Archive for abril, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 30.04.15

Muito mais que um jogo

Dez anos depois, o Remo chega à final de uma competição interestadual importante. A última vez em que isso ocorreu foi em 2005, no Campeonato Brasileiro da Série C. Na ocasião, participou de uma decisão em quadrangular que envolvia América-RN, Novo Hamburgo e Ipatinga, saindo vencedor no final.
Quando se passa uma década sem que uma agremiação centenária e de tanta tradição dispute o título de competição relevante surgem, naturalmente, alguns questionamentos. O que aconteceu nesse período? Por que o clube não se estruturou para buscar grandes vitórias e por que se acostumou com o jejum de títulos?
Uma explicação responde a todas essas perguntas. Ao longo de boa parte dessa década perdida o Remo mergulhou em gestões malfadadas e incompetentes, algumas até criminosas, sofrendo duramente as consequências disso.
Foi uma década de grandes prejuízos, pouquíssimos momentos para festas. O clube perdeu prestígio junto à elite do futebol brasileiro, ficou sem divisão e também sem dinheiro. Perdeu até o respeito das equipes emergentes dentro e fora do Pará. Só sobreviveu mesmo pela força de sua torcida, uma das mais apaixonadas do país.
Esse rápido inventário serve para ressaltar o extremo valor que a Copa Verde tem hoje para o Remo. Não apenas pelo simbolismo que envolve uma eventual conquista, mas pelo resgate da imagem do clube e da autoestima do torcedor.
O fato adicional de a vaga de finalista ter sido conquistada em cima do Papão é um combustível a mais a empolgar os azulinos. Vale sempre lembrar que os 10 anos de fila adquirem uma carga ainda mais negativa se comparados à caminhada do tradicional rival, que neste período se impôs, conquistou mais títulos e se manteve nas divisões nacionais, apesar de alguns erros no percurso.
Vencer a Copa Verde é para os azulinos um passo fundamental para deixar para trás a era das vacas magras. Pelo menos é assim que a torcida vê as coisas. Os dirigentes nem sempre mostraram grande entusiasmo. Houve um deles que afirmou, logo depois da derrota para o Papão no primeiro jogo da semifinal, que o torneio não tinha maior importância e não era prioridade. Certamente mudou de ideia nos últimos dias diante do entusiasmo que toma conta de todos no clube.

Disciplina tática e comprometimento

No Re-Pa que decidiu o returno do Parazão, Cacaio manteve a ofensividade do time escalando dois meias e dois atacantes. Em alguns momentos da partida, chegou a ter cinco jogadores na frente – um verdadeiro recorde nestes tempos de devoção à cautela tática. O próprio Papão entrou com três volantes e apenas um armador (Carlinhos), só alterando sua configuração ofensiva quando teve que correr em busca do empate.
Desde que Cacaio assumiu o comando, o Remo passou a jogar sempre com dois volantes, normalmente Dadá e Ilaílson. Contra o Papão, usou o jovem Ameixa e deslocou Ilaílson para a lateral-direita. Para hoje, não poderá contar com Dadá, suspenso. Com isso, o setor de marcação deverá ter Ilaílson e Ameixa, com Ratinho e Eduardo Ramos na armação. Para o ataque, o mais provável é que Bismarck seja mesmo o companheiro de Rafael Paty.
O Remo vem jogando assim há menos de um mês e está invicto desde o clássico que abriu a semifinal da Copa Verde. Os jogadores assimilaram rapidamente as orientações de Cacaio. Os resultados (mesmo aqueles improváveis) aconteceram e reforçaram o elo. Além da obediência ao esquema traçado, todos se empenham na marcação. O principal diferencial do time tem sido esse comprometimento. Não há de ser diferente hoje à noite contra o Cuiabá.

