Archive for janeiro, 2015

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 20.01.15

POSITIVO – Golaço de Felipe Macena contra o Bragantino, Eduardo Ramos, Marlon e Leandro Cearense, chamariz para o Re x PA de amanhã.

NEGATIVO – “São essas coisas que eu não tendo”: como dirigentes deixam de promover RE x PA, dia 25.1, ganhando dinheiro sozinhos e para aceitar empresa patrocinar o negócio, certamente levando maior fatia do torneio.

Lá e Cá

Mesmo jogando 5 temporadas no Joinville (140 gols, 202 jogos e média de 0,69) atacante Lima, agora no CRB, foi mais produtivo no Paysandu (20 gols em 26 jogos, 4 meses e média de 0,77).

Ano passado foram 10 RE x PA, 3 vitórias bicolores, 1 remista (deu título estadual), 6 empates, Leão arrecadando R$ 2.052.883,00 (89.600 torcedores) e Papão R$ 1.616.739,00 (76.720). Dados de Saulo Zaire.

Prós do RE x PA de amanhã: torcida com saudade do super-clássico e as atrações recém-contratadas; contras: tempo instável, preço do ingresso, dia do jogo e pouco tempo para badalação na mídia.

Será o RE x PA número 729, 253 vitórias azulinas (941 gols), 246 empates e 229 triunfos bicolores (939 tentos). Levantamento do pesquisador Jorginho Neves.

Sócios torcedores terão de pagar ingresso integral amanhã (jogo não é da dupla RE-PA); MMSports cuida de imagem e divulgação do goleiro Cesar Luz (Remo); atacante João Henrique trocou Leão pelo Itumbiara-GO.

Paysandu não contratou ainda meia direita e só tem Djalma às voltas com as contusões. Rogerinho e Carlinhos jogam pela esquerda; lateral Marcos Bocão (ex-Cruzeiro e Ceará) agendado.

Remo contratou lateral George Lucas, volante Alberto e meia Bismark; que tal o FIFA Dewson Freitas nesse RE x PA?

Ferderação Paraense de Judô-FEPAJU promovendo desde ontem treinamento para seus professores e atletas Sub-13, 15, 18, Sênior e Máster com o professor Mitsuhira Matsuo-SP.

Renan Tavares e Luise Bedê, mesmo destituídos da presidência e vice da CBFS, na AG de 30.11, não lagaram o osso e Junta Governativa (presidentes das entidades de RR, TO e PA) não consegue trabalhar.

Ultramaratonista Marcio Vilar (Bate-Papo, hoje, 19:30 h, na Bodytech) iniciará amanhã, 6h, percurso até Paragominas, aonde chegará dia 23.1. Faz parte da programação esportiva dos 50 anos da cidade.

HOMENAGEM – Edmilson Pinheiro de Moraes, o Edmilson, ex- bi campeão paraense meio médio ligeiro de boxe pela Academia Neves Cruz (1968-69) e ex-treinador da APA (Americano). É segurança de empresa particular.

20 de janeiro de 2015 at 3:57 pm Deixe um comentário

Em fase experimental

O Remo fez seu primeiro teste com o novo elenco, venceu por 3 a 1 e Zé Teodoro deve ter tirado suas conclusões sobre a força de que dispõe para o Campeonato Paraense e também para o amistoso de quarta-feira contra o Papão. A movimentação foi boa, a torcida saiu satisfeita e ficou a esperança de que o time venha a dar certo.
Para o clássico, o técnico não vai poder contar ainda com peças recém-chegadas, como Flávio Caça-Rato. São jogadores que estão empenhados em recuperar a boa forma.
Na prática, Zé Teodoro vai lançar neste primeiro compromisso oficial o time que começou o jogo-treino com o Bragantino. Ainda sem Levy na lateral-direita, terá que improvisar e o setor de marcação fica com Ilaílson e Macena. A armação é de responsabilidade de Eduardo Ramos, ajudado por Fabrício, que também terá missão de marcar.
Já o ataque permanece todo concentrado na velocidade de Roni pelos lados do campo e Rafael Paty (ou Val Barreto) no meio da área. Zé Teodoro, pelo menos por enquanto, com os jogadores que tem, não tem muito como criar variações para o setor, a não ser com a eventual utilização de Ratinho, como no início do amistoso de ontem.
Da partida amistosa, ficou a curiosidade de ver Zé Teodoro utilizando de cara o time considerado B: César Luz; Rodrigo Castanhal, Ian, Igor João e Alex Ruan; Nadson, Warian Santos, Marquinhos e Ratinho; Sílvio e Val Barreto.
O pouco entrosamento demonstrado no primeiro tempo, normal a essa altura da preparação do elenco, não quebrou o ânimo da torcida, que viu Joãozinho abrir o placar para os visitantes, batendo pênalti. Muitos passes errados na saída para o ataque e Ratinho tentando solitariamente resolver as coisas no meio deixaram o Remo à mercê do esforçado Bragantino.
A equipe considerada titular entrou em cena na segunda etapa e, como esperado, mostrou mais qualidade. Fabiano; Dadá, Rafael Andrade, Max e Jadilson; Felipe Macena, Ilaílson, Fabrício e Eduardo Ramos; Roni e Rafael Paty. Logo de cara, Macena igualou o placar.
Na criação, Eduardo Ramos deu mais agilidade às ações ofensivas, com passes e lançamentos que serviram para expor as fragilidades do adversário. Em alguns momentos, as triangulações entre Ramos, Fabrício e Roni chegaram a empolgar o torcedor.
Os gols surgiram naturalmente. Dadá desempatou aos 17 minutos e Ramos ampliou aos 44. Como se sabe, nesse tipo de treino o que menos importa é o marcador, mas os dois tempos revelaram as necessidades de ajustes, principalmente à frente da área e algumas indefinições ofensivas.
Até quarta-feira, Zé Teodoro terá que queimar as pestanas para reduzir ao máximo os problemas mostrados ontem para fazer frente ao maior rival no primeiro confronto oficial do ano – este, sim, pra valer.

