Archive for novembro, 2014

Coluna do Gerson Nogueira – 23.11.14

Pequeno grande herói paraense

Sou do tempo em que jogadores de futebol ainda tinham aura de heróis. Principalmente entre nós, moleques pobres, que admiravam os boleiros que davam o salto em direção à glória do reconhecimento e da popularidade. Não tinha esse papo de jogador disputando espaço a tapa com subcelebridades nos sites e colunas de fofocas.

Nos roqueiros anos 60, acompanhava com meu pai pelas ondas possantes do rádio as façanhas de Garrincha, Pelé, Amarildo, Nilton Santos, Zito, Gerson. O futebol era romântico, às vezes épico. Contribuía para isso o fato de que nenhum jogador (nem o Rei) ficava milionário. A maioria apenas fintava a realidade pobre, passando a uma vida mais confortável.

Em paralelo, vivia ligado na PRC-5 ouvindo a história viva do nosso futebol. Ainda não sabia, mas a época era pródiga. Estava em atividade naquele momento a melhor geração de boleiros que o Pará produziu. E Quarentinha se destacava pelo futebol irrepreensível e pela dedicação exclusiva às cores do Papão.

Dono de futebol elegante e objetivo, Quarentinha chegou a ser sondado pelo Santa Cruz (PE) para deixar a Curuzu em 1960. Ofereceram um bom dinheiro – CR$ 120 mil –, que o clube recusou de pronto.

Quarentinha teve um começo de carreira moldado pelas mãos do acaso. Batalhou por uma chance no Remo, mas foi deixado de lado pelo treinador de plantão, Orlando Bendelack. Desiludido, cruzou com um amigo na calçada do estádio Evandro Almeida. Puro destino. Foi levado até a Curuzu, onde recebeu carinho e atenção. Amor à primeira vista.

O resto da saga de Paulo Benedito dos Santos Braga quase todo fã de futebol conhece. Um prodígio. Franzino, mas incansável em campo, suportou dores e driblou lesões para honrar a camisa alviceleste. Na brilhante carreira, cravou seu nome na história com 86 gols – é o 11º goleador do clube.

Como todos os boleiros daqueles tempos difíceis, ganhou pouco dinheiro com a profissão, mas foi presenteado com a admiração e o amor de uma grande torcida. A homenagem que o clube lhe prestou, inaugurando uma estátua na Curuzu, é daqueles momentos raros em que o futebol se encontra com a decência, premiando o mérito.

Parabéns a todos os envolvidos.

Remo sacrifica o planejamento

Sem técnico, sem time, o Remo se prepara para um final de ano repleto de incertezas. Os mandachuvas do clube dedicam-se a uma espécie de aposta insana. É como se tentassem testar até onde vai a paciência e a capacidade de tolerância do torcedor.

Durante a semana, o craque Mesquita disse que estão acabando com o Remo. Como ele, uma legião de torcedores se manifesta via redes sociais e nas ruas deplorando a inércia dos últimos nove anos. A empolgação da conquista do título estadual foi abafada pelo fiasco na Série D.

Para agravar o que já era ruim, a perspectiva de mudança pela via institucional sofreu um duro golpe com a anulação da primeira eleição direta da história azulina. A comédia de erros no processo de votação serviu apenas para emoldurar a realidade tumultuada e sombria do clube.

O novo pleito, marcado para o dia 13 de dezembro, já não vem cercado do mesmo entusiasmo da torcida. Mesmo que desta vez as coisas cheguem a bom termo, não haverá como compensar o tempo desperdiçado.

A velha sina se repete. O planejamento do futebol foi sacrificado pelas escaramuças políticas. E o Remo vai de novo fechar o ano curando as feridas abertas na eleição e na busca desesperada por um novo técnico, ainda sem ter um elenco para a disputa do Parazão.

Tudo às avessas, como se a ideia seja de fato contrariar a lógica.

Dona Fifa e suas hesitações

O bombardeio de críticas em relação ao processo de escolha das sedes das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar) surtiu efeito. Mesmo relutante, a Fifa anunciou que vai reavaliar as investigações conduzidas pelo norte-americano Michael García.

O jurista conduziu os 18 meses de investigações e o relatório produzido (com mais de 200 mil páginas) será enviado ao presidente do Comitê de Auditoria da Fifa, Domenico Scala. Evidências de subornos e favorecimentos pontificam nos autos, obrigando a uma tomada de posição nas próximas semanas.

Segundo fontes da Uefa, é improvável que a Copa de 2018 sofra algum tipo de mudança. A Rússia entregou os 12 estádios da competição e a maioria dos contratos de patrocínio já foram firmados. O Catar, porém, dificilmente será mantido como mandante do mundial de 2022. Nova votação para escolha de país-sede deve ser orientada pelos auditores da Fifa.

O fato é que, apesar da proverbial hesitação da entidade frente à corrupção, a apuração conduzida por Michael Garcia levou à abertura de processos contra vários dirigentes e operadores denunciados no inquérito. Por sinal, a fraude com ingressos na Copa do Mundo no Brasil só foi descoberta por força do trabalho do americano.

Bola na Torre

O técnico Mazola Junior (PSC) é o convidado do Bola na Torre na RBATV, que começa por volta de 00h15. Guilherme Guerreiro apresenta, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião.

