Coluna do Gerson Nogueira – 12.07.15

12 de julho de 2015 at 2:26 pm Deixe um comentário

Hora do renascimento

O Remo batalhou muito para estar presente no Brasileiro da Série D. Venceu o Campeonato Paraense quando todos apostavam que iria fracassar e se preparou, aos solavancos, para se fazer representar dignamente na competição nacional.
Pois chegou o grande dia.
Contra o Vilhena, em Rondônia, o time estreia neste domingo cercado de expectativa. O período de preparação esteve longe de ser o ideal, consistindo rigorosamente de uma partida, disputada no domingo passado em Macapá contra adversário semi-amador.
Apesar disso, o técnico Cacaio conseguiu acrescentar bons valores à base do Parazão, formando um time competitivo para encarar a fase regionalizada do torneio. Chegaram Fernando Henrique para o gol, Juninho e Chicão para o meio-de-campo, Henrique para a zaga, Aleílson e Léo Paraíba para o ataque.
Em condições normais, é uma equipe capaz de superar os adversários nortistas, com uma ou outra dificuldade. O Vilhena, por tudo que se sabe do time rondoniense, não é está entre os favoritos à classificação no grupo.
Como joga em seus domínios, impõe algum respeito, mas não há dúvida que o Remo tem condições de brigar pela vitória.
Os treinos finais indicam que Cacaio conseguiu achar um jeito de botar Chicão na meia-cancha, ao lado de Ilaílson, Juninho e Eduardo Ramos. Mantém Ilaílson na proteção à zaga, tendo Chicão como segundo volante e ponte de ligação com os meias. É uma boa estratégia, capaz de garantir posse de bola e domínio de jogo ao Leão.
Acima de tudo, Cacaio é o principal nome deste Remo em busca de dias melhores em competições nacionais. Dependerá muito de seu comando sobre os jogadores, impecável até aqui, o sucesso da campanha. Isto se problemas extracampo não comprometerem o planejamento.
Num torneio que começa a pegar fogo a partir da segunda fase, é natural incluir o Remo – pela história, tradição e torcida – entre os favoritos ao acesso. Ao lado do bicampeão paraense, 11 outras equipes podem ser alinhadas como candidatas a subir para a Série C: Red Bull (SP), Botafogo de Ribeirão Preto, Metropolitano (SC), São Caetano (SP), Gama (DF), Caldense (MG), Internacional de Lajes (SC), Duque de Caxias (RJ), Vila Nova (MG), Nacional (AM) e River (PI).
O detalhe fundamental é que nenhum desses times – independentemente dos recursos e reforços que tiver – conta com uma torcida tão apaixonada e numerosa quanto a que o Remo arrasta atrás de si. E isto faz uma enorme diferença.

A bola pune os perdulários

Quando Misael gingou na área e sofreu o pênalti aos 44 minutos do segundo tempo, ninguém mais duvidava que o Papão estava prestes a obter nova e importante vitória longe de seus domínios. Com confiança, o próprio Misael pegou a bola e partiu para a cobrança. O chute saiu fraco, no meio do gol e facilitou a defesa do goleiro Rafael.
Além da frustração por deixar escapar a vitória, o time passaria dois minutos depois por um trauma pior ainda: em cobrança de falta, a bola sobrou para Pipico dentro da área finalizar e liquidar a fatura. Uma vitória arrancada nos instantes finais, fazendo o Macaé ressuscitar no jogo de maneira triunfal.
Do lado paraense, a decepção pela derrota nos estertores da partida, uma das mais cruéis formas de perder um jogo. O Papão segue com 22 pontos e, dependendo dos desdobramentos da rodada, poderia até permanecer na vice-liderança, mas o travo amargo de fel – com bem definiu Guilherme Guerreiro na transmissão da Rádio Clube – ainda vai perdurar por algum tempo no coração do torcedor.
O que torna particularmente difícil aceitar o revés foi a maneira como ocorreu, nos últimos minutos e depois de o Papão ter desfrutado de várias oportunidades de consolidar a vitória. Ainda no primeiro tempo, depois do gol de Gualberto, aos 10 minutos, o placar poderia ter sido ampliado por Souza, que desperdiçou três chances, e Aylon, duas chances.
A rigor, o Macaé só chegou de verdade aos 39 minutos em boa arrancada de Marquinho, cuja finalização foi desviada pelo goleiro Ivan.
Na etapa final, logo aos 5 minutos, o mesmo Marquinho não deixaria passar a oportunidade. Encaixou um tiro de 25 metros, na gaveta direita de Ivan, batendo de canhota. Um golaço. Daí por diante, o jogo ficou aberto. O Papão trocou Capanema por Augusto Recife; Carlinhos, cansado, por Carlos Alberto e Souza por Misael. O meio-campo ficou mais leve e dinâmico, o ataque ganhou em velocidade.
E foi em jogada rápida de Carlos Alberto pela esquerda que o Macaé perdeu o zagueiro Filipe, expulso por derrubar o armador com violência. Alguns minutos depois, aproveitando o buraco na defensiva adversária, Misael invadiu a área e foi derrubado. A partir daí, tudo que era favorável se voltou contra o Papão, como naqueles enredos de filmes de suspense.
Como não adianta chorar o leite derramado, cabe observar os problemas mostrados pela equipe, principalmente quanto à lentidão ofensiva provocada pela presença de Souza e a necessidade de marcação mais eficiente à frente dos zagueiros, talvez com entrada de Recife para colaborar com Capanema e Fahel. O lépido Edinho jogou bem por ali, mas só cresceu mesmo no jogo quando passou a correr pela ponta-direita. São observações que Dado Cavalcanti deverá levar em conta para o próximo confronto, contra o Sampaio, no sábado que vem. Antes, encara o Bahia pela Copa do Brasil.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda o programa. Saulo Zaire, Valmir Rodrigues e este escriba de Baião completam a bancada. Em discussão, a rodada do fim de semana para os clubes paraenses. Começa por volta de 00h10, logo depois do Pânico na Band.

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