Archive for abril, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 25.04.15

Gestão para estancar a crise

Uma comissão de conselheiros foi montada para executar um plano de emergência, a fim de garantir o pagamento dos salários aos jogadores, comissão técnica e funcionários do Remo. A medida foi anunciada ontem à tarde em reunião no estádio Baenão. A “intervenção branca” dos conselheiros visa solucionar o grave problema da ausência da diretoria e o sucessivo descumprimento de acordos financeiros com os jogadores.

Às vésperas do Re-Pa que decidirá a sorte do Remo no restante da temporada, o Condel decidiu sair do imobilismo e partiu para a ação concreta. Antes tarde do que nunca. A ideia de intervir já havia sido aprovada, por unanimidade, antes do Re-Pa do segundo turno, vencido pelo Papão por 3 a 1.

Diante dos últimos acontecimentos, o próprio presidente do Conselho Deliberativo, Manoel Ribeiro, tomou a iniciativa de repassar ao Conselho Fiscal a responsabilidade pela renda do jogo de domingo.

Ribeiro tomou a frente dos entendimentos com os jogadores. A presença dos conselheiros no Baenão sufocou uma nova crise envolvendo o elenco. Havia sido prometido pela diretoria o pagamento dos salários de março, mas os dirigentes sumiram do clube nos últimos dias, irritando atletas e comissão técnica.

Pelo que ficou acertado no encontro, a comissão de gestão financeira (com a participação do advogado e conselheiro André Cavalcante) ficará responsável pelo recolhimento das rendas que o clube conseguir nos próximos jogos. Em seguida, repassará os valores devidos aos jogadores, mediante recibos.

Além de Ribeiro e os demais conselheiros, a reunião teve a participação do do ex-presidente Zeca Pirão, derrotado nas últimas eleições. Pirão compareceu à reunião, prontificando-se a ajudar também.

Segundo um conselheiro que manteve contato com a coluna ontem à noite, a essa altura qualquer ajuda é bem-vinda. Isso inclui também a participação dos torcedores, que vêm organizando coletas em dias de jogos do Remo e já efetuaram dois pagamentos a funcionários que estavam com salários atrasados.

A comissão instituída para administrar a crise financeira já dispõe de R$ 160 mil para pagar os salários. Os valores foram obtidos junto a abnegados do clube e da parte inicial da venda de ingressos para o clássico.

Enquanto os conselheiros conversavam com os jogadores, o presidente Pedro Minowa acompanhava o sorteio da arbitragem para o Re-Pa, função que não lhe cabe.

Há no Baenão quem garanta que o presidente irá renunciar ao cargo nas próximas horas. A conferir.

Bandeirinha desfalca o clássico-rei

Em cima da hora, a bandeirinha Nadine Bastos saiu da escala de arbitragem para o Re-Pa. Loira e badalada pelo visual sexy, a assistente foi designada para bandeirar em Coruripe. Uma pena. Seria uma atração a mais no jogo. Segundo a interpretação de alguns experts, é baixa mais grave que as ausências de Bruno Veiga e Roni.

Direto do blog

“Sobre Roni, basta lembrar o caso Moisés e da forma que ele saiu, mas não é exatamente sobre o fracasso da sua saída que quero chamar a atenção e sim ao fato de que nossa torcida e os nossos cartolas esquecem esses fatos, pois Moisés foi chamado ainda assim de volta ao Papão. (…)

Caso mais recente é o do Rogerinho que este envolvido na vergonhosa goleada que o Paysandu levou, e cá está ele de novo, tudo indica que torcedor e Dirigentes tem memória curta, se der errado lá fora logo logo Roni está em Remo ou até mesmo no Papão.

Quando ao Pedro Minowa estão pegando ele pra Cristo, pois no Remo nunca gostaram dele, por que não expulsaram o Amaro Klautau enquanto este era presidente e queria vender o estádio? E o dinheiro da reforma do Baenão por que ninguém tá cobrando o Pirão, que deixou o estádio em estado deplorável? Minowa tem seus erros, só que esse é mais um caso da justiça dos homens, que condena uns e perdoa outros”.

João Pablo, sobre a novela Roni e o cerco a Minowa.

Reunião celebra o efeito Vampeta

As “organizadas” mostraram de novo sua força perante as autoridades da área de segurança. Em patética reunião realizada na tarde de ontem, cerca de 30 representantes de facções de Remo e Paissandu foram recebidos e ouvidos (a sério!) pelos comandantes do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE) acerca das orientações definidas para a segurança no clássico de amanhã, no estádio Jornalista Edgard Proença.

Pura perda de tempo. Marketing para efeito externo. Efeito Vampeta: PM finge que orienta, “organizados” fingem que obedecem.

Reuniões dessa natureza já se mostram improdutivas há anos, pois os líderes das gangues não controlam seus “soldados” mais radicais, que agem criminosamente antes, durante e depois dos jogos.

O comando fala em campanha pela paz, mas o discurso é tão desgastado que nem os próprios militares levam isso a sério. A principal consequência do encontro é que os próprios “organizados” ficaram inteirados dos planos montados pela PM para policiar a área em torno do estádio.

Seria cômico se não fosse trágico.

Papão importa mais um veterano

Fahel, que atormentou a torcida do Botafogo durante anos e depois defendeu o Bahia, é o novo reforço do Papão para a Série B. Vai se juntar a Souza e Radamés, dois outros veteranos com alta quilometragem. Aos 33 anos, Fahel tem o mesmo nível de vários volantes medianos do nosso futebol, com a desvantagem de custar bem mais caro. A conferir.