23 de novembro de 2014 at 2:11 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.11.14

Dia de levantar taça

O Papão bateu na trave nas duas decisões que disputou na temporada. Perdeu para Remo e Brasília, no Parazão e na Copa Verde, respectivamente. É verdade que a competição regional ainda está sub judice, mas em campo o resultado foi desfavorável. Quis o destino, porém, que o melhor ficasse para o final. O título da Série C, em jogo esta tarde, pode ser a cereja do bolo no ano do centenário, depois da conquista do acesso à Série B.

Jogos decisivos nem sempre são bacanas de ver. Prevalece a força de marcação e a aplicação tática das equipes. Para hoje, no estádio Jornalista Edgar Proença, espera-se um confronto acirrado entre times que se respeitam e baseiam sua força nas ações de meio-de-campo.

O Papão leva certa desvantagem por não dispor de um meia-armador de ofício. Passou o campeonato improvisando peças por ali. O lado bom é que os resultados indicam que, apesar de alguns percalços, o time rendeu bem mesmo sem ter um organizador.

Da parte do Macaé, a meia-cancha é o grande trunfo do esquema de três atacantes usados pelo técnico Josué Teixeira nesta reta final de Série C. A considerar apenas um detalhe: esse apetite ofensivo deu certo contra o CRB no primeiro jogo da semifinal, mas não brilhou nos demais confrontos.

Os atacantes Juba, João Carlos e Bruno Alves são lançados constantemente, pois o Macaé concentra suas jogadas em manobras rápidas no meio. Às vezes, busca a aproximação dos laterais, principalmente Breno pelo lado esquerdo. Foi uma jogada iniciada por ele que resultou no gol contra o Papão na partida de ida.

Destaco esses aspectos porque o Papão terá problemas na composição da defesa. Sem Charles e Pablo, o técnico Mazola Junior será obrigado a lançar o reserva Reiniê, que não convenceu quando foi titular. Para reforçar o setor, Ricardo Capanema terá o papel de volante recuado, podendo aparecer também como terceiro zagueiro.

Augusto Recife foi utilizado nessa tarefa em jogos da Copa Verde, mas Mazola optou pela permanência dele como homem de meio, pois é um jogador fundamental para o encaixe da saída de bola. É quem melhor passa no time e essa qualidade pode decidir as coisas.

Em entrevista ontem à Rádio Clube, Mazola considerou que o Macaé dificilmente irá sair para o jogo desde o começo, mesmo precisando fazer gol. A expectativa dele é que o time fluminense só se arrisque de fato no segundo tempo. De todo modo, o técnico do Papão disse que está preparado para a hipótese de um visitante radicalmente ofensivo logo de cara.

Na prática, Mazola quis dizer que, caso abandone seus cuidados e se lance ao ataque, o Macaé fará exatamente o que mais convém ao Papão: jogar no contra-ataque explorando a velocidade de Pikachu, Bruno Veiga e Ruan.

Sempre que encontrou campo propício para contra-atacar, o Papão se deu muito bem. Foi assim nos jogos contra o Tupi (em Belém e em Juiz de Fora) e contra o Mogi Mirim no Mangueirão.

Parceria garante o mosaico bicolor

O gigantesco mosaico que a torcida do Papão vai montar hoje nas arquibancadas do Mangueirão tem o DNA do DIÁRIO, cuja gráfica imprimiu as placas que serão distribuídas antes do jogo para que o desenho seja composto.

Na condição de parceiro tradicional dos clubes paraenses, o jornal prontamente encampou a ideia apresentada por integrantes da diretoria bicolor. O resultado poderá ser apreciado pela no estádio e fora dele, através das imagens das emissoras que transmitirão a partida.

Papão reforça o caixa e bate recorde

O primeiro troféu do jogo de hoje vem na forma de lucro financeiro. A renda de R$ 1.675.000,00 já é a maior de todos os tempos envolvendo um clube do Pará. Além do recorde, o Papão comemora o providencial reforço de caixa em momento de aperreio financeiro motivado pelo pagamento do 13º salário e premiações decorrentes do acesso.

Com o dinheiro obtido nos jogos de mata-mata da Série C foi possível compensar parcialmente os prejuízos da fase inicial da competição, quando o Papão foi forçado a fazer seis jogos fora de Belém. Além disso, deixou de faturar também com a partida contra o Coritiba pela Copa do Brasil, realizada em Marabá. Por baixo, os sete jogos citados poderiam ter rendido pelo menos R$ 2,5 milhões aos cofres do clube.

Com as barbas de molho em relação à violência das gangues uniformizadas em torno da partida de hoje, o clube se cercou de todos os cuidados para impedir que o ano termine com novos dissabores e ameaças de perda de mando para 2015.

Sem discussão, mineiros são os melhores

O bom mocismo é praga que invade até o campo do futebol no Brasil. A história se repete no Brasileiro deste ano. Kaká teve alguns lampejos de bom futebol defendendo o São Paulo. Ainda assim, devido à simpatia midiática que o cerca, por incrível que pareça chegou a ser cotado para craque do campeonato em levantamento da revista Placar! Lá mesmo no Morumbi teve gente que jogou muito mais que ele. Ganso, por exemplo.

Na verdade, a avaliação puramente técnica indica que os melhores da competição, sem sombra de dúvida, vêm de Minas. Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, do Cruzeiro, e Diego Tardelli, do Atlético-MG, se sobressaíram com desempenho acima da média no campeonato mais mediano e sem graça dos últimos anos.

