19 de janeiro de 2015 at 3:48 pm Deixe um comentário

Em fase experimental

O Remo fez seu primeiro teste com o novo elenco, venceu por 3 a 1 e Zé Teodoro deve ter tirado suas conclusões sobre a força de que dispõe para o Campeonato Paraense e também para o amistoso de quarta-feira contra o Papão. A movimentação foi boa, a torcida saiu satisfeita e ficou a esperança de que o time venha a dar certo.
Para o clássico, o técnico não vai poder contar ainda com peças recém-chegadas, como Flávio Caça-Rato. São jogadores que estão empenhados em recuperar a boa forma.
Na prática, Zé Teodoro vai lançar neste primeiro compromisso oficial o time que começou o jogo-treino com o Bragantino. Ainda sem Levy na lateral-direita, terá que improvisar e o setor de marcação fica com Ilaílson e Macena. A armação é de responsabilidade de Eduardo Ramos, ajudado por Fabrício, que também terá missão de marcar.
Já o ataque permanece todo concentrado na velocidade de Roni pelos lados do campo e Rafael Paty (ou Val Barreto) no meio da área. Zé Teodoro, pelo menos por enquanto, com os jogadores que tem, não tem muito como criar variações para o setor, a não ser com a eventual utilização de Ratinho, como no início do amistoso de ontem.
Da partida amistosa, ficou a curiosidade de ver Zé Teodoro utilizando de cara o time considerado B: César Luz; Rodrigo Castanhal, Ian, Igor João e Alex Ruan; Nadson, Warian Santos, Marquinhos e Ratinho; Sílvio e Val Barreto.
O pouco entrosamento demonstrado no primeiro tempo, normal a essa altura da preparação do elenco, não quebrou o ânimo da torcida, que viu Joãozinho abrir o placar para os visitantes, batendo pênalti. Muitos passes errados na saída para o ataque e Ratinho tentando solitariamente resolver as coisas no meio deixaram o Remo à mercê do esforçado Bragantino.
A equipe considerada titular entrou em cena na segunda etapa e, como esperado, mostrou mais qualidade. Fabiano; Dadá, Rafael Andrade, Max e Jadilson; Felipe Macena, Ilaílson, Fabrício e Eduardo Ramos; Roni e Rafael Paty. Logo de cara, Macena igualou o placar.
Na criação, Eduardo Ramos deu mais agilidade às ações ofensivas, com passes e lançamentos que serviram para expor as fragilidades do adversário. Em alguns momentos, as triangulações entre Ramos, Fabrício e Roni chegaram a empolgar o torcedor.
Os gols surgiram naturalmente. Dadá desempatou aos 17 minutos e Ramos ampliou aos 44. Como se sabe, nesse tipo de treino o que menos importa é o marcador, mas os dois tempos revelaram as necessidades de ajustes, principalmente à frente da área e algumas indefinições ofensivas.
Até quarta-feira, Zé Teodoro terá que queimar as pestanas para reduzir ao máximo os problemas mostrados ontem para fazer frente ao maior rival no primeiro confronto oficial do ano – este, sim, pra valer.

Enfim, a solução para a lateral-esquerda?

Marlon chegou, vestiu a camisa de treino e assumiu a condição de jogador do Papão. Ele foi contratado para resolver um dos maiores problemas do time nos últimos dois anos. O lateral que mais convenceu por ali foi Rodrigo Fernandes na Série C 2012.
Não era brilhante, mas tinha na regularidade seu principal trunfo. Marcava bem e ajudava nas subidas ao ataque. Com sua saída, o Papão viu-se obrigado a improvisar Pablo até que Aírton foi contratado. Instável, nunca conseguiu aplausos unânimes.
Marlon chega sob aplausos gerais, mas com a imensa responsabilidade de resolver um drama antigo. Experiente, sabe que as cobranças virão logo. Com boas passagens pelo Criciúma (2013) e Vasco (2014), obteve dois acessos à Série A, o que é prova de sua eficiência na posição.
Volante por formação, Marlon começou a cair para o lado esquerdo quando jogou pelo Remo e viveu sua melhor fase no futebol paraense. Apesar disso, sofreu nas mãos de técnicos que priorizavam reforços importados.
Deve estar, a essa altura da carreira, saboreando o fato de que seu futebol só passou a ser enaltecido por dirigentes, imprensa e torcedores paraenses depois que mostrou qualidades lá fora.
Não tenho dúvida: essa renitente vocação vira-lata ainda vai acabar com o futebol papachibé. Que Marlon resolva os problemas do Papão e ajude, em campo, a calar a boca de muitos críticos do passado.

A supremacia Messi

Números nem sempre expressam a grandeza de um jogador. Às vezes até passam uma falsa impressão. No caso específico de Lionel Messi, porém, eles servem para referendar um super craque, um jogador que já se nivela a Cruyff e Maradona e supera grandes craques do passado recente, como Platini e Zidane.
Ao longo da carreira, em 548 jogos ele marcou 427 gols, acumulou 23 títulos e conquistou quatro Bolas de Ouro. Só pelo Barcelona foram 451 jogos e 382 gols assinalados.
Nenhum outro jogador em atividade conseguiu reunir em tão pouco tempo números tão espetaculares – nem mesmo seu arquirrival Cristiano Ronaldo. Messi talvez só venha a ser atrapalhado por futricas de ordem financeira.
Desenrola-se no momento uma luta silenciosa para que se transfira para um clube use uniformes assinados pelo seu patrocinador, a Adidas. O ocorrido com Figo, ídolo do Barcelona que se transferiu de armas e bagagens para o Real Madri, é sempre relembrado pela imprensa espanhola.
Esquecem apenas de um detalhe importante: Figo era apenas um bom jogador em grande fase, Messi é bem mais que isso.

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