25 de abril de 2015 at 5:41 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 24.04.15

Roni e as muitas raposas

Como o carnaval, toda a marola em torno da saída de Roni e sua transferência para o Cruzeiro terminou na quarta-feira. A novela se arrastava há semanas, com desmentidos sucessivos por parte do jogador e dos dirigentes, mas acabou desvendada – da pior maneira – com a recusa do atleta em jogar a semifinal do returno contra o Paragominas, na terça.
O desgaste poderia ter sido evitado se houvesse um mínimo de profissionalismo de parte a parte. Tanto o staff de Roni quanto a diretoria do Remo, esta bem mais, saíram perdendo na história.
Ao decidir deixar o clube, direito inalienável seu diante do não cumprimento de acordos celebrados em fevereiro, Roni podia ter escolhido o caminho da transparência, anunciando publicamente o que estava ocorrendo (inclusive as lambanças da cúpula remista).
Abandonar o barco horas antes de um jogo importante foi atitude inadequada e antipática, que pode ter consequências ruins lá na frente. O futebol é pródigo em idas e vindas. Negócios que parecem maravilhosos se desmancham em questão de meses e tudo pode voltar ao ponto de partida.
Roni tem apenas 21 anos. Tem todo o direito de aproveitar a oportunidade surgida, que nem sempre se repete nesse ofício tão difícil, mas devia se preocupar com a torcida. Tinha razões para estar aborrecido com os cartolas, porém devia avaliar que dirigentes não são definitivos – a paixão do torcedor, sim.
Pelo lado dos dirigentes, a negociação com o Cruzeiro foi conduzida de forma desastrosa e quase amadora. Encaminhar a negociação e tratar com os dirigentes mineiros sem dar ciência aos pares de diretoria e aos conselheiros configura total menosprezo pelas regras democráticas de convivência dentro do clube.
Não se discute os valores da transação – irrisórios para os padrões nacionais, aceitáveis para a prática local –, mas a maneira como o negócio foi feito. Pelo novo estatuto azulino, cabe ao presidente informar ao Condel sobre qualquer assunto que represente risco de perda (financeira ou patrimonial) para o clube.
Pedro Minowa ofereceu ainda mais combustível aos seus detratores e ajudou a fortalecer a posição dos que defendem seu afastamento da presidência. É pouco provável que isso ocorra de imediato, até para não tumultuar a vida do clube em momentos decisivos no Campeonato Paraense e na Copa Verde. Mas, pelo clima de indignação reinante entre os conselheiros, é certo que corre sérios riscos de não completar o mandato.
Quanto à carreira de Roni, a mudança para um grande clube já era esperada. Ele se destacou nos últimos dois campeonatos estaduais, após ganhar chance pelas mãos de Agnaldo de Jesus. No Cruzeiro, terá condições de aperfeiçoar fundamentos que ainda não domina, como a finalização, e contará com o suporte adequado para reforço de musculatura e consolidação das potencialidades físicas.
Mesmo com os erros de condução no desligamento do clube e o pouco cuidado com a própria imagem, Roni merece a chance que caiu do céu. Permanecer no deficitário futebol paraense seria um atestado de burrice. Que ganhe chances de mostrar o bom futebol que já conhecemos e que tenha muita sorte.

Papão renasce para uma final épica

Foi por um triz. O jogo em 0 a 0 se arrastou nervosamente, Bruno Veiga perdeu a elegância e Célio Codó saiu prematuramente. Com ambos em campo talvez o placar tivesse sido movimentado. Papão voltou a mostrar insegurança. Nem mesmo as presenças de Pikachu e Jonathan foram suficientes para recuperar a confiança perdida.
A vitória veio nas penalidades, com mais tensão e nervosismo para a pequena torcida que compareceu ao Mangueirão. O triunfo foi comemorado por ter tirado um peso das costas de toda a equipe, agora focada na decisão de domingo contra o maior rival.
O Papão, que segue sem marcar gols desde aquele 9 a 0 sobre o São Francisco, tem a grande chance de se reabilitar e fazer a Fiel esquecer o dissabor da eliminação na Copa Verde.

Uma dúvida que jamais será respondida

Quando o árbitro puniu Bruno Veiga com o cartão vermelho, corretamente, depois de acintosas reclamações, foi inevitável pensar em Dewson Freitas, que tinha sido sorteado inicialmente para a partida e depois foi chamado pela Conmebol para trabalhar em jogo da Sul-Americana.
Caso ele expulsasse Veiga, nas mesmas circunstâncias, será que a decisão seria respeitada e acatada como foi a do goiano Wilton Sampaio? Nunca saberemos, mas tenho cá minhas dúvidas.

Direto do blog

“Sempre defendi a posição que o Remo é maior que tudo. Não somos partidos políticos que querem o poder a qualquer custo. Quem perde a eleição no Clube deve obrigatoriamente unir-se aos eleitos. Para mim, pouco me importa quem é o presidente. Quero que ele sempre brilhe, pois nós, parte do Fenômeno Azul, é que ganhamos com as alegrias que merecemos. E o pior é que a intriga impera e prospera dentro das hostes vencedoras, como acontece presentemente”.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito do Remo, em entrevista ao blog campeão.

24 de abril de 2015 at 3:04 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 24.4.15

POSITIVO – Hoje, 30 anos da conquista da Série B (Taça de Prata) pela Tuna (1º título nacional do Pará). Também 12 anos da vitória do Paysandu em La Bombonera sobre o Boca (1×0-Iarley). Bons tempos!

NEGATIVO – Presidente do Paysandu declarou na Rádio Clube que vai avaliar a permanência de Leandro Cearense, por ter sido aposta sua. Isso não é função do técnico? São essas coisas que eu não entendo!

Lá e Cá

Purifica, ex- meia esquerda do Clube Júlio Cesar e Paysandu nos anos 60 meu entrevistado Bola Pra Frente do domingo. Convidado do Bola na Torre, Ilailson ou Pikachu, dependendo de quem ganhar o RE x PA.