22 de novembro de 2014 at 11:50 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 21.11.14

POSITIVO – Reconhecimento ao trabalho de Vandick: 86% dos novos conselheiros do Paysandu são da situação; força dos Couceiro e Gluck Paul: seus filhos os mais votados entre os novos conselheiros.

NEGATIVO – Outra vez sofrimento na saída do Mangueirão anteontem; azulino assassinado é o 14º nessa rivalidade feroz das torcidas proscritas. Até quando?

Lá e Cá

Quarentinha, que ganhou estátua na Curuzu meu entrevistado Bola Pra Frente domingo; minha turma de Agronomia festeja 40 anos com Aula da Saudade hoje (UFRA) e Jantar de Confraternização amanhã (AP-P.Vargas).

Empresa que comercializa combustíveis (donos são azulinos) patrocina o Remo e estendeu ao Paysandu por razões óbvias. Acertou sem querer e com a parada do Leão está ganhando mídia galopante com o Papão.

Já recebi várias sugestões de remistas sugerindo estátua ou busto, principalmente para Veliz. Até tunantes querem homenagem igual a de Quarentinja para China, maior jogador cruzmaltino de todos os tempos.

Mazolla Jr no Bola na Torre domingo; hoje nat do coronel Nunes (FPF); Bancrevea de candidato único na eleição de 27.11, Antonio Pinheiro; Pinheirense perdeu grande baluarte e sócio remido Fernando Valente.

Dos 38 mil ingressos, em razão de sócios torcedores, gratuidades Paysandu só comercializando 32.240 para amanhã e 30 mil já se foram. Hoje tudo acaba e será anunciada renda antecipada de R$ 1.678.750,00.

Maior conquista do Remo, Série C de 2005 completou ontem 9 anos; sócios podem se quitar até dia 30.11 para votar na nova eleição de 13.12; procura por vagas no CD aumentou e agora são 140 pleiteantes.

Macaé chegou sem Jonathan Balotelli (atacante reserva-talismã) e Romário (meia atacante titular). Cometeram indisciplina e foram afastados.

Ieda Almeida única mulher eleita conselheira no Paysandu (clube já teve antes Elza Soares, Rafaella Rezende e Francisca Pinheiro). Conselheiro mais novo é Rômulo Maciel (18 anos).

300 atletas-empregados nos Jogos do SESI (fase estadual) até domingo; paraense Rodrigo Liebold na Seleção Brasileira de Judô Sub 15 no PAN do Peru; Meninos do Lago (canoagem) sensação do programa Pará Aquático em Paragominas.

HOMENAGEM – Antonio Carlos da Silva Nunes Júnior, o Júnior, ex- meio campo da base ao profissional do Paysandu nos anos 80-90. É mestre-de- obras.

21 de novembro de 2014 at 12:09 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.11.14

O abismo de nove anos

A serena eleição de Alberto Maia em processo de aclamação pelos sócios e conselheiros é só um aspecto a diferenciar hoje a gestão do Papão no cenário desolador do futebol paraense. Enquanto seus oponentes, principalmente o mais tradicional deles, tropeçam nas próprias pernas, o Bicolor segue altaneiro, guiado por cabeças lúcidas e bem-intencionadas. O fato leva forçosamente a uma comparação com o deserto de ideias que campeia do lado azulino.

Quando um clube consegue conduzir sem solavancos o processo sucessório é porque alcançou a tão sonhada estabilidade democrática. Há dois anos, Vandick Lima venceu o pleito em meio a uma acirrada disputa, embora o resultado final tenha se revelado incontestável.

Desta vez, a coisa foi mais tranquila. Alberto Maia não teve adversário. Méritos de Vandick e de sua gestão muitas vezes tão injustiçada. Depois de um primeiro ano insatisfatório, marcado pelo rebaixamento à Série C, eis que tudo mudou no final do mandato.

Quiseram os deuses da bola que o presidente conquistasse o acesso à Série B e afugentasse os urubulinos de plantão, ávidos em denegrir e escarnecer. Caso não tivesse sido bem sucedido na condução do futebol, mola mestra de todo clube de massa, Vandick estaria relegado hoje à galeria dos presidentes “malditos”.

A confirmar a tese da insustentável leveza do futebol, o Papão saltou de situação extremamente desfavorável na Série C para uma reação espetacular, que culminou com a conquista do acesso. Mas o êxito não deve ser atribuído apenas às forças do imponderável.

Para se reerguer na competição, a diretoria teve o desprendimento de trazer de volta o técnico Mazola Junior, peça fundamental na campanha. O resto da história todo mundo já conhece e se completará amanhã à tarde.

Enquanto isso, nos arraiais remistas, campeia uma crise turbinada pela falta de compromisso com a instituição. Vaidades pessoais pontificam e o clube afunda. A incompetência dá as cartas até na organização de uma eleição, levando a um processo tumultuado e tabajara, que forçou a um repeteco do pleito em dezembro. Isso tudo, claro, se a Justiça não mudar os rumos do enredo.

Não por acaso, os remistas festejaram ontem os nove anos da conquista do Brasileiro da Série C 2005, título mais importante da história do clube. Refletindo a barafunda interna, não houve qualquer comemoração pública do feito. Talvez nem haja mesmo clima para isso.

Na comparação direta com o maior rival, e para usar um termo em voga, o Remo padece de desamor. Seus dirigentes não são comprometidos o suficiente e nem enxergam com clareza a gravidade da situação. Enquanto brigam por poder, os gestores do Papão agregam e avançam. Por isso, num cálculo livre, pode-se dizer que a vantagem bicolor já é exatamente proporcional aos nove anos que o Remo está órfão de glórias nacionais.

