Coluna do Gerson Nogueira – 07.04.15

7 de abril de 2015 at 2:30 pm Deixe um comentário

Momentos decisivos

Um jogo isolado, correspondente ainda à 4ª rodada do returno, pode ter sérias consequências para a rodada final desta fase do campeonato. O Cametá recebe o São Francisco, hoje à noite, no Parque do Bacurau, precisando da vitória para manter as chances de classificação no grupo A2. O mesmo vale para o time santareno, que tem 7 pontos e pode se classificar por antecipação no A1 em caso de triunfo.
O confronto interessa diretamente à dupla Re-Pa. Um tropeço do Cametá – que perdeu o técnico Cacaio para o Remo – deixará o Papão mais sossegado no grupo A2. Já um revés do São Francisco seria o resultado ideal para o Remo no grupo A1.
Cabe lembrar que os bicolores enfrentarão o São Francisco na rodada final, na Curuzu, com chances de complicar a vida do Leão tapajônico. Em fase ascendente, com duas vitórias seguidas sobre o maior rival, o Papão é mais do que nunca favorito em seus domínios. Vai daí que o São Francisco, ciente dessa condição, tentará de todas as formas garantir em Cametá o resultado que lhe convém.
Amanhã, haverá outro jogo atrasado (este ainda da segunda rodada), entre Papão e Parauapebas. O raciocínio quanto ao apetite bicolor em relação ao São Francisco vale também para o Parauapebas, que estacionou em dois pontos no returno, depois de excelente caminhada no primeiro turno, quando chegou à decisão diante do Independente.
Com dois jogos por fazer ainda, o Pebas tem remotas chances de ir à semifinal. Para continuar sonhando, tem que vencer na Curuzu. No turno inicial, o time chegou a aprontar jogando como visitante em Belém, batendo o Remo logo na estreia. Na segunda fase do campeonato, porém, perdeu o ímpeto e vem acumulando maus resultados.
São dois bons aperitivos para a super rodada de domingo, quando os dez times estarão em campo, sendo que provavelmente apenas seis ainda brigando para chegar à semifinal: São Francisco, Remo e Independente de um lado e Paragominas, Papão e Cametá de outro.
Dependendo do que acontecer hoje e amanhã, o Papão pode chegar à última rodada apenas para cumprir tabela, podendo até poupar alguns titulares contra os santarenos.
O Remo, atormentado pela obrigação de vencer em Paragominas, poderá desfrutar de relativo alívio caso o Cametá derrote o São Francisco. Relativo porque o Independente também representa ameaça. O Galo receberá em Tucuruí o lanterna Gavião, com grandes possibilidades de contabilizar 3 pontos e chegar a 9 na classificação.
Ingredientes que permitem esperar desde já fortes emoções para a tarde de domingo.

Vivendo e aprendendo a jogar

Com base em informações colhidas ainda durante o jogo – e com o prazo de fechamento da coluna indo até 22h –, informei erradamente que a torcida do Remo estava em maior número no Mangueirão, no clássico de domingo à noite. Foi justamente o contrário: a do Papão foi superior nas arquibancadas e cadeiras (10.786 contra 7.964), embora no borderô oficial da FPF o Remo apareça com maior renda, devido aos descontos do Sócio Torcedor bicolor.
Um lapso lamentável, pelo qual peço desculpas, contando com a compreensão dos 27 fiéis baluartes da coluna e a todo o povo que acompanha o Círio.
Aos gatos pingados que não conseguem atinar para o fato de que falhas acontecem, declaro o meu perdão incondicional. Já vai longe o tempo em que insultos obtusos e cretinices em geral tiravam minutos do meu sono. Enfim, vida que segue.

As voltas que o mundo dá

O futebol não cansa de nos surpreender. Tiago Galhardo, que andou por aqui jogando pelo Remo e depois pelo Cametá, sem deixar muita saudade, ressurgiu no Campeonato Carioca arrumando a meiúca do Madureira. Tem feito jogos bem interessantes, esbanjando habilidade nos passes e lançamentos. Destacou-se tanto que o Botafogo chegou a cogitar sua recontratação, mas acabou superado pelo Coritiba, que já sacramentou o acerto com o meia-armador.
Prova irrefutável de que a bola sempre dá novas oportunidades.

Brincando com coisa séria

A coleção de notícias ruins daria para elaborar um alentado roteiro dramático – se estivéssemos falando de ficção. Acontece que esta é a dura realidade atravessada pelo Remo neste começo de temporada. Ontem, outro abalo: divulgou-se que a sede social teve a energia elétrica cortada.
Ameaçado de dupla eliminação, na Copa Verde e no Parazão, os problemas que afetam o time têm estreita relação com os desmandos administrativos. Em dívida com o elenco, que ainda espera a complementação salarial de fevereiro, a diretoria não tem forças para exigir ou impor nada.
Na verdade, a ausência tem sido a principal marca da cúpula diretiva do clube. O problema vinha se manifestando desde os tempos de Zé Teodoro, que reclamou disso inúmeras vezes. A reiterada distância entre dirigentes e jogadores gerou até princípios de motim no elenco.
Desta vez, porém, a situação desenha-se mais dramática. O Remo terá que vencer em Paragominas para ir à semifinal do returno. Dificilmente obterá êxito nessa empreitada se os salários continuarem atrasados. A cota do Re-Pa ficou de ser usada para o pagamento dos atletas.
Até ontem não havia confirmação de quitação do débito.

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