Archive for julho, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 20.07.15

A Dado o que é de Dado

O Papão não jogou bem no primeiro tempo permitindo ações perigosas do adversário, melhorou um pouco no segundo, mas não foi competente para administrar a vitória que caiu do céu nos minutos finais, terminando por ceder o empate num cochilo imperdoável de todo o sistema defensivo.
Contra um Sampaio tecnicamente bem arrumado, mas que veio disposto a arrancar o empate, o Papão pecou pelo excesso de toques antes de definir as jogadas e certa ausência de objetividade. Pecados, aliás, que já vem se observando há algumas rodadas, mesmo em ocasiões vitoriosas.
O empate no minuto final adquiriu cores mais dramáticas porque a vitória estava na mão, conquistada com extrema dificuldade em típica jogada aérea de fim de jogo, lembrando até as circunstâncias da traumática derrota para o Macaé já nos acréscimos.
Entendo que, apesar da desatenção dos zagueiros no gol do Sampaio, o lado mais preocupante da atuação do Papão no sábado está na insistência em manter no time um jogador improdutivo. Com Souza no ataque, Dado escala uma equipe com uma peça a menos, o que naturalmente acarreta uma sobrecarga aos demais jogadores.
Um centroavante, ao contrário do que alguns tentam argumentar, existe basicamente para fazer gols. Se não faz, deve pelo menos facilitar as coisas para que outros façam em seu lugar. Não é o caso de Souza, que vem jogando com base no passado de artilheiro.
Fahel, que voltou a mostrar instabilidade e lentidão, andando em campo na maior parte do tempo, barrou Augusto Recife, cuja única desvantagem em relação ao novo titular está na altura.
Ao marcar o segundo gol da vitória sobre o Bahia, na quarta-feira, confirmando uma de suas virtudes, parece ter sacramentado de vez a titularidade. Ainda assim, Recife continua a ser mais jogador, pois sabe passar e organiza o jogo a partir da linha de volantes.
Quando Dado viu-se obrigado a mexer no segundo tempo, diante da clara impossibilidade de chegar ao gol com Souza lá na frente, tudo mudou. Mais ágil, o Papão passou a fustigar a defensiva maranhense, provocando erros seguidos dos zagueiros e criando boas chances. Tudo porque Leandro Cearense também ajuda Aylon a marcar a saída de bola do adversário.
Por outro lado, com Jonathan em campo, Pikachu naturalmente cresce de rendimento porque fica desobrigado da marcação, passando a contribuir para uma transição rápida, inviável hoje no deserto criativo da meia-cancha bicolor. Jonathan acrescenta porque, mesmo sem ser um meio-campista excepcional, produz mais, é rápido e simplifica as coisas.
A Série B é difícil, competitiva e cheia de armadilhas. Para chegar a algum lugar, é preciso mostrar regularidade e capacidade de resistência. Erros bobos de avaliação podem levar a prejuízos maiores mais à frente.
Pelos aspectos citados, pode-se dizer que Dado é o maior responsável pela atuação oscilante diante do Sampaio. Da mesma maneira que se deve sempre reconhecer e destacar que ele é o responsável pela surpreendente campanha do time na Série B.

Cacaio precisa fazer as pazes com Cacaio

O Remo parece ainda carregar o fardo emocional da goleada sofrida em Cuiabá na decisão da Copa Verde. O resultado abalou profundamente as convicções do técnico Cacaio, que nunca mais teve a ousadia tática que lhe garantiu sucesso no Campeonato Paraense e no próprio torneio nortista. Ficou intimidado pelo fracasso naquela final e passou a abraçar a cautela como companheira. Pode estar aí a explicação para o pífio desempenho do Remo nas duas partidas pela Série D.
Contra o Vilhena, abriu o placar, mas resolveu segurar resultado na etapa final e cedeu o empate. A situação quase se repetiu no sábado à tarde na Arena Verde. Senhor absoluto das ações durante todo o primeiro tempo, o Remo não foi capaz de organizar ataques que permitissem furar a retranca do Rio Branco.
Eduardo Ramos, o mais dinâmico da equipe, carregava a bola até a entrada da área e esbarrava na firme marcação dos visitantes. Quando buscava alguém para dialogar, só enxergava Ratinho, muito vigiado quando caía pela esquerda.
No segundo tempo, o time melhorou um pouco, com Juninho e Levy substituindo a Ratinho e Ameixa. Mais agressivo, Juninho comandou uma pressão mais objetiva. Ele próprio disparou dois chutes perigosíssimos após ter entrado.
Quando a situação já parecia se encaminhar para novo empate, o próprio Juninho bateu um escanteio pela direita e achou o zagueiro Henrique na pequena área. Um gol salvador à aquela altura.
É verdade que, mesmo sem se organizar adequadamente para envolver o adversário, o Remo ainda produziu boas situações de área em lances envolvendo Eduardo Ramos.
Foram três bolas na trave, duas com Rafael Paty e uma com Max, mas a equipe parecia frágil, sujeitando-se a sustos desnecessários, como ataques fulminantes do Rio Branco nos dez minutos finais.
A destacar, além do bom trabalho de Ramos e Juninho, a atuação de Henrique ao lado de Max na zaga e o empenho de Paty na frente. Whelton também apareceu mais que Aleílson, ainda meio encabulado com a camisa azulina.
São sinais animadores, mas ainda é pouco para quem tem ambições de acesso.

