Coluna do Gerson Nogueira – 05.05.15

5 de maio de 2015 at 10:02 am Deixe um comentário

Em defesa dos emergentes

Em meio aos festejos pela conquista do bicampeonato pelo Remo, na noite de domingo, um dos heróis azulinos, o atacante Rafael Paty, aproveitou uma entrevista ao programa Bola na Torre (RBATV) para propor à Federação Paraense de Futebol a criação de uma competição que permita aos clubes emergentes continuarem em atividade no segundo semestre.

A preocupação sempre existiu, mas é a primeira vez que alguém se manifesta publicamente propondo algo concreto para resolver a situação das equipes interioranas e, particularmente, com os atletas, técnicos e preparadores físicos desempregados depois do Campeonato Paraense.

A partir da ideia lançada pelo artilheiro do campeonato, a Federação tem boa oportunidade para agir e desmentir parte das críticas que lhe são dirigidas pela maneira, digamos, não muito republicana de administrar o futebol profissional no Estado.

O fato é que dezenas de jogadores profissionais ficam ao deus-dará sempre que o campeonato estadual termina. As fases de acesso ampliam o tempo de atividade anual em até três meses, mas depois da segunda fase (Taça Açaí) todos os contratados que pertencem a times eliminados entram em recesso.

É mão-de-obra que merece mais atenção, pois, em função do desemprego, muitos desistem do futebol ou partem para tentativas fora do Estado. Paty, que veio do futebol do Rio, sabe bem como é ingrata a vida de atleta de equipes médias e pequenas.

Ele sabe que os clubes mais modestos até tentam honrar os compromissos financeiros, mas em geral sucumbem às despesas e aos passos muito ambiciosos. A coisa só marcha para um final feliz quando conseguem, por mérito ou sorte, alcançar as fases decisivas do Parazão e arrecadar algum dinheiro em jogos contra a dupla Re-Pa em Belém.

Foi o que ocorreu neste fim de semana com o Independente, que saiu do Mangueirão sem o título estadual, mas com R$ 281 mil no bolso, parte que lhe coube da arrecadação líquida da partida contra o Remo. O mesmo Independente já havia tido experiência lucrativa, em 2012, na Copa do Brasil. Contou com a força do acaso para receber o São Paulo de Rogério Ceni em Belém logo na primeira rodada do torneio. Embolsou, na ocasião, perto de R$ 500 mil.

Com esse reforço de caixa, o Independente terá fôlego para a Copa do Brasil deste ano e as competições do ano que vem. Já o Águia se debate em longa crise financeira que quase o tirou do Brasileiro da Série C. O Parauapebas terá grandes dificuldades em viabilizar participação na Copa Verde do próximo ano.

Os demais clubes da primeira divisão paraense estão entregue à própria sorte. São Francisco, Cametá, Tapajós e Paragominas não têm calendário até o final da temporada. Castanhal, Gavião, Tuna, São Raimundo e outros vivem situação ainda mais desesperadora.

Por isso, a manifestação de Rafael Paty chega em boa hora. Há tempo, ainda, de idealizar um torneio de acesso mais abrangente, com turno e returno. Os recursos teriam que ser viabilizados junto aos órgãos competentes, prefeituras e anunciantes com interesses nos municípios do interior. Com esforço e boa vontade é possível avançar.

Um socialite na chefia da Seleção

A nova-velha CBF soltou ontem à tarde um comunicado insólito. O escolhido para chefiar a delegação brasileira na Copa América, programada para o Chile, é ninguém menos que o empresário João Dória Junior, célebre pelos eventos patrocinados por grandes corporações ligadas ao PSDB, sempre com o intuito de conspirar contra o governo. É um dos primeiros atos de Marco Polo Del Nero no comando da entidade.

Sobre futebol, que se saiba, Dória não sabe exatamente do que se trata. Terá que ser apresentado à bola.

A hora e a vez do artilheiro

Rafael Paty, já mencionado na abertura da coluna, transformou-se repentinamente em ídolo da torcida do Remo. Como quase todos os baluartes da conquista do bicampeonato era um jogador quase de saída do Baenão em meio às turbulências da era Zé Teodoro. Renasceu, como os demais, depois que Cacaio assumiu o barco.

Sua ascensão, porém, não é acidental. Já adaptado ao futebol paraense e seus campos castigados pelo inverno amazônico, Paty fez muitos gols em todos os times que defendeu no Pará.

Levantamento do amigo Adilson Brasil, produtor do Banco de Informações da Rádio Clube, foram 45 gols marcados nas últimas cinco temporadas. Ninguém balançou as redes mais do que ele.

Provou mais uma vez, nessa arrancada do Remo, que artilheiro não desaprende de fazer gols. Quando a maré ajuda e o time embala os especialistas se destacam.

Troféu Camisa 13 premia o voto do torcedor

Festa magna do esporte paraense, a entrega do Troféu Camisa 13 é a grande atração da noite desta terça-feira. A partir das 20h, nos salões da sede social da Assembleia Paraense (na Presidente Vargas), Gandur Zaire Filho comanda a entrega do prêmio aos melhores do Campeonato Paraense.

Chicão, volante do Independente, é o intruso na seleção que junta cinco azulinos (Fabiano, Max, Alex Ruan, Eduardo Ramos e Paty) e cinco bicolores (Pikachu, Augusto Recife, Dão, Bruno Veiga e Jonathan). Lecheva é o técnico e o melhor árbitro, Dewson Freitas.

Em tempo, meus votos para técnico e metade do time são diferentes, mas respeito a vontade soberana do torcedor, que faz do Troféu Camisa 13 a mais democrática premiação do nosso futebol.

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