Archive for julho, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 19.07.15

Sob o peso da lei

A notícia que fechou a semana não podia vir em pior momento para quem está conduzindo o futebol do Remo e lutando bravamente para juntar os cacos depois da semidestruição provocada pelas caóticas administrações de Zeca Pirão e Pedro Minowa.

Com a anunciada decisão da Justiça do Trabalho de autorizar a venda da área do Carrossel, o clube deverá perder um patrimônio importante por valor abaixo do esperado e insuficiente para sanear as dívidas trabalhistas do clube, muito agravadas pelo último período da gestão anterior.

Ao provável preço de R$ 10 milhões, o Remo ficará sem a área e ainda continuará a dever pelo menos R$ 3 milhões, pois a negociação com os credores será inviabilizada pela venda através do TRT. Caso tivesse condições de gerir o dinheiro arrecadado, o clube poderia procurar individualmente os reclamantes e baixar os valores.

Na forma como a coisa se desenha, os advogados de atletas e ex-funcionários estarão cientes de que o dinheiro está disponível e naturalmente exigirão o pagamento integral de cada ação.

Tudo isso poderia ter sido evitado – ou atenuado – se alguns cuidados básicos tivessem sido tomados ao longo dos últimos anos. A oferta de salários irreais a atletas caros (e improdutivos), associada à conhecida irresponsabilidade na redação dos contratos com atletas, está por trás de quase todos os problemas que travam a vida do clube.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito e campeão nas batalhas jurídicas em defesa do Remo, encaminhou ainda em agosto do ano passado um pedido de informações, legalmente embasado (citando o artigo 7 da Constituição Federal, caput), e a resposta até hoje não veio.

Na solicitação, ele pedia informações sobre valores, duração de contratos, luvas de atletas e patrocínio no período de janeiro a julho de 2014. Queria saber se seria possível cobrir as dívidas que se acumulavam. Queria evitar que o clube tivesse verbas bloqueadas e perdesse patrimônio. Para seu espanto, o então presidente ignorou a cobrança e ainda teve suas contas aprovadas pelo Conselho Fiscal do clube, apesar de comprovada gestão temerária.

Para os que acompanham o dia-a-dia do clube e sabem da devastação ocorrida nos últimos anos, a atual situação não chega a surpreender. Os membros do Conselho Deliberativo e Confins, por motivos óbvios, também conhecem bem o tamanho da encrenca.

Associados e torcedores, porém, só ficam sabendo da tragédia quando as chamas já estão muito altas para serem debeladas. Aí nada mais resta do que chorar sobre o leite derramado. Um clube da grandeza do Remo não pode ficar à deriva, correndo o risco de desaparecer por força da inépcia dos gestores e da omissão de seus conselheiros.

CBF: entre o atraso e a incompetência

Com a solene promessa de tirar o futebol brasileiro do atraso, o presidente da CBF reuniu duas frentes de trabalho, caprichando no marketing de que a entidade está mesmo preocupada com o futuro do esporte mais popular do país.

Seus primeiros passos nessa direção acabaram traindo a verdadeira intenção. Ao escolher técnicos completamente desatualizados para debater a nova realidade deixou claro que a intenção é apenas fazer marola para deixar tudo como antes.

Quem, em sã consciência, acredita que Zagallo, Parreira, Lazaroni, Carlos Alberto Silva, Candinho e Dunga podem de fato descortinar novos rumos para o futebol do país?

Dois deles conquistaram títulos, tiveram passado vitorioso no comando da Seleção Brasileira, mas se perderam em alguma curva do tempo, mumificados e aferrados a suas ideias anacrônicas e ultrapassadas. Parreira e Zagallo ainda acreditam que o melhor caminho para a vitória passa por sistemas defensivistas.

Nada a ver com a contemporaneidade de times extremamente dinâmicos e leves, como Barcelona e Bayern de Munique, capazes de ousadias como jogar com apenas dois zagueiros e um volante. Carlos Alberto Silva quando novo já era atrasado, o mesmo pode-se dizer de Lazaroni e Candinho, cuja marca principal na carreira é ter treinado a Portuguesa por quase 10 anos.

Na mesma semana, Marco Polo Del Nero reuniu os dirigentes de clubes para formar um conselho técnico da Série A que já nasce viciado. Tratou de prestigiar justamente os endividados e, obviamente, mais cordeirinhos – do Atlético-MG, do Corinthians, do Fluminense, do Atlético-PR e do Grêmio. Todos irrefreáveis caloteiros e acostumados a colecionar dívidas geradas por contratações extravagantes.

Está claro que o alardeado projeto de mudar o futebol brasileiro é potoca para impressionar incautos. Não por acaso, os principais assessores e conselheiros de Del Nero são figuras alheias ao universo do esporte, cujo maior mérito é a capacidade de fazer malabarismos políticos.

Walter Feldman, ex-assessor de Marina Silva e ex-tucano de carteirinha, é o secretário geral da CBF. Nunca chutou uma bola, talvez nem saiba a diferença entre impedimento e linha burra. O outro consultor de todas as horas é ninguém menos que João Dória Jr., lobbista profissional conhecido por programas sonolentos na TV e pelo convescote anual de empresários no interior da Bahia.

O que essa gente teria a oferecer de fato para tirar o futebol do Brasil do abismo em que se encontra? Obviamente, nada. Del Nero sabe disso e finge vivo interesse até para fazer esquecer as respostas que a CBF continua devendo sobre a parte que lhe cabe na gigantesca bandalheira capitaneada pela Fifa.

Bola na Torre

Programa terá Guilherme Guerreiro no comando e participações de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Começa depois do Pânico na Band, por volta de 00h10.

