Archive for maio, 2015

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 11.05.15

REMO DANÇOU, PAYSANDU FOI ATRÁS.

O que parecia impossível aconteceu, mais uma vez perdemos uma competição nacional inédita pra nós mesmos. Nas finais da Copa Verde o Remo abriu uma bela vantagem vencendo a primeira partida por 4×1 e jogou o título fora perdendo em Cuiabá para o Cuiabá-MT por 5×1. Mas o que será que aconteceu? Excesso de confiança? Falta de respeito ao adversário? Otimismo exagerado? Qualquer que seja a resposta, isso doeu muito no coração do torcedor azulino, que já contava com o título e a participação na Copa Sul Americana de 2016. A história mais uma vez se repetiu, já que o Paysandu teve a mesma chance em 2014 e entregou o título de bandeja para o Brasília-DF. Duas chances de títulos nacionais jogadas fora e a situação do Remo muito mais vexatória. E no sábado, para não fugir a regra, o Paysandu estreou mal na série B, perdendo para o Botafogo-RJ por 1×0 no finalzinho da partida. Que seja desde já acesa a luz amarela pelas bandas da Curuzú, antes que seja tarde demais.

ALTA TEMPERATURA

Bela festa de encerramento do Troféu Camisa 13 nos salões da Assembléia Paraense, a melhor e mais popular premiação do esporte paraense. O Troféu de Personalidade do ano coube ao nosso árbitro FIFA Dewson Fernando Freitas da Silva, de forma merecida. Remo e Paysandu tiveram a maioria na seleção dos melhores, muito mais pelo que fizeram no 2º turno do Parazão, com Lecheva sendo escolhido o melhor técnico. A festa foi muito bem comandada por Zaire Filho, com apresentação de Mariana Malato. Parabéns ao Grupo RBA e ao confrade Zaire Filho.

BAIXA TEMPERATURA

Tomei conhecimento que os jogadores do Remo, antes da decisão em Cuiabá, teriam solicitado ao presidente Pedro Minowa que o mesmo fizesse um documento em cartório, declarando a dívida de 160 mil reais com o plantel, dinheiro esse que seria a premiação pelo título do Parazão. Como eu não tinha certeza da notícia, perguntei para um jogador que confirmou. Significa dizer que nem tudo eram flores nessa decisão tão importante para o clube de Periçá. Pode um troço desses?

NO TERMÔMETRO

No jogo de ida contra o Cuiabá, o Remo passou quase 70 minutos com vantagem numérica e só conseguiu fazer um gol no 2º tempo já no finalzinho. Poderia ter feito placar maior que 4×1 e não fez. /// No jogo de volta, tomou um gol de pênalti aos 25 e levou mais dois gols antes de terminar o 1º tempo, dando provas que não aguentaria a pressão. Tomou mais um e, mesmo em desvantagem numérica em campo, fez um gol com Val Barreto, mas depois tomou o quinto gol e tudo se acabou. Paty, por muito pouco, não se consagrou aos 48 minutos do 2º tempo. /// Remo agora aguardará a tabela da série D para cumprir calendário no segundo semestre e tentar subir para a série C, conforme planejamento, mas terá que contratar alguns reforços para conseguir seu intento. /// Galera bicolor acreditou no time e compareceu ao Mangueirão no sábado para incentivar o time contra o Fogão. Saiu frustrada com a derrota no finalzinho do espetáculo. /// Amanhã o Papão pega pela frente, trocando o “chip”, o ABC-RN pela Copa do Brasil no jogo de ida. Se conseguir passar nos 180 minutos, ganhará um bom dinheiro e ainda avançará na competição. /// No final da semana que passou, o Pará conquistou quatro medalhas de ouro do Campeonato Sul Americano de Muaythai, realizado na Argentina. Notícia passada pelo João Carlos Andrade, diretor de eventos da federação da modalidade tradicional. /// Enquanto Remo e Paysandu davam vexame, o Independente fez o dever de casa na Copa do Brasil e derrotou em casa o Goiás-GO por 1×0 e joga pelo empate na volta. /// Bronca da semana: afastamento de Pedro Minowa e Henrique Custódio do CODIR remista por “gestão temerária”. CD e Assembléia Geral vão partir pra cima. A conferir. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

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11 de maio de 2015 at 11:38 am Deixe um comentário

Bola pra Frente – Claudio Guimarães – 10.05.15

– Entrevista com ex- zagueiro Lima que brilhou no extinto Sporting Club do Pará.