Foi o 1º empate do Paysandu no camponato contra o Parauapebas. Já o Trem de Ferro, alé da maior pontuação (22), foi quem mais jogou (12), perdeu menos (2) e tem melhor defesa (9 gols).

Tanta zoada e o Parauapebas terminou ficando mesmo com metade da renda líquida (R$ 12.261,50) da mini arrecadação de 4ª feira.

Ingressos confeccionados aqui mesmo em Belem e já à venda desde hoje para o RE x PA aos preços convidativos de 40 reais arquibancada e 80reais a cadeira. Renda passará de 1 milhão!

Nos 3 super-clássicos oficiais já jogados (2 da Copa Verde e 1 do Parazão), Paysandu colocou 31.859 pagantes, 8.164 a mais que o Remo (23.695). Domingo reverte? Média de público nas 3 partidas 18.518 e de renda R$ 437.518,00.

Advogado André Meira de volta ao Remo para cuidar só das causas trabalhistas. Vai procurar centralizar as demandas numa mesma vara.

Paysandu contratou mais um lateral esquerdo, João Lucas, 23 anos, ex-Penapolense e nada de lateral direito para fazer sombra a Pikachu. Elanardo acertou tudo e já se mandou. Outros tomarão seu rumo!

Domingo o RE x PA número 733, 254 vitórias do Remo (943 gols), 231 do Paysandu (937 tentos) e 247 empates.

Pedro Minowa poderá de transformar no Remo no primeiro presidente cassado, mas Campeão da Copa Verde e do Parazão. Aguardemos!

HOMENAGEM – Clayson Rubens Dantas Queiroz, o Clayson Rato, ex- atacante do Sport Belém, Tuna, Paysandu, Marília, Sport-PE, Joinville, Gama, CSA, Canadá, Peru, Rio Branco-SP, Mixto-MT, Murici-AL e Tocantinópolis-TO. Começa projeto de escolinha em ex-jogador Jayme.

24 de abril de 2015 at 3:00 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 23.4.15

NEGATIVO – Quando noticiei nesta coluna que destino de Rony era o Cruzeiro-MG fanáticos azulinos me bombarderam; do ex-diretor Miléo: “saio decepcionado com o nojento mundo do futebol”. É podre mesmo!

Lá e Cá

Rony é leite derramado no Baenão e o correto é valorizar Sílvio, velocista e de tanto potencial quanto o atacante, agora cruzeirense. Os 321 mil a entrar servirão para pagar jogadores.

Cuidado agora dos azulinos tem de ser com as jóias Igor João, Ameixa (nem tem procurador) e Silvio. Apresentação oficial de Rony, no Cruzeiro, na sexta e contrato de 3 anos. Empresário Hércules Jr, que investiu nele, acha chegará à Seleção Brasileira.

Independente esperando adversário para decidir o Parazão no dia 3.5, desde 12.4. Isso não é bom, porque já dizia o consagrado craque Didi que “treino é treino, jogo é jogo”.

Adiado para 29.4 lançamento dos novos uniformes do futsal do Remo com a presença de Gracyane Barbosa.

Diretoria do Paysandu esperando momento oportuno para anunciar mais três contratações. Urge um goleiro de respeito para Série B!

ABC, adversário do Paysandu na Copa BR mantendo base que ganhou 2º turno potiguar: Saulo, Reginaldo, Suéliton, Leandro Amaro e Lima, Fábio Bahia, Michel e Erivélton, Cichelete, Felipe Alves e Kayke. Tec. Josué Teixeira.

Goiás, na final do Goianão domingo contra Aparecidense e que pegará o Independente: Renan, Everton, Felipe Macedo, Alex Alves e Juliano, Rodrigo, David, Esquerdinha e Felipe Menezes, Érik e Ruan. Tec. Helio dos Anjos.

Cuiabá vem jogando estadual do MT com time misto esperando final da Copa Verde frente ao Remo. Base: Wiliam Alves, Gean, Ricardo Braz, Egon e Maninho, Bogé, Felipe Blau e Raphael Luz, Caique, Felipe Alves e Nino Guerreiro. Tec. Fernando Marchiori.

Artur Oliveira convidado para técncio do Vasco-AC e promover reviravolta no estadual; presidente da FPTM empolgado com o sucesso da 1ª fase do campeonato em Barcarena. Destaque para David Gabriel (CMB).

HOMENAGEM – Adalberto Martins Moraes, o Beto, ex- goleiro do futsal do Paysandu de 1973-81. Antes jogou no juvenil de campo bicolor. É diretor de Tecnologia de Informática do Tribunal de Contas do Amapá.

23 de abril de 2015 at 1:03 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.04.15