19 de julho de 2015 at 1:41 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 17.07.15

O adeus do carrasco

Quis o destino que a morte de Alcides Ghiggia, herói da conquista uruguaia mais celebrada e carrasco do Brasil pelas mesmas razões, coincidisse com a data histórica do Maracanazo. Há exatos 65 anos, no dia 16 de julho de 1950, o veloz e franzino ponta-direita (então com 23 anos) silenciou 200 mil torcedores presentes ao então maior estádio do mundo e outras milhares de pessoas espalhadas pelo país.
Partiu ontem certamente recompensado pelas lembranças da glória conquistada naquela tarde distante no Rio de Janeiro. Talvez tenha sido a homenagem derradeira dos deuses da bola.
Cá pra nós, o trauma de 50 só não é maior para a torcida brasileira porque foi substituído pelo recente vexame de Belo Horizonte. A surra aplicada pelos alemães fez abrandar a dor sentida pela perda da primeira Copa do Mundo promovida no Brasil.
Vi inúmeras entrevistas de Ghiggia falando sobre o Maracanazo e sempre pareceu um sujeito tranquilo, humilde, alegre e de bem com a vida. Uma postura comum aos craques que atuaram na era dourada do futebol, quando a menor das preocupações era em amealhar fortunas.
Nos dias de hoje, acima de qualquer outra motivação, os boleiros elegem a independência financeira como meta inicial a alcançar. O que vier depois é lucro. Por isso mesmo, rareiam exemplos como o de Gigghia, cujo impulso na carreira só viria depois da conquista da Copa do Mundo.
Depois de uma punição decorrente de briga em campo no campeonato uruguaio, deixou o seu amado Peñarol e foi jogar na Itália. Ganhou dinheiro e fama como atacante do Roma. Acima de tudo, se divertiu muito, com a vida noturna de então, a mesa farta e o conforto que o futebol italiano oferecia.
Em campo, correspondeu plenamente à expectativa. Comandou a recuperação do clube e chegou a defender a Azzurra, beneficiando-se do fato de ser um oriundi (descendente de italianos). Os gols, a identificação com a torcida e as conquistas eternizaram seu nome na história do clube
Viveu bem, mesmo depois de se aposentar dos gramados. Foi, enfim, um homem feliz. Só por isso já é merecedor de todas as homenagens. Era o último sobrevivente daquele grupo de 22 jogadores que terminou aquela partida inesquecível no Maracanã. Tinha 88 anos.
(Artigo humildemente inspirado em crônica premonitória de Giovanni Guerreiro, publicada no portal ESPN, antes do falecimento de Ghiggia)

Uma nova dupla nasce no Leão

Os últimos treinos do Remo indicam que Cacaio, forçado pelas circunstâncias, deverá escalar um ataque com Welton e Aleílson contra o Rio Branco, amanhã, em Paragominas. Pode dar liga. A dupla mostrou desembaraço durante os coletivos da semana e pode dar ao time uma movimentação ofensiva que não há quando joga com um centroavante fixo, como Rafael Paty. Welton joga na área também, mas sabe sair para buscar a bola e tentar tabelinhas em velocidade.
Ao lado de Aleilson, tem condições de formar uma nova dupla de ataque, capaz de resolver o que já se configura como o maior problema do Remo na Série D: o desperdício de gols. Contra o Vilhena, domingo passado, foram pelo menos cinco grandes oportunidades perdidas por precipitação, falha de pontaria e posicionamento adequado.

Das dores do inferno às glórias do céu

O futebol prega peças e deixa lições. O atacante Misael tem exibido qualidades que confirmam o acerto de sua contratação pela diretoria do Papão. Arisco e habilidoso, vai se credenciando como um reserva qualificado, que sempre aparece bem quando chamado a entrar.
Foi assim contra o Macaé, quando em poucos minutos conseguiu produzir o que o titular Souza não fez ao longo de quase 80 minutos. Entrou na área, gingou na frente do marcador e sofreu pênalti. Confiante, pegou a bola e partiu para a cobrança. O chute saiu fraco e em cima do goleiro, que evitou o gol. Um minuto depois, o Macaé desempataria e Misael cairia em desgraça perante a torcida. Houve quem até cobrasse sua dispensa, responsabilizando-o diretamente pela derrota.
Cinco dias depois tudo mudou. A situação se inverteu por completo quando o mesmo Misael entrou no jogo contra o Bahia. Da mesma maneira desassombrada da partida anterior, foi pra cima da defesa inimiga.
Em investida rápida pela direita, cortou um zagueiro junto à linha de fundo, depois fintou outro e bateu na saída do goleiro. O gol abriu caminho para uma vitória que era improvável até ele entrar em campo. Na verdade, o Bahia foi superior no primeiro tempo e podia ter balançado as redes.
Misael foi fundamental para restituir confiança ao time, que a partir de seu gol encaminhou um triunfo categórico por 3 a 0. Saiu de campo de peito lavado, com a atuação louvada por todos.
O futebol é muitas vezes ingrato, mas consegue ser generoso também com os que perseveram.

Agressão e covardia

Fazia tempo que o Mangueirão não via cenas tão agressivas contra profissionais de imprensa como as que ocorreram na quarta-feira à noite, depois do jogo entre Papão e Bahia. O repórter Chico Chagas, da rádio Marajoara, foi agredido pelo auxiliar técnico do time baiano, identificado como Denys Luctke Fancincani.
Chagas buscava se aproximar para entrevistar o técnico Sérgio Soares quando levou um soco, caindo ao lado do túnel utilizado pelo time baiano. Não havia mais policiamento no gramado do estádio e o repórter não teve a quem recorrer. Através dos confrades, a denúncia foi feita na hora, mas o agressor conseguiu sair sem maiores incômodos. A Aclep se posicionou através de nota oficial, repudiando a atitude do funcionário do Bahia.
Resta agora ao próprio Bahia tomar as atitudes cabíveis em relação ao profissional que maculou, de forma tão irresponsável, a sua imagem de tradicional clube do futebol brasileiro.

17 de julho de 2015 at 5:14 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 17.07.15

POSITIVO – Diretoria do Paysandu popularizou ingresso a 20 e 40 reais para amanhã contra o Sampaio objetivando superlotar a Mangueirão, mesmo em período de férias. Boa sacada!