Enfim, a solução para a lateral-esquerda?

Marlon chegou, vestiu a camisa de treino e assumiu a condição de jogador do Papão. Ele foi contratado para resolver um dos maiores problemas do time nos últimos dois anos. O lateral que mais convenceu por ali foi Rodrigo Fernandes na Série C 2012.
Não era brilhante, mas tinha na regularidade seu principal trunfo. Marcava bem e ajudava nas subidas ao ataque. Com sua saída, o Papão viu-se obrigado a improvisar Pablo até que Aírton foi contratado. Instável, nunca conseguiu aplausos unânimes.
Marlon chega sob aplausos gerais, mas com a imensa responsabilidade de resolver um drama antigo. Experiente, sabe que as cobranças virão logo. Com boas passagens pelo Criciúma (2013) e Vasco (2014), obteve dois acessos à Série A, o que é prova de sua eficiência na posição.
Volante por formação, Marlon começou a cair para o lado esquerdo quando jogou pelo Remo e viveu sua melhor fase no futebol paraense. Apesar disso, sofreu nas mãos de técnicos que priorizavam reforços importados.
Deve estar, a essa altura da carreira, saboreando o fato de que seu futebol só passou a ser enaltecido por dirigentes, imprensa e torcedores paraenses depois que mostrou qualidades lá fora.
Não tenho dúvida: essa renitente vocação vira-lata ainda vai acabar com o futebol papachibé. Que Marlon resolva os problemas do Papão e ajude, em campo, a calar a boca de muitos críticos do passado.

A supremacia Messi

Números nem sempre expressam a grandeza de um jogador. Às vezes até passam uma falsa impressão. No caso específico de Lionel Messi, porém, eles servem para referendar um super craque, um jogador que já se nivela a Cruyff e Maradona e supera grandes craques do passado recente, como Platini e Zidane.
Ao longo da carreira, em 548 jogos ele marcou 427 gols, acumulou 23 títulos e conquistou quatro Bolas de Ouro. Só pelo Barcelona foram 451 jogos e 382 gols assinalados.
Nenhum outro jogador em atividade conseguiu reunir em tão pouco tempo números tão espetaculares – nem mesmo seu arquirrival Cristiano Ronaldo. Messi talvez só venha a ser atrapalhado por futricas de ordem financeira.
Desenrola-se no momento uma luta silenciosa para que se transfira para um clube use uniformes assinados pelo seu patrocinador, a Adidas. O ocorrido com Figo, ídolo do Barcelona que se transferiu de armas e bagagens para o Real Madri, é sempre relembrado pela imprensa espanhola.
Esquecem apenas de um detalhe importante: Figo era apenas um bom jogador em grande fase, Messi é bem mais que isso.

19 de janeiro de 2015 at 3:48 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.01.15

Será que a fonte secou?

Com a nostalgia própria dos românticos, costumo dizer aos meus filhos que o brasileiro é o fã de futebol mais difícil de ser agradado. Também pudera. Aqui floresceu a mais genial confraria de craques da história do esporte. Metade daquela seleção de todos os tempos que a Fifa ou algumas revistas europeias de vez em quando gostam de escolher tem DNA brazuca.
Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Tostão, Gerson, Rivelino, Jairzinho e Ronaldo Fenômeno estão sempre ali entre os mais votados e citados. Não há nenhum outro país com tamanha variedade de craques para entrar nessa seleção ideal.
É claro que o tempo é implacável, principalmente com a memória crítica das pessoas e vamos combinar que a última década abalou muito as convicções sobre o valor do futebol que o Brasil legou ao mundo.
A situação comporta quinhões de culpa de muita gente, embora seja possível dizer que a origem maior do problema está lá na base, onde os jogadores são descobertos e as joias são buriladas. Faz algum tempo já que os efeitos perversos da má formação se fazem notar nos gramados brasileiros.
A formação deficiente dos atletas é uma realidade nacional há décadas, desde os tempos de Perácio e Pirilo, mas suas consequências só passaram a representar graves prejuízos nos últimos anos quando a produção de craques já não é tão farta como no passado.
Foi preciso um choque elétrico de alta magnitude, como aquela surra inominável diante da Alemanha na Copa, para que a maioria das pessoas se conscientizasse da terrível entressafra de jogadores que assola o país do futebol. Até então prevalecia o pensamento generalizado de que brasileiro é bom de bola e resolve a parada sem temer adversário.
Quando Kroos, Müller e seus colegas puseram o escrete de Felipão na roda a história passou a ser vista com outros olhos. Antes tarde do que nunca.
Acontece que o espetáculo tem que continuar e, ao mesmo tempo, o mundo tem pressa e avidez por novos artistas da bola. A existência luminosa de dois supercraques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo dominando a cena só acentua a indigência do jogo que se pratica no Brasil.
Vem daí o grande desafio dos técnicos e jogadores em ação por aqui. Precisam entender que não há mais o conceito de ilha, comum nos anos 60 e até meados de 80, quando o que ocorria no Brasil era o que bastava para o torcedor.
Hoje, no mundo embalado pela instantaneidade proporcionada pelas plataformas on-line, o conceito de globalização do futebol é mais que uma digressão teórica. É um fato. E o que conta para o torcedor é o que ele vê se desenrolar nas lotadas arenas do rico futebol europeu.
Lá, diante de torcidas cada vez mais exigentes, desfilam futebolistas do mundo inteiro. Na cultuada Champions League as nacionalidades desafiam as quase caducas barreiras clubísticas. Curiosamente, com exceção de Neymar, os brasileiros que merecem ainda algum relevo são todos zagueiros ou meio-campistas defensivos.
Sinal atordoante de que é justificada a insatisfação nacional com as peladas domingueiras do Campeonato Brasileiro. Com o fator agravante de que aqui, como na Europa, poucos nativos são protagonistas. Os melhores e mais criativos meias são argentinos – Conca, D’Alessandro, Dátolo – e os atacantes mais produtivos são o peruano Guerrero e o boliviano Marcelo Moreno.
Sem perspectivas de mudanças imediatas no cenário desolador, chega-se à conclusão de que o nosso maior problema é conviver eternamente com a consciência do passado glorioso e a desconfiança de que a fonte secou.