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20 de julho de 2015 at 4:44 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 20.07.15

LEÃO VENCEU… PAPÃO VACILOU…

Se o Remo conseguiu sua primeira vitória na Série D, respirando um pouco na competição, o Paysandu deu um tremendo vacilo em casa diante do Sampaio Corrêa-MA. O Leão, com mais um gol do zagueiro Henrique, chegou aos quatro pontos na sua chave e é vice-líder, já que o Nacional venceu o Vilhena-RO por 2×0. Já o Paysandu, que fez um gol aos 38 minutos do 2º tempo e faturava três pontos, acabou entregando o ouro aos 46 minutos, já nos acréscimos, cedendo o empate ao time boliviano e continuando em 6º lugar na classificação. Lembro-me que no começo da semana, falei que essa partida do Papão seria difícil demais, como foi, mas esses vacilos do time nos acréscimos está deixando o técnico Dado Cavalcanti de cabelo em pé. Agora o Papão troca o “chip” e viaja para Salvador, onde pegará o Bahia pela Copa do Brasil e depois sobe para Maceió para atuar diante do CRB-AL pela Série B. O Remo folgará na 3ª rodada e jogará ainda “em casa”, em Paragominas, contra o Náutico-RR. E vai ter que vencer.

ALTA TEMPERATURA

Se não foi bem no sábado pela Série B, na quarta passada o Paysandu construiu uma bela vitória contra o Bahia pela Copa do Brasil, acertando o pé no 2º tempo e fazendo um bom 3×0, o que dá uma grande vantagem ao Papão no jogo de volta nesta quarta-feira. O Paysandu de classifica com uma vitória, claro, com um empate ou até com derrota por dois gols de diferença, podendo ser três, a partir do placar de 4×1, 5×2, 6×3, e assim por diante, para o Bahia. É só jogar com a cabeça no lugar.
BAIXA TEMPERATURA
Mas o que será que está acontecendo com o Paysandu nesses minutos finais de partida? Contra o Macaé-RJ, também pelo Brasileiro, o Papão empatava a partida e teve um pênalti a favor, perdido pelo Mizael. O castigo veio depois com o gol da vitória do Macaé. Contra o Sampaio, um gol que dava três pontos quase aos 40 do 2º tempo e de novo o gol que roubou os três pontos e uma posição melhor na tabela. Falta de atenção, ou vacilo mesmo?

NO TERMÔMETRO

Muitos torcedores bicolores me enviaram reclamações a respeito da compra de ingressos e acesso ao Mangueirão no sábado. Segundo o amigo João Azulay, o desrespeito foi muito grande, um tumulto sem fim. /// E o Águia de Marabá não conseguiu mais uma vez se reabilitar lá fora e acabou derrotado pelo Cuiabá-MT pela Série C, complicando ainda mais sua situação, tendo a cada revés que vencer todos os seus jogos daqui pra frente, caso não queira cair fora da série C. Quem te viu quem te vê. /// E o Fluminense continua sendo freguês do Vasco da Gama. Ontem no Maracanã o Fluzão perdeu uma grande oportunidade de acabar a rodada como líder, diante de um Vasco na zona de rebaixamento. A vitória do Vascão veio com um golaço de Jhon Clay, num chute de fora da área, onde a bola fez uma tremenda curva. Final, 2×1 Vasco e o tabu continua. /// E o nosso Ganso foi expulso de campo, logo depois da expulsão de Luis Fabiano. No bolo, sobrou também para o técnico Ozório, mas a polêmica vai ser grande já que a diretoria do São Paulo partiu contra o árbitro do jogo, por excesso de autoridade. /// Internet falhando, falta de energia em alguns pontos de Salinas, foram alguns problemas que os torcedores de Remo e Paysandu passaram na Hidromineral para ver seus times em ação. /// Como alguns resultados ajudaram o Paysandu e o próprio Paysandu não se ajudou, hoje era para o Papão estar no G4 numa boa colocação. A torcida exige vitória contra o CRB-AL no final de semana. /// A mesma coisa quer a torcida do Remo, que vai folgar na próxima rodada e só jogará em Agosto. E esperar pra ver. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