Camisa 10: a prioridade no Papão

A dupla eliminação, no Parazão e na Copa Verde, só teve um aspecto a ser comemorado na Curuzu: antecipar os preparativos para o Brasileiro da Série B. O time ficou livre para treinar e pensar exclusivamente na competição mais importante da temporada.
Como consequência natural do insucesso nas duas competições, o elenco foi submetido a uma rigorosa avaliação individual de rendimento. Atletas foram desligados e outros ainda poderão sair. Até o momento, nenhuma surpresa na lista. As dispensas têm seguido um critério justo: só fica quem mostrou qualidades.
Por outro lado, cresce a preocupação com os reforços. Os setores de defesa e marcação têm sido mais contemplados até aqui, com Gualberto, João Lucas, Fahel e Gilson.
Para o ataque, por enquanto, nenhum novo nome garantido. E para cuidar da criação a equipe continua a depender de Rogerinho e Carlinhos. Ambos, ao longo deste primeiro quadrimestre, não deram a confiabilidade necessária ao setor. Dado Cavalcanti continua precisando de um bom camisa 10 para encarar a maratona da Série B.

O adeus do homem que calou o Maraca

Não foi só Obdúlio Varela. Outro negro também fez o Maracanã silenciar. Valmir Louruz vai ficar com o nome eternizado no futebol pela façanha de calar quase 100 mil alvinegros no Maracanã, em 1999, por ocasião da final da Copa do Brasil entre Botafogo e Juventude.
Depois de vencer em Caxias do Sul, ele foi ao Rio disposto a segurar o empate. E fez isso com rara competência. Bebeto, Rodrigo e outros bons atacantes do Fogão não conseguiram furar o bloqueio montado por Louruz e o Juventude festejou o título no então “maior do mundo”.
No futebol paraense, Louruz treinou a Tuna (1996) e o Papão (1997). Dirigiu outros times de porte médio em todo o Brasil e trabalhou ainda no futebol árabe e no Japão. Vivia em Porto Alegre, era discreto e jamais teve grandes preocupações com marketing. Morreu ontem, aos 71 anos.

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30 de abril de 2015 at 3:47 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 30.4.15

POSITIVO – Roberto Vargas (Conmebol) e Xavi Tordera (FIFA) na medição trimestral das obras do CEJU, legado da Copa (para base e futebol feminino). Tudo pronto em 40 dias. Ótimo!

NEGATIVO – Mesmo bloqueios de rendas do Remo reduzidos para 30% é uma situação sempre preocupante. E isso se deve às más administrações anteriores e ninguém foi denunciado por gestão temerária. É duro!

Lá e Ca

Antigamente dirigentes e executivos dos nossos clubes buscavam reforços nos grandes do futebol brasileiro. Os de hoje só em clubes medianos ou pequenos, pois não têm acesso aos maiorais.

Saudoso e lendário jornalista esportivo Edyr Proença dizia há 30 anos que faltava “curso para presidentes dos nossos clubes”. Continua faltando!

Se o Remo não chegar à Série D o zagueiro Max poderá ficar por aqui mesmo no Brasileiro; quitada folha de março dos jogadores azulinos; dívida trabalhista do Leão quadruplicou de 2010 a 2014.

Morreu técnico Valmir Louruz (71 anos) que dirigiu a Tuna em 1996, Paysandu em 1997 e foi campeão da Copa do Brasil com o Juventude-RS, em 1999.

Deputado Fernando Coimbra (vice da ALEPA) homenageou Rádio Clube pelos seus 87 anos e companheiro Carlos Estácio, 60 anos na emissora.

20 mil ingressos vendidos até 20 h de ontem para Remo x Cuiabá, hoje (CV). Leão tem 5 vitórias, 1 derrota e, o Dourado, 4 vitórias, 2 empates e não perdeu fora de casa. CT cuiabana atendeu com simpatia imprensa.

Toda logística para jogo desta noite montada ontem na FPF. Cuiabá sairá mais cedo do hotel para evitar o problema que teve o Macaé (Série B) para chegar ao estádio.

