Archive for novembro, 2014

Papo do 40° – Ronaldo Porto – 24.11.14

ACESSO SIM, TÍTULO NÃO! FALTOU POUCO

Paysandu e Macaé, os dois piores da fase de classificação, o Papão foi o sétimo e o Macaé o oitavo, acabaram como os melhores e foram às finais e o título ficou no interior do Rio de Janeiro. O empate em Macaé em 1×1 deixou os bicolores mais tranquilos, mas o time carioca veio com a intenção de conquistar o título e acabou conseguindo, perseguindo sempre o time bicolor no placar e fechando um 3×3 que lhe dava a Taça, pelo regulamento. Aqui pra nós, foi um jogão, cheio de alternativas e gols bonitos, mas o que ficou marcado foi o “peru” tomado pelo goleiro Paulo Rafael, entre as pernas, gol que deu o título ao Macaé. Os torcedores ficaram frustrados, claro, porém o acesso já estava garantido e o Paysandu vai fazer parte da série B em 2015, mas o título tão perseguido foi embora, deixando o técnico Mazola Jr de saia justa, já que foi para todas as finais possíveis e imagináveis, mas o título não veio. Mas espera aí, o título da Copa Verde ainda poderá salvar o currículo do treinador falante, se o Papão ganhar no STJD no dia 27. E o acesso, pode ser considerado como título? A galera concorda, mas queria mais.

ALTA TEMPERATURA

Ficam aqui as palmas e os cumprimentos aos dirigentes bicolores nas disputas da série C, pois o Papão estava pra cair e foi salvo pela chegada do Mazola e melhoria do futebol de alguns jogadores. Conseguiu chegar em último no seu grupo na classificação e foi eliminando um a um dos seus adversários e nem perdeu nas finais, mas os “gols marcados fora” tiraram o título do Paysandu. Agora vem aí a série B, sonho reconquistado dentro do campo, para alegria da torcida.

BAIXA TEMPERATURA

Sinto dizer, mas não estamos preparados para grandes eventos de futebol no Mangueirão. O que se viu no sábado serviu mais uma vez de exemplo. Os responsáveis pelo trânsito pecaram mais uma vez, muitos penetras no gramado, acesso ruim demais e isso em jogo de uma galera só. A saída então foi complicadíssima, pois teve gente que chegou em casa depois das dez na noite, em função do tumulto. Até quando?

NO TERMÔMETRO

Mazola Jr, pra não perder a mania, convidou os comentaristas esportivos a “saírem do ar condicionado” e viverem o dia a dia dos clubes, reclamando de algumas críticas; Carlos Castilho, quase 60 anos de microfone e sem dúvida o melhor comentarista do Pará não deixou por menos: cuida do teu que eu cuido do meu. Mazola! /// Na verdade, Mazola ficou marcado por levar seu time a todas as finais, mas não conseguiu o que mais gostaria: um título. Poderá ser salvo pelo gongo, se os seus “atletas” do Jurídico conseguirem virar o jogo no STJD. De direito, devem conseguir, mas se entrar a politicagem no meio Mazola dança de novo. /// Maravilha a eleição no Paysandu, com Alberto Maia sendo aclamado com mais de 500 votos e grandes nomes eleitos para o Conselho, como Inocêncio Mártires Coelho, Abelardo Serra, Toni Couceiro, Ricardo Gluck Paul e tantos outros grandes bicolores. /// Em compensação, do outro lado da Avenida Almirante Barroso, a eleição terá que ser repetida no dia 13 de dezembro, por erros cometidos na primeira eleição direta do grêmio de Periçá. Os candidatos serão os mesmos, Zeca Pirão e Pedro Minowa. Sem acordos! /// O Remo não conseguiu chegar até hoje num título da série B, mas o Papão também não chegou à série C. O Remo foi campeão em 2005, ano do seu centenário e o Paysandu não conseguiu nenhum título nos seus 100 anos. Por isso as gozações nas redes sociais e numa delas a galera conta que Eurico Miranda está tentando contratar Mazola Jr, pois de vice ele entende. /// Em compensação, os bicolores vivem dizendo que os remistas serão analfabetos no futuro, por não conseguirem uma série pra estudar. Na gozação tudo vale. /// Daremos uma parada e voltaremos no começo do Parazão 2015, em Janeiro, com nossa coluna semanal aqui no Bola. Boas Festas, Feliz Natal e um 2015 cheio de conquistas aos paraenses. /// Até a volta! Fiquem com Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