20 de julho de 2015 at 4:39 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 19.07.15

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. Vamos falar do Paysandu na Série B, o Águia na
Serie C e do Remo na Série D. Guerreirão no comando,
estarei com os companheiros Gerson Nogueira e Valmir
Rodrigues. Participe pelo @bolanatorre.
CURSO…

Desportista e Médico Flávio Freire esteve em Manaus como palestrante no I Curso de formação para treinadores de futebol profissional do Amazonas”. Falou sobre o tratamento Plasma Rico e Plaquetas (PRP). O eventou foi um sucessoe contou com 100 inscritos, além de alunos de varias cidades amazônicas, outros estados e um do Peru e outro de Portugal. Entre os palestrantes estavam Dorival Jr ( técnico do Santos ), Ze Mario ( ex técnico do Internacional (RS), Vasco, Seleção da Arabia Saudita) e José Teixeira ( treinador que revelou Sócrates, Biro-Biro, Casagrande, entre outros ).
CARAVANA…

Com a vantagem obtida no jogo de ida na Copa do Brasil contra o Bahia na vitória de 3 a 0, torcedores se mobilizam para invadir Salvador para o jogo da volta na próxima quarta, 22 e no embalo no sábado, 25 estarão no Rei Pelé em Maceió para o jogo contra o CRB pela Serie B. Pacote inclui Duas Diárias de Hotel em Salvador e Duas em Maceió, em Ônibus Double Deck no valor de 850 reais. Esta é a Caravana da Torcida Independente do Alberto Amorim. Contatos pelo fone: 98171 6262. Saída nesta segunda dia 20.

NA TUNA…

Aos Amigos e interessados já estão abertas as inscrições para as Turmas de Condicionamento Físico com os ex- atletas, Ze Raimundo fazendo trabalho de Segunda, Quarta e Sexta e Luis Carlos Trindade de Terça, Quinta e Sábado de 06:00 as 07:30 da manha na Arena Tuna Soccer com valor mensal de R$150,00. Informações pelo fone: 981186503
RUMO A “NORUEGA”
A equipe do Alunorte Rain Forest (ARF), de Barcarena, segue nesta segunda-feira (20) para Oslo, na Noruega, onde disputará a 43ª edição da Copa da Noruega. São 17 jovens, entre 14 e 17 anos, que vão em busca do título de campeão da categoria Sub-17. A competição iniciará no dia 26 e terá pela frente 4.220 jogos. O time contará com a torcida da Aluna Destaque 2014, Jéssica Alencar, que estará também no torneio. O ARF integra o programa educacional “Bola pra Frente, Educação pra Gente”, desenvolvido pela refinaria de alumina Hydro Alunorte, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Barcarena (Semed). O programa tem o objetivo de contribuir com a melhoria da educação no município. Boa sorte!!!

DE OLHO…

O presidente do Paysandu Alberto Maia quer promover uma verdadeira “Caça aos Cambistas” tanto que já contratou uma empresa de Investigação e Filmagem. Quer identificar os atravessadores e ai chegar à fonte. Quem fornece esses ingressos? Já tem gente tremendo na base…A vai cair!!!

19 de julho de 2015 at 1:45 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 19.07.15

Sob o peso da lei

A notícia que fechou a semana não podia vir em pior momento para quem está conduzindo o futebol do Remo e lutando bravamente para juntar os cacos depois da semidestruição provocada pelas caóticas administrações de Zeca Pirão e Pedro Minowa.