Billy de volta ao Paysandu. Se tiver apoio e a cabeça funcionar poderá ser um Ameixa (garoto do Remo) mais experiente; Parazão aumentou no 2º turno 42% em média de renda e 17% de público.

Prazo dos contratos e pagamento em dia complicando liberação de jogadores no Paysandu; só Heron Ferreira, em 2004, teve trabalho no Paysandu no Parazão pior que do Dado Cavalcanti: caiu para o Bragantino.

HOMENAGEM – Edivaldo Alves do Carmo, o Edivaldo, ex- zagueiro da base ao profissional do Remo, jogando depois da Tuna nos anos 70. É investigador da Polícia Civil em Belém.

30 de abril de 2015 at 3:39 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 29.4.15

POSITIVO – Hoje sorteio de arbitragem local para decisão do Parazão, Remo x Independente. Último foi Joelson Cardoso, Paysandu 3×1 Pargominas, final de 2013. Ingressos mantidos a 30 e 50 reais. Ótimo!

NEGATIVO – Pelas tímidas contratações e especulações, diretoria do Paysandu ainda não se refez do nocaute da CV e Parazão. Preocupante! Continua sem se saber ganhar dinheiro e atrasou ingresso de amanhã.

Lá e Cá

Capanema e Leandro Cearense (em recuperação) ganharam renovação até 12.15 e volante Gilson Alves (ex-Boa-MG) chegou. Papão liberou Leleu, Andrei, Romário, W. Alves, Érico Jr, Heber, Léo Canhoto, Marlon e Márcio.

Último jogo do volante bicolor Fahel, com súmula, foi 30.11.14, Série A, em Salvador, Bahia 1x 0 Grêmio, gol de Thiago Galhardo. Fahel levou até amarelo do paraense Dewson Freitas. Amanhã 5 meses. Ele acha que dá!

Cuiabá, desde ontem em Belem, ganhou todos seus jogos fora de casa nas fases anteriores da Copa Verde: Cene, Estrela do Norte e Luverdense. No matogrossense eliminou na semifinal o Rondonópolis.

Jogo do dia 7.5, Cuiabá x Remo, passou para 22 h de Brasília (21 h de lá) a pedido da TV. Atacante Nino Guerreiro de volta amanhã e e técnico Fernando Marchiori, a exemplo de Cacaio no Leão, sacudiu o Dourado.

Presidente da FPF, Coronel Nunes, hoje palestrando em Barcarena sobre profissionalização de futebol. Barcarena Cube vem aí para Segundinha; atacante Rony liberado ontem pelo Remo para o Cruzeiro (FPF para FMF).

Confiança e secação? Tem remista marcando encontro com bicolor nas redes sociais para Série C de 2016. Dois clubes precisam é ter muito cuidado! Paysandu 1º ranking do Norte e pode alcançar Copa BR em 2016.

Públicos pagantes nas decisões dos interioranos em Belém: 2011, Independente 2×2 Paysandu (Galo campeão nos penais) – 19.478; 2012, Cametá 2×2 Remo (Mapará campeão) – 29.188; 2013, Paysandu 3×1 Paragominas (Papão campeão) – 29.996. E domingo?

Copa Sul-Americana reune na 1ª fase brasileira os 6 qualificadados da Série A, campeão da Copa Nordeste e o campeão da Copa Verde do ano anterior. Confrontos internacionais a partir da 2ª. Fase.

Remo já assegurou de cotas da Copa Verde R$ 195.000,00. Se campeão embolsará mais R$ 180.000,00, totalizando R$ 375.000,00. Nada mal!

Só para evitar ôba, ôba amanhã: Remo já foi eliminado no Mangueirão, mas na Série D, por times do MT: Vila Aurora, em 2010 e Mixto, 2012.

HOMENAGEM – Adriano Henrique Cardoso, o Macalé, ex-habilidoso meia do Sport Pará e Remo, mas parou cedo por contusão. É professor de geografia em Tailândia, na PA-150, messoregião Nordeste Paraense.