Sempre com muita emoção

O Remo venceu, repetiu a atuação valente do clássico com o Papão, entusiasmou o torcedor em muitos momentos e, mais importante, e se garantiu na decisão do returno do Parazão. Mas, apesar disso tudo, passou por alguns riscos perfeitamente evitáveis no final do confronto com o Paragominas.
O sufoco dos últimos minutos não condiz com o time que mandou no jogo, tomou sempre a iniciativa e perdeu (só no primeiro tempo) quatro chances claras, além do golaço marcado por Eduardo Ramos. Ratinho, Alex Ruan, Bismarck e Paty erraram no arremate final e o jogo foi ficando difícil à medida que o tempo passava.
Na verdade, o Remo se deixou levar pela tensão natural do começo da partida, talvez sentindo a expectativa da torcida e a necessidade de confirmar a boa fase. Seria normal que isso durante 10 ou 15 minutos, mas isso perdurou por quase todo o primeiro tempo.
Somente quando Eduardo Ramos se aproximou da área, ajustou o arremate e acertou o canto direito do gol de Maicky Douglas é que o Remo parece ter finalmente botado os nervos no lugar.
Enquanto o gol não saía, o Paragominas teve alguns lampejos que poderiam ter mudado a história da partida. Aos 11 minutos, um cruzamento alto de Rogério Rios fez com que Fabiano errasse o soco, deixando Bruno Maranhão livre para cabecear. A bola passou perto da trave vazia.
Aleílson teve dois momentos de brilho e no mais agudo, aos 17, mandou a bola muito perto do travessão de Fabiano. Foi só o que o ataque do Paragominas produziu nos 45 minutos iniciais. Destaque mesmo teve o goleiro Maicky Douglas, sempre bem colocado nas bolas aéreas, o volante Cristiano Gaúcho e os laterais Vítor e Rogério Rios.
Com esses jogadores bem posicionados, Charles Guerreiro manteve o Paragominas bem resguardado atrás, embora sem abraçar uma retranca radical. O Remo, graças à iniciativa de Eduardo Ramos, se manteve sempre rondando a área, apesar do bloqueio montado pelo visitante.
Alex Ruan voltou a aparecer bem, migrando para o meio quando o corredor lateral estava congestionado. Criou boas situações, tabelando com Ratinho e Ramos. Parece ter voltado a acreditar na capacidade de driblar e atacar, como quando surgiu no sub-20.
Na proteção à defesa, Ilaílson e Ameixa se portavam muitíssimo bem, desarmando e apoiando. Ameixa, principalmente, mostrou desembaraço para fazer até lançamentos longos, acertando todos. Foi o grande destaque individual do jogo já no primeiro tempo, confirmando isso na etapa final.
Com a vantagem no marcador, o Remo retornou para o segundo tempo com a mesma distribuição em campo, embora Bismarck se adiantasse um pouco mais. E foi ele que deu a primeira estocada, logo a 1 minuto, cruzando rasante. Paty chegou alguns segundos atrasados.
Aos 15 minutos, Val Barreto substituiu Paty e logo em seguida Felipe Macena entrou no lugar de Ratinho. O ataque ganhou força, mas curiosamente Barreto foi jogar pelo lado esquerdo, deixando o meio para Eduardo Ramos manobrar. A partir daí, o Remo passou a depender mais dos avanços da dupla Levy e Bismarck pela direita.
Apesar de avanços insistentes de Bismarck, muito acionado, o Remo perdeu referência na briga de área com os zagueiros Cristovão e Douglas. Quase aos 30, Eduardo Ramos quase acertou falta na gaveta direita de Maicky Douglas. Bola passou rente ao travessão.
Dos 35 em diante, Charles fez mudanças no Paragominas e reforçou sua ofensiva, com Beá e Uander junto com Aleílson. Criou três grandes chances. A primeira em cabeceio de Beá, defendido por Fabiano. E as duas seguintes em lances de Aleílson que provocaram arrepios na torcida remista.
Quando o jogo terminou, a torcida gritava em uníssono “Eu acredito, eu acredito…”. O Remo cumpriu o prometido, avançado à decisão do segundo turno. Mais que isso: confirmou a mudança de postura, atacando com vontade e defendendo com gana. A identificação do torcedor com esse novo time é cada vez maior. Confiança de parte a parte.

Papão e Pebas: promessa de grande duelo

O Papão entra em campo hoje à noite pressionado. A derrota (e eliminação) na Copa Verde ainda está viva na cabeça do torcedor, que espera a reabilitação e a classificação à final do returno. O que mais se ouve, nas ruas e nas redes sociais, é que o time tem agora a obrigação de ganhar o Parazão.
Nem tudo é tão simples assim. Para alcançar esse objetivo, o Papão tem que esquecer da frustração da queda na Copa Verde e superar um adversário encardido, que tem uma das melhores defesas do campeonato, além de ostentar a melhor pontuação geral.
O Parauapebas, apesar de desfalques no meio e na defesa, é um adversário temível. Bem estruturado por Léo Goiano, já venceu Leão e Papão dentro de Belém e mostra uma solidez defensiva de impressionar.
A partida marca o retorno ao time titular do Papão de peças fundamentais, como Pikachu e Jonathan. Só eles, porém, não serão suficientes para garantir um triunfo. É necessário que a equipe volte a jogar bem, utilizando seus recursos mais óbvios, como a rapidez na saída para o ataque e a capacidade de definição de Bruno Veiga.

Roni desaparece e vira notícia

O atacante Roni dominou o noticiário do feriado de Tiradentes. Não se apresentou para jogar contra o Paragominas e abriu uma série de indagações sobre sua atitude e o seu futuro. Primeiro, sua assessoria informou que teria viajado a Magalhães Barata para resolver problemas familiares. A diretoria do Remo mandou checar e descobriu que ele estava em Belém, ao lado de seu empresário.
Começou então uma conversa fugidia de parte a parte, cercada dos mais diferentes e desencontrados boatos. Até o final desta edição, já se falava que ele teria sido negociado com o Cruzeiro. Outros asseveram que ele estaria com um pé na Curuzu, embora tenha contrato até 2017 com o Remo.
Ninguém sabe ao certo o que houve, mas é possível avaliar que um garoto de 21 anos tem pouquíssima maturidade e sangue frio para escapar à sanha de raposas felpudas que costumam aparecer nessas ocasiões.

22 de abril de 2015 at 2:48 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 22.04.15

POSITIVO – Futsal do Remo, à frente diretor Eduardo Falesi, lançando hoje, 20 h, no La Musique (Municipalidade 488) os novos 4 uniformes, presença de Gracyane Barbosa. Imperdível para os azulinos!

