Coluna do Gerson Nogueira – 13.01.15

13 de janeiro de 2015 at 2:52 pm Deixe um comentário

Os donos do mundo

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi duelam pelo troféu Bola de Ouro da Fifa há sete anos. Ninguém conseguiu se intrometer nessa batalha particular entre os dois grandes atacantes. Messi enfileirou quatro conquistas, de 2009 a 2012. CR7 venceu em 2008 e voltou a ganhar em 2013 e 2014.
Sua alegria incontida ao receber o prêmio das mãos de Thierry Henry, ontem, é plenamente justificada. Os planos de pulverizar os recordes do futebol, como um Schumacher dos gramados, estão mais vivos do que nunca.
O ano foi quase perfeito. Faturou quatro títulos, levou para casa 12 prêmios individuais e estabeleceu a impressionante média de quase um gol por partida (61 gols em 60 jogos), tornando-se indiscutivelmente um craque de primeira grandeza. Faltou apenas uma campanha mais convincente na Copa do Mundo.
Ao longo da carreira, os números de Cristiano são monumentais: em 715 jogos, o avante português marcou 460 gols, deu 151 assistências, conquistou três Bolas de Ouro e levantou 17 títulos. Ninguém discute que ele está hoje, ao lado de Messi, entre os principais jogadores da história do futebol moderno.
O argentino, que acabou recebendo injustamente o prêmio de craque da Copa do Mundo realizada no Brasil, não cumpriu temporada das mais favoráveis. De talento pessoal indiscutível, Messi sofreu os efeitos da queda de rendimento do Barcelona depois da saída de Pep Guardiola.
Em comparação com o rival, La Pulga teve desempenho bem mais modesto. Foram 66 jogos, 58 gols, 22 assistências e nenhum título. Nada disso diminui o brilho de uma carreira fulgurante até aqui. Em pouco mais de 11 anos como profissional, Messi tem quatro Bolas de Ouro em casa, à frente de lendas como Zidane, Ronaldo Fenômeno, Platini e o próprio CR7.
Mais jovem que Cristiano, Messi parece ainda ter fôlego para ampliar seu cartel e a prova mais forte disso é que mesmo em ano ruim (como 2014) ele ainda entrou na lista de finalistas do maior prêmio individual do futebol mundial.
Pelo andar da carruagem, em situação normal, ambos ainda irão dividir o protagonismo de alto nível por mais duas temporadas pelo menos. Só a idade pode afetar essa rivalidade. Num futuro próximo talvez apenas Neymar, Bale e James Rodriguez sejam capazes de entrar na disputa.
Por característica, CR7 é um jogador de explosão e técnica apurada. Fisicamente mais completo, personifica a figura padrão do atleta. Consegue render em qualquer posição do ataque, inclusive o centro, e fazer gols de todo jeito.
Messi, ao contrário, concentra seus trunfos na habilidade e na intuição. Sem o mesmo porte e vigor físico de CR7, demonstra mais capacidade de surpreender. Seus dribles e inversões de posicionamento são quase impossíveis de marcar.
Todo esse encantamento não é capaz de disfarçar a maior frustração na carreira dos dois craques: a fraca contribuição às seleções de seus países. Na comparação com Maradona, por exemplo, Messi fica em flagrante desvantagem. Dieguito ganhou “sozinho” a Copa de 1986. Já Cristiano, que já se ombreia a Eusébio na idolatria dos lusitanos, padece com a histórica dificuldade de Portugal em mundiais.

A aposta que termina em frustração

O ciclo de Leandro Cearense chega ao fim no Remo. Especulações apontam a Curuzu como seu provável destino, mas não há como esconder que sua passagem pelo Evandro Almeida foi bastante insatisfatória. O jogador sai frustrado por não ter conseguido agradar a exigente torcida azulina, principalmente pelo baixo rendimento na Série D 2014.
E o clube alimenta frustração ainda maior, pois o atacante não correspondeu às expectativas que levaram o presidente Zeca Pirão a investir alto na compra de parte de seus direitos econômicos, apostando na possibilidade de negociá-lo com o exterior.
Em mensagem postada no blog campeão, o grande benemérito Ronaldo Passarinho relembra o processo de negociação conduzido pela diretoria passada:
“Há dois anos, o Remo adquiriu 70% dos direitos econômicos do jogador, pela ‘módica quantia’ de R$ 170.000,00, com salário de R$ 20.000,00 no primeiro ano. No segundo, não sei. Àquela época, questionei o responsável pela operação, que me deu a seguinte resposta: ‘Calma, Ronaldo, ao final do campeonato de 2013, vamos vendê-lo para a Grécia, por 1 milhão de euros!’. A minha resposta foi imediata: ‘Para a Grécia? Inventa outro país, pois a mesma está falida’. Convenhamos que a quantia gasta foi um absurdo. LC, pela idade e pelo desempenho, não tem mercado capaz de investir tanto em sua compra. Espero ardentemente, que sob a direção do Pedro Minowa, com o futebol dirigido pelo Albany Pontes e pelo Miléo, não se cometam tantos desatinos”.
Para um atleta que chegou sob tamanha expectativa de lucro, Cearense sai com o Remo se contentando em deixar de ter despesas com ele – embora o jogador alegue que o clube lhe deve salários e gratificações.

Baião promove campeonato sub-20

O I Campeonato Baionense Sub-20 foi vencido pela seleção de Joana Peres, em finalíssima realizada sábado à tarde, no simpático estádio do Norte América (antigo campo da Aviação).
O placar de 2 a 1expressa o equilíbrio técnico entre as equipes. A competição foi uma iniciativa do Conselho Municipal da Juventude, que já planeja promover um torneio feminino da modalidade.

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