Como foi seu começo no futebol?
Era meio campo no Curuçá E. C, da minha cidade e, aos 17 anos me destaquei no Intermunicipal e na Seleção virei zagueiro. Aí o ex-jogador Ramos gostou e me trouxe para o Clube Julio Cesar (1970-72).

Quem o levou para o Sporting Club do Pará?
Presidente Otávio Sinimbu e lá fiquei de 1973 a 1976. Fase muito boa!

Jogos memoráveis?
Em 1973 contra a Tuna, ganhamos de 2×1 e fiz os dois gols de pênalti. E, em 1974, diante do Remo, ganhámos de 1×0 e jogo só acabou quando Leão empatou.

Quem foi seu melhor parceiro na zaga?
Cito Américo, no Julio Cesar e, Maia, no Sporting.

Lembra do time base do Sporting?
Santos, Antonio Carlos, Maia, eu e Chaves, Veras, Chico Alves e Lins, Pirila, Ivan e Teó. Técnico Otávio Cruz.

Como era e vida de jogador de time mediano naquele tempo?
A gente estudava (era o meu caso) ou trabalhava e não se treinava todo dia. Ganhava-se pouco. Era um misto de profissional e amador.

Grandes jogadores do seu tempo?
No Paysandu, João Tavares, Beto, 40, Moreira, Bené, Da Costa; no Remo, Dico, Mendes, Dutra, Caito, Alcino, Pery; na Tuna, Carvalinho, Antenor, Valtinho,Clésio, Zé Ilídio e Gonzaga.

Diferença do futebol profissional de hoje para os anos 70?
Hoje jogador ganha relativamente bem, tem fisiologista, boa preparação física, estrutura melhor. Se vive só de futebol, diferente da minha época.

Remo e Paysandu devem apostar na base?
Todos devem apostar na base, estruturá-la, consturir CT. Nossos times têm de formar a chamada espinha aqui e contratar só o necessário.

Ainda vai aos estádios?
Algumas vezes. Como remista tenho prestigiado essa arrancada azulina.

Que faz hoje?
Sou engenheiro agrônomo aposentado do INCRA e atual presidente do CREA-PA (Elias Lima).

Para quem tirar o chapéu no futebol do Pará?
Para gente do meu tempo, o presidente do Sporting, Otávio Sinimbu (médico). Era pai, amigo, conselheiro, abnegado. Um faz tado. Pena que o Sporting tenha acabado em 1977.

10 de maio de 2015 at 2:10 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 10.05.15

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. Vamos falar da Estréia do Paysandu no
Campeonato Brasileiro da Série B contra o Botafogo e a Final
da Copa Verde. Guerreirão no comando estarei com Gerson
Nogueira e o Companheiro Geo Araújo.  Participe pelo
@bolanatorre.

NA CIA ATHLÉTICA…

Dada a largada para o XII Campeonato de Futebol da Cia Athlética e começou com a realização do Torneio Início. A competição será disputada de Maio e vai até o final de novembro, com a participação de 10 equipes e o Tema: “Super Brasileirão. O Torneio Inicio foi um show a parte com DJ, Narração dos Jogos e Ações de Marketing dos Parceiros. O Campeonato tem apoio da Adidas, Yamada, Óticas Diniz e Microsoft. Bola vai rolar as Terças e Quintas na Arena Society.