NEGATIVO – Rio Branco-AC gastando 35 horas para chegar a Paragominas. Saiu ontem de madrugada de ônibus para Porto Velho, avião até Belém e ônibus ao destino final aonde chegará à tarde. Agruras da Série D!

Lá e Cá

Analista de Desempenho Dado Furtado, do Paysandu, meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo. No Bola na Torre (RBA HD TV e Rádio Clube), Guerreirão, Tomazão, Gérson Nogueira e Valmir Rodrigues.

Médico Flávio Freire palestrante no 1º Curso de Treinadores do Amazonas e falando de PRP. Entre outros palestrantes Dorival Jr e Zé Mário, técnico e ex-jogador (passagem no Remo em 1981). Curso deverá vir para Belém.

Golaço do bicolor Mizael contra o Bahia fez o atacante passar de vilão a herói. Souza não liberado ao Cruz Azul-México que procura Luiz Fabiano.

Paysandu e Sampaio, 52 jogos, 27 vitórias bicolores (89 gols), 11 dos maranhenses (55 tentos) e 14 empates. Detalhe: Tricolor de São Pantaleão é o maior freguês bicolor em se tratando de Série B.

Pablo cotado para jogar ao lado de Tiago Martins, na volta, na Bahia, pela Copa BR. É que Fernando Lombardi já atuou na competição pelo Capivariano. Arbitragem de Flávio Rodrigues Souza-SP preocupa. Pressão!

Jogadores de armação do Papão reclamando da grama alta do Mangueirão. Pikachu 56 gols em 196 jogos oficiais, 14 em 33 jogos de 2015; Bahia iniciou venda de ingresso a partir de 10 reais para dia 22.

Águia vai de Wando e Lauro César no ataque contra o Cuiabá. Galvão acreditando no garoto lateral direito Daelson, de Rio Maria-PA.

Dadá reintegrado no Remo e reduziu salário. Leandro Santos, Sílvio e Whelton relacionados e já em Paragominas. Por sinal, ex-azulino, Castanhal e Santa Cruz Cuiarana, Reis, titular do América-RN.

Fenômeno Azul vai invadir Paragominas e Cacaio defende tese que empatando fora e ganhando todas como mandante será primeiro do Grupo A.

Se tem de improvisar Ilaílson, George Lucas e Levy não servem e Gabriel é imaturo (pra que contratam?), Remo tem de sair atrás de lateral direito logo. Aliás, não será novidade Whelton e Aleílson no ataque amanhã.

HOMENAGEM – Paulo Sérgio Mendes Rodrigues, o Pio, ex-tricampeão paraense de ciclismo pelo Mangueira (80-82) e deu volta de bicicleta à America Latina (82). Mecânico, instrutor e vice-presidente do Aeroclube.

17 de julho de 2015 at 5:11 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 16.07.15

POSITIVO – Duas medalhas de ouro do atleta do Corinthans-SP, Leonardo Gomes de Deus, no PAN do Canadá, encheram de orgulho os azulinos. Nadou no Remo quando morou em Belém. Filho de militar.

NEGATIVO – Árbitro Dewson Freitas-FIFA-PA ficou de fora de duas rodadas da Série A porque estaria de 3 a 14.7, em Gwangju, na Coreia do Sul, nas Universíades. Ministério do Esporte não liberou passagem. Fim da picada!

Lá e Cá

Santa Rosa, que é de Icoaraci, já esteve sediando jogos em Castanhal e agora pensa em Altamira. Tem tudo para não dar certo. FPF deveria limar times nômades!

Lucas Pará, meia do Paraná Clube; Pará, lateral direito do Flamengo; Anderson Pará, lateral esquerdo do Cruzeiro, são atletas nascidos aqui e que usam o nome do Estado pelo futebol brasileiro.

Sampaio Corrêa, adversário do Paysandu, sábado, foi Campeão Brasileiro da 2ª Divisão em 1972, da 3ª Divisão em 1997 e da 4ª Divisão em 2012. Em 1998 participou da Conmebol, hoje Copa Sul-Americana.

Assim, jogo de sábado além de valer 6 pontos, reunirá ex-participantes da Libertadores e Conmebol. Já Paysandu x América-MG, dia 28.7, 19:30h, poderá ser na Curuzu, dependendo dos resultados contra Sampaio e CRB.

Partida de volta da Copa BR, Bahia x Paysandu, dia 22.7, 19:30h, será no Estádio de Pituaçu, pois Arena Fonte Nova está alugada. Na Série C, Águia x Fortaleza antecipado para 25.8, sábado, 16h, no Zinho Oliveira.

Conselho de Futebol de Clubes além de clubes da Série A terá também dois representantes da Série B (um deverá ser o Paysandu), um da C (cotado Fortaleza) e um da D (certamete o Remo).

Remo e Rio Branco-AC têm 10 confrontos na história, 5 triunfos azulinos (16 gols), 2 acrianos (9 tentos) e 3 empates. Cuiabá e Águia são 6 jogos, 2 vitórias de cada, 2 empates, 9 gols a 6 para o Dourado.

Remo viajará hoje à tarde e ainda treinará amanhã na Arena Verde de Paragominas; Josué Teixeira, campeão da Série C de 2014 com o Macaé, novo comandante do Cuiabá e estreará contra os aguianos.

Alunorte Rain Forest viajará segunda-feira para Copa da Noruega Sub 17, de 27.7 a 1.8, levando a premiada estudante Jéssica Alencar para torcer; Camisa 10-Marabá vice no Sub 14, 3º no Sub 12 e chegou às quartas no Sub 14 da Copa Centro Oeste de Futebol.

HOMENAGEM – Marcos José Siqueira das Dores, o Canhoto, ex-ponta esquerda do juvenil da Tuna, juvenil ao profissional do Paysandu e Marituba nos anos 80. É advogado criminalista.