NEGATIVO – Sumiço de Rony, usando possível doença de sua mãe em Vila Quadros (Magalhães Barata), como desculpa, ruiu com a ida de diretores do Remo lá e não encontrando o atleta. Empresário por trás. Lamentável!

Lá e Cá

Com orgulho transmitirei hoje Paysandu x Parauapebas no dia dos 87 anos da PRC-Rádio Clube do Pará (vale troféu), da qual faço parte há 52 anos. Sonho materializado de Edgard Proença, Eriberto Pio e Roberto Camellier.

Paysandu x Botafogo, Série B, pasou foi para 9.5, 21 h. Alô Padre Leonardo, no Mosqueiro, botafoguense da gema, altere sua programação e venha para o Mangueirão!

Paysandu tem hoje o “Jogo da Forra” (Parauapebas) para chegar ao “Ajuste de Contas”, no domingo (Remo). É assim que pensa a “Fiel Avalanche” Alviazul.

Esta noite, jogo 4.144 da história do Paysandu e até agora 2.136 vitórias (8.402 gols a favor), 1.033 derrotas (4.803 gols contra) e 944 empates.

Arbitragem FIFA cara hoje: árbitro Wilton Sampaio vem de Goiás, assistentes Guilherme Dias e Inês Back, de MG e PR, respectivamente, além das cotas mais altas. Futebol rico é assim!

Diferentemente do Paragominas, Parauapebas não concordou e sócios-torcedores do Paysandu pagarão ingresso integral; ontem 21.096 pagantes no Mangueirão, menor apenas 765 em relação ao RE x PA.

Ex-dirgentes, conselheiros e asponerinos que estavam distantes começaram a aparecer após vitórias do Remo. Não se emendam. Vitória ontem mais uma vez de Cacaio, Aganaldo, Minowa, jogadores e torcida.

Estréia do paraense FIFA Dewson Freitas, hoje, na Libertadores (Atlético-MG x Colo) será ao lado do trio equatoriano Caros Vera (árbitro), assistentes Christian Lescaño e Carlos Herrera. Assessor Alício Pena Jr.

Pikachu e Jonathan voltando no Paysandu esta noite, Souza à disposição e Rogerinho ainda não; no Parauapebas, Mocajuba de lateral esquerda e Gustavo na cabeça de área. Léo Goiano fala em repetir feito da Curuzu!

Com ajuda do pessoal da REPATU (ex-jogadores de Remo, Paysandu e Tuna, também com fim social), Edil espara chegar aos 1.000 gols. Contabiliza 998 e jogo em Icoaraci dia 1.5. Pensa em RE x PA no milésimo.

HOMENAGEM – Clebertong Silva, o Cleberton, ex- volante do Remo (tetra), Atletico-PR, ABC (campeão), Gama (chegou à Serie B), Paulista, Botafogo-SP, Ananindeua, Abaeté, Vênus. É da Prefeitura de Ananindeua.

22 de abril de 2015 at 2:46 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.04.15

As voltas que a bola dá

Mais que uma caixinha de surpresas, o futebol virou uma gangorra sem fim. Em menos de duas semanas, Dado Cavalcanti e Cacaio, técnicos respectivamente de Papão e Leão, mudaram radicalmente de condição e prestígio na gangorra dos resultados de suas equipes.

No instante de maior glória, Dado era reverenciado pela profusão de gols que o time disparou sobre o pobre São Francisco, pelo Parazão. O resultado foi saudado com todos os superlativos possíveis. Com justa razão. Poucos times conseguem construir uma goleada de 9 a 0 em meio ao sonolento equilíbrio reinante no futebol brasileiro.

Antes disso, Dado já colecionava louvores pela condução segura do Papão no returno do campeonato estadual, apesar de um sério tropeço diante do Parauapebas dentro da Curuzu. Seu retrospecto, porém, era amplamente favorável, sustentado pelas duas vitórias consecutivas sobre o maior rival, pelo Parazão e pela Copa Verde. E a triunfal apresentação contra os santarenos coroou a lua-de-mel com a torcida.

Veio então a segunda partida da semifinal da Copa Verde. A expectativa era da confirmação da passagem do Papão às finais. Quando a bola rolou, todas as projeções foram derrubadas pela bravura e determinação do time remista, que pareceu se multiplicar em campo.

A façanha azulina causou profunda decepção na torcida do Papão e em seus dirigentes. Dado iniciou ali o período mais instável de sua passagem pelo Papão.

Do outro lado, um cenário inteiramente oposto. O treino de ontem no Evandro Almeida confirma o bom astral que passou a dominar a cena remista. À frente de tudo, Cacaio, técnico contratado às pressas para tentar salvar a campanha do Remo no Parazão.

Logo na primeira entrevista, foi sincero: sabia que só havia sido chamado porque o Remo vive séria crise e não tinha como buscar opções mais caras lá fora. A constatação não diminuiu seu entusiasmo. Partiu para a reconstrução do ambiente, conflagrado pelo atraso de salários e a falta de confiança na diretoria.

Dois dias depois de assumir, conduziu o time a um empate injusto diante do Atlético-PR no Mangueirão. Pela movimentação e empenho, merecia vencer. Em seguida, ficou ao lado dos jogadores na declaração pública em que foi escancarada a precária situação financeira do clube.

O próximo compromisso foi contra o Paragominas. Ex-técnico do Jacaré, Cacaio pôs em prática o conhecimento sobre o adversário e motivou o time a buscar a vitória a qualquer custo. Deu certo.

Depois, foi a Curitiba e quase superou o Atlético. Empatou em 1 a 1, de novo merecendo a vitória. Perdeu nos penais, mas com o sentimento de dever cumprido. Era notório que o time havia crescido e se tornado mais competitivo sob seu comando. O triunfo no Re-Pa de sábado confirmou sobejamente as evidências.