Quando o treino supera o jogo

Chamou atenção durante a semana uma frase meio despretensiosa do atacante Müller, do Bayern de Munique, avaliando que muitos treinos do time alemão são mais difíceis do algumas partidas da Champions League. Não foi um comentário arrogante, apenas realista.
O Bayern reúne hoje alguns dos maiores craques do planeta e tem no comando do time aquele que é talvez o mais cerebral dos técnicos em atividade. Pep Guardiola.

Direto do blog

“O governo fechou patrocínio do campeonato paraense de futebol, mais uma vez. Em troca de mais de 800 mil reais, transmitirá jogos do certame. Clubes de futebol são entidades privadas. Arrecadam muito dinheiro por semana. Contratam times inteiros e depois não dão resposta sobre a administração do dinheiro a ninguém. Para entrar com tamanha soma, o governo deveria participar do planejamento do campeonato. Exigir das prefeituras das cidades o compromisso de estádios, mesmo que pequenos, absolutamente preparados para receber os jogos. Gramados impecáveis, arquibancadas, segurança. Deveria incentivar o turismo no Estado, oferecendo pacotes com meio de transporte, hotel e ingressos.
Deveria exigir um número x de atletas paraenses em cada equipe, como incentivo aos valores locais. Deveria transmitir para Belém um jogo que estiver sendo disputado fora da cidade. Assim, usaria o futebol como fator de integração. Arrecadaria impostos, alimentaria o Turismo. Aí dá para entender esses mais de 800 mil reais. Se não for assim, creio que cada um de nós pode pleitear um dinheiro do governo para fazer o que quiser e pronto, não é? Inimaginável é essa ignorância que atordoa. O Estado dá um dinheiro que é nosso e pronto. Tudo de maneira amadora, menos o dinheiro. Pode?”.

Por Edyr Augusto Proença (via Facebook), analisando a renovação do contrato entre o Governo do Estado e os clubes.

17 de janeiro de 2015 at 2:04 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 16.01.15

POSITIVO – Marlon (29 anos) melhor contratação do Paysandu até agora. Papão pagará 30% dos salários e time da Colina 70%. Leandro Cearense se apresentará hoje (Curuzu). Chegando também atacante gaúcho Aylon.

NEGATIVO – Mais denúncia de que uma UPA vem sendo construída no campo do Sacramenta em troca de 520 mil reais (abaixo do mercado). Associados querem destituição do presidente e uma Junta Governativa.

Lá e Cá

Alex Sandres, técnico campeão de remo pelo Paysandu, desbancando a hegemonia do rival de 4 anos, meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo.

Castanhal deverá ter meio campo de respeito no Parazão: Analdo, Billy, Reis e Lineker. Além disso, atacante contratado Cleiton Bocão vem dando muitas esperanças. Tem abafado nos treinos!

AABA-Associação dos Aposentados do Banco da Amazônia inaugurando sede própria, dia 24.1 (Dia do Aposentado), 9:30 h, na Pte. Pernambuco 286. Haverá coquetel. Trabalho do presidente Agildo Monteiro e equipe.

América PV e Mapuera travando amanhã, no campo do Edim, o grande clássico do futebol pelada.

Heverton Coutinho descartado, pois seus números no Papão não animavam: 13 jogos em 2014, 12 substituições, 4 gols e ficou fora das decisões do Parazão, Copa Verde e Série B.

1º de fevereiro dia da vingança? Goleiro Paulo Rafael desconsiderado no Remo enfrentará o Leão Azul defendendo o Parauapebas no Parazão.

A pedido de Zé Teodoro jogo treino (sem camisa oficial) do Remo domingo de manhã no Baenão frente ao Bragantino (3 mil pessoas). Ingresso 1 kg de alimento e troca-entrega amanhã. Atacante João Henrique não vem mais.