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24 de novembro de 2014 at 4:40 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 24.11.14

Uma final eletrizante

Foi um duelo vibrante, como deve ser uma verdadeira decisão de campeonato. Um dos melhores jogos da temporada em Belém. Emoção do começo ao fim. Basta dizer que o Papão esteve com o título nas mãos por quatro vezes (0 a 0, 1 a 0, 2 a 1 e 3 a 2) no jogo, mas o Macaé soube buscar o empate que lhe interessava. Ao Papão cabe valorizar a conquista do acesso, galardão mais importante até do que a taça de campeão.
Contra a aplicação bicolor, o time fluminense usou doses pontuais de eficiência, organização e valentia. O técnico Josué Teixeira parece ter estudado bem o Papão. Percebeu, como poucos nesta Série C, que Pikachu não pode dispor de um corredor aberto à sua frente.
Além de limitar os passos do mais talentoso jogador do Papão, adiantou seu meio-campo para reduzir a movimentação dos volantes paraenses. O expediente deu certo e duas belas chances foram criadas antes dos 15 minutos.
Com objetividade e o entusiasmo transmitido pelos 38 mil torcedores, o Papão conseguiu superar as dificuldades iniciais e aproveitou a única chance que teve no primeiro tempo. Aírton escapou pela esquerda, o lado mais desprotegido da zaga do Macaé, para cruzar no ponto futuro. A bola foi encontrar Zé Antonio. O cabeceio fulminante abriu o placar aos 17 minutos e deu a ilusão de que metade da batalha estava vencida.
O Macaé não se abalou. Errava poucos passes e envolvia seguidamente a marcação no meio-campo. Josué manteve a mesma distribuição de jogo e deu tempo ao tempo. O time mandou uma bola na trave, com Marquinhos, e perdeu um gol incrível com Juba, mas conseguiu empatar aos 44 minutos. Em cobrança de escanteio pela esquerda, João Carlos cabeceou para empatar.
Quando o jogo recomeçou no segundo tempo, a energia positiva do torcedor voltou a funcionar. O Paissandu avançou suas linhas e voltou a ficar em vantagem logo aos 7 minutos. Ruan trocou passes com Bruno Vieira e avançou até a área, de onde bateu forte e cruzado. Milton Rafael pulou atrasado e a bola entrou. O gol incendiou o Mangueirão.
Frio e calculista, fisicamente mais forte, o Macaé mantinha suas esperanças e seguia fazendo o seu jogo particular, de toques curtos e tentativas pelas extremas. Quando Mazola tirou Lenine e lançou Rômulo, o time ficou com apenas dois volantes. Josué não perdeu tempo: deslocou Diego para a meia-cancha, para ficar ao lado de Marquinhos. Acertou em cheio. Aos 13 minutos, em jogada de ambos, a bola foi à linha de fundo e depois cruzada para a finalização certeira de João Carlos.
Pela primeira vez o silêncio caiu sobre o estádio. A conquista do título estava ameaçada e Mazola botou Djalma no lugar de Ricardo Capanema, para aumentar o poder de fogo do time. E seria o próprio Rômulo o responsável por nova explosão da torcida no Mangueirão. Aos 23 minutos, em jogada de Pikachu pela direita, Rômulo recebeu o passe entre os zagueiros e tocou de letra, surpreendendo a todo mundo. Um golaço.
Ninguém se sentia tranquilo, apesar da vantagem. O jogo era tão tenso que qualquer coisa podia acontecer. E aconteceu. De repente, uma escapada rápida pela direita, envolvendo Juba, Marquinhos e Diego, pegou desprevenida a defesa paraense. Diego avançou livre e bateu rasteiro na saída de Paulo Rafael. A bola passou por baixo do goleiro, aos 33 minutos, decretando o empate em 3 a 3.
A partir daí, entregue ao desespero, o Papão lançou-se à frente. Mas a pressão era toda através de chutões e ligações diretas, facilitando o bloqueio da alta zaga do Macaé. As últimas oportunidades de gol pertenceram ao visitante, que quase marcou o quarto gol em cobrança de falta que acertou o travessão de Paulo Rafael, aos 47.
O empate foi justo, nas circunstâncias, e a conquista do Macaé é inquestionável. Depois do apito final, a torcida reconheceu os méritos do visitante, aplaudindo os campeões. Gesto que atesta a evolução do torcedor paraense.