PREMIAÇÃO “CAMISA 13”

Ainda repercute nos meios esportivos regionais o encerramento festivo da 23ª edição do Troféu Camisa 13  da RBATV, na última terça feira, na boate da Assembléia Paraense. A Seleção dos melhores do Parazão escolhidos pelo voto do torcedor; o Destaque Amadorista; a Personalidade Esportiva; o Campeão do interior e o Campeão paraense, receberam o TC 13- a maior e mais popular premiação do esporte paraense. Foram 21 troféus entregues em meio a um ambiente festivo, de confraternização e muito glamour. Na seleção da galera, cinco jogadores do Paysandú, quatro do Remo e dois do Independente/Tucuruí. O Destaque Amadorista foi Murilo Barbosa, do Atletismo e a Personalidade, o árbitro FIFA do Pará, Dewson Freitas da Silva. O Parauapebas recebeu o Troféu de Campeão do Interior e o Clube do Remo, de Campeão Paraense. Jader Barbalho Filho, diretor presidente do Diário do Pará e Camilo Centeno, diretor geral da RBATV comandaram a grande festa do esporte regional coordenada pela ZF Comunicação & Marketing.

NADA MUDOU…

Quanto ao futuro da atual diretoria azulina, mesmo com o Título do Bi-campeonato Paraense e até o Vice da Copa Verde, o atual presidente Pedro Minowa e seu vice Henrique Custódio correm o risco de serem afastados dos cargos por “Gestão Temerária”.  Como responde ao processo de várias denuncias no Condel, mesmo em prazo de recurso, o presidente do Conselho Deliberativo e a Assembléia Ordinária podem tomar a decisão pelo seu afastamento. Podem anotar…É muito bronca!!!

10 de maio de 2015 at 2:02 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 10.05.15

Oportunidade de reconstrução

O traumático desfecho da Copa Verde frustrou sonhos azulinos e surpreendeu a quase toda a torcida paraense, mas teve pelo menos um aspecto positivo. Com o revés, o Remo ganha a chance de analisar seus erros internos, remontar o elenco e partir para o projeto de acesso à Série C 2016.

Depois de incrível arrancada, durante a qual enfrentou nada menos que sete decisões, Cacaio e seu grupo foram duramente castigados na derradeira final. Os motivos do desastre são diversos, dependem do ponto de vista de cada um, mas todos concordam que é preciso mudar.

Como vários jogadores terão contratos vencendo em maio, junho e julho, há a previsão de redução drástica do elenco. Dificilmente o clube renovará os contratos de Rafael Andrade, Ciro Sena, George Lucas, Mateus, Jadilson, Camilo, Cezar Luz e Alberto. Já Bismarck, Felipe Macena e Fabrício têm boas chances de permanência.

Cacaio, que errou nas substituições feitas durante a decisão em Cuiabá, conquistou tanto em tão pouco tempo no clube que não chegou a ter seu prestígio afetado pelos efeitos da trágica derrota. Venceu seis de sete confrontos decisivos desde o começo de abril e deu ao Remo uma feição vencedora que a equipe havia perdido há tempos. Tem, portanto, todo crédito para comandar o processo de reconstrução, fazendo suas indicações para reforçar o elenco.

Ao longo dos próximos dois meses, quando o Remo ficará inativo, aguardando o começo da Série D, Cacaio e sua comissão técnica terão tempo e tranquilidade para ir em busca de jogadores regionais que fizeram boa figura no Campeonato Paraense.

Existe o já declarado interesse pelo meia Juninho (Parauapebas) e os zagueiros Ezequias (Independente) e Henrique (Parauapebas). Léo Rosa e Jaquinha, laterais do Independente, e Welton, atacante do Tapajós, também são especulados. Todos estão rigorosamente dentro do limite salarial que o Remo pretende adotar para o segundo semestre.

Além do mercado paraense, o Remo vai prospectar o futebol dos Estados vizinhos, a partir do que se observou na própria Copa Verde. No Cuiabá, alguns jogadores merecem atenção. Rafael Luz, organizador e artilheiro da equipe, é um nome até óbvio. O zagueiro Egon, o atacante Nino Guerreiro e o ala Maninho também se sobressaíram. O Princesa do Solimões (AM) apresentou o atacante Léo Paraíba, de bons recursos. No Nacional, o avante Leonardo também apareceu bem nos confrontos com o Papão.

