Coluna do Gerson Nogueira – 11.02.15

11 de fevereiro de 2015 at 5:34 pm Deixe um comentário

Papão testa a própria força

O campeonato estadual prossegue hoje com três jogos que podem definir os rumos do primeiro turno. Em Belém, bicolores e cametaenses se enfrentam na Curuzu, pelo grupo A2. Independente e São Francisco em Tucuruí e Castanhal e Parauapebas em Castanhal são os confrontos do grupo A1. No caso do Papão, o jogo vale a reabilitação pelo revés em Santarém na segunda rodada e também a chance de recuperar a liderança da chave.
Algumas novidades podem despontar no time alviceleste. Atacantes Leleu e Aylon talvez sejam aproveitados ao longo da partida, embora o ataque titular continue com Bruno Veiga e Leandro Cearense. Para o meio-campo, Romário foi relacionado pelo técnico Sidney Moraes.
Depois do começo alvissareiro diante do Gavião, quando fez quatro gols em apenas 45 minutos, o Papão caiu drasticamente de rendimento contra o desfalcado Tapajós em Santarém. As imensas dificuldades para neutralizar a correria e marcação dos santarenos expuseram as fragilidades da defesa e comprometeram principalmente as ações ofensivas.
O insucesso no Barbalhão deixou a sensação de que a goleada em cima do Gavião foi mesmo um resultado atípico, mais motivado pela fraqueza do adversário do que pelos méritos do Papão. Ao contrário do que possa parecer, porém, a derrota pode ser vista como um alerta e ajudar a redirecionar o planejamento de Sidney Moraes.
Equipes em começo de temporada tendem a oscilar muito, dependendo bastante do condicionamento dos atletas. É normal que os jogadores ainda não estejam no apogeu da forma física e técnica, o que influi diretamente na produção geral.
A situação pode levar a resultados negativos quando os adversários já têm mais tempo de preparação e jogam dentro de seus domínios. Foi o que ocorreu em Santarém, onde tradicionalmente os grandes da capital enfrentam provações. Com velocidade e aplicação, o Tapajós explorou pontos mais vulneráveis do Papão, como as laterais e a distância entre defesa e meio-campo.
Para a partida seguinte contra o Santos, em Macapá, valendo pela Copa Verde, Sidney Moraes não teve tempo para modificar a formação. A atuação foi melhor, o time evoluiu quanto ao entrosamento, mas voltou a hesitar nos instantes finais, permitindo o empate e correndo riscos de sofrer o segundo gol.
O confronto servirá como teste para a atual escalação. Nas três partidas oficiais, o Papão marcou seis gols, sendo apenas um marcado por atacante (Leandro Cearense). Caso o ataque permaneça tímido, o técnico certamente vai partir para mudanças imediatas. Heber, Leleu, Aylon e Leandro Carvalho são alternativas naturais. E os titulares atuais que se cuidem, pois os suplentes sabem que esta é a hora de conquistar um lugar no time.

Leão terá que torcer e rezar

O Remo não joga hoje, mas as duas outras partidas de seu grupo são fundamentais para o desdobramento da fase classificatória. Como espectadores, caberá aos azulinos torcer por empates entre seus adversários diretos a fim de continuar sonhando com a semifinal.
Se o São Francisco ganhar, irá a sete pontos e não poderá mais ser ultrapassado pelo Leão, que tem dois jogos a cumprir. Se o vencedor for o Independente, atinge seis pontos. Já o Parauapebas chegará também aos seis pontos se derrotar o Castanhal, que tem um ponto apenas.
Mais do que nunca os remistas terão que fazer cálculos, além de rezar bastante.

Direto do Facebook

“A chuva traz uma sensação diferente ao ser. Nem todos estão preparados. Há quem reclame e há quem agradavelmente a receba. Mas diante da seca ou do calor temos que saber entender a chuva e o seu valor. O Remo tal e qual a ideia acima agradou alguns e, claro, ainda deixou muitos com reclamações fundadas e infundadas. Saibamos nutrir as gotas ou o toró de domingo, pois até o meio da semana estávamos com a o calor e a seca de esperança de poder prosperar este ano. Vamos nos unir. Cobrar com consciência sempre. E fazer deste ano, o ano…”.

De Gil Mattos, professor, poeta e azulino juramentado.

Ah, esse amor futebolístico, tão efêmero…

Os poetas e compositores já produziram milhares de obras falando das falsetas do amor, mas seguramente poucos deles se debruçaram sobre o lado efêmero das paixões que envolvem boleiros e clubes. Loco Abreu, ídolo da torcida botafoguense, deixou os pruridos de lado e acaba de notificar o clube cobrando dívida de R$ 2,2 milhões por não pagamento de direito de imagem entre 2010 e 2012.
Abreu está buscando garantir seus direitos e ninguém há de condená-lo por isso, mas a opção pela via judicial (quase certa nesse caso) marcará um litígio capaz de abalar a grande estima que o torcedor tinha por ele. Faz lembrar Sandro, capitão e líder do Papão durante anos, cuja história de lealdade ao clube foi duramente manchada pela insistência em ir às últimas consequências para cobrar dívidas passadas.
O amor, mais do que nunca, é posto à prova quando há dinheiro em jogo.

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