Com a anunciada decisão da Justiça do Trabalho de autorizar a venda da área do Carrossel, o clube deverá perder um patrimônio importante por valor abaixo do esperado e insuficiente para sanear as dívidas trabalhistas do clube, muito agravadas pelo último período da gestão anterior.

Ao provável preço de R$ 10 milhões, o Remo ficará sem a área e ainda continuará a dever pelo menos R$ 3 milhões, pois a negociação com os credores será inviabilizada pela venda através do TRT. Caso tivesse condições de gerir o dinheiro arrecadado, o clube poderia procurar individualmente os reclamantes e baixar os valores.

Na forma como a coisa se desenha, os advogados de atletas e ex-funcionários estarão cientes de que o dinheiro está disponível e naturalmente exigirão o pagamento integral de cada ação.

Tudo isso poderia ter sido evitado – ou atenuado – se alguns cuidados básicos tivessem sido tomados ao longo dos últimos anos. A oferta de salários irreais a atletas caros (e improdutivos), associada à conhecida irresponsabilidade na redação dos contratos com atletas, está por trás de quase todos os problemas que travam a vida do clube.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito e campeão nas batalhas jurídicas em defesa do Remo, encaminhou ainda em agosto do ano passado um pedido de informações, legalmente embasado (citando o artigo 7 da Constituição Federal, caput), e a resposta até hoje não veio.

Na solicitação, ele pedia informações sobre valores, duração de contratos, luvas de atletas e patrocínio no período de janeiro a julho de 2014. Queria saber se seria possível cobrir as dívidas que se acumulavam. Queria evitar que o clube tivesse verbas bloqueadas e perdesse patrimônio. Para seu espanto, o então presidente ignorou a cobrança e ainda teve suas contas aprovadas pelo Conselho Fiscal do clube, apesar de comprovada gestão temerária.

Para os que acompanham o dia-a-dia do clube e sabem da devastação ocorrida nos últimos anos, a atual situação não chega a surpreender. Os membros do Conselho Deliberativo e Confins, por motivos óbvios, também conhecem bem o tamanho da encrenca.

Associados e torcedores, porém, só ficam sabendo da tragédia quando as chamas já estão muito altas para serem debeladas. Aí nada mais resta do que chorar sobre o leite derramado. Um clube da grandeza do Remo não pode ficar à deriva, correndo o risco de desaparecer por força da inépcia dos gestores e da omissão de seus conselheiros.

CBF: entre o atraso e a incompetência

Com a solene promessa de tirar o futebol brasileiro do atraso, o presidente da CBF reuniu duas frentes de trabalho, caprichando no marketing de que a entidade está mesmo preocupada com o futuro do esporte mais popular do país.

Seus primeiros passos nessa direção acabaram traindo a verdadeira intenção. Ao escolher técnicos completamente desatualizados para debater a nova realidade deixou claro que a intenção é apenas fazer marola para deixar tudo como antes.

Quem, em sã consciência, acredita que Zagallo, Parreira, Lazaroni, Carlos Alberto Silva, Candinho e Dunga podem de fato descortinar novos rumos para o futebol do país?

Dois deles conquistaram títulos, tiveram passado vitorioso no comando da Seleção Brasileira, mas se perderam em alguma curva do tempo, mumificados e aferrados a suas ideias anacrônicas e ultrapassadas. Parreira e Zagallo ainda acreditam que o melhor caminho para a vitória passa por sistemas defensivistas.

Nada a ver com a contemporaneidade de times extremamente dinâmicos e leves, como Barcelona e Bayern de Munique, capazes de ousadias como jogar com apenas dois zagueiros e um volante. Carlos Alberto Silva quando novo já era atrasado, o mesmo pode-se dizer de Lazaroni e Candinho, cuja marca principal na carreira é ter treinado a Portuguesa por quase 10 anos.

Na mesma semana, Marco Polo Del Nero reuniu os dirigentes de clubes para formar um conselho técnico da Série A que já nasce viciado. Tratou de prestigiar justamente os endividados e, obviamente, mais cordeirinhos – do Atlético-MG, do Corinthians, do Fluminense, do Atlético-PR e do Grêmio. Todos irrefreáveis caloteiros e acostumados a colecionar dívidas geradas por contratações extravagantes.

Está claro que o alardeado projeto de mudar o futebol brasileiro é potoca para impressionar incautos. Não por acaso, os principais assessores e conselheiros de Del Nero são figuras alheias ao universo do esporte, cujo maior mérito é a capacidade de fazer malabarismos políticos.