Com sérias deficiências no miolo de defesa, laterais e setor de criação, Cacaio precisará de liberdade para escolher os jogadores que se adéquam ao projeto da Série D. Atletas que demonstrem o espírito competitivo e a ambição que parecem ter faltado no confronto final da Copa Verde.

Para reverter a imagem deixada na última apresentação deste semestre, ao Remo só resta agora se dedicar com afinco e determinação em busca da classificação à Série C, se possível com a conquista da Série D 2015. É um grande desafio, mas perfeitamente possível para quem conseguiu sair do fundo do poço em apenas 26 dias.

O futebol nem sempre tem respostas fáceis

Nunca se vai saber exatamente o que abateu o time do Remo naquele errático primeiro tempo na Arena Pantanal. As perguntas irão se repetir por muito tempo ainda, sem receber respostas – por mais que se fale em sapato alto ou apatia, que se especule sobre desinteresse de alguns atletas ou, mesmo, que se levante a tese do cansaço físico e mental,

É difícil entender o que houve pela simples razão de que o futebol, apesar de simples na sua execução prática, é cercado de nuances e influências que o tornam extremamente complexo quanto a desfechos de jogos ou competições.

Ninguém, por exemplo, poderá dizer sem margem de erro o que cercou a bisonha atuação da Seleção Brasileira diante da Alemanha em Belo Horizonte na semifinal da recente Copa. O desastroso escore final também é difícil de explicar do lado alemão, que certamente irá se indagar durante décadas quais os motivos de tamanha bem-aventurança em 90 minutos.

Por ser emocionante, tenso e imprevisível é que o futebol é o que é. Por não dar espaço a explicações fáceis é que será sempre o esporte maior, capaz de arrebatar multidões, fazendo rir ou chorar.

Séries A e B: hierarquia e incertezas

A abertura dos campeonatos da Série A e Série B movimentam o fim de semana esportivo no Brasil. A rodada inaugural serve para dar uma impressão inicial sobre os times. Na Primeira Divisão, há hoje uma clara hierarquia, que pode ou não se confirmar durante a longa competição.

Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Grêmio, Atlético e São Paulo são os mais cotados para o título da temporada. Flamengo, Santos e Fluminense por fora.  Palmeiras e Vasco são franco-atiradores. Os demais participantes, que têm orçamentos bem menores, dificilmente passarão da condição de figurantes.

Na Segunda Divisão, a disputa é muito mais equilibrada e acirrada. Além do Botafogo, que busca retornar à Série A, há um pelotão de pelo menos dez a doze times com chances reais de título e acesso, embora rigorosamente todos (inclusive o Papão) estejam na briga por uma das quatro vagas.

Direto do blog

“Não quero causar problemas, nem cometer injustiças, mas os títulos do Brasília e do Cuiabá na Copa Verde me dão a impressão de combinação para promoverem as novas arenas da Copa nesses Estados. Querem justificar a existência dessas arenas, tanto que as finais sempre foram sorteadas para as duas capitais que foram sedes do Mundial de 2014. Tenho parentes em Belém e virei torcedor fanático do Papão, mas também do futebol do Pará. Não vi nas duas edições da Copa Verde nenhuma superioridade sobre dos outros times sobre os representantes do Pará”.

De Paulo Majone, de Sorocaba-SP, sobre as decisões da Copa Verde.

Bola na Torre

Guerreiro comanda a atração a partir de 00h10, na RBATV, com participações de Giuseppe Tommaso, Géo Araújo e deste escriba de Baião na bancada de analistas. Começa logo depois do Pânico na Band.