Baixas afetaram o desempenho bicolor

No fim das contas, ficou a sensação de que a sorte que foi parceira do Papão desde a classificação na primeira fase decidiu abandoná-lo no momento decisivo. Sem dois jogadores fundamentais – Charles e Pablo – também foi infeliz nas substituições durante a final. Na comparação direta com Djalma, Lenine não devia ser o titular, mas entrou jogando e pouco contribuiu no jogo.
Pelo Macaé, Josué Teixeira driblou a perda de jogadores também importantes (Romário e Jonathan) sabendo usar bem as peças disponíveis. Gedeil, que desfalcou a equipe na primeira partida, reapareceu dando consistência ao setor de proteção.
Dos grandes nomes da final, João Carlos foi o maior. Seus companheiros Diego, Douglas Assis e Marquinhos também se destacaram.
No Papão, Zé Antonio foi o melhor. Paulo Rafael, Lenine e Reiniê ficaram devendo.

Cinco observações sobre a final

1) Balbúrdia no trânsito, avacalhação na entrada do estádio, desespero dos torcedores. Até o presidente eleito do Papão, Alberto Maia, observou, alarmado, que a Semob não deu as caras. Belém, como se sabe, não tem governo, nem ordem. Um evento de grande porte não pode prescindir do trabalho e da atenção dos órgãos municipais.
2) Falta de batedores para o ônibus da delegação do Macaé foi falha inadmissível. O futebol requer organização e, principalmente, mais respeito pelos visitantes. Por conta disso, o jogo sofreu atraso de 30 minutos.
3) O técnico Josué Teixeira mostrou qualidades. Instigou positivamente seus jogadores a partir do episódio do atraso e foi preciso nas mexidas, superando o desmanche parcial do seu elenco.
4) A informação oficial é de que no Mangueirão só estavam 38 mil torcedores. Ou venderam mais ingressos do que o permitido ou as arquibancadas sofreram encolhimento drástico. Estádio estava apinhado de gente.
5) Alguns bons valores do time campeão encaixariam bem nos nossos dois grandes: Lucas, Gedeil, Marquinhos, Diego e João Carlos.

24 de novembro de 2014 at 4:37 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 23.11.14

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13.  O Paysandu na Decisão do Campeonato Brasileiro
da Serie C e a Eleição de Alberto Maia e os Bastidores da
nova Eleição Azulina e a Primeira Fase do Parazão.
Guerreirão no Comando, estarei ao lado de Gerson Nogueirae
como Convidado Especial será o Tecnico do Paysandu
Mazola Junior . Tem Prêmios para a Galera, uma
Camisa Oficial do Paysandu ( Autografada ) e Kit Trigolino.
Partícipe pelo Twitter @bolanatorre e SMS 72262

MASTER…

O Pará fez bonito no Campeonato Brasileiro de Basquetebol Master disputado em São Luís no Maranhão, na categoria 55-59 anos a Seleção Paraense ficou em Terceiro Lugar pra fechar a temporada. Presidente Paulo Seráfico já marcou Confraternização Natalina da APBM. Será no Restaurante Panorâmico da AP, na sexta dia 12 de dezembro. Grato pelo convite. Estarei lá…