29 de abril de 2015 at 12:16 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.04.15

Os segredos da recuperação

A mudança foi drástica e se operou em menos de um mês. O Remo saiu do inferno e ascendeu ao paraíso. A lua-de-mel com a torcida, justificada pela heroica arrancada na Copa Verde e no Campeonato Paraense, ainda está por se completar nos jogos que vêm pela frente, mas algumas figuras merecem destaque nesta caminhada que espelha bem a natureza absolutamente imprevisível do futebol.

Cacaio é o grande responsável pela reversão de expectativas no Baenão. Assumiu e dois dias depois já fez o time jogar com inesperada pegada competitiva contra o Atlético-PR. Perdeu logo depois para o Papão, mas não mudou de atitude. Marcação forte, briga pela bola em qualquer parte do campo e solidariedade em campo. Sem a bola, todos combatem.

Parece simples – e é. Mas dá trabalho, exige muito treino. Cacaio teve pouquíssimo tempo para esses ajustes, mas encurtou caminho ao contar com a boa vontade do elenco. E aí entra o mérito da atual diretoria de escolher um treinador com vivência no futebol regional e que conhecia quase todos os jogadores. Foi provavelmente o único acerto da gestão de Pedro Minowa até aqui.

Ao estabelecer regras básicas de convivência, levando em conta o mérito e a dedicação de cada um, ganhou a confiança de todos e pavimentou o caminho para a plena recuperação do time.

Além das turbulências financeiras, Cacaio teve que enfrentar desafios externos poderosos, como o nivelamento do Campeonato Paraense e o cruzamento direto com o Papão na semifinal da Copa Verde. Ainda terá muito a fazer nos próximos dias, em jornadas duríssimas contra Independente e Cuiabá, mas seu trabalho já é reconhecido.

As entrevistas dos jogadores depois dos jogos revelam que a troca de treinador foi decisiva. Sem detonar o antecessor, Zé Teodoro, manifestam a convicção de que agora todos têm oportunidades iguais. Acima de tudo, acreditam nas palavras do novo técnico. Em meio à descrença generalizada em relação aos dirigentes, o elenco resolveu apostar tudo em Cacaio. Está dando certo.

Jogadores como Ratinho, Ilaílson, Igor João, Ameixa, Alex Ruan, Sílvio, Fabrício e Val Barreto voltaram a ser relacionados. Eduardo Ramos passou a assumir as responsabilidades que um meia-armador de seu nível precisa ter. Fabiano se consolidou como titular no gol, depois de um período de incertezas na gestão de Zé Teodoro.

Há quem considere Cacaio apenas um “bombeiro”. Na linguagem futebolística, significa que é um profissional especialista em solucionar crises, apagar incêndios, mas que não sustenta trabalho mais duradouro. Não se pode afirmar isso em relação ao técnico do Remo, pela simples razão de que ainda não teve oportunidades de fazer trabalhos de médio e longo prazo. No Cametá e no Paragominas ficou por menos de seis meses.

Sua grande chance é agora. Ao Remo caberá, dando-lhe as condições necessárias para o trabalho, se beneficiar dessa coincidência.

Para consertar equívocos

Na pressa para atender aos prazos de fechamento da edição, acabei trocando alhos por bugalhos na coluna impressa de ontem, analisando o clássico. Disse que Levy havia substituído a Ilaílson, quando a troca foi por Bismarck. Do lado alviceleste, misturei os Leandros. Na verdade, o Carvalho entrou no lugar de Carlinhos e o Canhoto substituiu a Ricardo Capanema. Pelos equívocos, peço desculpas (e compreensão) dos 27 leitores de sempre.