10 de maio de 2015 at 1:57 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 08.05.15

Copa Verde escapa outra vez

A animação e o entusiasmo ficaram por conta do torcedor. Os jogadores passaram longe desses sentimentos e o Remo foi fragorosamente batido na final da Copa Verde. Na verdade, foi humilhado. Vitória maiúscula, empolgante e justa do Cuiabá, que se lançou ao ataque desde o primeiro instante, buscando reverter o placar de 4 a 1 que o Remo havia imposto em Belém. Preciso, o representante mato-grossense marcou 5 a 1 e poderia ter feito mais. A taça, pela segunda vez seguida, escapa das mãos do futebol paraense.

O Remo desembarcou em Cuiabá com três gols de vantagem e pareceu acreditar que já tinha levado o caneco. Deixou de jogar e começou a entregar o ouro ainda no primeiro tempo, quando sua defesa bateu cabeça nas bolas aéreas e permitiu que o Dourado chegasse aos três gols, desempatando a disputa.

Os primeiros movimentos deram a falsa impressão de um time tranquilo. Lento, o Remo não se arriscava, tocava bola na intermediária e de vez em quando lançava Bismarck. As três jogadas de ataque morreram na linha de fundo ou no bloqueio da zaga.

Enquanto isso, atento, o técnico do Cuiabá investia nos pontos mais vulneráveis da equipe paraense: o miolo da defesa e o buraco pelo lado esquerdo. Seus jogadores cruzavam todas as bolas possíveis forçando erros de Max e Igor João. O primeiro gol, aos 26 minutos, em pênalti cometido por Max em Nino Guerreiro, nasceu de um cruzamento que ninguém conseguiu cortar.

Logo depois um lance rápido nas costas de Alex Ruan, Maninho cruzou para o interior da pequena área e Rafael Cruz, o grande nome da noite, girou e bateu forte, sem defesa para Fabiano. O detalhe é que antes de Maninho cruzar, Max podia ter mandado a bola para escanteio.

Empolgado com a facilidade que encontrava, o Cuiabá se lançou com mais ímpeto ainda. O terceiro gol não demorou a surgir. Em cobrança de falta, a bola desviou em Dadá e enganou o goleiro Fabiano. As jogadas pela direita eram o melhor caminho, mas Levy era pouco acionado e quando recebia a bola custava a tabelar com os meias. Com a saída de Bismarck para a entrada de Macena o ataque ficou ainda mais prejudicado.

Tudo o que havia funcionado às mil maravilhas no Mangueirão acontecia ao contrário na Arena Pantanal. O Cuiabá acertava passes até quando não queria e o Remo não achava o rumo certo. Cacaio parecia preso ao banco e nem se aproximava da lateral do campo para reanimar o time. Após escapar de mais dois ataques perigosos, o Leão saiu para o intervalo perdendo por 3 a 0, mas ainda com esperanças de mudar a história da decisão.

Lego engano. Logo no reinício, um lance confuso na área depois de rebatida de Fabiano acabou resultando no segundo pênalti da noite. Rafael Cruz, espertamente, chegou chutando a perna do zagueiro do Remo e caiu espetacularmente. O árbitro foi na conversa e assinalou a penalidade. O próprio Cruz, certeiro, mandou no meio do gol e fez seu terceiro gol.

Com 4 a 0 no placar, sem motivos para continuar lá atrás, Cacaio botou Val Barreto no jogo tirando Ratinho. O problema é que Barreto devia ter entrado bem antes e Eduardo Ramos deveria ter saído, visto que nem chegou a ser visto em campo.

A lentidão na saída de bola continuava a atrapalhar os passos do Remo, que nem de longe lembrava aquele time lépido e brigador dos últimos jogos. Nem cruzamentos o time tentava. Dadá corria muito, mas não encaixava o combate na intermediária e era envolvido junto com os companheiros pelo toque de bola tranquilo do Cuiabá.

Uma rara jogada aérea viria dar uma última ilusão. Val Barreto desviou para as redes uma bola levantada por Levy. Diminuiu o prejuízo e abriu àquela altura a possibilidade de decisão nos penais. Logo depois, Max foi expulso (recebeu o segundo amarelo em marcação errada do árbitro) e a defesa remista ficou ainda mais fragilizada.