16 de julho de 2015 at 4:09 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 15.07.15

A chance do renegado

Souza é a bola da vez. Não se dá um passo nesta cidade das mangueiras e do falso BRT sem que alguém discuta o papel dele no time do Papão. A maioria não engole sua efetivação como titular pelo técnico Dado Cavalcanti, mas é justo reconhecer que nos últimos dias cresceu consideravelmente o contingente de defensores da ideia.
Veterano aos 33 anos, com passagem por uma fieira de clubes, Souza é hoje um nômade sobrevivente do futebol. Destacou-se como centroavante de força, tipo tanque, que não deixava passar chances na pequena área. Grandalhão, sempre usou bem a cabeça para marcar gols. Foi assim que se manteve por quase uma década em clubes de ponta, como Corinthians e Flamengo. Passou ainda por Goiás e Bahia.
Quando embicou para a Segunda Divisão estava obviamente em baixa, fora do mercado da Série A. Veio para Belém e, mesmo aceitando ganhar um salário inferior ao que recebia nos últimos anos, ainda assim se configura no jogador mais caro do elenco do Papão.
Surpreendente foi sua escalação para o jogo com o Macaé, depois de uma série de jogos sempre no banco de reservas. Insatisfeito com o rendimento da equipe na derrota para o Bahia na Arena Fonte Nova, Dado Cavalcanti fez várias mudanças no time, mas a que chamou mais atenção foi a entrada de Souza.
A discussão se estabeleceu depois da fraca atuação do centroavante. Lento nos reflexos, mostrou falta de ritmo e desperdiçou oportunidades preciosas, daquelas que nos bons tempos não costumava deixar passar. É verdade que a perda do penal por Misael nos instantes finais do jogo, seguida do desempate do Macaé, ajudou a atenuar os comentários sobre Souza.
Aos que criticam o técnico por insistir com Souza, provável titular hoje diante do Bahia pela Copa do Brasil, falta o entendimento quanto aos critérios de Dado. A manutenção do centroavante no time, se confirmada, atende a um princípio que tem marcado o trabalho do treinador no Papão: dar chance para jogadores que não se apresentem bem em determinadas partidas.
Tem sido assim com Carlos Alberto, que permaneceu no time por várias rodadas mesmo não convencendo no papel de organizador. A avaliação do técnico nunca é apressada, permitindo que o atleta seja realmente testado.
Por outro lado, Souza representa o centroavante de referência que falta ao ataque em certas situações. Com ele em campo, mesmo longe da antiga forma, há um motivo a mais de preocupação para as zagas adversárias. Principalmente a do Bahia, que o conhece bem de outros carnavais.

Sobre preços e competências

O atacante Sterling, quase desconhecido fora dos arraiais ingleses, superou seu compatriota Andy Carroll e se tornou o britânico mais caro da história do futebol. A transação com o Manchester City saiu por 49 milhões de libras. Carroll, menos conhecido ainda, custou 35 milhões de libras.
Imagino o que diria Johan Cruyff a respeito. Sobre o francês Pogba, outro hipervalorizado boleiro europeu, o mago do Carrossel Holandês afirmou: “Pagar 80 milhões de euros por um jogador como Pogba é um absurdo”. Tou com ele.

Direto do Face

“Rivaldo está em campo neste momento num jogo de futebol profissional. Joga pelo Mogi Mirim na segunda divisão de um dos maiores campeonatos de futebol do mundo: o Brasileiro. Rivaldo acaba de fazer um gol. Um gol de pênalti com uma elegância de um aristocrata. Rivaldo correu pra festejar com o filho. O filho de Rivaldo joga com ele no mesmo time. É o Rivaldo Jr., que festejou com o presidente do Clube, que é ele, Rivaldo pai. Rivaldo que já foi o melhor jogador do mundo. Rivaldo que foi um dos maiores responsáveis pela conquista do Mundial de 2002 pelo Brasil. Rivaldo confirma que o futebol vive. Rivaldo que é um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Um sobrevivente do Brasil, um nordestino que surgiu para o mundo no interior de São Paulo. Um artista que confirma que ainda existe sentimento nesse jogo que era esporte e virou um dos maiores negócios de entretenimento, mídia, consumo, marcas e economia globalizada. Rivaldo a quem todos os que amam futebol devem agradecer. Obrigado, poeta, por nos mostrar que nem tudo está vendido. Neste momento mais um gol! Gol de Rivaldo Jr!!”.
Glauco Lima, craque da publicidade e poeta de plantão, ontem à noite, extasiado com a permanência de Rivaldo no mundo da bola.

Os muitos truques na cartola de dona CBF

A CBF continua imbatível na capacidade de gerar factoides. Enquanto o ex-presidente José Maria Marin jaz encarcerado na Suíça, sob ameaça de extradição para os Estados Unidos pelas muitas falcatruas da Fifa, seu sucessor Marco Polo Del Nero vai dando seus pulos para tentar abafar tentativas de insubordinação interna.
Com os presidentes de federações sob controle, tratou de inventar um Conselho Técnico para atrair a cartolagem dos clubes. Deu certo. Todos caíram na armadilha. Em reunião realizada ontem, os clubes da série A elegeram como representantes os presidentes de Fluminense, Atlético-MG, Atlético-PR, Grêmio e Corinthians. Nos próximos dias serão eleitos dois dirigentes da Série B, um da C e um da D.
O objetivo anunciado é discutir todos os temas e demandas dos clubes para “encontrar um caminho que leve à melhoria e modernidade do futebol brasileiro”. Na vera, a intenção de Del Nero é conter o ímpeto mudancista que tomou conta de alguns dirigentes logo depois que estourou o escândalo da Fifa.

15 de julho de 2015 at 5:44 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 15.07.15

POSITIVO – Giovanni Augusto é o paraense de maior destaque no futebol brasileiro: 1º a balançar a rede da nova Arena Corínthians, tentos e assistências importantes no Atlético-MG e gols mais bonito a 12ª rodada. Cria da base do futebol e futsal do Paysandu, onde jogou com Ganso.

NEGATIVO – Leandro Santos joga mais que Tsunami ou Nadson (Remo)? Léo Melo superior a Leandro Carvalho (Paysandu)? Cada uma! E no Remo tem diretor com vontade de remontar o time.