Desabafo de um torcedor consciente

Recebi do amigo desportista José Marcos Araújo, bicolor de fibra e lealdade inquestionável, um comentário em forma de desabafo crítico, que transcrevo, por lúcido, educativo e pertinente:

“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. (Karl Marx MARX, K., Dezoito Brumário de Louis Bonaparte, 1852). Não é fácil para ninguém reconhecer a vitória do adversário. Muito menos para mim. Meus amigos sabem disso. Mas, o que fazer? O que dizer? Parece que tem dia que a placenta se transforma em bela moça, com direito a faixa de miss. Mas, duas vezes? Dois anos seguidos?

Não adianta reclamar que juiz foi ‘comprado’, que foi pênalti, que a Federação queria e um monte. Se infelizmente isso existe no futebol, como tanta incompetência deixar isso acontecer? Como é que uma administração modelo como se intitula a nossa permite que o exército de brancaleones consiga lhes passar a perna?

Se do nosso lado tem grana à vontade – ou quase isso – de 14 mil sócios torcedores, jogadores de salários de R$ 40 mil, 50 e 60 mil, tudo em dia, com concentração 5 estrelas e do outro lado atrasos até na Cheirosinha do Ver-o-Peso, ameaças de rebelião e até fuga para as Alterosas.

O que dizer? Em 2014 foram um grupo de meninos a derrotar nosso esquadrão e neste ano foi um amontoado de coisas. É preciso entender as reais causas e os responsáveis para virar essa página. A culpa é do Dão? Do Souza? do Romário? Dos 30 e poucos jogadores contratados? Ou de quem contratou mal? Onde já se viu, às vésperas de cada jogo importante, o dirigente vir a público informar que na próxima semana estarão chegando novos jogadores.

E que esses novos jogadores serão de qualidade superior aos que aqui estão. Alguns até chegam em meio da preparação da equipe para a final da Copa Verde e do Paraense. Será que esses dirigentes não poderiam consultar um psicólogo ou psiquiatra para buscar orientação em como motivar a equipe? Pois dessa forma o que conseguem é arrebentar as condições desses jogadores.

28 de abril de 2015 at 12:31 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 28.4.15

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 28.4.15

POSITIVO – Linda a festa de jogadores do Remo e alguns integrantes da CT, no pódium, recebendo a Taça Estado do Pará da Secreatária Renilce Lobo sem os chatos dos cartolas oportunistas. Que seja sempre assim!

NEGATIVO – Presidente Maia, do Paysandu, falou pelos cotovelos após o RE x PA que nem parecia o renomado advogado que é ou o comandante de um clube da grandeza do Papão. Lamentável!

Lá e Cá

Dado Cavalcanti tem o pior aproveitamento como técnico no Paysandu na história do Parazão: pífios 48,48%. Bicolor teve tantas derrotas quanto o Castanhal, lanterna geral: 5. Dado não é mais unanimidade na diretoria.

Árbitros FIFA exigidos pelo presidente bicolor só fizeram prejudicar o clube; todo projeto quando começa a fazer água precisa de profundas correções enquanto é tempo. Quem avisa amigo é!

Volante Fahel, último contratado do Paysandu jogou 187 partidas no Bahia e 25 gols. Estava há 3 meses sem atuar. Marlon primeiro jogador a sair da Curuzu de um total de 9. Restarão 21 e mais reforços virão.

Mais dois paraenses rumo ao brilho no sul: Rafael Oliveira, no Botafogo-RJ e, Betinho, cotado na Portuguesa-SP, indicado pelo técnico Júnior Lopes; curiosidade: Paty em 8 jogos por times paraenses contra o Papão e 8 gols.

Pena que cardeais do CONDEl e ex-presidente só tenham aparecido quando o Remo já estava confirmado em dus decisões. Viva Minowa, Miléo e Cacaio! Eduardo Ramos poderá se sagrar tri-campeão paraense.

Nos 4 RE x PA oficiais, público do Paysandu de 44.715 torcedores e, do Remo, 37.355, diferença pró-bicolor de 7.360. Só no super-clássico do último domingo que os azulinos tiveram mais: 602 pagantes.