Decisão rende mais de R$ 1,5 milhão

Caso venda todos os ingressos para a decisão com o Macaé no sábado, os cofres do Papão devem registrar nas próximas horas a excepcional entrada de R$ 1.678,750,00, correspondentes a 38 mil lugares no estádio Jornalista Edgar Proença. Só com a venda das arquibancadas, a R$ 50,00 por pessoa, o clube vai arrecadar R$ 1.455.000,00.

A venda direta ao torcedor envolve 32.240 ingressos, sendo 29.100 arquibancadas, 1.840 cadeiras, 1.000 meias, 150 cadeiras para sócios proprietários e 150 arquibancadas para sócios proprietários. Além disso, serão distribuídos 2.760 ingressos de gratuidades e mais 3.000 para sócios torcedores, que registram no borderô com o valor simbólico de R$ 1,00.

Até ontem à tarde, cerca de 30 mil ingressos já tinham sido vendidos.

Direto do blog

“O Remo paga por ter cometido uma grande injustiça e, pior, uma grande ingratidão com quem o levou ao título nacional, o técnico Roberval Davino. Se entendessem de futebol, a primeira coisa que deveriam ter feito era ter segurado o bom técnico e mantido alguns jogadores a pedido dele. O Remo teria montado uma boa estrutura e certamente hoje não estaria sem série”.

De Cláudio Santos, sobre a conquista do Remo na Série C 2005.

Rio na Série A: futebol de segunda

Na Copa do Brasil, o Flu já havia sucumbido ao América de Natal, levando de 5 a 2 no Maracanã. Ontem, também no Rio, outro emergente subjugou o poderoso tricolor carioca, impondo uma goleada de 4 a 0. A façanha desta vez coube à Chapecoense.

O vexame vem se juntar a uma rodada trágica para os cariocas na Série A. O Flamengo tomou a segunda goleada (4 a 0 desta vez) para o Atlético-MG em Belo Horizonte. E o Botafogo confirmou sua marcha inabalável rumo ao rebaixamento, perdendo para o Figueirense, em São Januário.

Cruzeiro com a mão na taça

Com gols de seus principais jogadores, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, o Cruzeiro virou um placar adverso sobre o Grêmio e manteve a rota rumo ao bicampeonato brasileiro. Com 73 pontos (sete sobre o vice-líder São Paulo), pode conquistar o título já no próximo domingo caso vença o Goiás.

E a derrota do Grêmio permitiu à torcida paraense um rápido reencontro com Ivo Wortmann, ex-técnico do Papão e hoje auxiliar de Felipão. Não foi um bom momento de Ivo, que, inconformado com o resultado, vociferou críticas injustas à arbitragem.

21 de novembro de 2014 at 12:05 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 20.11.14

POSITIVO – Diretorias da Futebol e Marketing do Goiás mostraram muito profissionalismo e competência na organização do jogo de ontem aqui, principalmente na venda de ingressos. Que fique a lição!

NEGATIVO – Nem a reunião da nova Comissão Eleitoral com o presidente da AG do Remo para tratar da eleição do dia 13.11 deu quórum e foi marcada outra para amanhã. É duro!

Lá e Cá

Paysandu não pode quebrar a tradição: desde 2009 sempre o mandante no jogo final da Série C foi campeão (América-MG 2009, ABC 2010, Joinville 2011, Oeste 2012 e Santa Cruz 2013).

Depois da merecida homenagem a Quarentinha, pelo Paysandu, a pergunta que não quer calar: quem mereceria idêntica honraria no Clube do Remo? Respostas para esta coluna no e-mail acima.

Tinho e Dadá Maraviha cogitados a participar da festa de Confraternização dos Ex-Jogadores do Paysandu dia 6.12; meia Djama tem contrato com o Papão até 2016 e só uma excelente proposta o tira da Curuzu.

Macaé terá contra o Paysandu, no “Jogo do Milhão e Meio”, o retorno do zagueiro Douglas Assis e volante-capitão Gedeil, único remanescente de 2012 quando perdeu acesso ao bicolor.

Bruno Veiga saiu na hora do Vila Nova-GO. Time goiano caiu para 3ª divisão e Paysandu que estava lá subiu para 2ª com ajuda do “Pequenino Que Resolve”.

Por sinal, agente FIFA português Antonio Manuel Prata Tavares em Belém de olho no Bruno Veiga. Vai sábado ao Mangueirão.

Felipe Saturnino, lateral esquerdo do Goiás é mais um egresso da base e jogou contra o Remo na Copa BR Sub 20 deste ano fazendo o gol da vitória em Belém.

Diego Palinha deixou o Águia e Luiz Fernando voltará a armação; secretário da Comissão Eleitoral Carlos Gama contesta associado azulino e diz que houve todo critério na escolha dos candidatos ao CD.

Dewson Freitas direto de SP para Floripa. Comandará no domingo Figueirense x Vitória tendo Marcio Gleidson Dias como assistente 1 e Andrey Silva adicional 2.

HOMENAGEM – Antonio Oliveira, o Aranha, ex- quarto zagueiro do Oratório e São Domingos, ganhando titulos suburbanos nos dois e do Sporting Clube do Pará (profissional) nos anos 70. É estivador.