Lá e Cá

Águia poderá quebrar tabu domingo e se tornar primeiro paraense a vencer em Arena da Copa: ele tem 1 empate, Paysandu 3 derrotas e 2 empates, Remo 2 empates e 1 derrota; Cuiabá vazou técnico Marchiori.

Verdadeiro histórico de Paysandu x Bahia remete a 26 jogos, 13 vitórias do Tricolor da Boa Terra (53 gols), 6 bicolores (33 tentos) e 7 empates.

Última partida no Mangueirão, semifinal da Copa dos Campeões, 21.7.2002, Papão 2×1, gols de Jajá e Jobson (pênalti), descontando Robgol (ele mesmo também de pênalti) para os baianos.

Paysandu: Marcão, Marcos, Gino (Márcio), Pedro Paulo e Souza (Luiz Fernando), Sandro, Rogerinho Gameleira, Wélber e Jobson, Jajá e Vandick (Albertinho). Técnico Givanildo Oliveira.

Muitos torcedores do Paysandu puxaram minha orelha e com razão: Papão tem também mais vitórias que o Sampaio (7×6). Serviu para medir como este espaço é lido!

Investidores querem Igor João no Bragantino-SP e Ameixa no Corinthians. Remo vai amanhã depois do almoço para Paragominas. Leão treinou ontem no Baenão antes do Bahia.

Provável onzena Azulina para sábado: F. Henrique, Ilaílson, Max, Henrique e Alex Ruan, Ameixa, Chicão, Juninho e E. Ramos, Aleílson e Paty. Como carência leonina é o ataque procura de goleador tem sido incessante.

Rio Branco-AC quer estrear atacante Giancarlo (ex-S.Caetano, Macaé e Vitória-BA) contra o Remo; bicolor Souza voltou a marcar no treino de ontem; Rivaldos (pai e filho) assinalaram e ajudaram o Papão: Mogi 3 x 1 Macaé. Fato inédito no futebol mundial!

Segundinha terá reunião definitiva dia 20.8 para regulamento e tabela. Vinte e um clubes se habilitando e ontem reunião só de orientação. Santa Rosa quer mandar jogos em Altamira em parceriacom a Prefeitura. Será?

HOMENAGEM – Railson Santos Corumbá, o Gogó, ex-basquetebolista (ala) campeoníssimo do juvenil ao principal no Paysandu, campeão NNe, vice e campeão brasileiro pela Seleão Paraense Juvenil. Faz Educação Física.
POSITIVO – Giovanni Augusto é o paraense de maior destaque no futebol brasileiro: 1º a balançar a rede da nova Arena Corínthians, tentos e assistências importantes no Atlético-MG e gols mais bonito a 12ª rodada. Cria da base do futebol e futsal do Paysandu, onde jogou com Ganso.

NEGATIVO – Leandro Santos joga mais que Tsunami ou Nadson (Remo)? Léo Melo superior a Leandro Carvalho (Paysandu)? Cada uma! E no Remo tem diretor com vontade de remontar o time.

Lá e Cá

Águia poderá quebrar tabu domingo e se tornar primeiro paraense a vencer em Arena da Copa: ele tem 1 empate, Paysandu 3 derrotas e 2 empates, Remo 2 empates e 1 derrota; Cuiabá vazou técnico Marchiori.

Verdadeiro histórico de Paysandu x Bahia remete a 26 jogos, 13 vitórias do Tricolor da Boa Terra (53 gols), 6 bicolores (33 tentos) e 7 empates.

Última partida no Mangueirão, semifinal da Copa dos Campeões, 21.7.2002, Papão 2×1, gols de Jajá e Jobson (pênalti), descontando Robgol (ele mesmo também de pênalti) para os baianos.

Paysandu: Marcão, Marcos, Gino (Márcio), Pedro Paulo e Souza (Luiz Fernando), Sandro, Rogerinho Gameleira, Wélber e Jobson, Jajá e Vandick (Albertinho). Técnico Givanildo Oliveira.

Muitos torcedores do Paysandu puxaram minha orelha e com razão: Papão tem também mais vitórias que o Sampaio (7×6). Serviu para medir como este espaço é lido!

Investidores querem Igor João no Bragantino-SP e Ameixa no Corinthians. Remo vai amanhã depois do almoço para Paragominas. Leão treinou ontem no Baenão antes do Bahia.

Provável onzena Azulina para sábado: F. Henrique, Ilaílson, Max, Henrique e Alex Ruan, Ameixa, Chicão, Juninho e E. Ramos, Aleílson e Paty. Como carência leonina é o ataque procura de goleador tem sido incessante.

Rio Branco-AC quer estrear atacante Giancarlo (ex-S.Caetano, Macaé e Vitória-BA) contra o Remo; bicolor Souza voltou a marcar no treino de ontem; Rivaldos (pai e filho) assinalaram e ajudaram o Papão: Mogi 3 x 1 Macaé. Fato inédito no futebol mundial!

Segundinha terá reunião definitiva dia 20.8 para regulamento e tabela. Vinte e um clubes se habilitando e ontem reunião só de orientação. Santa Rosa quer mandar jogos em Altamira em parceriacom a Prefeitura. Será?

HOMENAGEM – Railson Santos Corumbá, o Gogó, ex-basquetebolista (ala) campeoníssimo do juvenil ao principal no Paysandu, campeão NNe, vice e campeão brasileiro pela Seleão Paraense Juvenil. Faz Educação Física.
POSITIVO – Giovanni Augusto é o paraense de maior destaque no futebol brasileiro: 1º a balançar a rede da nova Arena Corínthians, tentos e assistências importantes no Atlético-MG e gols mais bonito a 12ª rodada. Cria da base do futebol e futsal do Paysandu, onde jogou com Ganso.

NEGATIVO – Leandro Santos joga mais que Tsunami ou Nadson (Remo)? Léo Melo superior a Leandro Carvalho (Paysandu)? Cada uma! E no Remo tem diretor com vontade de remontar o time.

