Coluna do Gerson Nogueira – 11.05.15

11 de maio de 2015 at 12:04 pm Deixe um comentário

O que esperar do Papão?

Tudo indicava que o jogo ia terminar em 0 a 0 mesmo, e não seria um resultado injusto, apesar de maior domínio do Botafogo. Acontece que os ataques estiveram sempre aquém das defesas em quase 90 minutos de bola rolando. Eis que, aos 41 minutos do segundo tempo, um cruzamento do lateral Carleto alcançou Rodrigo Pimpão dentro da área. Este foi mais ágil que o seu marcador e recebeu a bola já batendo de chapa no canto, sem defesa para o goleiro Emerson.

O Botafogo fez ali naquele momento o que já podia ter feito em pelo menos três outras oportunidades, desperdiçadas principalmente pelo atacante Bill. O Papão sofreu um duro castigo na desatenção final da defesa, que tinha se comportado razoavelmente bem no jogo.

O gol no apagar das luzes foi mais lamentado pelos bicolores em face do mal anulado lance de Leandro Cearense um pouco antes. Após cruzamento perfeito, o atacante escorou para as redes de Jefferson. Mas a beldade-bandeirinha Fernanda Colombo Uliana invalidou o lance, apontando impedimento. Na verdade, Cearense estava na mesma linha da zaga e, portanto, tinha posição legal.

No primeiro tempo, o Papão teve poucos momentos de agressividade ofensiva, preferindo optar pela cautela exagerada. De maneira geral, o time respeitou demais o Botafogo, que é naturalmente cotado para o acesso, mas tem uma equipe ainda em construção, apresentando vários pontos vulneráveis.

Diante do posicionamento de espera dos bicolores, o Botafogo foi à frente e dominou a partida, ditando o ritmo e retendo a bola, embora sem maior objetividade. Pecava nas finalizações, mas tomava sempre a iniciativa. No Papão, Bruno Veiga começou bem, escapando em velocidade, mas aos poucos passou a ser mais vigiado. Um grande momento do ataque bicolor foi o disparo de Rogerinho para grande defesa de Jefferson.

Souza, funcionando como pivô, recebia forte vigilância de Marcelo Matos e dos zagueiros botafoguenses, mas criava condições para os demais companheiros. Pena que ninguém conseguiu aproveitar, nem Veiga e nem Pikachu, sempre os mais insistentes.

Quando Souza deu lugar a Leandro Cearense no segundo tempo, a equipe ganhou um novo jeito de buscar o ataque, valorizando mais a troca de passes em velocidade. A substituição poderia ter sido ainda mais festejada se o lance do gol tivesse sido validado. Mas ficou a sensação de que Dado Cavalcanti passa a ver em Cearense uma opção para tornar seu ataque menos previsível e mais ágil.

Outro aspecto positivo foi o comportamento dos zagueiros. Com mais entrosamento, a zaga tem tudo para funcionar na longa campanha da Série B. Gualberto e Tiago Martins se destacaram pela segurança nas antecipações e no jogo aéreo. O lateral João Lucas atuou com correção, embora mais preso à marcação, mas acabou falhando no lance fatal com Rodrigo Pimpão.

A marcação podia ter sido mais eficiente, mas Augusto Recife voltou a jogar abaixo do que normalmente rende e Fahel foi mais ou menos o que normalmente é. Acabou substituído por Ricardo Capanema, que é muito mais brigador e voluntarioso. Ainda assim permitiu que o rápido Sassá criasse dificuldades em arrancadas junto à área nos minutos finais.

A maior dor de cabeça de Dado continua na criação, como já se observava no Parazão e na Copa Verde. Dispersivo, Rogerinho não organizou a equipe e nem criou as situações necessárias para que o ataque pudesse superar a marcação do Botafogo. Foi substituído por Carlinhos, que pouco acrescentou à articulação e aproximação com o ataque.

Ficou evidente que nenhum dos armadores faz por merecer a titularidade. Se quiser um ataque eficiente, Dado terá que optar por meias mais criativos e dinâmicos (Carlos Alberto? Edinho?). Restam 37 rodadas, há tempo para ajustes, mas é bom apressar as soluções.

Direto do blog

“Planejamento zero! O Paysandu já deveria estar com um time pronto, com uma base inteiramente definido. Isso era elementar justamente para não repetir os erros do passado, como os de 2013, para ser mais recente. Tenho fé que o clube se mantenha na Série B, pelo menos. Agora, sobre reforços, o Papão precisa de um lateral-direito, um meia e dois atacantes, no mínimo. Edinho não é meia, mas um segundo volante. Carlos Alberto é uma incógnita, já Rogerinho e Carlinhos são muito irregulares e improdutivos”.

Charles Rezende, torcedor alviceleste, cabreiro com a estreia do time.

Velhas dúvidas e poucas certezas no novo Botafogo

O torcedor botafoguense tem motivos para preocupações. A Série B mais competitiva dos últimos anos vai exigir um elenco mais estável, com peças de qualidade. O time que enfrentou o Papão tem perfil operário, o que é bom, mas ainda se perde em jogadas de pouca inspiração. A zaga é forte. Diego Jardel é meia de recursos, mas cansou muito cedo.

O ataque depende mais de Pimpão do que de Bill, muito impreciso nos chutes. E, francamente, Renê Simões já teve tempo suficiente para arranjar um volante menos atrapalhado que Marcelo Matos.

Festival de bordoadas no clássico argentino

O futebol argentino, que no passado brindou o mundo com Alfredo Di Stéfano e Diego Maradona, brilha hoje intensamente no cenário da bola através dos dribles e golaços de Lionel Messi. Prova da excepcional qualidade do jogo praticado no país vizinho ao longo do tempo.

Pois na última quinta-feira, apenas 48 horas depois de mais um show irrepreensível de Messi na Champions League, me deparei com um tosco River Plate x Boca. Foi um dos piores jogos que vi na temporada, incluindo aí algumas peladas ordinárias vistas no nosso Parazão.

Cada time cometeu pelo menos 30 faltas (fora aquelas ignoradas pela arbitragem) e o jogo foi uma sucessão de cabeçadas, pernadas e cusparadas. O pior lado da decantada catimba argentina esteve solto em campo, diante de milhares de pessoas no estádio Monumental de Nuñez.

Um clássico secular não merecia o baixo nível de hoje. Nenhuma jogada digna de admiração, como também nenhum craque em campo, pelo menos que se fizesse visível em meio à troca de golpes entre os dois times rivais. À certa altura, parecia mais um duelo de rúgbi, tal a ferocidade dos litigantes. Uma noite triste para o futebol.

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