20 de novembro de 2014 at 10:37 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 19.11.14

POSITIVO – Quem não for corintiano bem que poderá aplaudir esta noite no Mangueirão garoto Erik, do Goiás, paraense de Novo Repartimento e 20 anos. Já vale 30 milhões no mercado internacional.

NEGATIVO – Sócio do Remo concorreu a conselheiro no pleito anulado e seu nome não constou na relação final. Depois soube que a situação estava filtrando só os seus, daí de não ter preenchido o total de 100.

Lá e Cá

Hoje eleições no Paysandu (16 às 22 h) e CREA-PA (8 às 17h). Vou votar nas duas. Por sinal, no Papão, 86 concorrem às 50 vagas do Conselho Deliberativo e 12 foram indeferidos.

Volante Lenine sabe que tem tudo para disputar a Série B do ano que vem, no Paysandu ou Bahia, dono do seu passe e praticamente quedante; ex-jogadores e ídolos Zé Augusto e Lecheva receberão pendências agora.

Quando foi campeão duas vezes da Série B, em 1991 (2×0 no Guarani-SP) e 2001 (4×0 no Avaí), Paysandu decidiu aqui em Belém. Agora, na Série C jogo final também perante sua torcida e pela 2ª vez no Mangueirão.

Paraense Dewson Freitas, recém- guindado à FIFA entrando para história como primeiro árbitro a dirigir jogo na nova Arena do Palmeiras (Alianz Parque). Comandará esta noite Palmeiras x Sport (Série A do Brasileiro).

Vitor Jaime que estava de gerente assumiu o Gavião Kykatejê com a queda do técnico Ever Palácios (El Chaca). É o 2º dispensado nesta 1ª fase do Parazão.

Não era a 1ª vez que dois tecnicos estrangeiros atuavam no futebol paraense (Ricardo Astrade, do Castanhal e Palácios, do Gavião). Em meados dos anos 60, Paysandu tinha Juan Alvarez (uruguaio) e o Combatentes o Gonzalito (argentino). Astrade continua.

Árbitro de Paysandu x Macaé, Manoel Nunes Lopo Garrido-BA-CBF 1,pertence ao quadro da CBF desde 1994. É professor, tem 45 anos e apitou nove jogos nesta temporada,em competições organizadas pela CBF. Foram 4 pela série B, 2 pela série D, 2 pela copa do nordeste e 1 pela copa do Brasil sub-17.

Agradeço convite da posse dia 28.11, no TRT 8ª Região, de Francisco Sérgio Rocha (presidente), Tadeu Matos (vice) e Napoleão Veloso (corregededor). Dr. Sérgio Rocha recebeu comigo comenda do TST no DF.

Remo não fez sucesso na Série D, mas seu ex-jogador da base Betinho foi campeão da competição pelo Tombense-MG e como titular absoluto do meio campo.

Goiás anunciou venda de 15.950 ingressos até 18h de ontem (mais do dobro da média que vinha tendo em Goiânia). Espera 20 mil.

HOMENAGEM – Adenilson Fernandes Trindade, o Chacabum, ex- bi-campeão paraense de boxe meio médio (1983-84) pela Academia D. Manoel. Defendeu a Seleção Paraense. É decorador e atua com eventos.

19 de novembro de 2014 at 10:41 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 19.11.14

O velho padrão bate-estaca

Roberto Firmino, que ninguém conhecia, mostrou suas credenciais ontem em Viena. Que golaço. Pegou da entrada da área, com muito efeito e fora do alcance do goleiro austríaco. Apesar de ter jogado poucos minutos, o estreante foi produtivo, armando e surgindo como definidor, o que é sempre importante na Seleção Brasileira.

A rigor, o gol de Firmino foi a única coisa digna de menção nesse amistoso meio desenxabido na capital mundial da valsa. O jogo confirma que Dunga já deu sua marca pessoal ao time, afastando as influências da Copa e deixando Felipão meio sem argumento, pois todos esses jogadores estavam disponíveis há quatro meses.

A parte positiva é que foi um teste mais interessante do que o anterior, contra a Turquia, quando o Brasil não encontrou resistências e praticamente fez um treino de luxo. Desta vez, houve enfrentamento e a Áustria mostrou-se firme no bloqueio defensivo e chegou a ameaçar em alguns momentos do primeiro tempo.

A Seleção foi competente para furar o bloqueio defensivo no segundo tempo, aplicando-se mais. Não conseguiu exercer uma superioridade flagrante, até porque Neymar desta vez não brilhou, e beneficiou-se de um gol irregular de David Luiz.

Observa-se que o Brasil de Dunga é mais brigador que o de Felipão. Conta com jogadores mais jovens, o que facilita a execução desse conceito. Quando atacada, a Seleção recua e marca com até seis jogadores, como no lance que resultou no pênalti em favor da Áustria. O lance revelou a falta de jeito de Oscar esforçando-se para bancar o marcador.

No time de Felipão, Oscar não cometeria o pênalti, pelo simples fato de que não iria perseguir o atacante até dentro da área, principalmente porque quatro jogadores estavam lá prontos para bloquear o austríaco.

Apesar de o estilo roceiro agradar o torcedor, um time deve ter jogadores especialistas em marcar quando houver necessidade disso. Um armador como Oscar não poderia jamais se sentir impelido a fazer o que fez. É preciso entender que haverá sempre alguém mais capacitado a cumprir esse tipo de missão.