Sócios torcedores do Papão 5.140, do Remo 1.437 e torcedores comuns 19.839 (não devem ser desprezados). Leão faturou R$ 367.969,00 de cota e meritocracia, projetando um milhão limpinho dias 29.4 e 3.5.

Jogo Remo x Cuiabá, Copa Verde, quinta, 19:40h e Dadá ausente. Domingo é Ilailson que não jogará (Independente-16h). A exemplo do RExPA, Cuiabá eliminou Luverdense da Copa Verde e Campeonato MT.

Onze caratecas de Belém farão apresentaçao oficial dia 30.4, 17:30h, em empreendimento comercial de grande porte na Senador Lemos 3153, sob comando da professora Emily Noronha Mendes.

HOMENAGEM – Nazareno Gomes Reis, o Nazareno, ex-zagueiro do Remo (1979-84), Sport-PE, Atlético-PR, França e Portugal. E microempresário do ramo de transporte.

28 de abril de 2015 at 12:27 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.04.15

Raça, mérito e polêmica

O clássico foi tudo o que dele se esperava. Vibrante, eletrizante, polêmico. O Remo foi melhor em grande parte do jogo, podia ter feito mais gols, mas o Papão se manteve sempre perigoso e com chances, mesmo depois de perder Pikachu, expulso nos instantes finais. Como projetei na coluna de ontem, foi o mais tático de todos os jogos entre os rivais na temporada.
Valia muito, principalmente para os azulinos, que lutavam para manter as chances de chegar ao título estadual e à Série D. Pela importância do jogo, era plenamente normal a preocupação em não sofrer gols. Daí o mérito do Remo pelo esforço incansável pela vitória desde os primeiros momentos.
Cacaio entrou com Sílvio avançado, ao lado de Rafael Paty, com Bismarck aparecendo como terceiro atacante e Eduardo Ramos sempre por perto. A opção, anunciada nos vestiários do Mangueirão, foi o lance surpreendente do começo do Re-Pa.
A presença de um velocista surpreendeu a zaga do Papão nos primeiros minutos. Ramos, Paty, Sílvio e Bismarck criaram duas situações agudas sobre Willian e Marquinhos antes do gol de abertura. O Papão, ao contrário, se segurava mais, esperando o melhor momento para investir sobre a defensiva inimiga.
Veio, então, o primeiro gol, aos 21 minutos. Quando Ramos pegou a bola na intermediária e lançou na diagonal para Sílvio, Paty correu em direção ao segundo pau. Sílvio avançou para o interior da área e cruzou. A bola chegou rasteira, pronta para ser desviada rumo às redes.
O Remo festejou muito, mas deu perigosa trégua nas ações ofensivas. Foi o suficiente para o Papão inverter o panorama. Passou a fustigar, com Pikachu pela direita e Romário pela esquerda, tendo Souza como pivô e Aylon correndo pelos lados. Apenas quatro minutos depois do gol remista, Romário cruzou e Aylon, sem marcação, acertou um cabeceio preciso.
Restituído o equilíbrio, as equipes levaram o jogo até o fim do primeiro tempo arriscando bem menos. O Remo não repetiu mais o ímpeto inicial e o Papão concentrava esforços em tentativas centradas em Souza, que era bem vigiado por Max e Ilaílson. Ainda assim, não faltou emoção. Bismarck, pelo Remo, e Pikachu, pelo Papão, levaram muito perigo em dois lances de área.
Para a etapa final, Cacaio voltou com Levy no lugar de Ilaílson. Antes que fosse possível avaliar a mexida, Eduardo Ramos recebeu livre e meteu bola para Paty entre os zagueiros. Marquinhos rebateu mal e o centroavante invadiu para chutar e desempatar, aos 40 segundos.
Paty ainda teria duas boas oportunidades. Na primeira, tocou à direita do gol de Emerson. Na segunda, foi travado quando ia bater para o gol. Na metade do segundo tempo, foi substituído por Val Barreto, que também desperdiçou dois bons ataques. No meio, Dadá e Ameixa mantinham a regularidade dos últimos jogos, lutando muito e levando vantagem sobre os meio-campistas do Papão.
O Papão sofria com a lentidão excessiva na saída. Dado reforçou o ataque com Leandro Carvalho, mas tirou Carlinhos e sobrecarregou Jonathan e Augusto Recife. Em desvantagem, Dado liberou Jonathan para ir à frente, deixando Recife sozinho ao lado de Capanema à frente da zaga. Para corrigir o erro da substituição de Carlinhos, botou Leandro Carvalho no lugar de Capanema.
Essas alterações não mudaram, porém, a postura do time, que carecia de criatividade e rapidez. Aceitava passivamente o jogo de força do Remo na briga pela bola e não encontrava um jeito de furar o bloqueio defensivo do adversário. Recorria aos cruzamentos altos, todos anulados pela zaga.
No melhor momento do Papão no segundo tempo, Pikachu recebeu livre de marcação e invadiu a área. Fabiano saiu para fechar passagem e tocou no lateral. Pênalti. Fabiano tocou na bola, mas atingiu Pikachu. Pelo excesso de encenação no lance, o árbitro entendeu como simulação e expulsou o lateral bicolor, gerando um princípio de confusão.
Com um a mais, o Remo reteve ainda mais a posse de bola e desfrutou de vários contra-ataques. Antes do apito afinal, Levy mandou para fora duas bolas junto à área. Alex Ruan e Dadá perderam outras duas.
Vitória conquistada na raça e na transpiração, como parece ser o novo perfil do Remo na temporada. Título do returno inteiramente merecido pela campanha de recuperação empreendida a partir da chegada de Cacaio. O desafio agora é manter o mesmo nível de competitividade.

