Coluna do Gerson Nogueira – 13.07.15

13 de julho de 2015 at 3:13 pm Deixe um comentário

Como no verão passado

Não foi o renascimento esperado. O Remo deixou de vencer na estreia por desperdiçar muitas chances de gol, principalmente no primeiro tempo. Não foi um mau resultado, mas frustrou expectativas e deixou o torcedor com um quê de desconfiança em relação ao time. Do meio pra frente as coisas até funcionaram, mas a lentidão na saída e o excesso de toques improdutivos prejudicaram a atuação do time em Vilhena.
Contra um adversário limitado, que tinha claros problemas de entrosamento, o Remo teve a chance de liquidar o jogo nos 45 minutos iniciais. Mesmo com apenas um meia criativo, mas jogando no ataque desde os primeiros movimentos, o time criou jogadas agudas, puxadas quase sempre por Eduardo Ramos. Paty perdeu duas oportunidades. Aleílson e Chicão também desperdiçaram.
O gol nasceu quase ao final do primeiro tempo de uma boa jogada entre Ameixa e Chicão. Em rápida troca de passes, que não se repetiu depois, ambos envolveram a marcação do Vilhena e Chicão acertou um belo chute abrindo o placar.
A vantagem deu tranquilidade, mas parece ter acomodado o Remo, que caiu na velha armadilha de ficar esperando o adversário para explorar o contra-ataque. Como havia experimentado timidamente no começo do jogo, o Vilhena voltou a buscar espaços na defensiva azulina na etapa final e acabou encontrando.
Com a transição deficiente, o Remo se atrapalhou diante de um oponente pouco mais que voluntarioso. Os laterais, que já tinham apoiado pouco no primeiro tempo, praticamente abandonaram as ações ofensivas. Com isso, a equipe perdeu um dos caminhos para pressionar a defesa do Vilhena.
Na defesa, Ciro Sena surpreendeu pela firmeza, mas a zaga fraquejou no jogo aéreo, como ocorreu na Série D do ano passado sob o comando de Roberto Fernandes.
O goleiro Fernando Henrique também andou hesitando em algumas bolas, transmitindo insegurança. Ramos, enquanto teve fôlego, foi o jogador mais lúcido do meio, segurando o jogo e buscando acionar os dois atacantes. Podia ter rendido mais com outro meia (Juninho) ao seu lado.
Além de Ramos, Ameixa e Chicão tiveram boas atuações, mas Aleílson e Paty ficaram devendo. Chances criadas não podem ser desperdiçadas.
O ponto obtido fora só vai ser contabilizado como positivo se Nacional e Rio Branco também se atrapalharem em Vilhena. O problema é que, pelo que se viu do time rondoniense, dificilmente vai jogar de igual para igual contra os demais adversários.
Resta a Cacaio corrigir os erros exibidos na estreia para não ser surpreendido nos confrontos previstos para Paragominas. É fundamental que o time tenha mais objetividade na ligação entre meio e ataque e, principalmente, capriche nas finalizações.

Nova derrota deixa o Águia ainda mais ameaçado

O Águia parece confirmar os piores vaticínios sobre sua trajetória na Série C deste ano. Sem vencer em casa até agora, o time marabaense vinha pelo menos se mantendo invicto como visitante. Isto acabou no sábado à tarde. Foi derrotado pelo Icasa, que ainda não havia sequer pontuado na competição.
A defesa continua a ser o principal dos problemas de João Galvão, tomando gols bobos e intranquilizando o resto do time. O ataque também tem se mostrado fraco, dependendo muito da produção de Flamel no meio-de-campo.
Os dois anos de ausência do Parazão estão cobrando sua conta, pois o time parece ter perdido a identidade e a velha ousadia. A experiência desastrada com Dario Pereira explica muito da derrocada do Águia.

E Ronaldinho fecha outro bom negócio

A gente percebe que o Brasil continua apanhando de 7 a 1 para Alemanha quando um dos grandes clubes do país, o Fluminense, contrata um ex-jogador em atividade com salários de quase R$ 800 mil e ainda sai comemorando o feito.
Ronaldinho Gaúcho há muito tempo deixou de ser decisivo pelo simples fato de que o futebol deixou de ser importante para ele. Na verdade, depois das Bolas de Ouro conquistadas nos tempos de Barcelona e das temporadas fulgurantes de 2004 a 2006, nunca mais se interessou verdadeiramente pelo jogo.
Sua saída do Barça, sem deixar saudades, foi sintomática do fim de carreira antecipado. A fugaz passagem pelo futebol italiano só antecipou a previsível volta para o Brasil, onde sabia que ainda encontraria espaço para brincar de jogar.
Escolheu o Flamengo para isso e acabou saindo da Gávea pela porta dos fundos. Reapareceu no Atlético-MG depois de um leilão ridículo promovido pelo irmão Assis. No Galo, teve o mérito de não atrapalhar um time que era todo velocidade e gana de vencer.
A perda do título mundial no Marrocos significou também o fim do encanto, fazendo com que o veterano mais festeiro do Brasil buscasse abrigo no México. Como maestro do desconhecido Querétaro, chegou a encantar no começo, como sempre acontece, pelos dribles e malabarismos com a bola, dom que jamais perdeu.
Ao cabo de uma campanha até surpreendente – o time chegou à decisão – arrumou as malas, guardou o cavaquinho e se prontificou a fazer novo leilão. Como interessado, apareceu o Vasco. Depois, um clube turco. Ronaldinho terminou fechando com o Fluminense.
Na internet, juras de amor eterno, beijos na camisa tricolor, o ritual de sempre. Pelo que se noticia, englobando acordos de exploração de imagem e salários, serão cerca de R$ 800 mil mensais. Cifra à altura de campeonato europeu de porte médio, mas extremamente salgada para o pré-falimentar futebol brazuca.
Sem dúvida, um grande negócio para o ex-craque. E um imenso ponto de interrogação para o clube: pode tanto ser a cereja do bolo de um time em evolução na Série A quanto a laranja podre capaz de botar tudo a perder.

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