Quanto o Paysandu, sparring do novo time será o Sub 20 a pedido de Sidney Moraes; ex-árbitros da CBF e Federaçáo Paulista Sílvia Regina e Márcio Brandão darão palestra a jogadores do Paysandu amanhã.

Ingresso de arquibancada do Paysandu no Parazão custará 150% do preço estabelecido pelo Remo; mais importante na continuação do patrocínio do Governo ao Parazão a notícia de antecipação de verbas do banco estadual e que o atrasado vai sair.

HOMENAGEM – Everton Coelho de Macedo, o Veveco, ex- ala do futsal do Paysandu, Tuna (campeão) e Remo (campeão) nos anos 80-90. É inspetor de segurança de empresa privada.

16 de janeiro de 2015 at 3:29 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 15.01.15

A cisma contra os nativos

A discussão é tão antiga quanto a fome e está longe de chegar a uma posição esclarecedora. A história se repete a cada nova temporada. Sempre que um dos grandes da capital contrata jogador revelado por clubes emergentes surge a interrogação na cabeça do torcedor: será que vai emplacar?
Como o resultado é quase sempre decepcionante, firmou-se o conceito de que a camisa pesa e os jogadores amarelam. Óbvio que nem tudo é tão esotérico assim. Há muito mais por trás dessa história de fracassos dos boleiros nativos na dupla Re-Pa, quando oriundos de equipes mais modestas.
Leandro Cearense é a bola da vez. Depois de uma temporada de altos e baixos no Remo, marcando oito gols em 30 partidas, o futebol do homem que despontou como artilheiro no Cametá há três anos foi colocado em xeque.
Entre os remistas, ficou a imagem de um jogador caro – para os padrões regionais – com aproveitamento pífio. Há quem veja na produção de Cearense um reflexo da instabilidade reinante no Remo, que venceu o Campeonato Estadual e naufragou na Série D.
O time não rendeu o esperado na competição nacional e a verdade é que poucos jogadores se salvaram da campanha ruim, mas as críticas da torcida e da mídia esportiva se concentraram quase exclusivamente em Cearense. Talvez pelo fato de ser um jogador regional.
Até porque gente que custou muito mais ao clube e com histórico bem pior foi esquecida, passando em brancas nuvens. Cearense, não. Ficou aqui, reapresentou-se ao clube depois das férias e encaminhou sua permanência. Com o fim do contrato, porém, o Remo não demonstrou interesse e ele terá que buscar outro clube.
É provável que seu novo destino seja a Curuzu. A diretoria do Papão não confirma ainda as negociações, mantém o habitual silêncio, mas surgiu a informação de que o contrato será curto, de risco, levando em conta o retrospecto recente do jogador.
Apesar da curta duração do acordo, caso isso de fato se confirme, jogar no Papão é uma tremenda chance de recomeço para Cearense. Terá a chance de provar que não desaprendeu a jogar e a fazer gols, como nos gloriosos tempos de Cametá.
Detive-me no caso Cearense porque é bem exemplar do nível de dificuldades enfrentado pela prata da casa no futebol do Pará. Vale aqui a velha máxima de que santo de casa não faz milagre. Uma fase ruim já é suficiente, na maioria dos casos, para decretar o fim de uma carreira.
Cearense é apenas o mais recente de uma longa lista de jogadores vitimados pelo implacável crivo crítico das torcidas de Leão e Papão. Flamel, Robinho, Michel, Rubran, Soares, Maicky Douglas, Cassiano e Jader, entre outros.
Já vai longe o tempo em que a indiscutível categoria individual garantia o sucesso de nomes vindos de equipes mais modestas do interior ou da periferia da capital. Manoel Maria, Cuca, Tuíca, Oberdan, Belterra, Darinta, Chico Monte Alegre, Marajó, Balão e Vânderson foram jogadores que marcaram época, integrando grandes esquadrões da dupla Re-Pa.
Uma característica deste grupo de vencedores é que nenhum deles tremeu ou desistiu diante das adversidades e as desconfianças habituais do torcedor. Com talento, superaram todos os obstáculos, brilhando e deixando saudades.

Um justo tributo à Enciclopédia

Mesmo sem o endosso das autoridades estaduais, a nova diretoria do Botafogo resolveu abrir uma campanha pela troca do nome do estádio Engenhão (atual João Havelange) para Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol e melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, segundo vários levantamentos feitos no mundo inteiro.
A causa é das mais nobres – e justas.
Ninguém merece tanto ter seu nome eternizado no estádio do clube como o grande Nilton, um caso raro de jogador de uma só camisa e que nunca deixou de externar seu profundo amor pelo Botafogo.
Ao contrário, o ex-presidente da Fifa é cada vez mais um nome visto com desconfianças – e até certezas negativas – no universo do futebol. O envolvimento com irregularidades e subornos, além o apadrinhamento de seu ex-genro Ricardo Teixeira são apenas alguns dos pontos que mancham sua biografia.
Vejo, porém, como principal razão para a necessidade de mudança a ausência de qualquer vínculo entre Havelange e a história do Botafogo. Para ser justo, o cartola só teve algum contato com o clube quando na juventude disputou algumas partidas pelo time de vôlei alvinegro.
Por outro lado, se as leis do Estado do Rio não contemplam o projeto de mudança do nome do estádio, também não amparam a homenagem a pessoas vivas. Portanto, o Botafogo começa muito bem 2015 ao abraçar uma bandeira que é também a de todos os desportistas do mundo.
Viva Nilton!