ELEIÇÃO BICOLOR…

Embora apenas uma Chapa inscrita para o pleito, a votação teve que ser feita e elegeu o advogado Alberto Maia para Presidente do Paysandu e Sérgio Serra continuará como Vice. Verdadeiro exemplo de Democracia dado pelo bicolores. A juventude bicolor mais que presente e a nova cara do CD bicolor, Tony Couceiro Campeão de votos para o Conselho Deliberativo que ainda terá Ricardo Gluck Paul, Raulzinho Aguillera, Ulisses Sereni, os Irmão Bruno e Vitor Sampaio, Mauricio Ettinguer, Emanuel Athayde, Romulo Raposo, Jose Anízio Neto entre outros. Dos 50 Conselheiros eleitos a Situação elegeu 43, por tanto a grande maioria. Presidente Alberto Maia, mãos a Obra…

BANCRÉVEA…

Neste domingão dia 23, diretoria do Bancrévea os associados a participarem da aula-show com o professor JONATHAN FEIO. O professor de educação física paraense Jonathan Feio irá promover aulas de ginástica, dança e Step House. A participação nas aulas será gratuita. A dança “Dance to Dance” ocorrerá às 14h, no Salão do Clube. Jonathan Feio é formado pela Universidade Federal do Pará e é conhecido por inovar as aulas utilizando a sonoridade de sucessos atuais, ele tem sido convidado com freqüência para apresentar as Aulas-show, Workout e Cursos de Atualização de Ginástica em todo o Brasil. Este é Fera…

23 de novembro de 2014 at 2:15 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 23.11.14

Pequeno grande herói paraense

Sou do tempo em que jogadores de futebol ainda tinham aura de heróis. Principalmente entre nós, moleques pobres, que admiravam os boleiros que davam o salto em direção à glória do reconhecimento e da popularidade. Não tinha esse papo de jogador disputando espaço a tapa com subcelebridades nos sites e colunas de fofocas.

Nos roqueiros anos 60, acompanhava com meu pai pelas ondas possantes do rádio as façanhas de Garrincha, Pelé, Amarildo, Nilton Santos, Zito, Gerson. O futebol era romântico, às vezes épico. Contribuía para isso o fato de que nenhum jogador (nem o Rei) ficava milionário. A maioria apenas fintava a realidade pobre, passando a uma vida mais confortável.

Em paralelo, vivia ligado na PRC-5 ouvindo a história viva do nosso futebol. Ainda não sabia, mas a época era pródiga. Estava em atividade naquele momento a melhor geração de boleiros que o Pará produziu. E Quarentinha se destacava pelo futebol irrepreensível e pela dedicação exclusiva às cores do Papão.

Dono de futebol elegante e objetivo, Quarentinha chegou a ser sondado pelo Santa Cruz (PE) para deixar a Curuzu em 1960. Ofereceram um bom dinheiro – CR$ 120 mil –, que o clube recusou de pronto.

Quarentinha teve um começo de carreira moldado pelas mãos do acaso. Batalhou por uma chance no Remo, mas foi deixado de lado pelo treinador de plantão, Orlando Bendelack. Desiludido, cruzou com um amigo na calçada do estádio Evandro Almeida. Puro destino. Foi levado até a Curuzu, onde recebeu carinho e atenção. Amor à primeira vista.

O resto da saga de Paulo Benedito dos Santos Braga quase todo fã de futebol conhece. Um prodígio. Franzino, mas incansável em campo, suportou dores e driblou lesões para honrar a camisa alviceleste. Na brilhante carreira, cravou seu nome na história com 86 gols – é o 11º goleador do clube.

Como todos os boleiros daqueles tempos difíceis, ganhou pouco dinheiro com a profissão, mas foi presenteado com a admiração e o amor de uma grande torcida. A homenagem que o clube lhe prestou, inaugurando uma estátua na Curuzu, é daqueles momentos raros em que o futebol se encontra com a decência, premiando o mérito.

Parabéns a todos os envolvidos.

Remo sacrifica o planejamento

Sem técnico, sem time, o Remo se prepara para um final de ano repleto de incertezas. Os mandachuvas do clube dedicam-se a uma espécie de aposta insana. É como se tentassem testar até onde vai a paciência e a capacidade de tolerância do torcedor.

