Coluna do Gerson Nogueira – 15.12.14

15 de dezembro de 2014 at 9:39 pm Deixe um comentário

Um samurai no poder

O Remo finalmente conseguiu eleger seu presidente. Já é um avanço, levando em conta as muvucas que invalidaram o primeiro pleito. Descontado o prejuízo de um mês surrupiado do período de formação do novo time, pode-se dizer que 2015 começa agora para os azulinos. E não será um ano qualquer, pois o clube precisa de novo conquistar em campo um lugar na Série D.

Pedro Minowa, que desta vez venceu com folga, comemorou muito a eleição. E sua alegria tem razão de ser. Apaixonado pelo Remo, batalha há anos pela chance de presidir o clube, mas sempre acabava preterido ou bloqueado em suas pretensões.

E Minowa acabou triunfando logo na primeira eleição direta da história do Remo. Não por coincidência. É claro que foi graças a um novo universo de eleitores que um candidato de oposição teve a chance de vencer, e venceu.

Zeca Pirão foi vítima do sentimento de insatisfação de associados e torcedores do Remo. Não estão insatisfeitos só com Pirão. O voto em Minowa é claramente um brado oposicionista pela mudança de rumos.

Qualquer candidato da situação teria a mesma sorte de Pirão nesta eleição. E olha que o ex-presidente fez mais pelo Remo do que seus dois antecessores. Fez muito diante das imensas dificuldades existentes.

Deu início à reconstrução do estádio Evandro Almeida, que um antigo presidente chegou a depredar de propósito, e ganhou um título estadual que o clube não via há cinco anos. Deu o azar, porém, de fracassar na Série D.

E fracassou porque apostou em conselhos errados e deu carta branca a um técnico fraco, Roberto Fernandes, mais interessado em prestigiar seus jogadores do que valorizar os atletas pertencentes ao Remo.

Minowa assume com um discurso diferente, como era de se esperar. Avisou que vai pagar (até o próximo dia 24) os salários de jogadores da base e funcionários do clube. Já encaminha a contratação de um treinador renomado, provavelmente PC Gusmão. E confirma que o clube vai utilizar o CT do Carajás, em parceria firmada há meses.

O mais importante é que Minowa parece ter resumido numa frase aquilo que torcida e imprensa repetem há décadas e ninguém parece ouvir. Disse, ainda em meio às comemorações pós-eleitorais, que o Remo é uma mina de ouro. Não falava do minério propriamente dito.

Por experiência própria, como torcedor de arquibancada, que a massa azulina constitui o principal patrimônio do clube. Muito mal administrado na maior parte do tempo e pouco contemplado com recompensas nos últimos tempos.

A nova diretoria pretende investir muito no programa de sócio-torcedor e alavancar parcerias que permitam finalizar as obras do Baenão, iniciativa que pode significar a independência financeira do Remo, pois o estádio pode vir a ser usado para jogos de médio porte já no primeiro semestre.

Como todo novo gestor, Minowa terá direito a uma trégua inicial. Deve aproveitar esse período para ganhar a confiança do torcedor, que estava insatisfeito com a antiga diretoria e ainda não sabe se pode acreditar no projeto do presidente recém-eleito.

Medidas de impacto são bem-vindas, até para sacudir o clube, mas sem extravagâncias desnecessárias e sem perder o sentido de realidade.

Lua-de-mel com prazo de validade

Com a escolha do novo técnico, o Paissandu deu ao final do ano temperos mais serenos. A conquista do acesso também contribuiu para essa lua-de-mel entre diretoria e torcida. É claro que o próprio Sidney Moraes sabe que ambientes de calmaria são raros em clubes de grande popularidade.

O treinador terá o mês de janeiro todo para armar o time do Campeonato Paraense e da Copa Verde. Sem direito a erros, pois o torcedor ainda recorda os sofrimentos vividos ao longo da Série C e teme a repetição desses mesmos problemas na duríssima Série B 2015.

A princípio, a calma demonstrada pelos dirigentes chegou a impacientar setores da torcida, mas aos poucos fica claro que a postura é a mais sensata. Não há motivo para desespero e as contratações devem ser certeiras. Além disso, os salários andam inflacionados demais e a tendência é de que o novo ano torne os negócios mais palatáveis para clubes como o Papão.

Direto do Twitter

“O governo brasileiro também deveria ser dono dos direitos do futebol brasileiro”.

Por Flávio Gomes

Mundial começa em ritmo de peladão

Os jogos iniciais do Mundial de Clubes, disputados no Marrocos em estádios vazios e de campos esburacados, não insinuam a menor dificuldade para o San Lorenzo e muito menos para o Real Madri, que chegam com a justificada condição de favoritos para a disputa do título.

Dos clubes que atuaram na sexta-feira, somente o Cruz Azul mexicano inspira algum cuidado, mas sem ostentar a marca inconfundível da zebra. Real e San Lorenzo devem chegar sem sustos à final, com os argentinos depositando no Papa Francisco suas maiores esperanças.

Torcida grande não segura audiência

Segundo o colunista de TV Daniel Castro, o ano termina com uma novidade nas planilhas de audiência da emissora que transmite os jogos da Primeira Divisão no Brasil. Os números não mentem: o popularíssimo Corinthians foi superado pelos outros três grandes de São Paulo na audiência dos jogos exibidos na temporada.

Não, o Corinthians não deixou de ser o dono da maior torcida em São Paulo. O problema é que nem sua imensa legião de fãs aguentou ver as fracas atuações do time de Mano Menezes ao longo do ano.

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