Re-Pa amistoso pode esfriar o Parazão

Um clássico Re-Pa para reabrir a temporada vem sendo defendido por dirigentes dos dois clubes, mas padece de um sério problema de origem: o pouco atrativo representado por times que ainda se estruturam e estão longe da melhor forma física e técnica.
Quem advoga a ideia está mirando exclusivamente no faturamento. O motivo é mais do que justificado, mas é forçoso observar que até essa meta pode estar comprometida pela tradicional ojeriza do torcedor por amistosos caça-níqueis.
A história de que o jogo serviria para apresentar os novos jogadores dos dois rivais também não convence, pois o Campeonato Estadual começará em duas semanas e todos os recém-contratados poderão ser vistos em ação.
O mais importante de tudo é que um clássico a poucos dias do pontapé inicial do Parazão funcionará como anticlímax, podendo até queimar algumas das atrações maiores do campeonato.
Que ninguém se engane: apesar da ansiedade, o torcedor remista quer ver Flávio Caça-Rato em ação, mas em jogo oficial. O mesmo ocorre com os bicolores, que esperam ver Rogerinho com a camisa 10 bicolor em confronto valendo ponto.
Badalar o Parazão é o melhor caminho para garantir boas rendas a médio prazo.

15 de janeiro de 2015 at 2:49 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 15.01.15

POSITIVO – Bem proativa, CBF promete anunciar tabelas das séries A, B e C do Brasileirão antes do carnaval. Ótimo!

NEGATIVO – Família que domina o Sacramenta Esporte Clube há muito tempo não cuida do patrimônio e recebo denúncia de que já foi desapropriada metade do estádio para pagamento de IPTU. Dói!

Lá e Cá

Hoje, 15h, reunião de clubes, Governo e FPF para tratar de patrocínio do Parazão e pendências; Remo lançará dia 5.2 novos uniformes, além da reformualção do projeto sócio-torcedor.

Camilo larga na frente no gol do Remo e Paty marcou 3 no coletivo de ontem; técnico azulino Zé Teodoro e volante bicolor Augusto Recife até gostariam de um RE x PA antes do Parazão abrindo a temporada.

Com o tempo pesado e nosso gramados enlameados prearador físico vai ganhar muita importância em nossos times; contrato do Remo assinado com CT do Carajás é só para mandato do Minowa e apenas base utilizará.

Depois de laudos prontos mexeram no gramado do Navegantão ontem. Logo, jogo inciais do Parazão para o Independente e Copa Verde em Belém.

Bom Jonathhan apenas ganhando mais e candidato a reserva no Paysandu. Sina? Ontem nos arraiais bicolores se falou no veterano Bruno Rangel. Não emplacou de novo na Chapecoense na volta do exterior!

Remo sem divisão tem time no momento mais com pinta da Série B que o Paysandu; Sidney Moraes outro técnico na Curuzu que ameaça utilizar Pikachu de meio campo. E ele aceita!

Ex-árbitros Sílva Regina e Márcio Bandão hoje em Belém como instrutores no começo da pré-temporada de nossos apitadores.

1ª Copa do Salgado de Futsal Sub 13, Sub 15 e Feminino dias 7 e 8.2, no Ginásio Municipal de Salinópolis. Organização da Leal Sports e inscrições para apenas oito equipes pelo telefone 91-981367474.

Belo trabalho de Ivan Corrêa na base de futsal do Paysandu. Jeferson se destacou, foi aprovado no Sub 13 e pensa em ser jogador de futebol.

Meia atacante paraense de Bragança, Lucas Gomes, começa pré-temporada do Fluminense nos Eatados Unidos como titular. Hoje, em ação na Flórida em Torneio Internacional enfrentando o Bayern Leverkusen.

HOMENAGEM – Adriano Magno Dourado da Fonseca, ex- árbitro da FPF formado em 1999 na mesma turma do mediador Andrey Silva. É formado em história, professor e diretor de escola em Tailândia.

15 de janeiro de 2015 at 2:46 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 14.01.15

POSITIVO – “Futebol Catarinense, Um Sucesso Sem Segredo”, palestra do presidente Delfim Peixoto Filho (FCF), no lançamento da 23ª edição do Troféu Camisa 13, 27.1, 20h, no Metropolitan Tower. Imperdível!

NEGATIVO – Telhas quebradas começam a permitir goteiras, podendo deteriorar piso do reformado Ginásio Serra Freire. Urge providência!

Lá e Cá

Comissão de vistoria de estádio deveria ter engenheiro civil, engenheiro eletricista, engenheiro agrônomo e integrante da ACLEP. Estrutura geral, parte elétrica, gramado e acomodações para imprensa são fundamentais.

Diretoria do Remo prevê 30 mil pessoas na estreia do campeonato, no Mangueirão, diante do Parauapebas. Independente até já ensaia vontade de jogar aqui contra o Leão, se Navegantão não for liberado.

Técnico do Atlético-PR, adversário do Remo na Copa BR, Claudinei Oliveira, foi goleiro do Leão em 1999 (inclusive no Jogo da Santinha em Maceió) e 2.000. Em 2.001 jogou na Tuna; lateral Leonardi quase no Leão.

