Coluna do Gerson Nogueira – 13.08.15

13 de agosto de 2015 at 1:05 pm Deixe um comentário

Papão não pode se amofinar

A derrota já seria dolorosa, mas nas condições em que aconteceu acabou por se tornar traumática. O gol contra de Everaldo ainda martela nos corações e mentes alvicelestes. Nem podia deixar de ser. O desfecho lembrou em dramaticidade a derrota para o Macaé, quando o time desperdiçou um pênalti e logo a seguir deixou que o adversário marcasse o gol da vitória.
Apesar de tudo, o Papão não pode mergulhar em depressão, nem ajoelhar diante do muro das lamentações. O resultado foi ruim e até cruel, pois os times faziam um jogo mais ou menos equilibrado, mas é parte natural de uma competição naturalmente difícil como a Série B.
O importante, a essa altura, é observar as condições gerais da tabela de classificação. O Papão caiu para o oitavo lugar, mas se conserva muito próximo do G4, estando a apenas quatro pontos do quarto colocado (Bahia) e a sete do líder Vitória.
Caso vença o Oeste na próxima rodada, estará novamente brigando palmo a palmo por um lugar no G4, o que permitirá fechar a participação no turno com um aproveitamento inédito em campeonatos brasileiros de pontos corridos. No histórico da Série B, o melhor desempenho do Papão foi em 2006, com 26 pontos, índice já superado nesta temporada.
Ao torcedor custa muito aceitar derrotas e a coisa piora ainda mais quando o infortúnio vem acompanhado de uma infelicidade. O gol contra de Everaldo doeu pela perda dos três pontos nos minutos finais e também por permitir uma infinidade de gozações por parte dos torcedores rivais, sina que acompanha as grandes paixões boleiras.
Todo grande time de massa está sujeito a zoeiras infernais quando perde nas circunstâncias em que o Papão perdeu anteontem. Ocorre que só os realmente grandes são capazes de encarar essas desditas com altivez. E os bicolores têm a vantagem adicional de poder dar a volta por cima já na próxima partida.
Problema maior diz respeito à produção do time e à condição técnica dos jogadores disponíveis. Depois de conseguir apenas uma vitória em oito partidas, o técnico Dado Cavalcanti deve estar reavaliando a estratégia de fazer constantes mudanças no setor ofensivo, causa do desentrosamento do setor.
Basta um rápido retrospecto para constatar que o técnico busca a cada jogo encontrar o ataque ideal. Começou com Leandro Cearense e Aylon, usando Bruno Veiga como opção. Partiu depois para a experiência com Souza e Aylon. Diante do fracasso retumbante, inovou com o trio Welinton-Cearense-Misael. Em seguida, escalou Welinton-Everaldo-Misael. E, contra o Criciúma, decidiu voltar ao sistema anterior, com dois atacantes, Welinton e Everaldo.
Nada funcionou a contento, com honrosa exceção do duo Cearense-Aylon, que esteve presente na maioria dos jogos da fase de oito jogos invictos no começo do campeonato. Talvez seja o momento de Dado esquecer as restrições a Cearense e revalidar a dupla, antes que a gordura acumulada até aqui comece a virar fumaça.
Por enquanto, diante do equilíbrio reinante na disputa, de alto a baixo, o Papão não tem nenhuma razão para perder o embalo. O campeonato está apenas na metade e a campanha segue dentro das expectativas iniciais.

Leão contabiliza melhor início na Série D

Os números do Remo na Série D, após quatro partidas realizadas, permitem projeções mais otimistas que nas participações anteriores. O clube cumpre até aqui seu melhor começo de campanha, com 10 pontos ganhos em 12 disputados. Em 2010, a essa altura da disputa, tinha 8 pontos. Em 2012, 7 pontos. E, na competição do ano passado, apenas 5 pontos. Sem dúvida, a arrancada inicial já justifica o otimismo que começa a tomar conta da torcida.
Por sinal, a ansiedade do torcedor por ver o time novamente em alta tem garantido arquibancadas lotadas no estádio Evandro Almeida para acompanhar os jogos exibidos no telão. Certeza de grandes arrecadações quando o campeonato realmente pegar fogo a partir do mata-mata inicial.
Cacaio chegou a ser alvo de críticas no início do torneio por parte até de dirigentes corneteiros, mas volta a desfrutar de prestígio diante do bom trabalho realizado. Com crédito na casa pela conquista do Campeonato Estadual e o vice-campeonato da Copa Verde, o técnico só precisa afinar melhor a companhia, por ora excessivamente dependente das ações de Eduardo Ramos, seu principal jogador.
Caso solucione o problema do meio-campo, ainda dispersivo em vários momentos dos jogos, o Remo tem boas possibilidades de terminar em primeiro lugar no grupo e entrar forte nas etapas eliminatórias.
Importante: os dados estatísticos aqui citados foram pesquisados pelo produtor da Rádio Clube, Saulo Zaire.

“Primeiras Linhas”: um grito de resistência

Saiu do forno o jornal-laboratório “Primeiras Linhas”, da Faculdade de Comunicação da UFPA, trazendo ampla reportagem de capa sobre a chacina de novembro de 2014, que vitimou dez pessoas em diferentes bairros da periferia de Belém e que até hoje permanece impune.
Em formato tabloide, com 12 páginas em cores, o jornal resulta do esforço e da participação dos estudantes do curso de Jornalismo da Federal, sob a responsabilidade do professor Guilherme Guerreiro Neto, diretor de Redação, e a supervisão de mestres como Manuel Dutra, Rodrigo Peixoto, Otacílio Amaral Filho, diretor do Instituto de Letras e Comunicação, e Rosane Steinbrenner, diretora da Facom.
Espécie de grito de resistência, o “Primeiras Linhas” marca a retomada do jornalismo impresso na Faculdade de Comunicação da UFPA, com um produto laboratorial em que os estudantes são apresentados “às práticas que haverão de abraçar na vida real, atentos para as mutações por que passa esse tipo de jornalismo nas suas interações com os suportes digitais”, como bem define o professor Manuel Dutra em mensagem aos leitores.
O projeto gráfico é da Oficina de Criação, com diagramação de Ricardo Harada Ono e impressão da Gráfica Universitária.
Vida longa ao “Primeiras Linhas”!

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