Coluna do Gerson Nogueira – 19.02.15

19 de fevereiro de 2015 at 3:01 pm Deixe um comentário

A super quinta-feira

Quando o campeonato começou, ninguém podia prever que os dois grandes favoritos ao título do Parazão pudessem ser eliminados já na terceira rodada do turno. E isso pode ocorrer hoje à noite, caso o Remo tropece em Santarém e o Tapajós vença em Cametá. Fazia tempo que a dupla Re-Pa não passava por tamanho constrangimento.
O assunto já virou até clichê. É inegável a evolução técnica dos emergentes, demonstrada nos últimos anos pelos títulos de Independente e Cametá, mas cabe observar também que o nível de estagnação dos grandes é assustador. Apesar do acesso à Série B obtido pelo Papão, os tradicionais times da capital há tempos não se mostram superiores aos adversários mais modestos, sejam equipes paraenses ou de Estados vizinhos.
A competição deste ano mostra-se muito equilibrada desde o início, fato agravado pela fórmula de disputa, bem mais enxuta do que nos anos anteriores. Enquanto Cametá, Independente, Parauapebas, São Francisco e Tapajós voam em campo, remistas e bicolores patinam.
Enquanto o Remo busca sua melhor formação, padecendo da má condição de alguns jogadores, como o lateral George Lucas, o São Francisco mostra-se forte e pronto a garantir classificação dentro de seus domínios.
Para tentar pontuar no campeonato, o técnico remista Zé Teodoro planeja um esquema mais agressivo, com Eduardo Ramos e Bismarck jogando próximo aos atacantes. O problema é que o ainda inseguro setor defensivo ficará ainda mais exposto, apesar da presença dos volantes Dadá e Alberto. Um jogo de altíssimo risco para os azulinos.
Já o Papão pode ser eliminado mesmo sem jogar. Para isso, basta que o surpreendente Tapajós mantenha a pegada audaciosa diante do classificado Cametá no Parque do Bacurau.
O Parazão tende a sofrer com a saída de cena dos dois tradicionais rivais. As duas maiores torcidas ficarão ausentes da reta final do turno. Mas, como tudo na vida, há um lado bom. O fracasso servirá de alerta aos dois gigantes quanto ao que pode vir a ser o restante da temporada.

Quando a má campanha azeda o carnaval

O bochicho em torno do atraso na reapresentação de Flávio Caça-Rato dá bem a medida dos humores da torcida quando um time está em baixa. Se o Remo estivesse liderando seu grupo, ninguém tomaria conhecimento do ocorrido. Haveria certamente quem até defendesse uma folga mais prolongada para o atacante.
Como o mar não está para peixe, nem para rato, a casa caiu. Em programa da Rádio Clube, ontem, houve torcedor responsabilizando até os dirigentes pelo ocorrido, dando a entender que não podem reclamar do atleta se também estavam fora do clube, curtindo o feriadão momesco.
Nada mais deslocado e sem sentido. Dirigentes não precisam estar dentro do clube para vigiar jogadores. Precisam, sim, estabelecer normas que seus funcionários devem obedecer. Além disso, o clube conta hoje com um gerente remunerado, que responde justamente sobre esse tipo de ocorrência.

A diferença entre vontade e letargia

O Corinthians teve nove chances de gols, fez dois. O São Paulo não criou nenhuma, ficou no zero. Libertadores é torneio de características muito particulares. Uma delas é a obrigação de correr e se entregar ao jogo. Os tricolores pareciam de ressaca carnavalesca, ontem, ao contrário dos lépidos e dinâmicos corintianos. Os tricolores se deixavam marcar e os corintianos fechavam os espaços. Não havia como dar outro resultado.
O primeiro gol do jogo foi uma apoteose de tabelinha em velocidade, entre Danilo, Jadson e Elias, com arremate precioso deste último. Ainda houve tempo para um toque de polêmica na jogada do segundo gol, como quase sempre, em jogos do Corinthians. Foi visível o empurrão de Emerson Sheik no volante são-paulino. A bola foi ao ataque e Rogério Ceni aceitou, com mãos de mamona, o chute de Jadson.
Chamou atenção a partida quase letárgica de Paulo Henrique Ganso, de quem se esperava muito na Libertadores, depois de um final de temporada entusiasmante. Como o São Paulo depende muito dele, a ausência de imaginação no meio foi determinante para o insucesso.
Ganso, por sinal, mostrou-se descontrolado nas reclamações contra a arbitragem, fugindo ao seu estilo normalmente contido. No final, deselegante, subiu o tom e falou que o São Paulo foi roubado, que o árbitro merecia sair de camburão e citou até Serginho Chulapa, insinuando que o apitador merecia levar uns cascudos.
Definitivamente, o nosso camisa 10 não foi em campo e pior ainda fora dele.

Campeões de verdade não trapaceiam

Não aprecio lutas e evito acompanhar os torneios de MMA. Pelo simples fato de que não é um esporte e porque não vejo graça na violência pura e simples como forma de disputa – dentro e fora de ringues ou octógonos. Prefiro ver técnica e respeito às regras.
O próprio boxe, cujas regras sempre foram bem claras – não bater abaixo da linha de cintura e proibição de chutes, cotoveladas ou cabeçadas –, nunca foi modalidade capaz de me encantar.
Agora, quando o sujeito é pago (muito bem) para bater e tirar sangue de adversários, torna-se inadmissível que ainda recorra a substâncias proibidas. É o chamado fim da picada.
O comentário visa responder a alguns questionamentos que recebi recentemente.

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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 19.02.15 CHUMBO GROSSO – Paulo Fernando – 19. 02. 15

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