É claro que o trabalho de Dunga mal começou e ele venceu os amistosos que teve pela frente, mas alguns sinais evidenciam a primazia do padrão bate-estaca. Marcação implacável e sanguínea, briga pela posse de bola centrada em faltas, sempre que o adversário tenta avançar. Os mais criativos, com a exceção de Neymar, acabam subaproveitados – como Oscar no lance do pênalti.

Pode até ser o Brasil do futuro, competitivo até a última gota de sangue, mas não é futebol que apaixona. Vi a partida, mas em nenhum instante me senti envolvido. A bola rolava, as trombadas se repetiam e eu sempre achava algo mais importante para fazer.

Os métodos de Dunga são conhecidos, mas sempre incomoda ver a Seleção distribuindo pernadas e chutões sem pudor. Receio que o futebol do Brasil fique ainda mais em segundo plano na vida dos torcedores. E isso é muito mais sério e preocupante do que perder de 7 a 1 para a Alemanha.

Noite corintiana no Mangueirão

Pelo tempo (nove anos) que o Corinthians ficou sem jogar em Belém esperava-se um frisson maior. Nas ruas, pelo menos até a manhã de ontem, não era possível saber que o Timão de Parque São Jorge (ou Itaquera) estava chegando para enfrentar o Goiás.

A expectativa dos organizadores é de superlotar o Mangueirão. Talvez não chegue a tanto. O problema é que o torcedor local gosta de futebol, mas principalmente gosta da dupla Re-Pa. Quando nenhum dos rivais está na programação raramente os estádios lotam, embora a apaixonada massa corintiana seja sempre capaz de façanhas.

O time de Mano Menezes faz campanha apenas regular no Brasileiro. Conseguiu fixar a imagem de time pouco ofensivo, tal a quantidade de 1 a 0 e 2 a 1 ao longo da disputa. É também um colecionador de empates, evidência de que joga mais para não perder do que para ganhar.

Por essa razão, reina certo desencanto com o trabalho de Mano, cuja permanência no clube em 2015 é incerta. Para decepção da torcida paraense, a solitária estrela da companhia, o artilheiro peruano Paolo Guerrero, não vem. Sem ele, os corintianos daqui terão que se conformar com alguns bons coadjuvantes, como Cássio, Elias e Renato Augusto.

Do lado goiano, um jogador desperta curiosidade. É Erick, paraense que vem se destacando na equipe pela facilidade para fazer gols bonitos.

A derrocada emocional do capitão

Apesar de rapidamente debelada, a crise desencadeada pelos queixumes de Tiago Silva por ter perdido a braçadeira de capitão da Seleção segue gerando desdobramentos. O pior deles é a impressão generalizada de que o futebol do “Monstro” se apequenou. Ídolo na França, Tiago motivou análise crítica da revista L’Equipe, sob o título “O monstro encolhe”.

A dúvida, segundo a revista, é se Tiago só atravessa um mau momento ou se de fato já experimenta fase descendente na carreira. Depois de uma Copa atormentada, com direito a forte crise de choro durante a partida contra o Chile, o capitão viu seu prestígio se dilapidar com a volta de Dunga ao comando.

Acima de tudo, o precário equilíbrio emocional parece ser o maior problema da carreira de Tiago. A própria publicação aponta que recuperar a autoestima como astro do Paris St. Germain é o primeiro passo para que o brasileiro volte a ser incluído entre os melhores beques do mundo, como já foi um dia.

19 de novembro de 2014 at 10:19 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 18.11.14

POSITIVO – Hoje todos os aplausos para o bicolor Quarentinha, o jogador do Século Passado do Futebol Paraense. Faz aniversário e ganha estátua, 17 h, na Curuzu. Mais do que merecido!

NEGATIVO – Se a FPF conseguir antecipar o Parazão 2015 para 18.1 o maior prejudicado será o Remo; torcidas proscritas marcando encontro amanhã e sábado no Mangueirão. Polícia já acionada. Até quando?

Lá e Cá

Grupo jovem que apoia administração de Vandick Lima no Paysandu tem DNA bicolor comprovado: Bodinho, Tony e Leopoldo Couceiro, Vitor Sampaio, Clóvis Abnader, Abílio Couceiro Filho, Alexandre Pires, Cássio Abelém, Márcio Tuma, Ricardo G. Paul, Bruno Castro, Clodomir Jr, Roger e Raul Aguilera Neto e Vitor Hugo Cunha Neto.

No Brasileiro no DF, paraense Kamily Cardoso (9 anos) ganhou ouro no judô e prata no katá e, Frank Pacheco (12 nos) bronze no katá. Vêem a ser filha e sobrinho do jogador Flamel, do Castanhal.

Inscrição para eleição no Remo até amanhã. Chapas de Pirão e Minowa já se habilitaram, embora o grupo do “Japa”continue aguardando decisão da Justiça que deverá demorar até 15 dias.

Jogadores emprestados pelo Remo muito bem no Parauapebas, Castanhal e Tuna na 1ª fase do Parazão.
Meias para sábado vendidas em 15 minutos; bicolor Pikachu é algoz do Macaé, pois em 3 jogos foram 3 gols; Leão do Petróleo invicto há 6 jogos.

Para jogo de amanhã no Mangueirão, Goiás (Hilton Hotel) chegará hoje depois do almoço e treinará à tardinha no Momumental Edgard Proença. Já o Corinthians só estara aqui à noite (Crowne Plaza) e não reconhecerá.

Lenine é o cara do Paysandu agora, como já antecipava há meses repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube. Acho que entrará bem no lugar de Charles, abrindo espaço para Djalma no meio campo.