Zagueiros Ian e Igor João agradando nova CT azulina. Quanto a Tsunami (ou Wenderson), agora do Cruzeiro-MG, não ficou no Baenão porque ganhava 2 mil por mês e dirigentes não quiseram aumentar para 5 mil.

Leandro Cearense encerra vínculo amanhã com o Remo e se apresentará na sexta no Paysandu. Espera receber ainda do Leão 4,5 meses de salários, 13º e recolhimento de FGTS.

Aliás, não entendo tanto polêmica internamente no clube, imprensa e torcedores pela contratação de Leandro Ccearense por 4 meses pelo Paysandu. Deixem o atacante pelo menos estrear!

Próximos janelas de entrevistas no Paysandu: hoje, Augusto Recife e Heber; sexta, William Alves e Carlinhos; domingo, Sidney Moraes, Rogerinho e Érico Jr; Heverton Coutinho e Marlon falados de novo ontem.

Treinador de base João Age Carvalho enfatiza que erro é colocar técnico que não deu certo no profssional comandando os meninos. São estilos de trabalho diferentes. Aliás, vídeo dele impressiona nos ensinamentos!

Jaozão (Mãe do Rio) mais um estádio opção no Pará (5 mil lugares); festa da abrtura do Parazão dia 30.1

Presidente Antonio Pinheiro e vice Antonio Santos Filho têm como diretores no Bancrévea, Wagner Mota, Carlos Bentes, Paulo Neves, Alex dos Santos, Marcelo Araujo, Evaldo Silva (ex-presidente), Edna Pereira, Gilberto Prazeres, Luiz Usandizanga, Fernando Coelho, Marcelo Marques, Paulo Leal e Alcilene Costa.

HOMENAGEM – Arnaldo Melo da Costa, o Acosta, ex- meia esquerda do Remo, Tuna, Uruitá e Seleção da Vigia nos anos 90. É gráfico.

14 de janeiro de 2015 at 3:39 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 13.01.15

POSITIVO – Para começar balançando 2015 o melhor é um RE x PA dia 25.1 por exemplo, testando os novos contratados. É para encher Mangueirão e ganhar dinheiro. Quem sabe pela Taça 339 anos de Belém!

NEGATIVO – Dos 18 pontos disputados na Copa SP por Independente e Paysandu só 1 foi ganho e pelo Galinho. Que 2016 Desportiva é o o próprio Paysandu mudem o rumo da prosa!

Lá e Cá

Nome do preparador físico do Paragominas é Bruno Almeida e não Bruno Albuquerque. Trabalhou no Remo, Tuna, Santa Rosa, Boquinhense-SE e tem especialização em futebol pela Universidade Federal de Viçosa-MG.

Diferentemente do Paysandu, Remo já tem time pronto e até escalado. Agora é treinar e aqui mesmo, no Baenão. Há sugestões para o CR 7 azulino virar CM 7; quanto ao Paysandu urge contratar uma referência.

Diretor de futebol do Ramo, Albani Pontes, desmentiu a este repórter que tenha-se demitido. Sua licença médica vai até 5.2; festas do Boteco Azulino não podem acontecer duarante treinos, sentenciou Zé Teodoro.

Haverá Curso de Ábitros de Voleibol, autorizado pela CBV e COBRAV, aqui em Belém, de 19.1 a 6.3, na EA-UFRA (antigo NPI). Inscrições na FPV (José Bonifácio 746, altos) e contatos 91-981550147.

Intrutores do curso, professores de educação física e especialistas em arbitragem Aline Ribeiro, Hugo Montenegro, psicóloga Nazaré Sacramento de Souza e advogada Karime Mouta.

Dia 20.1 os 18 atletas selecionados na escolas de Barcarena se apresentarão no Cabana Clube, 9 h, para início dos preparativos do ARF com vistas a Copa da Noruega 2015.

Lançamento da Copa Verde dia 27.1, na CBF (RJ). Presidente Nunes (FPF) convidado, o mesmo devendo acontecer com presidentes de Remo, Paysandu e Independente que agora estrearão no mesmo dia (8.2).

Goleiros do Remo para começo de temporada: Cesar Luz, Fabiano, Camilo e garoto Douglas; Paysandu propõe a Leandro Cearese um contrato inicial de 3 meses. Muita gente do bicolor contra reservas do Remo na Curuzu.

Reajustada tabela da Copa do BR e Independente estreia por primeiro, diante do ICASA, 4.3, 19:30, Navegantão; Remo x Atlético-PR (19:30 h-Mangueirão); Águia Negra-MS x Paysandu (21:30 h-Rio Brilhante), 18.3.

Billy se apresentando hoje no Castanhal para substituir Vanderson, já no Cametá; vandalismo contra placar eletrônico da Curuzu tinha como objetivo estátua do Quarentinha. Polícia já em ação.

HOMENAGEM – Edmar Amaro, o Dico, ex- meio campo revelado no Remo, que defendeu ainda Yamada e Tuna nos anos 70-80. É funcionário do TRT.

