Coluna do Gerson Nogueira – 03.08.15

3 de agosto de 2015 at 8:15 pm Deixe um comentário

Leão acorda a tempo e vence

O resultado foi excelente, a vitória por 3 a 0 consolidou a liderança no grupo, mas é preciso dizer também que o Remo levou 66 penosos minutos para fazer gol na fraca defesa do desorganizado Náutico de Roraima. Quem vê o placar final imagina jogo fácil – não foi. Quando Léo Paraíba balançou as redes, aproveitando cruzamento de Alex Ruan, o desespero já começava a dominar os arraiais azulinos, temendo um tropeço diante do pior time da chave.
Depois do gol, o time parece ter tirado um peso gigantesco dos ombros e passou a acertar passes e até a arriscar chutes, coisa rara ao longo da partida. E aí pontificou o melhor jogador da equipe.
O time roraimense se entregou e aí Eduardo Ramos se encarregou de fechar o caixão em lances que atestaram a incrível fragilidade do adversário. Mais avançado, ele aproveitou bem as incríveis falhas da defesa do Náutico e ampliou a vitória para 3 a 0 com dois gols, aos 31 e 41 minutos.
Estranho foi o comportamento do Remo no primeiro tempo, aceitando passivamente o bloqueio defensivo imposto pelo visitante, exatamente como ocorreu no primeiro jogo na Arena Verde, contra o Rio Branco.
Com até nove jogadores posicionados atrás da linha da bola, o Náutico raramente saía de seu campo. Cuidava apenas de bloquear, mas deixava o Remo com a posse de bola. Só que os azulinos não sabiam o que fazer para chegar ao gol. Perdiam-se em chutões, toques laterais e passes errados – situação agravada pelo estado do campo, muito seco e irregular.
Rafael Paty e Welthon nada produziam, mas é preciso entender que não havia qualquer jogada para explorar os dois homens de frentes. Ramos, o mais lúcido, ainda acertou uma bola na trave, mas o time não engrenava.
Na etapa final, quando a situação tendia a se complicar, até mesmo por alguns ataques perigosos do Náutico, Cacaio resolveu finalmente lançar Léo Paraíba e Leandro, respectivamente nas vagas de Gabriel e Welthon.
Acertou em cheio. Com Paraíba em campo, o time pela primeira vez passou a ter jogadas individuais e não se limitava a dois jogadores fixos no ataque. Sem um esquema bem azeitado, a única saída teria que vir através de iniciativas isoladas. E Paraíba não teve medo de arriscar.
Depois do primeiro gol, a presença ofensiva do Remo cresceu bastante, facilitada também pelo cansaço do Náutico. Ficou claro que, para os próximos desafios, dentro e fora de casa, Paraíba passa a ser opção natural, pois não fica preso a uma função na área. Busca o jogo, é rápido e arrisca chutes.

Da série “mistérios insondáveis do futebol”

O veterano Leandrão, ex-Remo e agora no Brasil de Pelotas, é o artilheiro da Série C com 9 gols.

Santos, Santos, Santos…

O Flamengo entrou com a autoridade de quem tem o melhor atacante do continente e a imensa torcida a embalar o time, mas do outro lado havia o tradicional alvinegro praiano. Dois gols-relâmpago no fim do primeiro tempo deram a certeza de vitória, inclusive para a emissora que transmitia a partida. Ledo engano.
Depois do intervalo, Ricardo Oliveira, artilheiro da Série A, e o garoto Lucas Lima se encarregaram de mudar o script. E provar que nem o Mengo é tão poderoso assim, muito menos o Peixe é essa garapa toda.

Cartola licenciado já ensaia o retorno

Bastou a situação desanuviar um pouco e o time começar a engrenar na Série D para que aves emplumadas se empenhem a estimular um retorno de Pedro Minowa à presidência do Remo, antes mesmo de expirar a licença por ele solicitada. O discurso, sem qualquer consistência lógica, é o de que teria sido vítima de pressões.
Talvez os defensores da ideia imaginem que toda a bagunça deixada após cinco meses de gestão, contribuindo para o agravamento da situação junto à Justiça Trabalhista e a desordem administrativa no clube, foi deixada de lado e esquecida pelos conselheiros e pela torcida.
Desconhecer o volume de informações sobre as lambanças do presidente licenciado pode ser um grave erro estratégico de seus apoiadores, com sérias consequências para o clube e para o próprio cartola.
Como se não bastassem todos os atropelos financeiros decorrentes de quase 12 anos de más administrações, o Remo ainda se vê à mercê dos arroubos politiqueiros de quem não tem qualquer preocupação com a história do clube.

Águia perde nos 20 minutos finais

Foi a quinta derrota na competição. O resultado mantém o Águia na zona de rebaixamento da Série C, a cinco pontos do oitavo colocado (Cuiabá). Contra o América-RN, ontem à tarde em Natal, o time de João Galvão até fez um bom primeiro tempo, atacando e mantendo o domínio da partida, mas não conseguiu fazer gol. Mais objetivos, os donos da casa aproveitaram a única oportunidade, com o ex-azulino Adriano Pardal, aos 29 minutos.
No segundo tempo, logo aos 9 minutos, Adriano Pardal ampliou e o Águia não teve forças nem para esboçar reação. O resultado empurra o time marabaense para uma situação inédita: dez jogos sem vencer na Série C.

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PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 03.08.15 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 04.8.15

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