Lá e Cá

Águia poderá quebrar tabu domingo e se tornar primeiro paraense a vencer em Arena da Copa: ele tem 1 empate, Paysandu 3 derrotas e 2 empates, Remo 2 empates e 1 derrota; Cuiabá vazou técnico Marchiori.

Verdadeiro histórico de Paysandu x Bahia remete a 26 jogos, 13 vitórias do Tricolor da Boa Terra (53 gols), 6 bicolores (33 tentos) e 7 empates.

Última partida no Mangueirão, semifinal da Copa dos Campeões, 21.7.2002, Papão 2×1, gols de Jajá e Jobson (pênalti), descontando Robgol (ele mesmo também de pênalti) para os baianos.

Paysandu: Marcão, Marcos, Gino (Márcio), Pedro Paulo e Souza (Luiz Fernando), Sandro, Rogerinho Gameleira, Wélber e Jobson, Jajá e Vandick (Albertinho). Técnico Givanildo Oliveira.

Muitos torcedores do Paysandu puxaram minha orelha e com razão: Papão tem também mais vitórias que o Sampaio (7×6). Serviu para medir como este espaço é lido!

Investidores querem Igor João no Bragantino-SP e Ameixa no Corinthians. Remo vai amanhã depois do almoço para Paragominas. Leão treinou ontem no Baenão antes do Bahia.

Provável onzena Azulina para sábado: F. Henrique, Ilaílson, Max, Henrique e Alex Ruan, Ameixa, Chicão, Juninho e E. Ramos, Aleílson e Paty. Como carência leonina é o ataque procura de goleador tem sido incessante.

Rio Branco-AC quer estrear atacante Giancarlo (ex-S.Caetano, Macaé e Vitória-BA) contra o Remo; bicolor Souza voltou a marcar no treino de ontem; Rivaldos (pai e filho) assinalaram e ajudaram o Papão: Mogi 3 x 1 Macaé. Fato inédito no futebol mundial!

Segundinha terá reunião definitiva dia 20.8 para regulamento e tabela. Vinte e um clubes se habilitando e ontem reunião só de orientação. Santa Rosa quer mandar jogos em Altamira em parceriacom a Prefeitura. Será?

HOMENAGEM – Railson Santos Corumbá, o Gogó, ex-basquetebolista (ala) campeoníssimo do juvenil ao principal no Paysandu, campeão NNe, vice e campeão brasileiro pela Seleão Paraense Juvenil. Faz Educação Física.

15 de julho de 2015 at 5:25 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 14.07.15

POSITIVO – Técnico bicolor Dado Cavalcanti comanda apoio a Mizael, terá Emerson e Pikachu de volta amanhã contra o Bahia (Copa BR) e sustenta manutenção de Aylon e Souza no ataque. Preço promocional até hoje.

NEGATIVO – Números provam quanto têm sido ineficientes os ataques de Paysandu, Águia e do Remo não deu muitas esperanças na estreia no Brasileiro. E agora, artilheiros? Contratação não pode ser qualquer uma!

Lá e Cá

Surpreende a queda de produção do zagueiro Tiago Martins, no Paysandu. No treino de ontem no Mangueirão Souza foi bem e marcou o gol da vitória dos titulares. Terá dia para reabilitação total amanhã!

Remo vai voltar a jogar na Arena Amazônia, pois Nacional-AM anunciou que mandará lá todos os seus jogos da Série D. Naça ganhará pontos do Náutico que jogou com todos os seus atletas irregulares.

Isso acontece numa Federação onde o presidente Zeca Xaud, há 41 anos no poder é o mais longevo presidente de entidade no mundo, tem o pior futebol do Brasil e é apadrinhado desde Havelange até Del Nero.

Sampaio só perde para o Paysandu na pontuação (21 a 22). Além de ter 2º melhor ataque da Série B, ganha em todos os outros critérios. Sábado autêntico jogo de 6 de pontos. Torcida bicolor hoje contra o Macaé (21).

Time da Bolívia Maranhense, sábado: Ruan, Daniel Damião, Plínio, Luiz Otávio e Raí, Moisés, Diones, Nadson e Válber, Pimentinha e Douglas. Técnico Léo Condé. Sampaio único time brasileiro campeão de 3 divisões.

Último jogo Paysandu x Sampaio, no Mangueirão, foi na Série C de 2009 e deu Papão 1×0, gol de Zé Carlos aos 50” de jogo; traço na indicação do vice-presidente do TJD repercutindo.

Águia de Marabá, único sem vencer no Grupo A da Série C, voltará à Arena Pantanal, domingo, também para jogo de 6 pontos contra o Cuiabá, com quem empatou lá ano passado de 1×1.

Remo alcançou 47 pontos em 27 jogos da Série D nas edições de 2010- 2012-20 14 e estréia de 2015. São 13 vitórias, 8 empates, 6 derrotas, 49 gols a favor, 37 contra e saldo de 12 (Fonte: Adilson Brasil).

Mesmo com a boa atuação de Ameixa, em Vilhena-RO, Juninho ganhará vaga no Remo, sábado, em Paragominas. Zagueiro Max de volta.

Aliás, Ameixa e Igor João só serão liberados a investidores no fim da Série D; Bahia treinará hoje à tarde no Baenão e chega sem Kieza e Zé Roberto. Bragantino João Leonardo esperado pela mamãe Laélia Risuenho.

HOMENAGEM – José Paulo Leal Sarmento, o Zé Paulo, ex-tricampeão paraense de Kung-Fu peso leve pela Academia Chute-Schaw nos anos 80. É funcionário da coleta de lixo municipal.