13 de janeiro de 2015 at 2:55 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 13.01.15

Os donos do mundo

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi duelam pelo troféu Bola de Ouro da Fifa há sete anos. Ninguém conseguiu se intrometer nessa batalha particular entre os dois grandes atacantes. Messi enfileirou quatro conquistas, de 2009 a 2012. CR7 venceu em 2008 e voltou a ganhar em 2013 e 2014.
Sua alegria incontida ao receber o prêmio das mãos de Thierry Henry, ontem, é plenamente justificada. Os planos de pulverizar os recordes do futebol, como um Schumacher dos gramados, estão mais vivos do que nunca.
O ano foi quase perfeito. Faturou quatro títulos, levou para casa 12 prêmios individuais e estabeleceu a impressionante média de quase um gol por partida (61 gols em 60 jogos), tornando-se indiscutivelmente um craque de primeira grandeza. Faltou apenas uma campanha mais convincente na Copa do Mundo.
Ao longo da carreira, os números de Cristiano são monumentais: em 715 jogos, o avante português marcou 460 gols, deu 151 assistências, conquistou três Bolas de Ouro e levantou 17 títulos. Ninguém discute que ele está hoje, ao lado de Messi, entre os principais jogadores da história do futebol moderno.
O argentino, que acabou recebendo injustamente o prêmio de craque da Copa do Mundo realizada no Brasil, não cumpriu temporada das mais favoráveis. De talento pessoal indiscutível, Messi sofreu os efeitos da queda de rendimento do Barcelona depois da saída de Pep Guardiola.
Em comparação com o rival, La Pulga teve desempenho bem mais modesto. Foram 66 jogos, 58 gols, 22 assistências e nenhum título. Nada disso diminui o brilho de uma carreira fulgurante até aqui. Em pouco mais de 11 anos como profissional, Messi tem quatro Bolas de Ouro em casa, à frente de lendas como Zidane, Ronaldo Fenômeno, Platini e o próprio CR7.
Mais jovem que Cristiano, Messi parece ainda ter fôlego para ampliar seu cartel e a prova mais forte disso é que mesmo em ano ruim (como 2014) ele ainda entrou na lista de finalistas do maior prêmio individual do futebol mundial.
Pelo andar da carruagem, em situação normal, ambos ainda irão dividir o protagonismo de alto nível por mais duas temporadas pelo menos. Só a idade pode afetar essa rivalidade. Num futuro próximo talvez apenas Neymar, Bale e James Rodriguez sejam capazes de entrar na disputa.
Por característica, CR7 é um jogador de explosão e técnica apurada. Fisicamente mais completo, personifica a figura padrão do atleta. Consegue render em qualquer posição do ataque, inclusive o centro, e fazer gols de todo jeito.
Messi, ao contrário, concentra seus trunfos na habilidade e na intuição. Sem o mesmo porte e vigor físico de CR7, demonstra mais capacidade de surpreender. Seus dribles e inversões de posicionamento são quase impossíveis de marcar.
Todo esse encantamento não é capaz de disfarçar a maior frustração na carreira dos dois craques: a fraca contribuição às seleções de seus países. Na comparação com Maradona, por exemplo, Messi fica em flagrante desvantagem. Dieguito ganhou “sozinho” a Copa de 1986. Já Cristiano, que já se ombreia a Eusébio na idolatria dos lusitanos, padece com a histórica dificuldade de Portugal em mundiais.

A aposta que termina em frustração

O ciclo de Leandro Cearense chega ao fim no Remo. Especulações apontam a Curuzu como seu provável destino, mas não há como esconder que sua passagem pelo Evandro Almeida foi bastante insatisfatória. O jogador sai frustrado por não ter conseguido agradar a exigente torcida azulina, principalmente pelo baixo rendimento na Série D 2014.
E o clube alimenta frustração ainda maior, pois o atacante não correspondeu às expectativas que levaram o presidente Zeca Pirão a investir alto na compra de parte de seus direitos econômicos, apostando na possibilidade de negociá-lo com o exterior.
Em mensagem postada no blog campeão, o grande benemérito Ronaldo Passarinho relembra o processo de negociação conduzido pela diretoria passada:
“Há dois anos, o Remo adquiriu 70% dos direitos econômicos do jogador, pela ‘módica quantia’ de R$ 170.000,00, com salário de R$ 20.000,00 no primeiro ano. No segundo, não sei. Àquela época, questionei o responsável pela operação, que me deu a seguinte resposta: ‘Calma, Ronaldo, ao final do campeonato de 2013, vamos vendê-lo para a Grécia, por 1 milhão de euros!’. A minha resposta foi imediata: ‘Para a Grécia? Inventa outro país, pois a mesma está falida’. Convenhamos que a quantia gasta foi um absurdo. LC, pela idade e pelo desempenho, não tem mercado capaz de investir tanto em sua compra. Espero ardentemente, que sob a direção do Pedro Minowa, com o futebol dirigido pelo Albany Pontes e pelo Miléo, não se cometam tantos desatinos”.
Para um atleta que chegou sob tamanha expectativa de lucro, Cearense sai com o Remo se contentando em deixar de ter despesas com ele – embora o jogador alegue que o clube lhe deve salários e gratificações.

Baião promove campeonato sub-20

O I Campeonato Baionense Sub-20 foi vencido pela seleção de Joana Peres, em finalíssima realizada sábado à tarde, no simpático estádio do Norte América (antigo campo da Aviação).
O placar de 2 a 1expressa o equilíbrio técnico entre as equipes. A competição foi uma iniciativa do Conselho Municipal da Juventude, que já planeja promover um torneio feminino da modalidade.

