Coluna do Gerson Nogueira – 09.08.15

9 de agosto de 2015 at 8:26 pm Deixe um comentário

Desafio no tapete baré

O Remo tem diante do Nacional amanhã, em Manaus, a oportunidade de dizer a que veio na Quarta Divisão. Um resultado convincente dará ao torcedor a convicção de que é possível obter o acesso à Série C. O jogo é o delimitador das potencialidades do time porque, pela primeira vez, será disputado em gramado perfeito, favorecendo a qualidade técnica dos jogadores.

Como até o momento, o Remo se viu forçado a jogar no campo seco e cheio de depressões da Arena Verde, é de se esperar que tenha um comportamento mais compatível com o favoritismo que carrega nas costas. Em futebol, favoritismo precisa ser provado na prática, com resultados e atitudes.

Até agora, disputados três jogos, o Remo foi uma equipe sujeita a oscilações, pouco precisa nas ações de ataque e muito confusa quanto aos papéis desempenhados pelos seus meio-campistas.

Surpreende que o técnico Cacaio, que comandou a impressionante arrancada remista no primeiro semestre, vencendo o Estadual e chegando à decisão da Copa Verde, não tenha conseguido ainda extrair o entrosamento que se faz necessário para que o time possa ser competitivo de fato.

É preciso, principalmente, arranjar um lugar para que as virtudes de Eduardo Ramos possam ser melhor exploradas. Como meia-armador, ele funciona até certo ponto. Quando se investe de tarefas ofensivas e de finalização, vai muito bem. Quando se limita a organizar as ações a partir da intermediária, acaba anulado pelas hesitações do quarteto de meia-cancha.

Não seria o caso de explorar mais a veia de finalizador que mostrou diante do Náutico? Nesse caso, Juninho exerceria um papel mais conservador, organizando o jogo à frente dos volantes.

Quando Cacaio projeta usar Ilaílson na lateral direita e Leandro no meio, fechando a marcação ao lado de Chicão, demonstra estar mais preocupado em se resguardar. É natural que pense assim, pois o jogo é decisivo para os amazonenses. Só não pode permitir que a cautela excessiva acabe por propiciar o espaço que Aderbal Lana espera ter para tomar conta da partida.

A dupla de ataque, com Léo Paraíba e Whelton, funcionou nos treinos e faz justiça ao melhor rendimento de ambos em comparação aos ex-titulares Rafael Paty e Aleílson. No fundo, é um confronto que vale para medir o poder de fogo dos dois leões nortistas na competição.

O Naça, bem menos produtivo até aqui na Série D, precisa desesperadamente de um bom resultado. Ao Remo, cabe explorar a ansiedade do adversário para se impor na Arena Amazônia. Não é tarefa impossível.

Lentidão e apatia preocupantes

Um jogo feio, marcado por chutões e choques nos primeiros 45 minutos. Até o gol, aos 12 minutos, nasceu meio sem querer. Muralha pegou rebote na entrada da área e disparou um chute despretensioso, conseguindo vencer a Emerson, que pulou atrasado e não conseguiu deter a bola.

Como se não estivesse contando com essa possibilidade, o Papão se desarvorou em campo. Até Ricardo Capanema, seu jogador mais voluntarioso, perdeu-se e não encaixou o bote certeiro de outras jornadas. Diego Rosa, um meia-atacante habilidoso, deitou e rolou em cima dos volantes bicolores, pois Fahel também entrou na dança.

Os laterais alvicelestes não apareceram para o jogo. João Lucas errando passes e tentativas pela esquerda. Pikachu preso lá atrás e só raramente buscando jogadas agudas. No setor de criação, um imenso vazio. Carlinhos abandonou o meio e foi tentar a sorte como ponta-esquerda.

Mas o pior do Papão se localizava no ataque. Os três homens de frente, escalados para pressionar a saída de bola do Luverdense, ficaram apenas na intenção. Não marcavam ninguém e não sabiam o que fazer quando a bola chegava – de vez em quando – ao ataque.

Atingido duramente logo nos primeiros minutos da partida, Misael passou a exercer um papel estranho: ficou atrás de João Lucas, como um lateral-direito exclusivamente defensivo. Com isso, Welinton e Everaldo perderam um parceiro importante nas manobras ofensivas. Everaldo só deu um chute, torto, depois de um rebote da zaga. Welinton não foi mais produtivo do que ele, mostrando apenas disposição para correr a esmo, sem destino certo.

Lento, sem vibração e com quase nenhum traço daquele time brigador e objetivo do começo da competição, no segundo tempo o Papão quase sofreria o segundo gol em novo vacilo do goleiro. Tiago Martins conseguiu salvar em cima da linha. Edinho e Gualberto ainda ameaçaram o gol do Luverdense em jogadas isoladas.

Vitória justa do Luverdense, que nem chegou a fazer por merecer, mas ganharia até por inércia. O Papão em certos momentos parecia fora do ar.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, tendo Giuseppe Tommaso, Rui Guimarães e Danilo Pires na bancada. Na RBATV, logo depois do Pânico, por volta de 00h10.

Ao meu velho

A coluna é dedicada ao seu José Dias, que a tudo acompanha lá de Baião. O dia é dele e a ele rendo todas as homenagens. O pouco que tenho e sou devo a ele.

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