Explorando a fadiga azulina, em rápido avanço pela esquerda, o Cuiabá chegou ao quinto gol e liquidou a fatura, que ainda perdeu Felipe Macena e ficou sem forças para buscar o segundo gol que lhe garantiria o título. Mas, vamos combinar, o time não fez por merecer qualquer milagre. Nem os erros de arbitragem podem ser alegados para justificar o desastre.

A Copa Verde fica novamente com o Centro-Oeste e o Leão terá que adiar o sonho de disputar uma competição internacional. Incrível foi observar como se deixou vencer com tanta facilidade. Sem luta ou esperneio. Aceitou passivamente o domínio adversário. Ao contrário das semifinais, não jogou como um vencedor.

Cacaio terá que rearrumar a casa

Depois de passado o furacão mato-grossense, o Remo terá que juntar os cacos e se preparar com afinco para a competição mais importante do ano: a Série D do Campeonato Brasileiro. A goleada sofrida ontem teve pelo menos o efeito positivo de acentuar as muitas vulnerabilidades da equipe, que está longe de ser competitiva em torneios interestaduais.

A lateral esquerda não existiu durante todas as partidas decisivas enfrentadas pelo Remo. Nos outros jogos, o problema foi sanado porque Ilaílson (cuja falta foi muito sentida contra o Cuiabá) se desdobrava para cobrir o setor. Sem ele, Alex Ruan foi presa fácil das jogadinhas em dois toques do time adversário.

A parte central da defesa também requer cuidados urgentes. Cacaio precisa de uma dupla mais efetiva. Max e Igor João quando enfrentam atacantes altos têm muitas dificuldades. O meio-de-campo talvez exija menos ajustes, desde que o setor de criação consiga funcionar. Na Arena Pantanal, isso não existiu e o time foi inteiramente atropelado.

O ataque ainda é o setor menos problemático. Quando a bola chegou, Val Barreto conferiu. Prova de que os finalizadores funcionam.

Direto do blog

“Nosso futebol há dez anos que é só vexame. Derrotas vergonhosas, rebaixamentos, títulos/vagas que já estão ganhos e acabam perdidos infantilmente. Vive do passado somente porque o presente é nebuloso. Ingênuo quem acha que são acidentes ou mero azar. Um rosário de fracassos seguidos que parece impossível de estancar.”

Davi Junior, sobre mais um fracasso do Pará na Copa Verde.

8 de maio de 2015 at 11:21 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 08.5.15

POSITIVO – Paysandu agora Patrimônio Imaterial do Município; boa sacada venda de ingressos nos shoppings Doca Boulevard e Pátio para jogo de amanhã; bicolor alcançou 14 mil sócios-torcedores.

NEGATIVO – Quem acessou site ontem para tentar a meia entrada do Paysandu x Botafogo, no horário estabelecido, encontrou tudo reservado.

Lá e Cá

Ex-zagueiro Lima, que brilhou no mediano no Sporting Club do Pará, meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo; Remo sairá hoje 16:40h de Cuiabá chegando em Belém a 1:20h da próxima madrugada.

Independente fez bonito no jogo de ida da Copa BR, 1×0 no Goiás (time de Serie A), gol de Joãozinho, que tambem perdeu pênalti. Volta quarta-feira no Serra Dourada.

Fisioterapeuta paraense Flávia de Souza Faria, em Arica (Chile) com a equipe do Brasil na Copa Pan-Americana de Marcha Atlética.

Botafogo (treinará no Baenão à tarde) contratou meia Rodrigo Lindoso, um dos destaques do Madureira no Cariocão 2015. Na goleada diante do Capivariano, titulares só Jeferson, Fernandes, Giaretta e Diego Jardel.

Atriz Maitê Proença, que prometeu ficar nua se o Botarogo ganhar a Série B, estará sábado no Mangueirão, inclusive no gramado, em evento da Sport TV. Acompanhará o Fogoão em todos os seus jogos na Segundona.