O peso (e a hora) das palavras

Sobre as declarações do presidente Alberto Maia ao final da partida, a prudência recomenda aguardar mais algumas horas por uma manifestação mais tranquila e comedida. No calor dos acontecimentos, irritado com o resultado, ele falou até em tirar o Papão do Campeonato Paraense de 2016.
Falou como torcedor, pois como presidente jamais poderia sustentar tal despautério. Até porque a eliminação no Parazão deixa o Papão fora da Copa Verde e da Copa do Brasil – da qual ainda poderá participar, a depender de posição no ranking.

As novas frentes de batalha

A semana será de novas decisões para o Remo. Vai testar os nervos da torcida e os pulmões do time. Na quinta-feira, às 19h40, começa a decisão da Copa Verde contra o Cuiabá, no estádio Jornalista Edgar Proença. E no domingo, às 16h, tem a decisão do Parazão contra o Independente. Haja fôlego.

Vitória vascaína e público maior na final carioca

Para os que vivem botando banca quanto a torcida, eis que a primeira partida da final carioca entre Vasco e Botafogo levou 45.488 torcedores à Arena Maracanã. Foi um público 73% maior que o do primeiro jogo entre Vasco e Flamengo pela decisão do ano passado, segundo informa o nosso ídolo Wellington Campos. Ah, quanto ao placar, o Vasco venceu aproveitando lance fortuito no apagar das luzes. Botafogo abusou de perder gols, o que permite crer que é possível reverter no próximo domingo.

27 de abril de 2015 at 2:20 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 27.04.15

REMO, CAMPEÃO COM MÉRITOS!