Durante a semana, o craque Mesquita disse que estão acabando com o Remo. Como ele, uma legião de torcedores se manifesta via redes sociais e nas ruas deplorando a inércia dos últimos nove anos. A empolgação da conquista do título estadual foi abafada pelo fiasco na Série D.

Para agravar o que já era ruim, a perspectiva de mudança pela via institucional sofreu um duro golpe com a anulação da primeira eleição direta da história azulina. A comédia de erros no processo de votação serviu apenas para emoldurar a realidade tumultuada e sombria do clube.

O novo pleito, marcado para o dia 13 de dezembro, já não vem cercado do mesmo entusiasmo da torcida. Mesmo que desta vez as coisas cheguem a bom termo, não haverá como compensar o tempo desperdiçado.

A velha sina se repete. O planejamento do futebol foi sacrificado pelas escaramuças políticas. E o Remo vai de novo fechar o ano curando as feridas abertas na eleição e na busca desesperada por um novo técnico, ainda sem ter um elenco para a disputa do Parazão.

Tudo às avessas, como se a ideia seja de fato contrariar a lógica.

Dona Fifa e suas hesitações

O bombardeio de críticas em relação ao processo de escolha das sedes das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar) surtiu efeito. Mesmo relutante, a Fifa anunciou que vai reavaliar as investigações conduzidas pelo norte-americano Michael García.

O jurista conduziu os 18 meses de investigações e o relatório produzido (com mais de 200 mil páginas) será enviado ao presidente do Comitê de Auditoria da Fifa, Domenico Scala. Evidências de subornos e favorecimentos pontificam nos autos, obrigando a uma tomada de posição nas próximas semanas.

Segundo fontes da Uefa, é improvável que a Copa de 2018 sofra algum tipo de mudança. A Rússia entregou os 12 estádios da competição e a maioria dos contratos de patrocínio já foram firmados. O Catar, porém, dificilmente será mantido como mandante do mundial de 2022. Nova votação para escolha de país-sede deve ser orientada pelos auditores da Fifa.

O fato é que, apesar da proverbial hesitação da entidade frente à corrupção, a apuração conduzida por Michael Garcia levou à abertura de processos contra vários dirigentes e operadores denunciados no inquérito. Por sinal, a fraude com ingressos na Copa do Mundo no Brasil só foi descoberta por força do trabalho do americano.

Bola na Torre

O técnico Mazola Junior (PSC) é o convidado do Bola na Torre na RBATV, que começa por volta de 00h15. Guilherme Guerreiro apresenta, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião.

23 de novembro de 2014 at 2:11 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.11.14

Dia de levantar taça

O Papão bateu na trave nas duas decisões que disputou na temporada. Perdeu para Remo e Brasília, no Parazão e na Copa Verde, respectivamente. É verdade que a competição regional ainda está sub judice, mas em campo o resultado foi desfavorável. Quis o destino, porém, que o melhor ficasse para o final. O título da Série C, em jogo esta tarde, pode ser a cereja do bolo no ano do centenário, depois da conquista do acesso à Série B.

Jogos decisivos nem sempre são bacanas de ver. Prevalece a força de marcação e a aplicação tática das equipes. Para hoje, no estádio Jornalista Edgar Proença, espera-se um confronto acirrado entre times que se respeitam e baseiam sua força nas ações de meio-de-campo.

O Papão leva certa desvantagem por não dispor de um meia-armador de ofício. Passou o campeonato improvisando peças por ali. O lado bom é que os resultados indicam que, apesar de alguns percalços, o time rendeu bem mesmo sem ter um organizador.

Da parte do Macaé, a meia-cancha é o grande trunfo do esquema de três atacantes usados pelo técnico Josué Teixeira nesta reta final de Série C. A considerar apenas um detalhe: esse apetite ofensivo deu certo contra o CRB no primeiro jogo da semifinal, mas não brilhou nos demais confrontos.

Os atacantes Juba, João Carlos e Bruno Alves são lançados constantemente, pois o Macaé concentra suas jogadas em manobras rápidas no meio. Às vezes, busca a aproximação dos laterais, principalmente Breno pelo lado esquerdo. Foi uma jogada iniciada por ele que resultou no gol contra o Papão na partida de ida.