Paysandu em 1994 montou time em cima da hora e deu certo. Isso já havia acontecido com o Remo em 1972. Entao, é acreditar no Papão da Amazônia na Série B de 2015, rumo à Série A. Avalanche vai junto!

Mais um goleiro que começou em outra posição, o mito Dico (Remo): foi inicialmente lateral direito do Rabelo de Brasília, como testemunha Raimundo Pinheiro de Araújo que atuou com ele no Sport Belém (1970).

Paysandu mais provável: Emerson, Pikachu, Tiago Martins, Gualberto e João Lucas, Recife, Fahel, Gilson Alves e Rogerinho, Bruno Veiga e Souza.

Botafogo – Jeferson, Gilberto, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Carletto, Marcelo Matos, William Arão, Fernandes e Diego Jardel, Rodrigo Pimpão e Bill. Fogão é dado como favorito para gahar Segundona.

HOMENAGEM – Francisco das Chagas Uchôa Guerra, o Guerrão, ex-penta campeão paraense de boxe peso leve pela Academia Jack Dempsys (Poty Fernandes), de 1949-53. Agrônomo aposentado do Min.da Agricultura.

8 de maio de 2015 at 11:16 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 07.05.15

A mãe de todas as batalhas

Decisões são sempre difíceis, mesmo quando um dos lados entra com alguma vantagem. No caso, o Remo tem três gols de diferença, fato que lhe permite perder até por 2 a 0. Em jogo, a conquista da II Copa Verde. O Cuiabá mostrou muito pouco no primeiro confronto, em Belém. Levou um gol de pênalti aos 20 minutos e perdeu um zagueiro em consequência disso. Com um a menos, ficou mais vulnerável à pressão remista, terminando por ser goleado (4 a 1).
Supõe-se que nesta noite a equipe mato-grossense entre mais resoluta e cometa menos erros. Para reverter a diferença, terá que operar um milagre, visto que na atual Copa Verde sempre venceu por escores apertados.
Ainda assim, que ninguém se engane. A final será tensa, dramática e sujeita a muitos sustos para os azulinos. A boa vantagem não pode se tornar uma armadilha. É comum ver equipes que se agarram a um escore parcial fechando-se na defesa e abdicando de atacar. Agir assim é quase sempre fatal contra adversário do mesmo porte.
As palavras do técnico Cacaio e de seus jogadores indicam que o Remo parece vacinado contra arroubos retranqueiros. Sob a nova direção, o time tem mostrado produção ofensiva satisfatória. Desde a estreia de Cacaio, contra o Atlético-PR em Belém, o Remo só deixou de balançar as redes inimigas no clássico contra o Paissandu válido pela primeira partida da semifinal da Copa Verde. No total, o Remo de Cacaio marcou 14 gols e sofreu 6.
Caso mantenha a média, tem boas possibilidades de marcar na Arena Pantanal. Seria um gol valioso e decisivo para as pretensões azulinas, pois dificultaria ainda mais a tarefa dos donos da casa, obrigados a marcar cinco vezes.
É claro que esse cenário deve ter sido aventado por Cacaio e, neste caso, um jogador pode ter papel fundamental: Sílvio, principal velocista da equipe depois da saída de Roni. Talhado para as ações de contra-ataque, pode ser o trunfo para explorar as subidas do Cuiabá ao ataque. Caso seja lançado nas costas dos laterais, Sílvio pode se consagrar.
Mas o arsenal remista não se resume ao arisco ponteiro. Bismarck também é rápido e já mostrou utilidade como segundo atacante, fazendo dupla com Rafael Paty. Este, aliás, é peça-chave na atual configuração do Remo. Oportunista, fez gols nos últimos quatro jogos e vive fase abençoada. Depois do que aprontou no Mangueirão, Ratinho também deve atrair marcação forte, bem como Eduardo Ramos, o organizador do time.
Rafael, Maninho e Nino Guerreiro são os jogadores mais perigosos do Cuiabá. Hábil e rápido, Rafael articula os avanços e finaliza muito bem. Nino Guerreiro joga entre os zagueiros e Maninho é um ala que raramente recua. O time também explora muito o jogo aéreo, aproveitando a envergadura de seus zagueiros e atacantes. Este é o maior risco a ser enfrentado (e, se possível, evitado) pelo Leão.
A importância da conquista da Copa Verde é óbvia e justifica todo o clima de ansiedade e expectativa entre os torcedores. Além do título do torneio, o Remo ganhará o direito de finalmente disputar uma competição internacional. Para um clube que ficou dez anos sem festejar grandes feitos, a noite promete ser histórica e intensa.