Walter Feldman, ex-assessor de Marina Silva e ex-tucano de carteirinha, é o secretário geral da CBF. Nunca chutou uma bola, talvez nem saiba a diferença entre impedimento e linha burra. O outro consultor de todas as horas é ninguém menos que João Dória Jr., lobbista profissional conhecido por programas sonolentos na TV e pelo convescote anual de empresários no interior da Bahia.

O que essa gente teria a oferecer de fato para tirar o futebol do Brasil do abismo em que se encontra? Obviamente, nada. Del Nero sabe disso e finge vivo interesse até para fazer esquecer as respostas que a CBF continua devendo sobre a parte que lhe cabe na gigantesca bandalheira capitaneada pela Fifa.

Bola na Torre

Programa terá Guilherme Guerreiro no comando e participações de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Começa depois do Pânico na Band, por volta de 00h10.

19 de julho de 2015 at 1:41 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.07.15

O adeus do carrasco

Quis o destino que a morte de Alcides Ghiggia, herói da conquista uruguaia mais celebrada e carrasco do Brasil pelas mesmas razões, coincidisse com a data histórica do Maracanazo. Há exatos 65 anos, no dia 16 de julho de 1950, o veloz e franzino ponta-direita (então com 23 anos) silenciou 200 mil torcedores presentes ao então maior estádio do mundo e outras milhares de pessoas espalhadas pelo país.
Partiu ontem certamente recompensado pelas lembranças da glória conquistada naquela tarde distante no Rio de Janeiro. Talvez tenha sido a homenagem derradeira dos deuses da bola.
Cá pra nós, o trauma de 50 só não é maior para a torcida brasileira porque foi substituído pelo recente vexame de Belo Horizonte. A surra aplicada pelos alemães fez abrandar a dor sentida pela perda da primeira Copa do Mundo promovida no Brasil.
Vi inúmeras entrevistas de Ghiggia falando sobre o Maracanazo e sempre pareceu um sujeito tranquilo, humilde, alegre e de bem com a vida. Uma postura comum aos craques que atuaram na era dourada do futebol, quando a menor das preocupações era em amealhar fortunas.
Nos dias de hoje, acima de qualquer outra motivação, os boleiros elegem a independência financeira como meta inicial a alcançar. O que vier depois é lucro. Por isso mesmo, rareiam exemplos como o de Gigghia, cujo impulso na carreira só viria depois da conquista da Copa do Mundo.
Depois de uma punição decorrente de briga em campo no campeonato uruguaio, deixou o seu amado Peñarol e foi jogar na Itália. Ganhou dinheiro e fama como atacante do Roma. Acima de tudo, se divertiu muito, com a vida noturna de então, a mesa farta e o conforto que o futebol italiano oferecia.
Em campo, correspondeu plenamente à expectativa. Comandou a recuperação do clube e chegou a defender a Azzurra, beneficiando-se do fato de ser um oriundi (descendente de italianos). Os gols, a identificação com a torcida e as conquistas eternizaram seu nome na história do clube
Viveu bem, mesmo depois de se aposentar dos gramados. Foi, enfim, um homem feliz. Só por isso já é merecedor de todas as homenagens. Era o último sobrevivente daquele grupo de 22 jogadores que terminou aquela partida inesquecível no Maracanã. Tinha 88 anos.
(Artigo humildemente inspirado em crônica premonitória de Giovanni Guerreiro, publicada no portal ESPN, antes do falecimento de Ghiggia)

Uma nova dupla nasce no Leão

Os últimos treinos do Remo indicam que Cacaio, forçado pelas circunstâncias, deverá escalar um ataque com Welton e Aleílson contra o Rio Branco, amanhã, em Paragominas. Pode dar liga. A dupla mostrou desembaraço durante os coletivos da semana e pode dar ao time uma movimentação ofensiva que não há quando joga com um centroavante fixo, como Rafael Paty. Welton joga na área também, mas sabe sair para buscar a bola e tentar tabelinhas em velocidade.
Ao lado de Aleilson, tem condições de formar uma nova dupla de ataque, capaz de resolver o que já se configura como o maior problema do Remo na Série D: o desperdício de gols. Contra o Vilhena, domingo passado, foram pelo menos cinco grandes oportunidades perdidas por precipitação, falha de pontaria e posicionamento adequado.