Destaco esses aspectos porque o Papão terá problemas na composição da defesa. Sem Charles e Pablo, o técnico Mazola Junior será obrigado a lançar o reserva Reiniê, que não convenceu quando foi titular. Para reforçar o setor, Ricardo Capanema terá o papel de volante recuado, podendo aparecer também como terceiro zagueiro.

Augusto Recife foi utilizado nessa tarefa em jogos da Copa Verde, mas Mazola optou pela permanência dele como homem de meio, pois é um jogador fundamental para o encaixe da saída de bola. É quem melhor passa no time e essa qualidade pode decidir as coisas.

Em entrevista ontem à Rádio Clube, Mazola considerou que o Macaé dificilmente irá sair para o jogo desde o começo, mesmo precisando fazer gol. A expectativa dele é que o time fluminense só se arrisque de fato no segundo tempo. De todo modo, o técnico do Papão disse que está preparado para a hipótese de um visitante radicalmente ofensivo logo de cara.

Na prática, Mazola quis dizer que, caso abandone seus cuidados e se lance ao ataque, o Macaé fará exatamente o que mais convém ao Papão: jogar no contra-ataque explorando a velocidade de Pikachu, Bruno Veiga e Ruan.

Sempre que encontrou campo propício para contra-atacar, o Papão se deu muito bem. Foi assim nos jogos contra o Tupi (em Belém e em Juiz de Fora) e contra o Mogi Mirim no Mangueirão.

Parceria garante o mosaico bicolor

O gigantesco mosaico que a torcida do Papão vai montar hoje nas arquibancadas do Mangueirão tem o DNA do DIÁRIO, cuja gráfica imprimiu as placas que serão distribuídas antes do jogo para que o desenho seja composto.

Na condição de parceiro tradicional dos clubes paraenses, o jornal prontamente encampou a ideia apresentada por integrantes da diretoria bicolor. O resultado poderá ser apreciado pela no estádio e fora dele, através das imagens das emissoras que transmitirão a partida.

Papão reforça o caixa e bate recorde

O primeiro troféu do jogo de hoje vem na forma de lucro financeiro. A renda de R$ 1.675.000,00 já é a maior de todos os tempos envolvendo um clube do Pará. Além do recorde, o Papão comemora o providencial reforço de caixa em momento de aperreio financeiro motivado pelo pagamento do 13º salário e premiações decorrentes do acesso.

Com o dinheiro obtido nos jogos de mata-mata da Série C foi possível compensar parcialmente os prejuízos da fase inicial da competição, quando o Papão foi forçado a fazer seis jogos fora de Belém. Além disso, deixou de faturar também com a partida contra o Coritiba pela Copa do Brasil, realizada em Marabá. Por baixo, os sete jogos citados poderiam ter rendido pelo menos R$ 2,5 milhões aos cofres do clube.

Com as barbas de molho em relação à violência das gangues uniformizadas em torno da partida de hoje, o clube se cercou de todos os cuidados para impedir que o ano termine com novos dissabores e ameaças de perda de mando para 2015.

Sem discussão, mineiros são os melhores

O bom mocismo é praga que invade até o campo do futebol no Brasil. A história se repete no Brasileiro deste ano. Kaká teve alguns lampejos de bom futebol defendendo o São Paulo. Ainda assim, devido à simpatia midiática que o cerca, por incrível que pareça chegou a ser cotado para craque do campeonato em levantamento da revista Placar! Lá mesmo no Morumbi teve gente que jogou muito mais que ele. Ganso, por exemplo.

Na verdade, a avaliação puramente técnica indica que os melhores da competição, sem sombra de dúvida, vêm de Minas. Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, do Cruzeiro, e Diego Tardelli, do Atlético-MG, se sobressaíram com desempenho acima da média no campeonato mais mediano e sem graça dos últimos anos.

22 de novembro de 2014 at 11:50 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 21.11.14

POSITIVO – Reconhecimento ao trabalho de Vandick: 86% dos novos conselheiros do Paysandu são da situação; força dos Couceiro e Gluck Paul: seus filhos os mais votados entre os novos conselheiros.