Amanhã, 19:30h, na Academia Team Nogueira (na Mário Covas-Ananindeua) será a vez de Mauricio Shogun e o irmão Murilo Ninja ministrarem curso de artes marciais. Contatos 983103876-981763212.

Até hoje inscrição para presidente, vice e Conselho Fiscal do Bancrévea. Eleição será dia 27.11, no Sindicato dos Bancários; de 21 a 23.11, Circuito Crispim Surf 2014, no Marahu-Mosqueiro (981106480-981321921).

HOMENAGEM – Jorge Marcos Gomes de Souza, o Jorginho, ex-lateral do futebol desde a base e ex- bi campeão do futsal, tudo no Paysandu nos anos 70. Jogou na Seleção Paraense Salonista. Porteiro de restaurante.

18 de novembro de 2014 at 11:43 am Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 17.11.14

MANGUEIRÃO VAI TREMER SÁBADO

No ano do seu Centenário, nada melhor que outro título para as vitrines do Paysandu. No sábado isso começou a se desenhar com o empate diante do Macaé-RJ lá na casa do adversário. Agora basta empatar em 0x0 ou vencer por qualquer placar que o título da série C estará no papo. O placar de 1×1 levará a decisão para os pênaltis e 2×2 em diante favorece o time do Macaé. Qual é o torcedor bicolor que não acredita no Papão Campeão? Sábado que vem a decisão deverá ter recorde de público no Mangueirão, pois a Avalanche Bicolor deverá comparecer em peso. Para quem meses atrás estava entre a vida e a morte, a subida para a série B e o possível título caiu dos céus em pleno Centenário. Tá bom que o Papão terá desfalques para a decisão, mas quem quer ser campeão tem que ter elenco e não um simples time e foi com esse elenco que o Paysandu galgou lugares mais altos, ao comando do Mazola Jr, que terá a grande chance de fechar um título em mais uma decisão importante à frente do Bicola. Como será o Paysandu do futuro? Isso a galera não quer se preocupar agora, pois o que vai valer no sábado é uma vitória consagradora num Mangueirão lotado. Você tem alguma dúvida que o Estádio Edgar Proença vai tremer no final de semana?

ALTA TEMPERATURA

Sobre o jogo de sábado, Mazola entrou em campo com o regulamento debaixo do braço, o que deixou a torcida agoniada, pois ela sabia que o Papão poderia render muito mais. A falha do Paulo Rafael fez com que o time acordasse e partisse pra cima do adversário e as oportunidades foram surgindo, até que Yago Pikachu bateu aquela falta e o Rafael deles também cochilou. Empate na casa do adversário e título às portas.

BAIXA TEMPERATURA

Se já não bastasse a derrocada na série D e os casos da Justiça do Trabalho que estão recomeçando, o Clube do Remo está vivendo dias tenebrosos com o problema das eleições. Minowa ganhou nos votos, Pirão não aceitou a derrota alegando “fraudes e erros” e uma grande interrogação ficou no ar. Minowa foi à Justiça, o julgador pediu tempo para analisar melhor e agora só resta esperar. Minowa já declarou que vai às ultimas consequências, inclusive novas eleições. Muito triste!

NO TERMÔMETRO

Paysandu poderá conquistar no sábado seu quarto título nacional, ou será o quinto? Campeão Brasileiro da série B em 1991 e 2001 e Campeão da Copa dos Campeões em 2003 quando ganhou o direito de ir a Libertadores. Ganhando sábado do Macaé, vai virar Campeão da série C e ainda depende da Justiça Desportiva para ser o Campeão da Copa Verde. /// A Tuna Luso, justiça seja feita, foi pioneira nos títulos nacionais, sendo Campeã da série B (Taça de Prata) em 1985 e Campeã da série C em 1992. /// O São Raimundo também tem seu título nacional, sendo o 1º campeão da série D em 2009, enquanto o Clube do Remo conquistou o título da série C em 2005, no ano do seu centenário. /// Como podemos ver, temos sete títulos nacionais, beirando os oito ou até nove, quem sabe. /// O juiz Roberto Oliveira da 6ª Vara Cível vai ouvir o presidente da Assembléia Geral azulina Robério D’Oliveira e os três integrantes da Comissão das Eleições do Remo, Altemar Paes, juiz também, Roberto Porto, ex-presidente e Carlos Gama, conselheiro. Só depois vai dar seu despacho, “elegendo” Minowa ou não. /// Fala-se nos bastidores azulinos que está quase tudo alinhavado para uma composição entre Pirão e Minowa, com a velha guarda tomando a frente para a conciliação. Pirão preside o Remo até 13 de dezembro, mas até lá os sócios azulinos esperam pela pacificação. Muitos estão envergonhados com os últimos acontecimentos. /// Enquanto isso reina a paz nos meios bicolores, com a desistência de Luis Omar Pinheiro. Alberto Maia deverá ser o único candidato à presidência do Codir. /// Goiás x Corinthians jogarão na quarta à noite no Mangueirão pela série A, mas o público não deverá ser o esperado em função da decisão de sábado entre Paysandu x Macaé. O torcedor azulino deverá comparecer, principalmente aqueles fãs do timão, porém a torcida bicolor deverá guardar o dinheiro para sábado. Alguém duvida? Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

17 de novembro de 2014 at 1:42 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.11.14

A bola do campeonato

Afirmei aqui neste espaço, na segunda-feira passada, que o Papão estava com a mão na taça. A confirmar minha previsão, o time conquistou resultado excepcional diante do Macaé, sábado à tarde, no Rio de Janeiro. Volta para casa com o melhor dos empates em mata-mata, pois terá a tremenda vantagem de jogar até por um simples 0 a 0 no próximo sábado, no estádio Jornalista Edgar Proença, para levantar a taça da Série C.