14 de julho de 2015 at 11:41 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 13.07.15

Como no verão passado

Não foi o renascimento esperado. O Remo deixou de vencer na estreia por desperdiçar muitas chances de gol, principalmente no primeiro tempo. Não foi um mau resultado, mas frustrou expectativas e deixou o torcedor com um quê de desconfiança em relação ao time. Do meio pra frente as coisas até funcionaram, mas a lentidão na saída e o excesso de toques improdutivos prejudicaram a atuação do time em Vilhena.
Contra um adversário limitado, que tinha claros problemas de entrosamento, o Remo teve a chance de liquidar o jogo nos 45 minutos iniciais. Mesmo com apenas um meia criativo, mas jogando no ataque desde os primeiros movimentos, o time criou jogadas agudas, puxadas quase sempre por Eduardo Ramos. Paty perdeu duas oportunidades. Aleílson e Chicão também desperdiçaram.
O gol nasceu quase ao final do primeiro tempo de uma boa jogada entre Ameixa e Chicão. Em rápida troca de passes, que não se repetiu depois, ambos envolveram a marcação do Vilhena e Chicão acertou um belo chute abrindo o placar.
A vantagem deu tranquilidade, mas parece ter acomodado o Remo, que caiu na velha armadilha de ficar esperando o adversário para explorar o contra-ataque. Como havia experimentado timidamente no começo do jogo, o Vilhena voltou a buscar espaços na defensiva azulina na etapa final e acabou encontrando.
Com a transição deficiente, o Remo se atrapalhou diante de um oponente pouco mais que voluntarioso. Os laterais, que já tinham apoiado pouco no primeiro tempo, praticamente abandonaram as ações ofensivas. Com isso, a equipe perdeu um dos caminhos para pressionar a defesa do Vilhena.
Na defesa, Ciro Sena surpreendeu pela firmeza, mas a zaga fraquejou no jogo aéreo, como ocorreu na Série D do ano passado sob o comando de Roberto Fernandes.
O goleiro Fernando Henrique também andou hesitando em algumas bolas, transmitindo insegurança. Ramos, enquanto teve fôlego, foi o jogador mais lúcido do meio, segurando o jogo e buscando acionar os dois atacantes. Podia ter rendido mais com outro meia (Juninho) ao seu lado.
Além de Ramos, Ameixa e Chicão tiveram boas atuações, mas Aleílson e Paty ficaram devendo. Chances criadas não podem ser desperdiçadas.
O ponto obtido fora só vai ser contabilizado como positivo se Nacional e Rio Branco também se atrapalharem em Vilhena. O problema é que, pelo que se viu do time rondoniense, dificilmente vai jogar de igual para igual contra os demais adversários.
Resta a Cacaio corrigir os erros exibidos na estreia para não ser surpreendido nos confrontos previstos para Paragominas. É fundamental que o time tenha mais objetividade na ligação entre meio e ataque e, principalmente, capriche nas finalizações.

Nova derrota deixa o Águia ainda mais ameaçado

O Águia parece confirmar os piores vaticínios sobre sua trajetória na Série C deste ano. Sem vencer em casa até agora, o time marabaense vinha pelo menos se mantendo invicto como visitante. Isto acabou no sábado à tarde. Foi derrotado pelo Icasa, que ainda não havia sequer pontuado na competição.
A defesa continua a ser o principal dos problemas de João Galvão, tomando gols bobos e intranquilizando o resto do time. O ataque também tem se mostrado fraco, dependendo muito da produção de Flamel no meio-de-campo.
Os dois anos de ausência do Parazão estão cobrando sua conta, pois o time parece ter perdido a identidade e a velha ousadia. A experiência desastrada com Dario Pereira explica muito da derrocada do Águia.

E Ronaldinho fecha outro bom negócio

A gente percebe que o Brasil continua apanhando de 7 a 1 para Alemanha quando um dos grandes clubes do país, o Fluminense, contrata um ex-jogador em atividade com salários de quase R$ 800 mil e ainda sai comemorando o feito.
Ronaldinho Gaúcho há muito tempo deixou de ser decisivo pelo simples fato de que o futebol deixou de ser importante para ele. Na verdade, depois das Bolas de Ouro conquistadas nos tempos de Barcelona e das temporadas fulgurantes de 2004 a 2006, nunca mais se interessou verdadeiramente pelo jogo.
Sua saída do Barça, sem deixar saudades, foi sintomática do fim de carreira antecipado. A fugaz passagem pelo futebol italiano só antecipou a previsível volta para o Brasil, onde sabia que ainda encontraria espaço para brincar de jogar.
Escolheu o Flamengo para isso e acabou saindo da Gávea pela porta dos fundos. Reapareceu no Atlético-MG depois de um leilão ridículo promovido pelo irmão Assis. No Galo, teve o mérito de não atrapalhar um time que era todo velocidade e gana de vencer.
A perda do título mundial no Marrocos significou também o fim do encanto, fazendo com que o veterano mais festeiro do Brasil buscasse abrigo no México. Como maestro do desconhecido Querétaro, chegou a encantar no começo, como sempre acontece, pelos dribles e malabarismos com a bola, dom que jamais perdeu.
Ao cabo de uma campanha até surpreendente – o time chegou à decisão – arrumou as malas, guardou o cavaquinho e se prontificou a fazer novo leilão. Como interessado, apareceu o Vasco. Depois, um clube turco. Ronaldinho terminou fechando com o Fluminense.
Na internet, juras de amor eterno, beijos na camisa tricolor, o ritual de sempre. Pelo que se noticia, englobando acordos de exploração de imagem e salários, serão cerca de R$ 800 mil mensais. Cifra à altura de campeonato europeu de porte médio, mas extremamente salgada para o pré-falimentar futebol brazuca.
Sem dúvida, um grande negócio para o ex-craque. E um imenso ponto de interrogação para o clube: pode tanto ser a cereja do bolo de um time em evolução na Série A quanto a laranja podre capaz de botar tudo a perder.

13 de julho de 2015 at 3:13 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 13.07.15

SERIA VITÓRIA, MAS FOI DERROTA.