13 de janeiro de 2015 at 2:52 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 12.01.15

Nem tudo que reluz é craque

E o Palmeiras ficou com o grande prêmio. Seus dirigentes esbaldam-se na comemoração de uma vitória sobre tradicionais rivais. O alvo de tanta cobiça era o atacante Dudu, ex-Grêmio, que também era pretendido por 10 entre 10 grandes clubes brasileiros. O leitor há de perguntar quem é o boleiro tão valorizado assim da noite pro dia, como se fosse a versão brazuca de Lionel Messi.
Pois esse maravilhoso jogador marcou apenas três gols no recente Campeonato Brasileiro, rendimento pífio se comparado até ao de reservas das principais equipes – o corintiano Luciano, por exemplo, balançou as redes em seis oportunidades.
Além do Palmeiras, Corinthians e São Paulo se engalfinhavam há semanas pela aquisição de Dudu. E haja o povo curioso por saber informações do misterioso futebolista que teve a incrível média de 0,08 gol por partida na Série A.
Alan Kardec, do São Paulo, jogou um número menor de jogos e fez o triplo de gols. Ainda assim, Dudu se transformou subitamente na sensação do começo da temporada. Vi vários jogos do Grêmio e Dudu me pareceu um atacante arisco e insistente, nada além disso.
Culpa do jogador? Claro que não. Os responsáveis pela criação de um mito a partir do nada são obviamente os próprios meios de comunicação, ávidos por encontrar pauta no período de entressafra do futebol profissional. Além deles, com igual importância no processo, aparecem os empresários do jogador e os dirigentes meia-boca, que praticam um antiquado modelo de gestão nos clubes.
Fica a sensação de que qualquer embusteiro é capaz de impressionar cartolas de grandes com alguns dedos de boa prosa. Dudu foi intensamente propagandeado aos gigantes de São Paulo a partir de notícias plantadas em jornais e na internet, atribuindo a ele virtudes até aqui não visíveis. Os programas esportivos na TV passaram a bombardear imagens de um único gol dele, marcado contra o Criciúma.

Como os são-paulinos morderam a isca e manifestaram interesse, oferecendo 3 milhões de euros ao Dínamo (da Ucrânia), seus espertos agentes passaram a fazer leilão. Deu certo. Logo, os corintianos entrariam no jogo e chegaram a 3,6 milhões de euros na oferta. Mas, depois de várias propostas e contrapropostas, os dois rivais se cansaram e desistiram da transação. Devem ter notado, a tempo, que estavam sendo levados no bico. Curiosamente, em meio a isso, o Grêmio em momento algum demonstrou maior esforço para segurar o atleta.
Veio então o Palmeiras, ávido por mostrar força e recuperar proeminência no futebol paulista. Entrou de sola na negociação e de sexta-feira a domingo conseguiu amarrar a contratação do badalado Dudu. Especula-se que vai pagar algo em torno de 4 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do jogador. Como a coroar a patuscada, seus dirigentes saíram trombeteando sagacidade sobre os concorrentes, mas a vitória pode custar muito caro lá adiante.
O próprio Palmeiras já serviu de ponte para um falso craque, tão festejado como Dudu, há poucos anos: Kêirrison, o K9, que virou bala de festim em poucos meses de atividade no clube. Acabou negociado, mas ficou o sabor amargo de uma farsa midiática que não se sustentou. Jovem ainda, K9 desfila hoje seu mediano futebol com a camisa do Coritiba.
Aguardemos pelas façanhas do supervalorizado Dudu.

Cautela prevalece no futebol regional

Os (maus) exemplos de fora costumam ser copiados com esmero aqui no Pará. Tem sido assim, há tempos. Para esta temporada, porém, a dupla Re-Pa demonstra um capricho raro na hora de contratar. O Papão tem tido a cautela extra de só anunciar oficialmente seus jogadores depois que eles firmam contrato.
As aquisições têm sido cirúrgicas, respeitando rigorosamente as necessidades do elenco e uma linha de gastos pré-estabelecida.
Na mesma toada, o Remo dá passos medidos, evitando enfiar o pé na jaca como na temporada passada, quando de uma tacada só a diretoria fez desembarcar em Belém mais de uma dúzia de contratados. Alguns, como o tempo revelaria, inteiramente sem condições de honrar o significado da palavra reforço.
Desta vez, somente a contratação de Flávio Caça-Rato extrapolou o teto estabelecido pelos dirigentes, embora justificada pela necessidade de um nome com bom apelo de marketing junto ao torcedor.
Os emergentes se comportam com igual parcimônia, limitados por orçamentos mais enxutos. O Castanhal tem sido o mais ousado, importando treinador e buscando reforços fora do Estado. Independente, São Francisco, Gavião, Tapajós, Cametá, Paragominas e Parauapebas fortalecem seus elencos com jogadores regionais, sem maiores extravagâncias.
Ainda bem.

A festa pela cidade do “já teve”

Os 399 anos de Belém mereciam uma tremenda comemoração. A realidade, porém, é outra. O abandono de ruas e praças, item mais visível da degradação urbanística, desaconselha festejos entusiasmados no presente.
A memória daquela que um dia foi a encantadora capital da Amazônia é o que nos socorre neste 12 de janeiro. Que o futuro nos reserve o milagre da reconstrução.

12 de janeiro de 2015 at 1:52 pm Deixe um comentário

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