Cacaio emerge como salvador da pátria. Dado enfrenta as críticas e resmungos pela derrota. Resta saber se a gangorra já se acomodou ou ainda irá balançar até o fim do Parazão e da Copa Verde. A conferir.

Leão enfrenta uma nova batalha

Apenas 72 horas depois da batalha contra o Papão, o Remo volta a campo para uma nova decisão. Terá pela frente o Paragominas. Apesar de ligeiro favoritismo, a previsão é de um jogo duríssimo para os azulinos, com forte marcação e muita luta no meio-de-campo.

Enquanto o Paragominas elenca uma série de desfalques, Cacaio terá a volta de Eduardo Ramos. Só perdeu Dadá – e que perda! O volante foi o grande nome do clássico de sábado, marcando o gol mais bonito da rodada nacional – segundo enquete da ESPN Brasil, ontem à noite.

Bota, Vasco e o fator Eurico

Dizem que Eurico Miranda foi mais decisivo na semifinal de domingo do que qualquer atacante do Vasco. Tudo em função do penal meio mandrake marcado assinalado contra o Flamengo. Com ajuda externa ou não, o Vasco está classificado para encarar o Botafogo nas finais.

O Alvinegro também se beneficiou de um lance irregular. No primeiro gol do clássico com o Fluminense, sábado, Rodrigo Pimpão estava adiantado ao receber a bola e cruzar para Bill marcar. Depois, o Glorioso empreenderia uma jornada dramática – como tudo que envolve o Fogão – para superar o Tricolor.

A decisão começa domingo e, pela primeira vez, há um perfeito equilíbrio entre os duelistas. Em campo. Fora, a sombra de Eurico segue a assombrar.

Novo xerife da CBF vai peitar a Globo?

Marco Polo Del Nero, novo manda-chuva da CBF, está convicto de que pode derrubar um dos pontos mais controversos da relação da entidade com a Globo: o nefasto horário de 22h para jogos de meio de semana. Nenhuma TV aberta no mundo ocidental pratica horário tão inusitado, para beneficiar sua grade de programação e ferrar com a vida do torcedor de arquibancada.

Del Nero, com a pose de recém-empossado, garante que a Globo nunca impôs nada ao futebol paulista, que ele dirigia até pouco tempo atrás. Por essa razão, entende que o relacionamento permite que alterações de horário sejam discutidas. Ele pensa em reivindicar a adoção do horário de 21h30.

O problema será convencer a emissora dos Marinho a recuar mesmo que seja apenas em meia hora uma faixa que explora sozinha desde que o Campeonato Brasileiro foi criado nos moldes atuais.

21 de abril de 2015 at 5:20 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 21.4.15

POSITIVO – Igor João (Remo) disse em entrevista neste espaço domingo: “falta oportunidade à base. Ninguém ganha experiênia sem jogar”. Tecnico Cacaio também acredita nisso e já está colhendo os frutos!

NEGATIVO –Mais duas mortes nas emoções e refregas do RE x PA de sábado último (bicolores Maranhão e Tuca). Até quando? Dado vetou renovação do garoto Araujo, da base bicolor. Prefere Leleu!

Lá e Cá

Intigrante: como Dado Cavalcanti (Paysandu) aceitou três laços de Lecheva (Independnete 2×0), Léo Goiano (Parauaebas 3×1) e Cacaio (Remo 2×0) sem conseguir sair deles. Descobriram o fraco do jovem treinador?

Goleiro Saulo, que quase aporta na Curuzu, faz sucesso no ABC e ajudou clube a ganhar 2º turno potiguar; torcida bicolor apertou jogadores e CT na Curuzu; PSC x Botafogo-RJ, Serie B, passou mesmo para 8.5 (21h).

Coincidência de novo: quando Dewson Freitas iria apitar jogo do Paysandu, apareceu sua primeira oportunidade na Libertadores e será 4º árbitro de Atlético-MG x Colo Colo. Wilton P. Sampaio-FIFA-GO apita aqui.

Eduardo Ramos volta hoje no Leão, acabou concentração e venda de ingressos ótima; que a “soberba” do Papão, a ponto de Dado escalar o improdutivo Leleu em Re x PA, não atinja o Leão logo mais: Jacaré, vivo!

Paysandu está se acostumando a não ganhar títulos: depois da conquista do Parazão de 2013, três vices em 2014 (Parazão, Copa Verde e Série C) e já está fora da Copa Verde deste ano. Amanhã, pressão para ressurreição!

Sócios torcedores dos dois clubes no último RE x PA somaram 4.918, contra 16.822 dos torcedores comuns que não devem ser ignorados. Avalanche Fiel Bicolor o dobro do Fenômeno Azul. E a partir de hoje?

Constatação: mesmo nosso futebol não empolgando, semifinal da Copa Verde no Mangueirão teve 21.861 pagantes contra 1.314 da semifinal matogrossense; Remo x Cuiabá, 30.4 (19:30h), aqui e, 7.5 lá, (21:30h).

Águia de Marabá fará no 1º turno da Série C, 5 jogos em casa e 4 fora, estreando contra America-RN, no Zinho Oliveira (17.5), onde encerrará diante do Fortaleza (26.7). No returno as coisas se invertem.

Sócios-torcedores de Remo e Paysandu não têm acesso livre hoje e amanhã por se tratar de jogos neutros (Nação Azul informando diferente); sócios bicolores atingiram 14.100 cadastrados.

No Campeonato de Beach Soccer do Bancrévea dois jogos hoje de amanhã reunindo Noroeeste x Astro, em másteres e novos.

HOMENAGEM – José Reynaldo da Silva Lima, o Rey, ex- meia direita do Botafogo-RJ da base ao profissional (estava no grupo campeão Brasileiro de 1995). Encerrou carreira no Remo. É médico veterinário em Belém.