Das dores do inferno às glórias do céu

O futebol prega peças e deixa lições. O atacante Misael tem exibido qualidades que confirmam o acerto de sua contratação pela diretoria do Papão. Arisco e habilidoso, vai se credenciando como um reserva qualificado, que sempre aparece bem quando chamado a entrar.
Foi assim contra o Macaé, quando em poucos minutos conseguiu produzir o que o titular Souza não fez ao longo de quase 80 minutos. Entrou na área, gingou na frente do marcador e sofreu pênalti. Confiante, pegou a bola e partiu para a cobrança. O chute saiu fraco e em cima do goleiro, que evitou o gol. Um minuto depois, o Macaé desempataria e Misael cairia em desgraça perante a torcida. Houve quem até cobrasse sua dispensa, responsabilizando-o diretamente pela derrota.
Cinco dias depois tudo mudou. A situação se inverteu por completo quando o mesmo Misael entrou no jogo contra o Bahia. Da mesma maneira desassombrada da partida anterior, foi pra cima da defesa inimiga.
Em investida rápida pela direita, cortou um zagueiro junto à linha de fundo, depois fintou outro e bateu na saída do goleiro. O gol abriu caminho para uma vitória que era improvável até ele entrar em campo. Na verdade, o Bahia foi superior no primeiro tempo e podia ter balançado as redes.
Misael foi fundamental para restituir confiança ao time, que a partir de seu gol encaminhou um triunfo categórico por 3 a 0. Saiu de campo de peito lavado, com a atuação louvada por todos.
O futebol é muitas vezes ingrato, mas consegue ser generoso também com os que perseveram.

Agressão e covardia

Fazia tempo que o Mangueirão não via cenas tão agressivas contra profissionais de imprensa como as que ocorreram na quarta-feira à noite, depois do jogo entre Papão e Bahia. O repórter Chico Chagas, da rádio Marajoara, foi agredido pelo auxiliar técnico do time baiano, identificado como Denys Luctke Fancincani.
Chagas buscava se aproximar para entrevistar o técnico Sérgio Soares quando levou um soco, caindo ao lado do túnel utilizado pelo time baiano. Não havia mais policiamento no gramado do estádio e o repórter não teve a quem recorrer. Através dos confrades, a denúncia foi feita na hora, mas o agressor conseguiu sair sem maiores incômodos. A Aclep se posicionou através de nota oficial, repudiando a atitude do funcionário do Bahia.
Resta agora ao próprio Bahia tomar as atitudes cabíveis em relação ao profissional que maculou, de forma tão irresponsável, a sua imagem de tradicional clube do futebol brasileiro.

17 de julho de 2015 at 5:14 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 17.07.15

POSITIVO – Diretoria do Paysandu popularizou ingresso a 20 e 40 reais para amanhã contra o Sampaio objetivando superlotar a Mangueirão, mesmo em período de férias. Boa sacada!

NEGATIVO – Rio Branco-AC gastando 35 horas para chegar a Paragominas. Saiu ontem de madrugada de ônibus para Porto Velho, avião até Belém e ônibus ao destino final aonde chegará à tarde. Agruras da Série D!

Lá e Cá

Analista de Desempenho Dado Furtado, do Paysandu, meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo. No Bola na Torre (RBA HD TV e Rádio Clube), Guerreirão, Tomazão, Gérson Nogueira e Valmir Rodrigues.

Médico Flávio Freire palestrante no 1º Curso de Treinadores do Amazonas e falando de PRP. Entre outros palestrantes Dorival Jr e Zé Mário, técnico e ex-jogador (passagem no Remo em 1981). Curso deverá vir para Belém.

Golaço do bicolor Mizael contra o Bahia fez o atacante passar de vilão a herói. Souza não liberado ao Cruz Azul-México que procura Luiz Fabiano.

Paysandu e Sampaio, 52 jogos, 27 vitórias bicolores (89 gols), 11 dos maranhenses (55 tentos) e 14 empates. Detalhe: Tricolor de São Pantaleão é o maior freguês bicolor em se tratando de Série B.

Pablo cotado para jogar ao lado de Tiago Martins, na volta, na Bahia, pela Copa BR. É que Fernando Lombardi já atuou na competição pelo Capivariano. Arbitragem de Flávio Rodrigues Souza-SP preocupa. Pressão!

Jogadores de armação do Papão reclamando da grama alta do Mangueirão. Pikachu 56 gols em 196 jogos oficiais, 14 em 33 jogos de 2015; Bahia iniciou venda de ingresso a partir de 10 reais para dia 22.