NEGATIVO – Outra vez sofrimento na saída do Mangueirão anteontem; azulino assassinado é o 14º nessa rivalidade feroz das torcidas proscritas. Até quando?

Lá e Cá

Quarentinha, que ganhou estátua na Curuzu meu entrevistado Bola Pra Frente domingo; minha turma de Agronomia festeja 40 anos com Aula da Saudade hoje (UFRA) e Jantar de Confraternização amanhã (AP-P.Vargas).

Empresa que comercializa combustíveis (donos são azulinos) patrocina o Remo e estendeu ao Paysandu por razões óbvias. Acertou sem querer e com a parada do Leão está ganhando mídia galopante com o Papão.

Já recebi várias sugestões de remistas sugerindo estátua ou busto, principalmente para Veliz. Até tunantes querem homenagem igual a de Quarentinja para China, maior jogador cruzmaltino de todos os tempos.

Mazolla Jr no Bola na Torre domingo; hoje nat do coronel Nunes (FPF); Bancrevea de candidato único na eleição de 27.11, Antonio Pinheiro; Pinheirense perdeu grande baluarte e sócio remido Fernando Valente.

Dos 38 mil ingressos, em razão de sócios torcedores, gratuidades Paysandu só comercializando 32.240 para amanhã e 30 mil já se foram. Hoje tudo acaba e será anunciada renda antecipada de R$ 1.678.750,00.

Maior conquista do Remo, Série C de 2005 completou ontem 9 anos; sócios podem se quitar até dia 30.11 para votar na nova eleição de 13.12; procura por vagas no CD aumentou e agora são 140 pleiteantes.

Macaé chegou sem Jonathan Balotelli (atacante reserva-talismã) e Romário (meia atacante titular). Cometeram indisciplina e foram afastados.

Ieda Almeida única mulher eleita conselheira no Paysandu (clube já teve antes Elza Soares, Rafaella Rezende e Francisca Pinheiro). Conselheiro mais novo é Rômulo Maciel (18 anos).

300 atletas-empregados nos Jogos do SESI (fase estadual) até domingo; paraense Rodrigo Liebold na Seleção Brasileira de Judô Sub 15 no PAN do Peru; Meninos do Lago (canoagem) sensação do programa Pará Aquático em Paragominas.

HOMENAGEM – Antonio Carlos da Silva Nunes Júnior, o Júnior, ex- meio campo da base ao profissional do Paysandu nos anos 80-90. É mestre-de- obras.

21 de novembro de 2014 at 12:09 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.11.14

O abismo de nove anos

A serena eleição de Alberto Maia em processo de aclamação pelos sócios e conselheiros é só um aspecto a diferenciar hoje a gestão do Papão no cenário desolador do futebol paraense. Enquanto seus oponentes, principalmente o mais tradicional deles, tropeçam nas próprias pernas, o Bicolor segue altaneiro, guiado por cabeças lúcidas e bem-intencionadas. O fato leva forçosamente a uma comparação com o deserto de ideias que campeia do lado azulino.

Quando um clube consegue conduzir sem solavancos o processo sucessório é porque alcançou a tão sonhada estabilidade democrática. Há dois anos, Vandick Lima venceu o pleito em meio a uma acirrada disputa, embora o resultado final tenha se revelado incontestável.

Desta vez, a coisa foi mais tranquila. Alberto Maia não teve adversário. Méritos de Vandick e de sua gestão muitas vezes tão injustiçada. Depois de um primeiro ano insatisfatório, marcado pelo rebaixamento à Série C, eis que tudo mudou no final do mandato.

Quiseram os deuses da bola que o presidente conquistasse o acesso à Série B e afugentasse os urubulinos de plantão, ávidos em denegrir e escarnecer. Caso não tivesse sido bem sucedido na condução do futebol, mola mestra de todo clube de massa, Vandick estaria relegado hoje à galeria dos presidentes “malditos”.

A confirmar a tese da insustentável leveza do futebol, o Papão saltou de situação extremamente desfavorável na Série C para uma reação espetacular, que culminou com a conquista do acesso. Mas o êxito não deve ser atribuído apenas às forças do imponderável.