21 de abril de 2015 at 5:13 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 20.04.15

A vitória da determinação

Emoção do princípio ao fim. Teste para cardíacos. Foi assim, com todos os ingredientes tradicionais, que o Re-Pa de sábado se desenrolou. A correria habitual foi mesclada com alguma organização de parte a parte, mas no fim das contas prevaleceu a objetividade e a gana de vencer. O resultado do tempo normal forçou a disputa em penalidades e deu tintas dramáticas à decisão da vaga. No final, um duplo triunfo remista, comemorado (dentro e fora do estádio) como se fosse título de campeonato.

Sob a necessidade de descontar a diferença, o Remo entrou com uma escalação ofensiva e se lançou ao ataque desde o começo, confundindo um pouco entre urgência e afobação. Ratinho e Bismarck, encarregados da armação, esqueciam-se da função e iam se juntar a Roni e Rafael Paty no ataque, embolando tudo.

Com 2 a 0 a seu favor, estabelecido no primeiro jogo da semifinal, o Papão entrou mais assentado em seu campo, saindo de vez em quando para tentar chegar ao gol. O problema é que, sem Pikachu, Jonathan e Rogerinho, o time foi bem menos agressivo do que deveria.

O Remo rondava mais a área e levava perigo, apesar dos erros de articulação. Roni, principalmente, era o atacante mais acionado e se destacava por tomar a iniciativa, driblando sempre em velocidade e levando vantagem sobre os marcadores, principalmente o improvisado Ricardo Capanema como lateral-direito.

Dado Cavalcanti não conseguiu montar o meio-de-campo ideal para as circunstâncias da partida. Precisava aliar proteção à defesa, sem abrir mão de rapidez na saída. Augusto Recife, normalmente eficiente na ligação, foi envolvido pela pressão ofensiva azulina. Radamés não fazia nem uma coisa nem outra. A inesperada escalação de Leleu parece ter confundido a própria equipe.

Do outro lado, Dadá se destacava como condutor da meia-cancha, exercendo a dupla função de volante e organizador. Fez isso bem na maior parte do jogo. Coroou sua participação com um golaço quase ao final do primeiro tempo, quando o jogo ainda era bastante disputado nas intermediárias.

Recebeu a bola perto do meio-campo, avançou alguns metros e disparou um arremate perfeito, que foi cair na gaveta esquerda de Emerson. Antes de entrar, a bola ainda resvalou no travessão. Um gol bonito e raro. Boleiros brasileiros raramente arriscam chutes de longa distância temendo o erro e a vaia. Dadá sempre tenta, nem sempre acerta, mas desta vez acabou premiado.

O primeiro tempo terminou com a disputa em aberto, pois o Remo estava mais animado e o Papão ainda mantinha a vantagem de um gol.

As emoções previstas para a etapa final se confirmaram plenamente. Os remistas voltaram com todo ímpeto, entusiasmados com a possibilidade de provocar a série de penais ou até a vitória por três gols de diferença.

Esse otimismo foi se desvanecendo aos poucos, à medida que o jogo avançava. Em parte porque o Remo não conseguia furar o bloqueio defensivo do Papão, em parte porque Dado finalmente acordou e mexeu no meio (primeiro com Leandro Canhoto, depois Carlinhos), equilibrando a batalha por ali.

Cacaio foi mais feliz nas mudanças, principalmente nas apostas em Val Barreto e Sílvio, que tornaram o Remo praticamente só ataque nos instantes finais. A essa altura, Bismarck já se configurava em peça fundamental do lado azulino, pela habilidade nas manobras e o constante perigo nos avanços em diagonal rumo à área.

Apesar da natural apreensão das duas torcidas nas arquibancadas, o jogo ficou sensacional, pois cada erro significava risco real de gol.

Para o Papão, as coisas pareciam se encaminhar para um final feliz, pois o domínio remista no segundo tempo não se traduzia em gols. Contida na defesa, a equipe de Dado tentava administrar e quase não se arriscava mais no ataque.

Num desses raros momentos, permitiu que Roni roubasse a bola junto à linha lateral. Este acionou Bismarck, que lançou Val Barreto em combate direto com Willian Alves. O atacante avançou e bateu forte, o goleiro Emerson rebateu e o garoto Sílvio empurrou para as redes. Aos 42 minutos, quase já desenganado pelos médicos, o Remo revivia para encarar as fortes emoções das penalidades.

Como é natural, o time que havia forçado a série extra parecia mais confiante. E isso se confirmaria depois de dez cobranças. O Remo converteu cinco e o Papão fez quatro. Carlinhos mandou no travessão. O último penal foi batido por Levy, que havia entrado no segundo tempo. O chute saiu alto, quase batendo no travessão, num último susto para a galera azulina.

Sob descrença quase geral, o Remo conquistou a classificação com muito esforço, transpiração e determinação. Méritos para Cacaio, que em poucos dias conseguiu dar um norte ao time que parecia trôpego sob o comando de Zé Teodoro. Além do aspecto motivacional, fez com que peças antes rejeitadas voltassem a ter utilidade (e como) para o time.

Alex Ruan, Igor João, Ratinho e Ilaílson foram redescobertos e tiveram papel fundamental na arrancada final. Ameixa e Sílvio foram incorporados, correspondendo plenamente. Como um retrato dessa mudança de propósitos, o Remo terminou o clássico com sete jogadores nativos. Dos demais, todos já estavam por aqui no ano passado e estão familiarizados com o clube.

Por fim, vale destacar a voracidade do time azulino em busca do objetivo. Faminto, conforme a velha profecia de Neném Prancha, segundo a qual é preciso lutar pela vitória como se ataca um prato de comida. E o fato é que isso só seria possível com um time quase todo caseiro.