Águia vai de Wando e Lauro César no ataque contra o Cuiabá. Galvão acreditando no garoto lateral direito Daelson, de Rio Maria-PA.

Dadá reintegrado no Remo e reduziu salário. Leandro Santos, Sílvio e Whelton relacionados e já em Paragominas. Por sinal, ex-azulino, Castanhal e Santa Cruz Cuiarana, Reis, titular do América-RN.

Fenômeno Azul vai invadir Paragominas e Cacaio defende tese que empatando fora e ganhando todas como mandante será primeiro do Grupo A.

Se tem de improvisar Ilaílson, George Lucas e Levy não servem e Gabriel é imaturo (pra que contratam?), Remo tem de sair atrás de lateral direito logo. Aliás, não será novidade Whelton e Aleílson no ataque amanhã.

HOMENAGEM – Paulo Sérgio Mendes Rodrigues, o Pio, ex-tricampeão paraense de ciclismo pelo Mangueira (80-82) e deu volta de bicicleta à America Latina (82). Mecânico, instrutor e vice-presidente do Aeroclube.

17 de julho de 2015 at 5:11 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 16.07.15

POSITIVO – Duas medalhas de ouro do atleta do Corinthans-SP, Leonardo Gomes de Deus, no PAN do Canadá, encheram de orgulho os azulinos. Nadou no Remo quando morou em Belém. Filho de militar.

NEGATIVO – Árbitro Dewson Freitas-FIFA-PA ficou de fora de duas rodadas da Série A porque estaria de 3 a 14.7, em Gwangju, na Coreia do Sul, nas Universíades. Ministério do Esporte não liberou passagem. Fim da picada!

Lá e Cá

Santa Rosa, que é de Icoaraci, já esteve sediando jogos em Castanhal e agora pensa em Altamira. Tem tudo para não dar certo. FPF deveria limar times nômades!

Lucas Pará, meia do Paraná Clube; Pará, lateral direito do Flamengo; Anderson Pará, lateral esquerdo do Cruzeiro, são atletas nascidos aqui e que usam o nome do Estado pelo futebol brasileiro.

Sampaio Corrêa, adversário do Paysandu, sábado, foi Campeão Brasileiro da 2ª Divisão em 1972, da 3ª Divisão em 1997 e da 4ª Divisão em 2012. Em 1998 participou da Conmebol, hoje Copa Sul-Americana.

Assim, jogo de sábado além de valer 6 pontos, reunirá ex-participantes da Libertadores e Conmebol. Já Paysandu x América-MG, dia 28.7, 19:30h, poderá ser na Curuzu, dependendo dos resultados contra Sampaio e CRB.

Partida de volta da Copa BR, Bahia x Paysandu, dia 22.7, 19:30h, será no Estádio de Pituaçu, pois Arena Fonte Nova está alugada. Na Série C, Águia x Fortaleza antecipado para 25.8, sábado, 16h, no Zinho Oliveira.

Conselho de Futebol de Clubes além de clubes da Série A terá também dois representantes da Série B (um deverá ser o Paysandu), um da C (cotado Fortaleza) e um da D (certamete o Remo).

Remo e Rio Branco-AC têm 10 confrontos na história, 5 triunfos azulinos (16 gols), 2 acrianos (9 tentos) e 3 empates. Cuiabá e Águia são 6 jogos, 2 vitórias de cada, 2 empates, 9 gols a 6 para o Dourado.

Remo viajará hoje à tarde e ainda treinará amanhã na Arena Verde de Paragominas; Josué Teixeira, campeão da Série C de 2014 com o Macaé, novo comandante do Cuiabá e estreará contra os aguianos.

Alunorte Rain Forest viajará segunda-feira para Copa da Noruega Sub 17, de 27.7 a 1.8, levando a premiada estudante Jéssica Alencar para torcer; Camisa 10-Marabá vice no Sub 14, 3º no Sub 12 e chegou às quartas no Sub 14 da Copa Centro Oeste de Futebol.

HOMENAGEM – Marcos José Siqueira das Dores, o Canhoto, ex-ponta esquerda do juvenil da Tuna, juvenil ao profissional do Paysandu e Marituba nos anos 80. É advogado criminalista.

16 de julho de 2015 at 4:09 am Deixe um comentário

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