Mas, apesar do final feliz, o jogo foi preocupante. Encolhido ao longo do primeiro tempo, tanto que só foi chutar a gol (com Ruan) aos 39 minutos, o Papão aceitou a meia pressão imposta pelos donos da casa. Poderia ter se complicado seriamente, pois a defesa andou batendo cabeça, principalmente pelos lados de Charles, mais estabanado do que nunca.

A salvação da lavoura era Augusto Recife, cuidando bem da cobertura a Pikachu e se encarregando dos melhores lançamentos para Bruno Veiga, o atacante mais acionado. O problema é que os jogadores abusavam dos passes errados, denotando certo nervosismo em campo. Nesse cenário, Recife representava a lucidez. Quando a bola chegava a ele sempre era bem redistribuída. Foi disparado o melhor do time.

O Macaé teve boas chances no primeiro tempo, com Romário, João Carlos e Juba, mas errou muito nas finalizações. Com triangulações pelos lados, armava situações perigosas. Chegou mais forte sempre que buscou as jogadas ensaiadas.

Teve nos pés de Juba a grande oportunidade no final da primeira etapa quando Paulo Rafael saiu em falso e permitiu que o atacante entrasse livre na área. Por sorte, o jogador tentou bater por cobertura e mandou longe do gol.

Como dependiam de contragolpes esporádicos, Veiga e Ruan ficaram muito isolados. O primeiro ainda voltava para buscar jogo, mas Ruan permanecia entre os zagueiros adversários, praticamente sem ver a cor da bola.

Para o segundo tempo, o Papão voltou mais esperto nas tentativas de saída para o ataque. Lenine (substituto de Héverton, que saiu lesionado) entrou plugado e tentando acionar os atacantes sempre que tinha a posse de bola. Isso permitiu a Veiga duas oportunidades seguidas pelo lado esquerdo.

Justo quando o Papão era bem mais presente no ataque, aconteceu o gol do Macaé. Paulo Rafael soltou a bola cruzada pelo lateral-esquerdo Diego. João Carlos, livre na pequena área, aproveitou o presente. Ainda havia muita água para rolar e os donos da casa insistiam com jogadinhas pelos lados, levando sempre algum perigo com Balotelli e João Carlos.

Depois de um jogo inteiro dedicado a se defender, nem sempre bem, o Papão terminou premiado com o empate a poucos minutos do fim, quando o Macaé parecia já se acomodar com a vantagem mínima.

Veiga sofreu falta junto à linha lateral e Pikachu, até então sumido do jogo, se apresentou para bater. E fez muito bem. A bola saiu alta e traiçoeira, enganando os zagueiros e o goleiro. Ironia do futebol: o jogador mais ausente da tarde saiu glorificado como herói. Foi o responsável pela chamada bola do campeonato. Seu gol pode garantir ao Papão o título brasileiro da Série C.

A sina do time pequeno

Como se imaginava, o Macaé não conseguiu preencher nem metade da lotação do estádio Claudio Moacir. A equipe interiorana, sem grande apelo popular, o alviceleste da “capital do petróleo” não foi capaz de motivar seus torcedores a prestigiarem um jogo tão importante.

A exemplo do Mogi Mirim, que chegou a vender ingresso a R$ 1,00, o Macaé praticamente distribuiu entradas em promoção que envolveu a prefeitura do município. Tudo em vão.

Menos de seis mil torcedores compareceram ao Moacirzão. Para piorar, o público presente não tinha o entusiasmo necessário para estimular o Macaé. A torcida do Papão, pequena mas acesa, fazia muito mais barulho no estádio.

Todos ressaltam a presença de times como o Macaé nas principais divisões do futebol brasileiro. Sem dúvida, é um avanço. Reflete bons trabalhos de gestão e empenho dos dirigentes. Acontece que, no universo do futebol, nem tudo depende de providências administrativas. Acima de tudo, é preciso conquistar as massas, gerar alegria e paixão.

Leão ao sabor das incertezas

A semana se prenuncia decisiva para os destinos do Remo na próxima temporada. O clube ainda vive turbulências provocadas pelo desfecho de sua primeira eleição direta. Há quem defenda que a conciliação interna seja tentada a ferro e fogo. Outros, mais contidos, avaliam que a paz só pode surgir naturalmente.

Até sábado, integrantes da atual diretoria – cujo mandato foi excepcionalmente prolongado por 30 dias – buscavam estabelecer pontes com os oposicionistas, ainda abespinhados pela decisão da Comissão Eleitoral, que impugnou a vitória de Pedro Minowa nas urnas.

O recurso interposto por Minowa na Justiça, para validar o pleito, pode obter uma decisão favorável ao longo da semana. O juiz Roberto César Oliveira ficou de ouvir todas as partes envolvidas antes de decidir.

A essa altura, conselheiros e beneméritos mais experientes avaliam que o melhor caminho é mesmo a realização de nova eleição, prevista para 13 de dezembro, desde que não venha a ser abalada por novas falhas primárias de organização.

17 de novembro de 2014 at 1:36 pm Deixe um comentário

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