Coluna do Gerson Nogueira – 05.07.15

5 de julho de 2015 at 10:40 am Deixe um comentário

Pensar não dói

O nome é pomposo, grandiloquente. Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro. Pela pinta, parece coisa séria. A porca torce o rabo quando a gente descobre que a coisa foi instituída pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Bate então a desconfiança natural quanto aos verdadeiros interesses por trás da iniciativa.

Compõem o tal conselho o coordenador de Seleção, Gilmar Rinaldi, o técnico Dunga, alguns membros da comissão técnica e ex-treinadores da Seleção Brasileira. Significa que estarão presentes à primeira reunião, na segunda-feira pela manhã, nomes como Carlos Alberto Parreira, Luxemburgo, Leão, Candinho, Carlos Alberto Silva, Zagallo e Sebastião Lazaroni.

Pensar sempre vale a pena e o senso comum ensina que várias cabeças pensam melhor que uma. Ocorre que na história da humanidade abundam exemplos de colegiados que conseguiram pensar e produzir coisas terríveis. No futebol, não é lá muito diferente.

A cartolagem que domina a cena futebolística, tendo a CBF como órgão máximo, é prova mais do que eloquente das burradas que um agrupamento heterogêneo de pessoas é capaz de arquitetar. Em escala planetária, a coisa se reproduz hoje na Fifa e sua plêiade de pilantras.

Quando criou o Conselho de Desenvolvimento Estratégico, Del Nero parece ter buscado reunir o melhor do pensamento futebolístico no país. Reservas à parte, não deixa de ser uma ideia interessante, mesmo que os técnicos que passaram pela Seleção tenham contribuído tão pouco para a evolução do futebol por aqui.

Com a prometida extensão do debate a acadêmicos e outros profissionais vinculados ao esporte é possível que a discussão se eleve e venha a produzir efeitos positivos. Tenho cá, porém, minhas dúvidas. Tudo que a CBF encabeçou invariavelmente teve apenas um objetivo: ampliar seu poder sobre o futebol no Brasil, num processo que envolve acima de tudo a captação de mais e mais dinheiro.

A preservação da essência do jogo, característica que deu ao Brasil o destaque que ocupa no mundo da bola há mais de 60 anos, nunca foi assunto prioritário nas rodas de conversas na entidade. Pelo contrário. O massacre representado por calendários irresponsáveis e a submissão dos clubes a um modelo predatório tornaram-se marcas das gestões na CBF desde Ricardo Teixeira.

Del Nero, acossado pelos pesadelos da investigação do FBI, tenta propor uma nova agenda. Tomara que não seja apenas jogo de cena.

Leão corrige a rota para achar rumo certo

Pela primeira vez em meses, a semana azulina fechou sem qualquer conturbação à ordem. Até o espinhoso caso do leilão da área do Carrossel ganhou novo prazo de 30 dias para ser desenrolado. Para funcionários e atletas, a boa notícia foi o pagamento dos salários de abril e parte de maio, cujos atrasos eram motivo de inquietação e justa revolta entre os profissionais.

Com a saída de Pedro Minowa, licenciado, as coisas começam a engrenar. A inércia que dominava os principais pilares da gestão agora não existe mais. Sob a coordenação de André Cavalcante, a junta que dirige o futebol participa ativamente da vida do clube, dando suporte e assistência ao elenco de profissionais.

A diretoria já trabalha para conseguir quitar o mês de junho até o próximo dia 7, na semana da estreia do time na Série D. Com a credibilidade readquirida, os colaboradores voltaram a ajudar. Um exemplo disso foi a contribuição feita por um empresário da região de Castanhal.

Prosseguem as negociações com importante marca empresarial para assinar o patrocínio master na camisa durante a Série. A notícia de que o Esporte Interativo decidiu transmitir todos os jogos da equipe (via TV e internet) deve contribuir para a conquista de novos patrocinadores.

Acima de tudo, a nova mentalidade reinante no clube pode ser a chave para a reconstrução. Um bom indício é a convocação de representantes da torcida para uma reunião na próxima quinta-feira, 8, na sede social, a fim de discutir ideias que possam contribuir para o fortalecimento do clube.

Penacho mais chamativo ainda é do Flamengo

O festivo desembarque de Paolo Guerrero ao Flamengo, além de salgar a folha salarial do clube em quase R$ 700 mil, ajuda a restituir um antigo e importante galardão rubro-negro.

O atacante peruano é dono de um dos mais inusitados penteados do mundo boleiro, superando em esquisitice o estilo punk-moicano de Léo Moura, antigo detentor do cetro de cabelo mais medonho do país.

Não há risco, pelo menos por enquanto, de o Flamengo ser superado nesse departamento.

Bola na Torre

A rodada da Série C e a movimentação de Leão e Papão durante a semana são os temas em análise no programa desta noite. Guilherme Guerreiro apresenta, com participações de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião.

Começa logo depois do Pãnico, por volta de 00h10.

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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 02.07.15 A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 05.07.15

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