Confiante, galera do Papão foi maior

A renda no estádio Jornalista Edgard Proença, de R$ 491.063,00 (com 21.861 pagantes), pode ser considerada decepcionante para a importância do jogo. Com ingresso a R$ 30,00 e tempo bom, o público previsto era de, pelo menos, 30 mil pagantes. Nas arquibancadas, novo triunfo alviceleste – o terceiro seguido. Com a confiança na conquista da vaga de finalista, o Papão conseguiu botar o dobro de torcedores no Mangueirão.

Um roteiro já desenhado para as finais

Com datas ainda sujeitas a mudanças, as finais da Copa Verde terão um roteiro mais ou menos parecido com o do ano passado. O representante paraense faz o primeiro jogo em casa e decide a sorte lá fora. Em 2014, o Papão venceu por 2 a 1 em Belém, um escore apertado que permitiu ao Brasília igualar em casa, provocando a disputa em penalidades.

Diante desse exemplo, os remistas sabem que precisam para construir uma vitória folgada, sem sofrer gol do Cuiabá. Tarefa difícil, considerando o equilíbrio técnico das equipes, mas que pode ser facilitada pelo fervor da massa torcedora nas arquibancadas.

20 de abril de 2015 at 12:16 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 20.04.15

LEÃO SE SUPEROU NA COPA VERDE

Era difícil, mas não foi impossível. O Clube do Remo derrotou seu maior rival sábado por 2×0 e conquistou a vaga para as finais da Copa Verde nos pênaltis por 5×4. No jogo de ida o Paysandu abriu boa vantagem por 2×0 e o Leão devolveu o placar no tempo normal. Dadá, com um golaço e Silvio aos 42 do tempo final construíram o marcador. O Remo vinha de um empate em 1×1 no meio de semana em Curitiba com o Atlético-PR pela Copa do Brasil e, coincidentemente, perdeu a vaga nos pênaltis para o time paranaense. Sábado o time remista entrou focado no jogo e nas cobranças dos penais e acabou se dando bem, ganhando o direito de disputar o título da Copa Verde diante do Cuiabá-MT em duas partidas, sendo a primeira dentro de casa. É sempre bom lembrar que o campeão garante vaga ao Sul Americano de 2016. Val Barreto, Dadá, Bismark, Max e Levi cobraram o converteram os cinco penais do Remo; Augusto Recife, Radamés, Bruno Veiga e Leandro Canhoto marcaram para o Paysandu, mas Carlinhos Madureira acertou a trave e o Papão dançou.

ALTA TEMPERATURA

Dewson Fernando Freitas da Silva, mais uma vez escalado para um jogo internacional. O nosso FIFA vai ser o 4º árbitro da partida Atlético-MG x Colo Colo do Chile pela fase classificatória da Libertadores. Com isso, Dewson, que apitaria Paysandu x Parauapebas na quarta feira, será substituído possivelmente por Joelson Nazareno Ferreira Cardoso. Na verdade, será feita a vontade do presidente bicolor Alberto Maia.

BAIXA TEMPERATURA

Aliás, após a inesperada derrota para o Remo no sábado e posterior eliminação nos penais, sobrou reclamação nos meios alvi-celestes. O presidente Maia declarou que perdeu perto de um milhão e meio entre cotas de Tv e arrecadação e que agora o foco é o Parazão. Anteriormente ninguém no Paysandu queria saber de Parazão. Como as coisas mudam.

NO TERMÔMETRO

Cacaio deu nova cara ao Remo, o que Zé Teodoro não conseguia fazer. Quem imaginaria que Sílvio, o autor do 2º gol do Remo, poderia entrar no jogo e deixar sua marca? Cacaio acreditou. /// Muitos torcedores do Paysandu preocupados com o desempenho do time no sábado e a maioria dizia que, com esse time o Papão se arrisca a cair novamente para a série C. Mas segundo informações esse não será o time para a série B. A conferir. /// Amanhã o Remo poderá garantir vaga para outra final, só que de turno, jogando contra o Paragominas pelo Parazão. Para conseguir vaga na série D, o Leão precisa vencer o time da estrada, ganhar o 2º turno contra Paysandu ou Parauapebas e ainda vencer o Independente, campeão do 1º turno nas finais. Uma árdua caminhada em busca de calendário. /// Na quarta teremos Paysandu x Pebas, a outra semifinal, com o ganhador enfrentando Remo ou Paragominas. Chances, portanto de mais um clássico RexPa. /// A torcida do Papão estava tão certa da classificação que somou 14 mil torcedores no Mangueirão; em compensação o fenômeno azul ficou pela metade, o que demonstrou que a torcida não acreditava tanto na vaga. Quem não foi perdeu. /// E quem não foi e ficou assistindo pela TV ou ouvindo a Poderosa, fez a festa por mais de uma hora após a vitória nos 90 minutos e depois que Levi cobrou o penal da classificação. Eram muitos fogos por toda a cidade. /// O grande Paulo Seráfico, que fez história no basquetebol paraense, foi convocado para integrar a Seleção Brasileira de Basquetebol Master (60 a 64 anos). De 20 a 30 de agosto, Paulo estará em Orlando, nos EEUU defendendo o Brasil no VIII Mundial da categoria. Parabéns ao amigo. /// Hoje a Turma do Bate Papo será no Bonazo Conveniências a partir das 20 horas com o comando de Carlos Gaia. /// Botafogo x Vasco a grande decisão do cariocão. /// Minha gratidão ao Guilherme Guerreiro, pelas duas colunas por ocasião das minhas férias. Nos trinques! /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

20 de abril de 2015 at 12:12 pm Deixe um comentário

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