Depois de uma subida empolgante, o Paysandu não manteve o embalo e sofreu duas derrotas fora de casa. Na primeira, contra o Bahia-BA, jogou abaixo da crítica e não conseguiu suplantar o tricolor da boa terra, mas mesmo assim se manteve na vice-liderança da Série B. Na sexta, entretanto, foi ao interior do Rio jogar contra o Macaé-RJ e até começou bem, saindo na frente com um gol de Gualberto aos 10 minutos do 1º tempo. No começo do 2º tempo sofreu o gol do empate e não se intimidou, partindo pra cima tentando garantir mais uma vitória. E ela poderia ter vindo ao finalzinho quando um pênalti claro foi marcado a favor do Papão. Mizael perdeu a chance e um minuto depois, aos 47 minutos, o atacante Pipico acabou fazendo para o Macaé; um castigo para quem teve a vitória nas mãos e jogou fora. Que os corneteiros de plantão não venham por a culpa no Dado, pois não foi ele quem bateu o pênalti. Se Mizael fizesse, a vitória estaria nas mãos e o Papão hoje seria líder. Agora é buscar pontos em casa.

ALTA TEMPERATURA

Se não se deu bem em campo nas duas últimas partidas, fora das quatro linhas o Papão vai marcando seus gols. Dentro de aproximadamente 90 dias o Hotel Bicolor estará pronto, evitando assim gastos desnecessários nas concentrações bicolores em hotéis da cidade. A cada jogo o Paysandu gasta aproximadamente 10 mil reais e esse dinheiro não precisará mais ser gasto, evitando-se também que alguns atletas aluguem apartamentos para suas moradias. Mais um golaço da atual diretoria, que, diga-se de passagem, está com os salários em dia.

BAIXA TEMPERATURA

É, depois de uma longa espera o Clube do Remo fez sua estréia na Série D fora de casa, empatando com o simples Vilhena-RO em 1×1, depois de sair na frente e se acovardar permitindo o empate. Sorte é que o Nacional-AM também empatou fora de casa com o Náutico-RR e ficou tudo embolado. O Rio Branco só vai estrear no fim de semana. Pra quem esperava um grande resultado, o empate serviu de alento.

NO TERMÔMETRO

E mais uma vez os bastidores do Clube do Remo entraram em ebulição, com a decisão do presidente de direito em alongar suas forçadas férias. Minowa resolveu estender seu pedido de 90 dias de licença até o final do ano. Enquanto isso o time estreou com um empate diante de uma equipe que deve ter uma folha de pouco mais de 30% do valor do clube azulino. /// Uns dizem que Cacaio custou a mexer e por isso levou o gol de empate; outros dizem que os jogadores não estão acreditando nos seus potenciais. A verdade é que o Remo treina de um jeito e joga de outro. Já cansei de dizer que o Remo não tem laterais nem pra marcar, tampouco para atacar e quando Eduardo Ramos não joga o time não frutifica. No ataque, estamos precisando de alguém que faça gols em todas as partidas. Empatar com o pior time da chave é duro. /// Dado Cavalcanti troca o chip para receber o Bahia-BA nesta quarta, 22 horas, no Mangueirão pela Copa do Brasil, 3ª fase. Terá que fazer um bom resultado para poder jogar com tranquilidade e paz na partida de volta. /// Já no sábado, pela Série B, o adversário será o perigoso Sampaio Corrêa-MA, que também está buscando sua chegada ao G4. Se vencer bem na quarta, prenúncio de casa cheia no sábado, mesmo nas férias de Julho. /// Não tivemos 400 pagantes na partida de ontem do Remo pela Série D lá em Rondônia, o que prova que os times que levam público aos estádios aqui no Norte são Remo e Paysandu. /// Uma grande e abençoada semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

13 de julho de 2015 at 3:10 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 12.07.15

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. Vamos falar da Excelente Campanha do Paysandu
na Série B, o Águia na Serie C e a Estréia do Remo na Série
D. Guerreirão no comando, estarei com os companheiros
Gerson Nogueira e Valmir Rodrigues. Neste Domingo Sorteio
de Uma Camisa Oficial do Paysandu e Outra do Clube do
Remo. Participe pelo @bolanatorre.
SINUCA DE BICO…

Reunião de Assembléia Geral que estava marcada para quarta, dia 15, e que iria colocar em votação a Destituição ou não, do Presidente Pedro Minowa foi suspensa. Pedro Minowa Prorrogou a Licença até 31 de Dezembro. As investigações vão continuar. Em Tempo: Conselho Fiscal abriu a Tampa do “Baú do Japa”, cheques sem fundos, recibos de diretores remunerados, venda do jogador Rony e por ai vai…É muita Bronca!!!
VAI COMEÇAR…

A saga azulina na disputa pelo Campeonato Brasileiro da Série D, o grande objetivo é o acesso e classificação a Série C e fazer o caminho da volta. Primeira escala será hoje na cidade de Vilhena em Rondônia, lá estarão os companheiros Jorge Anderson e Paulo Caxiado. Nesta primeira fase os três primeiros jogos serão em Paragominas aos sábados. Lembrando que nesta fase classificatória o Remo ainda terá Nacional (AM), Rio Branco (AC) e Náutico (RR). Boa Sorte ao Leão!!!
CONQUISTA…

O grande artilheiro azulino fora de campo é sem dúvida o Dr. André Meira, responsável pelas causas Trabalhistas do Clube. E como não tem bola perdida, conseguiu junto ao Corregedor Dr. Gabriel Veloso no TRT a liberação de 50% das cotas de patrocínio do Clube e Desconto de 30% nas cotas das arrecadações nos jogos do Brasileiro. Uma questão de “Bom Senso” e um “Um Golaço”. Agora a diretoria poderá programar pagamento de jogadores, funcionários e do próprio advogado que está sem receber a dois meses. Pode?
ELEIÇÃO

Com o fim do mandato do atual Presidente da ACLEP Geo Araújo já começaram as articulações para a eleição do novo presidente que só vai acontecer em Janeiro de 2017, por tanto um bom tempo para a campanha. Por enquanto duas chapas surgiram: Uma liderada pela atual Vice Presidente Nildo Matos e a segunda pelo atual Secretario Geral Getúlio Oliva. Pode pintar mais uma com Toninho Silva na cabeça. A briga vai ser boa…

12 de julho de 2015 at 2:30 pm Deixe um comentário

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