A chuva caiu torrencialmente entre 13 e 14h30min horas, mas deu uma trégua posteriormente, apesar do tempo nublado. Foi assim que começou mais um clássico REXPA. Jogo aberto, com as duas equipes “fuçando” em campo, mas coube ao Remo abrir a contagem numa bela jogada de Eduardo Ramos para Sílvio, que serviu Paty para fazer 1×0. Não demorou muito e o Paysandu empatou com Áilon, num belo cruzamento de Romário. Assim acabou o 1º tempo. Mal começou o 2º tempo e o Remo foi logo marcando de novo com Rafael Paty, aproveitando uma falha dos zagueiros Willian Alves e Marquinhos e isso foi aos 40 segundos de jogo. Depois disso, o Remo teve várias possibilidades de aumentar, até que Pikachu recebeu sozinho na área do Remo e teria sido derrubado pelo goleiro Fabiano, mas o árbitro não entendeu assim e deu amarelo para Pikachu que se rebelou e recebeu o vermelho. Título merecidíssimo para o Leão Azul, que agora pode conquistar o bi paraense, ganhando a vaga na série D em 2015.

ALTA TEMPERATURA

Foi inesquecível a noite de lembranças na Boate da Tuna Luso Brasileira, quando a atual diretoria rememorou os dois títulos nacionais conseguidos pela Elite do Norte. Em 1985, a Tuna levantou seu 1º título, a Taça de Prata, equivalente a 2ª divisão do futebol brasileiro, derrotando o Goitacás-RJ por 3×2, ao comando de José Dutra dos Santos; em 1992, veio o 2º título, campeã da 3ª divisão, quando a Lusa bateu na final o Fluminense de Feira-BA, ao comando de Nélio Pereira.

BAIXA TEMPERATURA

A situação de Pedro Minowa no Clube do Remo está pela “bola sete”. Antes do clássico que decidiu a Copa Verde se falava que o Conselho iria se reunir para tirar o anjo do oriente do cargo; o Remo conquistou a vaga para as finais e ontem derrotou novamente o Paysandu pelo Parazão. E agora, Pedro Minowa sai ou não sai? O CD vai voltar atrás?

NO TERMÔMETRO

Muito bom rever Ronaldo, Ondino, Jorginho de Castro, Jango, Amaury, Mário Vigia, Luis Carlos do Boné, Tiaguinho, técnico Dutra e tantos outros que levantaram o título brasileiro da Tuna em 1985. /// Antes de o clássico começar, o presidente bicolor Alberto Maia não cansava de dizer que queria os seus jogadores dando sangue dentro de campo. Era o que toda a torcida queria. Na hora da partida, realmente faltou sangue por parte de alguns jogadores, tanto que Paty se aproveitou bem da falha dos dois zagueiros e fez o gol da vitória. /// Do outro lado, silêncio total, esperando o que iria acontecer dentro das quatro linhas. Pedro Minowa não deu as caras no Mangueirão e perdeu a chance de fazer a festa no final. /// Fernando Sérgio Castro, agora aposentado como Agente de Policia Federal, foi convidado pelo Cel. Nunes e aceitou o cargo de Diretor de Marketing e Comunicação da FPF. Conhecimento e jogo de cintura ele tem. /// Quem perde clássico em Belém corre sério perigo e o Dado Cavalcanti sentiu isso na pele ontem. Perdeu seu segundo REXPA e a galera já gritava o nome de Mazola Jr. Muita calma nessa hora. /// Remo conquistou o título do 2º turno e agora troca o “chip” para disputar a 1ª partida contra o Cuiabá nesta quinta. Que tal o preço dos ingressos a 30 reais como presente para a galera? O Mangueirão vai ficar pequeno na quinta à noite, 19 e 40, em função da TV fechada. /// Cacaio, como sempre, muito humilde na sua entrevista de final de jogo, declarando que não ganhou nada. E não ganhou mesmo, caso não consiga o título no próximo domingo. /// Foi pênalti ou não em cima do Pikachu? Essa pergunta está sendo feita desde ontem pelos torcedores bicolores. Pela raiva do Pikachu e pelas imagens da TV, ficou claro que foi falta do Fabiano. Em função disso os torcedores bicolores lembraram muito do Dewson Freitas no final. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

27 de abril de 2015 at 2:18 pm Deixe um comentário

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