É impossível parar La Pulga

Eu vi no Maracanã, em julho do ano passado, Lionel Messi receber o prêmio de craque da Copa e era visível seu constrangimento com a escolha da Fifa. Como craque que é, sabia que não merecia a honraria. Ontem, diante de 95 mil pessoas no Camp Nou e milhões de fãs espalhados pelo mundo, ele não deixou margem a dúvidas. Os gols, os passes, as inversões e a pontaria infalível atestam quem é o melhor jogador da atualidade.
O jogo contra o Bayern se arrastava em meio a trocas táticas de golpes. Raros lances agudos, embora o embate fosse movimentado. Muita marcação e vigilância sobre os que podem desequilibrar – Neymar, Müller, Suarez e ele, Messi.
Em certos momentos, a partida lembrava a morna luta entre Mayweather e Pacquiao no sábado passado. Muitos jabs e esquivas, poucos diretos. Caminhava para um 0 a 0 quando, de repente, eis que o talento se ergue e derrama luzes sobre a escuridão.
Messi, lançado por Daniel Alves, invade a área corta o beque para a direita e bate no canto esquerdo de Neuer, aos 32’. Três minutos depois, com o Bayern ainda tonto, outro passe em profundidade encontra La Pulga quase no mesmo lugar de antes. Ele avança, finta Boateng e chuta, de cavadinha, para o fundo das redes. Um golaço.
Nos acréscimos, quando as comemorações estavam em andamento, Messi, infatigável, apanha bola no meio-campo, sobrevive a uma sarrafada e enxerga Neymar entre os zagueiros em linha. O passe sai milimétrico. Nem curto nem longo. Preciso.
O brasileiro arranca com a bola e, na saída do goleiro, bate rasteiro. Barça 3 a 0, num espaço de tempo inferior a 15 minutos. Incrível como o poderoso Bayern ruiu de maneira tão rápida depois de resistir por 77 minutos.
A façanha do time azul-grená só foi possível porque há um fora-de-série para estabelecer a diferença. O Bayern de Pep Guardiola é um timaço, difícil de ser vencido e cheio de alternativas. Mesmo sem Ribery e Robben, é um esquadrão temível.
Os 15 minutos de futebol em altíssimo nível que Messi impôs no segundo tempo demoliram as barreiras e fizeram o Bayern parecer um time como outro qualquer. Prova insofismável de que não há tática capaz de deter um grande craque.
Por tudo que tem feito em tão curto tempo, Messi está no patamar dos jogadores muito especiais. Há debates sem fim sobre as comparações, mas é razoável colocá-lo hoje ao lado de Platini, Ronaldo, Rivelino, Cruyff, Beckenbauer e Cristiano Ronaldo.
Precisa ainda lustrar esse portfólio com uma campanha irrepreensível em mundiais para poder se ombrear a Romário, Zidane e Maradona, todos heróis e vencedores de Copas. Alcançar Garrincha já é mais complicado, visto que Mané foi um anjo torto genial. Pelé, então, nem se fala…
Mas, por mais duro que seja para muitos, cabe reconhecer que esse argentino joga muita bola. Que tremendo privilégio é vê-lo em ação.

7 de maio de 2015 at 3:26 pm Deixe um comentário

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