Para se reerguer na competição, a diretoria teve o desprendimento de trazer de volta o técnico Mazola Junior, peça fundamental na campanha. O resto da história todo mundo já conhece e se completará amanhã à tarde.

Enquanto isso, nos arraiais remistas, campeia uma crise turbinada pela falta de compromisso com a instituição. Vaidades pessoais pontificam e o clube afunda. A incompetência dá as cartas até na organização de uma eleição, levando a um processo tumultuado e tabajara, que forçou a um repeteco do pleito em dezembro. Isso tudo, claro, se a Justiça não mudar os rumos do enredo.

Não por acaso, os remistas festejaram ontem os nove anos da conquista do Brasileiro da Série C 2005, título mais importante da história do clube. Refletindo a barafunda interna, não houve qualquer comemoração pública do feito. Talvez nem haja mesmo clima para isso.

Na comparação direta com o maior rival, e para usar um termo em voga, o Remo padece de desamor. Seus dirigentes não são comprometidos o suficiente e nem enxergam com clareza a gravidade da situação. Enquanto brigam por poder, os gestores do Papão agregam e avançam. Por isso, num cálculo livre, pode-se dizer que a vantagem bicolor já é exatamente proporcional aos nove anos que o Remo está órfão de glórias nacionais.

Decisão rende mais de R$ 1,5 milhão

Caso venda todos os ingressos para a decisão com o Macaé no sábado, os cofres do Papão devem registrar nas próximas horas a excepcional entrada de R$ 1.678,750,00, correspondentes a 38 mil lugares no estádio Jornalista Edgar Proença. Só com a venda das arquibancadas, a R$ 50,00 por pessoa, o clube vai arrecadar R$ 1.455.000,00.

A venda direta ao torcedor envolve 32.240 ingressos, sendo 29.100 arquibancadas, 1.840 cadeiras, 1.000 meias, 150 cadeiras para sócios proprietários e 150 arquibancadas para sócios proprietários. Além disso, serão distribuídos 2.760 ingressos de gratuidades e mais 3.000 para sócios torcedores, que registram no borderô com o valor simbólico de R$ 1,00.

Até ontem à tarde, cerca de 30 mil ingressos já tinham sido vendidos.

Direto do blog

“O Remo paga por ter cometido uma grande injustiça e, pior, uma grande ingratidão com quem o levou ao título nacional, o técnico Roberval Davino. Se entendessem de futebol, a primeira coisa que deveriam ter feito era ter segurado o bom técnico e mantido alguns jogadores a pedido dele. O Remo teria montado uma boa estrutura e certamente hoje não estaria sem série”.

De Cláudio Santos, sobre a conquista do Remo na Série C 2005.

Rio na Série A: futebol de segunda

Na Copa do Brasil, o Flu já havia sucumbido ao América de Natal, levando de 5 a 2 no Maracanã. Ontem, também no Rio, outro emergente subjugou o poderoso tricolor carioca, impondo uma goleada de 4 a 0. A façanha desta vez coube à Chapecoense.

O vexame vem se juntar a uma rodada trágica para os cariocas na Série A. O Flamengo tomou a segunda goleada (4 a 0 desta vez) para o Atlético-MG em Belo Horizonte. E o Botafogo confirmou sua marcha inabalável rumo ao rebaixamento, perdendo para o Figueirense, em São Januário.

Cruzeiro com a mão na taça

Com gols de seus principais jogadores, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, o Cruzeiro virou um placar adverso sobre o Grêmio e manteve a rota rumo ao bicampeonato brasileiro. Com 73 pontos (sete sobre o vice-líder São Paulo), pode conquistar o título já no próximo domingo caso vença o Goiás.

E a derrota do Grêmio permitiu à torcida paraense um rápido reencontro com Ivo Wortmann, ex-técnico do Papão e hoje auxiliar de Felipão. Não foi um bom momento de Ivo, que, inconformado com o resultado, vociferou críticas injustas à arbitragem.

21 de novembro de 2014 at 12:05 pm Deixe um comentário

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