meia-atacante habilidoso e insinuante naquele Atlético-MG do final dos anos 70, onde também pontificavam Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro e outros bambas. Do Galo ele migrou para o Botafogo, onde continuou a desfilar seu futebol de grandes qualidades.

Como treinador, começou no Coritiba meio de mansinho. Trabalhou bem e chamou atenção dos grandes clubes. Foi contratado pelo Cruzeiro, onde há dois anos realiza um trabalho magistral. Silencioso, à mineira, mas de resultados incontestáveis. Sem abdicar da técnica primorosa e do estilo vistoso que honrou como atleta.

Lá mesmo em BH, outro técnico também chama atenção. Levir Culpi se consolida como a figura mais surpreendente da temporada. Dado como em fim de carreira há até cinco anos, o comandante do Galo ressurgiu no ano passado para reconstruir um time que havia sido devastado por um fiasco sem precedentes no Mundial de Clubes.

Com aquele jeitão de síndico, Levir limpou a área, afastou a banda podre e fez do Atlético-MG um dos times mais empolgantes da temporada. Sem reforços de peso, conduziu o time à decisão da Copa do Brasil com viradas espetaculares sobre Corinthians e Flamengo.

No Brasileiro, mesmo sem brilho maior, o Galo não faz feio. Foi operado vergonhosamente diante do Internacional na última rodada, com um penal escandaloso não marcado pela arbitragem. Ao final, questionado pelos repórteres, Levir falou do jogo e evitou reclamar. Rara atitude de um treinador brasileiro. Só por esse gesto já merecia um troféu no festa de fim de ano que a CBF organiza.

O outro canto do ringue tem Felipão como expoente maior. Depois das cenas grosseiras no jogo com o Cruzeiro em Porto Alegre, quando ele e Ivo Wortmann fizeram até ameaças à arbitragem, o veterano treinador voltou a fazer das suas na partida contra o Corinthians em São Paulo.

Atacou a arbitragem por supostos erros que teriam beneficiado os donos da casa. Árbitro que beneficia o Corinthians não é propriamente uma novidade, mas o juiz Ricardo Marques e seus auxiliares não erraram (se é que erraram) por má fé.

Felipão lançou no ar a suspeita de que não interessa à CBF e à Rede Globo ter somente representantes gaúchos e mineiros na Libertadores da América. Querem garantir o Corinthians no torneio. Não duvido que seja verdade. Aliás, não duvido de mais nada. Daí a imaginar que isso acontece nestas últimas rodadas é no mínimo incorrer em ingenuidade.

Caso alguma trapaça tivesse sido urdida nos subterrâneos do futebol para fazer a vontade de CBF e Globo, certamente não seria deixada para as rodadas finais, quando quase nada pode ser feito para alterar o ritmo do pagode. Acontece que Felipão é Felipão. Mercurial e raivoso normalmente, precipitado quase sempre.

Direto do blog

“O comentarista aborda o jogo e seu desenvolvimento, o desempenho dos atletas escalados de cara e de seus substitutos, bem assim a eficiência e eficácia do sistema tático adotado e das alternâncias eventualmente utilizadas. E, para isso, não precisa comparecer aos treinos e conversar com o treinador. Com verdade, se o comentarista conhecer de futebol, tiver alguma habilidade comunicativa e se limitar à objetividade de seu trabalho, não enveredando para o passionalismo clubístico ou para vinditas pessoais com o treinador ou com os dirigentes do clube, ou para o puro e simples incensar de certos e determinados jogadores, sejam eles locais ou importados, fatalmente terá um bom desempenho.

Até porque, seguindo aquela velha máxima cunhada pelo grande Didi, não podemos esquecer que treino é treino, jogo é jogo. Aliás, esta tese do Mazola certamente teria maior validade se fosse direcionada para a relação treinador/empresário ou dirigentes/ empresários. Isto é, se o comentarista pudesse assistir o que rola entre estes pares”.

De Antonio Oliveira, sobre as declarações de Mazola Jr. no Bola na Torre.

Papão faz justiça e Mazola vai ficar

Um dia depois da perda do título da Série C, o técnico Mazola reuniu com o novo presidente do Papão, advogado Alberto Maia. Tratou de sua permanência no clube para 2015. O acerto não foi sacramentado ontem, mas os principais pontos já foram firmados.

A manutenção de Mazola no cargo tem a ver, obviamente, com a conquista do acesso à Série B. Como a campanha na Segundona é prioridade máxima na Curuzu, nada mais justo, coerente e meritório que a ele seja dada a oportunidade de conduzir o time na disputa.

Terá, porém, que administrar a conhecida incontinência verbal. No Bola na Torre de domingo, criticou a ausência de apoio à base: “O problema da base no Pará é que não há base”. E soltou uma informação bombástica, revelando que vários atletas oriundos da base tinham ameba.

O que há por trás da queda do Águia

Na recém-finda Série C, o Águia escapou raspando de cair para a Série D. João Galvão empreendeu uma recuperação excepcional na competição. Pegou o bonde andando e deu jeito na coisa.

Aí vem a primeira fase do Parazão e o time naufraga. Ninguém entendeu até agora. Talvez nem o próprio Galvão. Coisas próprias do futebol? Ou questões que não vêm à tona por conveniências especiais? Estranho.

Em Marabá, há quem ache que o Águia correu para não chegar. Por razões financeiras, teria preferido não encarar a disputa da fase principal do campeonato estadual – que já não havia disputado nesta temporada.

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